Fronteiras Invisíveis do Futebol #94 – História do Catar

Vamos aproveitar a Copa do Mundo e conhecer mais da História desse país e sua cultura, a “Pérola” do golfo. A arqueologia que desvenda a antiguidade, a indústria perlífera, a tintura púrpura, a disputa por influência por diversos impérios e regiões, a descoberta de petróleo e de gás que revolucionou a península sob domínio dos al-Thani. Tudo isso temperado com um pouco de esporte e o histórico entre Brasil e Catar no futebol!

Referências no programa

Livro Qatar: A Modern History, de Allen James Fromherz

Livro When Friday Comes: Football, War and Revolution in the Middle East, de James Montague

Nerdologia História do Catar

Fronteiras Invisíveis do Futebol #57 – Arábia Saudita

Nerdologia História – A origem da escravidão no Brasil

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Filipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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11 Comentários

  • Que saudades desse programa, maravilhoso, espero que não parem mais, muito obrigado.

  • Como assim o campeonato nacional do Catar não é o “Catarrão”????

  • Excelente programa Matias e Filipe, programa que eu aguardava bastante. Gostaria de recomendar como complemento um documentário no youtube q tô gostando muito, no estilo Nerdologia, do canal Tifo Football, vinculado ao jornal esportivo The Athletic. Consiste em 5 vídeos de ~15 min. cada (até o momento já saíram 4). Falam da história contemporânea do Catar mas dão enfoque maior no fenômeno do investimento árabe no futebol, nos eventos econômicos (e políticos, especialmente dentro da FIFA) que culminaram na suspeita escolha da sede, e nos eventos geopolíticos depois disso na FIFA, no Catar e nos seus rivais do Golfo.

  • Excelente programa! Mataram a saudade da galera! Como complemento, cito as atuais ligações políticas do Qatar com a França (além do PSG, Nicolas Sarkozy e Michel Platini) e a Espanha (Barcelona, Guardiola, Xavi e Piqué), que foram fundamentais para conseguir sediar a Copa. E cito também a Academia Aspire, centro de formação de atletas cataris que está por trás dos recentes títulos da seleção de futebol e das últimas medalhas olímpicas do país. O Independiente del Valle utiliza a metodologia da Academia Aspire para revelar jogadores, inclusive o Miguel Ángel Ramírez era profissional da Academia antes de ir para o Equador. Portanto, as duas seleções da abertura da Coap possuem forte ligação, já que grande parte dos jogadores equatorianos foi revelada pelo Independiente del Valle.

  • Programa delicioso! Faz jus ao título galático!

  • Olá, Filipe. Quanto ao que comentaste sobre a pouca profundidade e jovialidade do Golfo Pérsico, aqui vai uma breve explanação geológica da região.

    A placa tectônica Arábica era ligada às placas Africana e Somaliana. A separação entre as três placas se dá numa junção tríplice, onde hoje é Djibouti, gerando zonas de fraqueza de ruptura a 120º. Nessas zonas ocorre a formação de dois “oceanos” (Mar Vermelho, entre placas Africana e Arábica, e Golfo de Áden, entre Árabica e Somaliana) e um braço abortado (o Rift Valley Africano). Além disso, a continuidade da deriva entre as placas Arábica e Africana propiciou a abertura de dois golfos na Península do Sinai: Suez e Aqaba.

    No seu outro lado, a placa Arábica vai de encontro à placa Eurasiana, num processo de subducção. Isso causa um adelgassamento de sua crosta, ao passo que gera uma cadeira montanhosa no Irã. A região de choque entre elas, de camada fina, é o Golfo Pérsico, região então seca e que foi inundada após o degelo da última grande glaciação – por ser uma planície, as águas facilmente entraram por ali.

    No futuro, Golfo Pérsico será engolido e deixará de existir, mesmo processo que ocorre com o Mar Mediterrâneo.

    Forte abraço a você e ao Matías!

  • Salve salve, Filipe e Matias! Que saudades do Fronteiras, e que ótimo programa como sempre!
    Sobre a rivalidade regional e as mudanças na balança das influências, issi também é muito visível no audiovisual.

    Originalmente a Jordânia era o país mais visado para produções estrangeiras, com uma film commission nacional própria e bem estabelecida desde 2003, incentivos fiscais, regulamentação… Isso tem muito a ver com a história do país: a Jordânia não possui reservas naturais de gás ou de petróleo. Isso sempre a tornou a “irmã pobre” da região, o que à primeira vista pode parecer algo negativo, mas que justamente foi o que manteve o país estável – inclusive com a mesma família real Hashemita que os britânicos botaram lá há mais de 60 anos.

    Mas nos últimos anos a Arábia Saudita e o Catar resolveram “entrar na briga” para atrair produções estrangeiras e consequentemente dinheiro/visibilidade, além de, claro, [tentar] lavar a própria imagem com uma boa ensaboada de soft power.

    Doha fundou seu Film Institute em 2010, com programas de financiamento e incentivo, festivais, formação de talentos… O site é lindo, e tem muitas frentes de atuação.

    Já a Arábia Saudita criou um festival em 2019, o Red Sea Film Festival, em Jeddah, e investiram muito em espaços publicitários em tudo que é site do setor, databases de contatos, etc. As film commissions regionais do país vêm investindo pesado em incentivos e atração de filmagens. A Film AlUla, por exemplo, sempre usa fotos que lembram muito uma locação de um certo templo que guardava um certo graal – na Jordânia.

    Dubai tem uma film commission desde 2012, mas é “só” um emirado competindo com os gigantes mais ricos da região…

    Pra fechar o comentário gigante, esse movimento tem tudo a ver com o boom dos streamings, que vêm procurando locações mais baratas, incentivos maiores, e, secretamente mas não tanto, regulamentações locais menos restritivas que EUA, Europa, etc. para filmar mais rápido e gastar menos. Mas aí já é outra história… Beijos pra vocês e vida longa ao retorno do Fronteiras!

  • Pingback: Xadrez Verbal Podcast #317 – COP27, G20 e Copa do Mundo | Xadrez Verbal

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