Diplomacia na mídia: Por que a Veja não é parâmetro de debate

Caros leitores, temos no Brasil uma revista de tiragem semanal de mais de um milhão de exemplares. A revista de maior circulação do país. Apesar desse tamanho, ela é muitas vezes tema de polêmica durante discussões políticas. Citar a revista Veja costuma ser criticável, dada as posições políticas e os métodos da revista; por sua vez, tais críticas costumam ser rebatidas com comentários ideológicos. Criticar o uso da Veja como fonte é visto como coisa de “esquerdista”, “marxistas radicais”, daí para baixo.

A mais recente capa da revista possui como manchete “Apagão na diplomacia”. Aqui nesse espaço já foram debatidos alguns dos colunistas da revista. Considerando a polêmica sempre desperta pela sua citação, em mesa de bar, fóruns na internet, etc., e o tipo de resposta que se segue, é razoável aproveitar que a capa da última edição envolve um dos temas principais desse blog para demonstrar os motivos das críticas. Desconstruir o discurso da revista para explicar os motivos de ela, muitas vezes, não ser bem recebida em um debate.

capa veja

Acima está reproduzida a capa da revista, imagem que está amplamente disponível na internet. O conteúdo será discutido, mas sem reproduções, considerando que ele é de propriedade da revista. O que leva ao primeiro ponto. Trata-se de revista privada. Possuem o direito de ter o posicionamento que quiserem. Escrever o que bem entenderem e as pessoas possuem o direito de comprar ou não a revista. Não se trata de censura, de eliminar uma publicação do mercado. Trata-se de discutir qualidade e comprometimento jornalístico, que, no fundo, é uma responsabilidade.

Voltemos ao letreiro da capa. Para sustentar a manchete, diz “Silêncio sobre o crime do Boeing cometido pela Rússia, ataque a Israel, o alvo número 1 do terror e, em Brasília, tratamento servil ao ditador de Cuba mostram a falência moral da política externa de Dilma”. Analisemos. Não houve silêncio no sentido proposto, de omissão; Dilma Roussef foi clara em dizer que o governo não tomaria uma posição “até que fique mais claro, por uma questão não só de seriedade, como também de prudência”. Além disso, ao contrário do sensacionalismo pregado por aí, ela comentou que veículos de imprensa levantaram algumas possibilidades, não afirmou nada.

Continuando, “o crime do Boeing cometido pela Rússia”. Absolutamente nenhuma evidência concreta, apontando qualquer culpado, foi levantada até agora. Mesmo fontes dos EUA diminuíram o tom e afirmam que não é possível ser provado. O equipamento utilizado muito provavelmente foi um sistema antiaéreo Buk, mas é leviano dizer que os russos forneceram o armamento utilizado no episódio. Que a insurgência no Donetsk tem apoio logístico russo, sem dúvida, mas uma bateria dessa não atravessa a fronteira despercebida. E a maioria do armamento pesado na mão dos insurgentes vem de quartéis ucranianos tomados ou de desertores.

Considerando que na semana anterior, o governo ucraniano deslocou baterias antiaéreas do mesmo modelo pra região, não é improvável que os rebeldes tenham tomado uma ou mais dessas. Assim como não é impossível que o disparo tenha sido de autoria das forças regulares ucranianas. A questão é que o míssil pode ter sido intencional ou por engano, disparado por algum dos dois lados do conflito. Por isso uma frase que diz, no dia 30 de Julho de 2014, que “o crime” foi “cometido pela Rússia” está errada, no mínimo. Não se sabe o culpado, e imputar essa responsabilidade na capa de um veículo de imprensa é um excesso que a Presidência não pode se dar ao luxo de partilhar.

