Fronteiras Invisíveis do Futebol #81 – Peru

Cruzamos a última fronteira dos nossos vizinhos! Quer dizer, o último país filiado à CONMEBOL. Conhecemos o Peru, para um programa que despertou o espírito da 5ª série em nós. Desde a Antiguidade, passando pelo Tahuantinsuyo – conhecido como Império Inca – até a chegada dos espanhóis. Claro, com uma certa delimitação, já que já falamos bastante sobre o período incaico quando visitamos BolíviaChile e Equador. O Vice-Reino do Peru também foi o último bastião realista espanhol na América, e você vai entender aqui o motivo. A partir da independência, relembramos os conflitos externos e internos, envolvendo a última guerra do continente e o Sendero Luminoso, respectivamente. No mais, entramos na CANCHA, para falar dos seus clubes, ídolos e da Copa América conquistada no CARA OU COROA!

Referências no programa

Filme A Teta Assustada

Livro Bom dia para os defuntos, de Manuel Scorza

Livro Campeões da Raça: Os Heróis Negros da Copa de 1958, de Fabio Mendes

Fronteiras Invisíveis do Futebol #76 – Filipinas

Música de encerramento Contigo Perú, de Arturo ‘Zambo’ Cavero

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.

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Filipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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17 Comentários

  • Prezados, nota dez mais essa postagem. gostaria que me proporcionassem a possibilidade de baixar os arquivos dos posts anteriores, pois gosto de ouvir no player do celular enquanto faço outras atividades. Tentei baixar alguns, como o da Copa América, e não consegui.

  • Lucas Engel Sacht

    Olá, Filipe e Matias!

    Parabéns por mais um programa sensacional!
    Gostaria de deixar uma recomendação sobre a história do Peru, um texto feito por mim e por um colega de graduação no curso de História da UFPR acerca do golpe militar de 1968: “O golpe militar peruano de 1968 pelos discursos de Juan Velasco Alvarado”. Como apontado no programa, o episódio do golpe de Alvarado chama a atenção por ser um movimento de esquerda em um contexto latino-americano dominado por ditaduras de direita.

    O texto está publicado em um livro que conta com outros textos sobre o ano de 1968 em uma perspectiva internacional: https://pethistoriaufpr.wordpress.com/2019/02/21/livro-1968-imagens-contracultura-guerra-revolucao/

    Abraços!

  • Ainda acho foda imaginar como uma região historicamente tão rica como o Peru se tornou um país pobre, outras ex-colônias espanholas tem economias e índices de desenvolvimentos melhores. Até entendo como o México se manteve uma como principal potência hispânica devido a sua proximidade com o EUA, mesmo assim o Peru está atrás de Argentina, Chile, Colômbia…

  • Arthur Adriano Lobo

    Olá Filipe e Matias
    Esperava mais trocadilhos com o Peru. O jogador Pingo (Luís Roberto Magalhães) que passou pelo futebol peruano é o mesmo Pingo campeão Paulista pelo Timão em 97, também foi campeão estadual pelo Fogão, Mengão, Grêmio, onde também foi campeão da Copa do Brasil de 94, infelizmente nunca jogou pelo Torino, atualmente é técnico do Tubarão-SC. Outro Pingo (Erison Carlos dos Santos Silva) também foi campeão estadual pelo Corinthians (2003) e também nunca jogou com a linda camisa do melhor de Turim.

    P.S.: Vejo muito grená pelas ruas do meu bairro, a Água Rasa faz parte da grande Mooca. Abraços!

  • Gente, aluguem sabe de um Podcasts em español sobre o país e o seus acontecimentos gerais? Seria mto legal 🙂

  • Depois de terminar de ouvir hoje os 81 episódios, coisa que levei alguns meses para terminar, mas valeu a pena, resolvi comentar.

    Parabéns Filipe e Matias pelo podcast sensacional, não sei nem dizer o quanto já aprendi com tanta informação de história, já até usei para os fins que vcs recomendam.. kkk

    Sobre o novo quadro do Ubiratan, ótima escolha, ele é ótimo! Só por favor, mudem a trilha sonora do bloco dele, parece abertura de programa policial… hahaha

    Abraços

  • André Arruda Laskos

    Só vim deixar uma anedota e uma sugestão: diminuí a velocidade do áudio do programa sem querer e fiquei ouvindo meia hora achando que o Filipe estava bêbado. E eu ficava pensando “Cara, é muita caduragem gravar o programa bêbado”. O interessante é que eu achava que a voz do Matias estava normal hahaha.

    No aguardo de um programa sobre a Polônia dos meus antepassados. Aprendi muito sobre a história desse país ao pesquisar a genealogia da minha família (consegui chegar à 1740 em linha direta já).

    Abraços,
    André.

  • Caros amigos,

    Antes de fazer meu questionamento crítico (rs), gostaria de dizer que sou grande fã do Xadrez Verbal e do Fronteiras Invisíveis. Parabéns demais pelo trabalho fantástico.

    Como ouço o FI e o XV há pouco tempo que ouço, me desculpem se tiverem respondido antes, mas porque vocês usam o termo “conquista” para tratar da relação entre espanhóis e povos nativos na América?
    Não sou historiador e não sei bem como é essa discussão na área, mas vocês não acham que este termo acaba passando um pano para a violência com que o processo se deu?
    A princípio me vêm à cabeça termos como “invasão”, “genocídio”, e um longo etc.

    Forte abraço

  • * “Como ouço o FI e o XV há pouco tempo,” foi errado e não consegui editar

  • Caros Filipe e Matias, escrevo nesse post pois recém escutei o podcast sobre a Bolivia, e pretendo escutar este sobre o Peru assim que possível. Escrevo aqui por este podcast ser o mais recente, além de contar com expressiva similaridade com o país vizinho e histórico aliado nas lutas pelo pacífico.

