Xadrez Verbal Podcast #464 – Eleições pelo mundo
Recebemos novamente nosso amigo Heitor Loureiro para comentar as eleições na Armênia, as notícias do Oriente Médio. Também vamos para a parte política da Copa do Mundo de 2026, com as ações do governo Trump. Damos uma volta pela nossa quebrada latino-americana, com eleições no Peru e na Colômbia. Giramos pelo mundo, a semana na História, economia com a professora Vivian Almeida, peões da semana e dicas culturais fecham mais um programa da sua revista de política internacional em formato podcastal!
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Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.
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Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
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Olá, Filipe e Matias,
Gostaria de comentar em relação à dúvida do Heitor Loureiro em 2h38min40s, quando narrado o caso da prisão do jovem que criticou o primeiro ministro armênio Nikol Pashinyan. Tendo como paradigma a legislação brasileira, acredito que a comparação mais precisa seria com o uso indevido do instituto da prisão em flagrante, que é facultada a qualquer pessoa, e obrigatória para as autoridades policiais e seus agentes, no caso de alguém se encontrar em situação de flagrante delito.
A prisão temporária só pode ser determinada por um juiz, durante o inquérito policial, para assegurar o sucesso de uma diligência de coleta de provas, tem prazo predeterminado de 5 dias, prorrogáveis por mais 5, e cabe somente quando houver provas de autoria ou participação em determinados crimes listados na Lei nº 7.960/1989.
Já a prisão preventiva, que também só pode ser determinada por um juiz, não tem prazo predefinido, pode ocorrer tanto na fase investigação policial como durante o processo penal, quando haja indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado, em caso de qualquer crime doloso com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos. O objetivo da preventiva é proteger o inquérito ou o processo judicial, a ordem pública ou econômica, ou, ainda, assegurar a aplicação da lei.
Assim, o caso do primeiro ministro armênio lembra situações no Brasil em que o agente público alega a existência de “flagrante delito”, geralmente de “desacato à autoridade”, para prender uma pessoa que questiona sua conduta, ainda que o dissenso em si não represente efetivamente situação de cometimento de crime.
Justíssimo, agradeço pela correção devida!
Olá Filipe, Mathias e Fernanda. Excelente episódio, pra variar. Muito boa a participação do Heitor e particularmente a coluna da professora Vívian. Gostaria só de acrescentar, sobre um comentário sobre bairros tristes, o bairro Pau Miúdo em Salvador/BA. Este sim é triste.
Olá amigos do Xadrez Verbal,
Me chamo Italo Ferreira Pereira, falando diretamente de Montreal, Quebec, no Canadá. Onde faço meu doutorado em Geografia na Concordia University.
Finalmente vou poder participar da brincadeira dos ônibus, já que esperei desde o primeiro episódio da brincadeira até chegar no 465! Já que eu pegava o 465 Express Côte-des-Neiges, pra ir de casa pra universidade aqui em Montreal. Essa linha subia o chemin de la Côte-des-Neiges, passava pela estação de metrô Côte-des-Neiges (linha azul), passava do lado da ladeirona do Mont-Royal (colina que dá o nome da cidade), cruzando ao lado do cemitério ao pé do monte onde estão enterrados algumas personalidades, como o cantor Leonard Cohen e diversos políticos importantes da história do Quebec e me deixava na estação Guy-Concordia. (Falo no passado, pois a linha foi recentemente extinta em maio desse ano, sendo absorvida pela linha 165).
Uma curiosidade sobre o bairro que dá nome a essa linha é que Côte-des-Neiges é um dos bairros mais densamente populados e etnicamente diversos do Canadá, com mais de 100 comunidades étnicas do mundo todo.
Adorei o volta do Fronteiras Invisíveis do Futebol e foi muito legal ouvir o episódio sobre a história do Canadá.
Mando um abraço pra todos vocês e mando um abraço pra minha esposa Verônica,
Italo
Olá amigos do Xadrez Verbal! Meu nome é Rafael Borges e acompanho vcs semanalmente, sem nunca ter perdido um episódio, desde o início de 2019. Desde muito tempo sentia a necessidade de conhecer mais sobre as políticas e relações entre países e governos… entender o porquê certas coisas aconteciam quando via notícias nos jornais impressos e televisivos e vcs fazem isso com maestria! Parabéns pelo trabalho feito com inteligência, dedicação e carinho.
Normalmente eu digo pros meus amigos que o único defeito de vcs (além da escolha dos times de futebol kkk) é gostarem de beisebol – um dos esportes mais chatos que eu já vi ao vivo – e não gostarem de rugby! rsrs. E confirmo o que o Filipe disse no episódio passado sobre a qualidade da camisa de rugby neo zelandesa… uma vez minha companheira à época teve a chance de ir à Nova Zelândia em 2008 e pedi a ela uma camisa dos All Blacks. Afirmo que tenho essa camisa até hoje e ela parece como nova… o preto não desbotou, o tecido segue como praticamente novo! Tenho certeza de que essa camisa vai durar muitos anos e, quem sabe, ela ajude o Filipe a começar a gostar de rugby! hahahah. Abraços!