Prosseguindo, “ataque a Israel”. Novamente, desinformação, em um veículo que deveria informar. O governo brasileiro não atacou Israel; condenou a escalada de violência. Os termos da nota são claros, assim como a razão para chamar o embaixador para consultas. Além disso, na semana anterior, o Brasil condenou as agressões de autoria palestina. O assunto já foi analisado aqui neste texto, Brasil, Hamas e Israel: Bobo, feio e cara de melão. Além disso, Israel ser “alvo número 1 do terror” colocaria o país acima de qualquer crítica, na construção da frase. E, óbvio, com a rasa conotação de que o governo Dilma “toma o lado dos terroristas”.

Continuemos. “Tratamento servil ao ditador de Cuba”. A frase claramente refere-se à estadia do Presidente cubano, Raúl Castro, na Granja do Torto, residência de campo da Presidência. Castro esteve em Brasília pela ocasião da Cúpula Brasil-China e líderes da América Latina e do Caribe (Celac). Por falta de costume, o fato gerou estranheza, entretanto, foi um pedido do governo cubano, atendido pelo governo brasileiro, nas bases da reciprocidade, já que quando Lula visitou Cuba, ficou em residências oficiais (Dilma costuma se hospedar em hotel).

Para exemplificar que esse é um procedimento relativamente comum no mundo, o governo dos EUA possui uma residência unicamente para estadias de Chefes de Estado visitantes, a Blair House. A Presidência também afirmou que as despesas foram do Estado cubano, que levou seu próprio pessoal. Pelo fato de ser um governo ditatorial ou, ainda, para averiguar se o governo brasileiro teve gastos, pode-se suspeitar do procedimento. Por isso que, de acordo com o Estado democrático, líderes partidários no Legislativo pediram averiguação. Daí afirmar que houve “tratamento servil” vai um pélago de distância.

Finalmente, a manchete encerra com um julgamento: a “falência moral” da política externa. Ou seja, temos um letreiro com um erro, o “silêncio” brasileiro; um julgamento antecipado sobre a responsabilidade da queda do Boeing na Ucrânia; outro erro, sobre o “ataque” brasileiro a Israel; um julgamento de valor, sobre a relação entre Israel e “o terror”; mais um erro, com a devida adjetivação, sobre o “tratamento servil” em Brasília, encerrando com um julgamento de valor sobre a política externa. Julgamentos, erros e adjetivos, apenas.

Vamos então ao conteúdo da revista. O editorial será ignorado neste texto, justamente porque é no editorial que um veículo de comunicação possui liberdade de expressar sua posição, sua avaliação, seu julgamento. Não é um texto informativo, é um diálogo entre a revista e o leitor. Vamos ao texto que inicia na página sessenta e quatro e encerra na página setenta e dois. Das nove páginas, entretanto, a maior parte é de fotos. Isso não pode ser criticado na Veja, ela conta com um vasto acervo fotográfico e material interessante sobre os eventos recentes, fornecidos por algumas das principais agências de notícias do mundo.

Nas páginas 64 e 65 temos a repetição de erros da capa. “Crime de Putin? Azar das vítimas. Sangue em Gaza? Culpa só de Israel”. Novamente, a construção falaciosa das frases, que presume um culpado em um julgamento que, hoje, é impossível de ser feito, e omite que o Brasil também reagiu aos atos palestinos. Além disso, podemos colocar um tempero de contradição. O subtítulo afirma que a “estridência” brasileira “depende de ideologias, não de princípios universais consagrados”. Oras, e o princípio de não condenar alguém sem provas? E o princípio de não admitir uma catástrofe humanitária em um conflito?

Vamos tratar primeiro do texto corrido, que inicia na página 66 e vai até a página 72. Por três vezes, o texto evoca o “crime de Putin”; curiosamente, no meio dele, o julgamento muda para “míssil disparado por separatistas apoiados pela Rússia”, que é repetido também três vezes. Por cinco vezes, fala-se que o Brasil criticou “apenas Israel”. Por três vezes, afirma-se que a política externa brasileira segue a “ideologia do PT”; em uma das vezes, a “ideologia torta” do PT. Evoca-se que, para o Itamaraty, o valor das vidas seria “dúbio”, que a política externa brasileira é de “dubiedade moral”.

