Fronteiras Invisíveis do Futebol #44 – Libéria

George Weah pode tornar-se o segundo ex-jogador africano a chefiar o seu país, seguindo o exemplo do argelino Ahmed Ben Bella. Além disso, será a primeira vez em 73 anos que a capital Monróvia observará uma transição democrática, quando a atual presidenta Ellen Johnson Sirleaf – agraciada com o Nobel da Paz em 2011 – passar o bastão para o seu vice Joseph Boakai ou o melhor jogador do Mundo e Bola de Ouro em 1995.

Para entender melhor o que está em jogo, voltamos ao passado para explicar a formação do país através da American Colonization Society, sediada em Washington, como uma alternativa para negros libertos nos Estados Unidos, na primeira metade do século XIX.

Contudo, esta iniciativa provocou uma série de conflitos étnicos que atingiram seu ápice no final do milênio, com duas guerras civis entre 1989-96 e 1999-2003, ambas comandadas pelo warlord Charles Taylor, julgado por crimes contra a humanidade na vizinha Serra Leoa.

Referências no programa

Documentário Reze Para o Diabo Voltar Ao Inferno

Livro História da África e do Brasil Afrodescendente

Documentário Liberia: An Uncivil War

Música Liberian Girl, de Michael Jackson

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.

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assinaturaFilipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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8 Comentários

  • Eu sempre aprendo muito com o programa, mais ainda quando é sobre países africanos. Isso porque todos os outros países eu sei alguma coisa, mesmo que pouco. Mas no continente africano, fora o Egito e a África do Sul o meu desconhecimento beira o absoluto.

    Obrigado pelo programa e vida longa ao Fronteiras Invisíveis do Futebol!

  • Sobre a BBC e a sociedade britânica, destaco dois John’s importantes da década de 20 e 30: John Reith (primeiro diretor geral do que conhecemos hoje como BBC) e John Grierson (que fundou o movimento documentarista britânico). Tanto Reith como Grieson acreditavam que o uso dos meios de comunicação de massa poderiam ser utilizados de forma direta com o público, unificando a Sociedade e criando reflexão.

    O modelo estrutural da BBC de Reith serviria como base para as TVs estatais do Brasil, futuramente; O documentarismo britânico de Grieson marcaria o gênero documentário até hoje, em um formato com narração off, completamente didático e expositivo, que reverberaria no Brasil com a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo – INCE, em 1933. (Quando se pensa em “documentário”, em senso comum é o documentário britânico que se vem à mente). Tanto o INCE quanto a rádio na Era Vargas foram utilizadas sob esse prisma de “unificar” a nação, nitidamente bebendo da fonte britânica de tratamento com os meios comunicacionais.

    Parabéns pelo programa!

  • Sobre a BBC e a sociedade britânica, destaco dois John’s importantes das décadas de 20 e 30: John Reith (primeiro diretor geral do que conhecemos hoje como BBC) e John Grierson (que fundou o movimento documentarista britânico). Tanto Reith como Grieson acreditavam que o uso dos meios de comunicação de massa poderiam ser utilizados de forma direta com o público, unificando a Sociedade e criando reflexão.

    O modelo estrutural da BBC de Reith serviria como base para as TVs estatais do Brasil, futuramente; O documentarismo britânico de Grieson marcaria o gênero documentário até hoje, em um formato com narração off, completamente didático e expositivo, que reverberaria no Brasil com a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo – INCE, em 1933. (Quando se pensa em “documentário”, em senso comum é o documentário britânico que se vem à mente). Tanto o INCE quanto a rádio na Era Vargas foram utilizadas sob esse prisma de “unificar” a nação, nitidamente bebendo da fonte britânica de tratamento com os meios comunicacionais.

    Parabéns pelo programa!

  • Muito bom o programa Filipe e Matias. Eu só não lembro agora se vocês falaram durante o programa que a Libéria foi um dos poucos países africanos que não foram colonizados durante a fase do imperialismo europeu no século XIX.

  • Luiz Wagner de Sousa

    Assisti Corinthians e Milan no Mineirão em 1997 … Com Weah em campo … abaixo dados técnicos do jogo:

    CORINTHIANS 0×0 MILAN
    04/08/1997– 15h30 Copa Centenário de BH
    Belo Horizonte-MG
    Estádio: Mineirão
    Público: 300
    Árbitro: Márcio Rezende de Freitas
    Corinthians: Ronaldo, Fábio Augusto, Antonio Carlos, Henrique e Edinan (Rodrigo); Gilmar, Silvinho, Fernando Diniz e Souza; Mirandinha (Romeu) e Marco Aurélio (Agnaldo). Técnico: Nelsinho Batista.

    Milan: Sebastiano Rossi; Paolo Maldini (Dario Smoje), Alessandro Costacurta, André Cruz e Christian Ziege; Demetrio Albertini, Dejan Savicevic, Zvonimir Boban, Jesper Blomqvist (Roberts); Ibrahim Ba (Anderson) e George Weah. Técnico: Fabio Capello.

  • Que loucura, a Libéria foi colonizada pelos Estados Unidos. Então quer dizer que a Libéria é uma ex-colônia de uma ex-colônia.

    E se considerar que Portugal ficou independente do reino da Galícia, então o Brasil também é uma ex-colônia de uma ex-colônia.

    E se o movimento O Sul é o Meu País conseguir independência, então o sul do Brasil será uma ex-colônia de uma ex-colônia de uma ex-colônia.

  • Gostei muito, porém ao invés da musica de encerramento ter sido a Michael Jackson poderia ter sido Alpha Blondy (Peace in Liberia). Talvez fosse uma forma de divulgar a arte Africa mesmo através da musica. obrigado pelo conteúdo. Deus abençoe.

  • Bem legal esse programa da Libéria, estava na expectativa desde que foi mencionada a “criação” do país pelos americanos. Pelo tempo de programa é o suficiente pra dar uma boa base para estender a pesquisa em outras fontes.

    Não sei se está ou não nos planos, mas fica a sugestão de fazer um sobre a Austrália.

    Abraços e sucesso

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