    Quando se comentou sobre os avanços do governo Evo Morales, gostaria de adiantar uma característica (a qual penso como central) no processo político boliviano, que lhe dá grande estabilidade em comparação com os demais governo pós neoliberais nos países vizinhos: A arquitetura psicodélica Andina (procurem no google se não conhecerem, é incrível, maravilhoso mesmo. Matias que já esteve na Bolivia deve ter visto)! Por que arquitetura? Porque este estilo recente, que surgiu e vem crescendo durante o governo de Evo, acaba por materializar o pensamento de uma nova classe social: A burguesia indígena. É uma arquitetura extremamente colorida e tenta reproduzir, com recursos vultuosos, a mistura de cores ( presente na bandeira indígena, a Whipala) historicamente admirada no país.

    Penso que esse é um traço diferencial destes países que preservaram enorme parte de sua herança ameríndia, como Bolivia, Peru, e de certa forma, no Paraguai. Mariátegui já falava em utilizar as estruturas sociais indígenas para construir um socialismo autentico, sem importações de modelos stalinistas (e foi chamado pelos mesmos de “populista”, o maior xingamento à época, logo após de trotskista). Evo, com um plano um pouco mais recuado, parece ter feito o que as esquerdas latinoamericanas pensavam ser possível no período pós segunda guerra mundial (pré golpes militares, portanto): Construir uma burguesia nacional, mirando no exemplo da revolução francesa, e desenvolver a região a partir de uma aliança estratégica entre operariado e burguesia industrial, versus o latifúndio com raízes escravocratas e de baixa produtividade econômica (neste período, como sabemos, não existia o agronegócio).

    Aqui no Brasil, sabemos que o “plano Brasil maior”, lançado por Dilma em 2011 que previa uma cooperação nos mesmos moldes, entre industriais, trabalhadores e governo, falhou justamente em alavancar a taxa de investimento industrial. Mais uma vez, falha este tipo de aliança, e repete-se a história de crise econômica e fragilidade democrática que vivemos hoje. Creio que, o fato da Bolivia contar com uma nova classe poderosa, detentora de boa parte dos meios de produção e enxergar-se no 1º governante indígena de sua história pode ajudar a explicar o sucesso de Evo e do MAS (Movimiento al socialismo) boliviano. Potencialidade esta que creio que o Peru também conta, torço para que um dia consigam chegar lá. No caso paraguaio, por conta dos casamentos mistos forçados durante o século XIX (o qual só soube via vocês, obrigado!), creio que exista uma estrutura social distinta, a qual me exigiria maior estudo. Infelizmente, na mídia e mesmo na academia (sou graduado em RI e mestrando em ciencia política na UFF), o Paraguai parece um pouco esquecido (parabéns pelo programa sobre!).

    Saudações tricolores (1902)!

    • PS.:

      Parece claro que, assim como o Matias, curto estudar e ler temas latinoamericanos, porém ainda não cheguei no nível de acompanhar o ~bolivianão! Hahahaha! Porém costumo acompanhar a ignorancia do mesmo em relação aos filmes de super heroi e afins (mas acabei vendo vingadores e usei o tema p flertar, vejam vocês…) Valeu!

  • Victor Hugo Cavalcanti

    Em 2007 eu estava prestando serviço militar obrigatório no Centro de Estudo de Pessoal – Forte do Leme no Rio de Janeiro e lá havia um sargento equatoriano que estava estudando Inglês, como praça estrangeiro ele ficou abrigado em nosso alojamento e acabou criando uma amizade entre ele e os cabos e soldados do quartel. Esse sargento era veterano da guerra de Cenepa e ele dizia que tinha virado militar por que não queria morrer de fome mas quase morreu numa guerra.

  • Abraço Matias e Filipe! Comecei a ouvir o Fronteiras pra valer com esse episódio e gostaria de saber se há (não encontrei) ou haverá um episódio sobre a Costa do Marfim. Estive assistindo uma aula do João Daniel no Descomplica sobre a África Contemporânea e aprendi fatos muito interessantes sobre um armistício pós classificação da Costa do Marfim para a copa de 2006, além de um engajamento político do Drogba, que sempre admirei sem saber desse seu lado mais admirável ainda. Mesmo sabendo que vocês não costumam tratar do séc. XXI (pelo que vi com esse episódio do Peru), seria interessante se abrissem uma exceção, porque é absurdamente incrível.

  • Agradeço por ter lido meu comentário. Explicando melhor, o grupo do bolão a que me referi é da Copa do Mundo, e existe desde 2006 quando estávamos no período da graduação na graciosa cidade sol da Bahia, Jequié. Dizer que esse programa despertou a quinta séria por lá, e as piadas com o crescimento do Peru foram inúmeras. Um abraço.

  • Amigos, tudo certo?
    Muito, muito legal o episódio sobre o Peru.
    Trabalhei com a Seleção Peruana na Copa América e fiquei feliz de ouvir este episódio. Acabei conhecendo mais traços da cultura deles.
    Sobre música:
    – A música que vocês indicaram (Contigo Perú): os roupeiros colocaram para tocar no vestiário pouco antes do ônibus chegar com os jogadores. Lembrei na hora e tenho registrado em vídeo!
    – Fica a dica da canção “Adiós, Amor”, da gigante Daniela Darcourt. Salsa de primeira qualidade e a moça canta demais. É sucesso absoluto por lá!

    Parabéns pelo trabalho e Arriba Perú!

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