Novamente, a alusão é de que Castro “mandou” em Brasília. Finalmente, Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para Política Internacional, seria o “chanceler de fato”. Denis Rosenfield afirma que as atitudes do Itamaraty se devem ao “antissemitismo da esquerda”. Fala-se também em “antiamericanismo” e que o Itamaraty, atualmente, não cumpre as “tradições diplomáticas” brasileiras, por se aproximar com ditaduras e terroristas.

Agora que o leitor sabe um resumo do que foi dito, como analisar o texto? Como dito, o mais flagrante é a contradição no julgamento sobre a responsabilidade na queda do Boeing MH17. Apontar “o crime de Putin” na capa e, no conteúdo, falar em “separatistas apoiados pela Rússia” releva certa dose de sensacionalismo na manchete. Além, é claro, de repetir um julgamento precipitado. Indo além do que já foi tratado anteriormente nesse texto, vamos ao de diferente no conteúdo da matéria.

Sim, o tamanho da influência de Marco Aurélio Garcia é motivo de debate, inclusive academicamente; daí a chama-lo de “chanceler de fato” é simplesmente um absurdo e, novamente, não é informação. Garcia foi assessor de Lula em seus dois mandatos, que tiveram como Chanceler Celso Amorim, que também ocupou o cargo com Itamar Franco (agradecimentos ao Edu Midas pelo apontamento), é o diplomata que mais tempo permaneceu no cargo e hoje é Ministro da Defesa. Após Amorim, Antônio Patriota assumiu e, após, Luiz Alberto Figueiredo. As sutis diferenças nos três Chanceleres não existiram caso Garcia fosse o “chanceler de fato”; teríamos uma homogeneidade.

Também é absurdo o “antissemitismo de alguns grupos de esquerda”. Isso é uma confusão primária ao se debater os eventos políticos que envolvem Israel: confundir o Estado de Israel com o povo judeu; criticar um não implica odiar o outro, assim como não é necessário ser judeu para achar a existência de Israel legítima, o caso desse autor aqui nesse blog. Além disso, não custa lembrar que vários dos principais líderes do Estado de Israel eram de esquerda, como Ben-Gurion e Yitzhak Rabin, ambos do Partido Trabalhista.

Essa postura da Veja sobre a “polêmica” com Israel é difícil de ser explicada. Seus supostos detratores costumam apontar razões partidárias na linha editorial da revista. Responsável pela formulação da política externa do candidato Aécio Neves, o embaixador Rubens Barbosa concordou com a posição adotada pelo Itamaraty. Além, o presidente da Confederação Israelita Brasileira, Claudio Lottenberg, se disse indignado com a grosseria do porta-voz Yigal Palmor, que chamou o Brasil de “anão diplomático”. Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo condenou o que chamou de “baixaria israelense”. A Veja, aparentemente, quis aproveitar a grosseria e criar uma manchete sensacionalista.

Sobre o viés ideológico “do PT” na política externa, em contraste as “tradições diplomáticas” do Brasil, esse é um discurso batido. E vazio. Alguns exemplos. Com Cuba, o Brasil reconheceu o governo de Fidel Castro em 1959 e se absteve na votação que expulsou Cuba da Organização dos Estados Americanos em 1962. Em 1964, houve o rompimento das relações devido ao golpe no Brasil, sendo restabelecidas em 14 de junho de 1986, após a redemocratização brasileira. Ou seja, enquanto o Brasil foi uma democracia, reconheceu e valorizou os laços diplomáticos com Cuba, inclusive com o governo de Fidel Castro.

Mais exemplos. O Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência angolana, em 1975, durante a ditadura militar brasileira; Angola sendo um governo autoritário, de esquerda. Também em 1975, o governo brasileiro reconheceu a Organização de Libertação da Palestina como “legítima representante do povo palestino”; a OLP deixaria de ser considerada “organização terrorista” pelos EUA e por Israel apenas em 1991, véspera da fundação da Autoridade Nacional Palestina. No mesmo ano, o Brasil votou favoravelmente à condenação do “sionismo como forma de racismo” na ONU. As relações Brasil e China, o maior governo autoritário da atualidade, datam de 1974, após serem interrompidas em 1949.

Além da matéria, temos alguns quadros nas páginas da matéria. Nas páginas 66 e 67, temos uma breve entrevista com Yigal Palmor, o porta-voz israelense que chamou o Brasil de “anão diplomático”. E da página 68 até a página 72 temos algumas chamadas que demonstrariam a “Estatura rebaixada” e “A longa e impávida descida do Itamaraty para o nanismo nas relações internacionais”. Novamente, a Veja se apropria de uma frase infeliz, amplamente condenada, como se verdade fosse.

No quadro, além de repetir as crises atuais, algumas das menções simplesmente não fazem sentido. Por exemplo: “2 de abril de 2009. O presidente Barack Obama se encontrou com o presidente Lula em reunião do G 20, em Londres, e disse que o brasileiro era “o cara””. Como isso se relaciona, positiva ou negativamente, ao tema “longa e impávida descida do Itamaraty”, escapa. Entre um ou outro elemento que realmente foi mérito de discussão séria, como a participação brasileira na crise hondurenha de 2009, também temos a repetição de erros e de senso comum.

Exemplo, o episódio envolvendo a Petrobras e o governo boliviano em 2006. O ato midiático do governo de Evo Morales em enviar tropas para as refinarias da empresa brasileira aparentemente enganou bastante gente, já que a matéria afirma “Evo Morales se apropriou das refinarias” com “soldados armados”. Informação seria dizer que o governo boliviano pagou pelas refinarias nacionalizadas; a matéria também afirma que “o Brasil não se opôs”. Falso, diversas vezes foi deixado claro que a arbitragem internacional era recurso considerado.

Temos também erros quando falam do senador boliviano Roger Pinto e senso comum quando a matéria cita o porto de Mariel, tema de texto aqui no blog. A questão aqui é que a matéria que pretende analisar a “estatura rebaixada” da diplomacia brasileira mostra onze episódios supostamente negativos, ela não mostra nenhum, no mesmo período de tempo, que seja positivo. Como analisar e fazer um balanço intelectualmente honesto sem informar os aspectos eventualmente positivos? Novamente, trata-se de informação.

Concluir que a “estatura é rebaixada” filtrando o que é mostrado chega a ser banal. Uma coletânea de adjetivos, julgamentos de valor e parcialidade, abundância de erros e escassez de informação fazem com que essa matéria da revista Veja seja exemplo perfeito de como a revista, em seu atual estágio, não é parâmetro em um debate sério quando se trata de política internacional. Pelo contrário, é tomada pelos aspectos ideológicos que supostamente critica.

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22 Comentários

  • Excelente texto. O duro é saber que tanta gente simplesmente absorve o que lê na Veja, sem fazer qualquer filtragem quanto às intencionalidades claras da revista. Quem nunca ouviu em almoços de família ou encontros no bar, como dito na postagem, a celebre argumentação: Mas eu li na Veja que,,,

  • Pena que poucos vão ler esse texto. Como jornalista, é um prazer ler essa análise. Parabéns

    • Caro Yuri, certamente não serão o milhão correspondente a tiragem da Veja, mas para que sejam alguns milhares, é só compartilharmos o texto por aí. Obrigado e um abraço

      • Com certeza será repassado. Textos assim merecem.

      • Filipe, texto elucidativo sobre o posicionamento da VEJA. Contudo, em relação à questão do conflito entre Israel e Palestina, aponto que houve uma impropriedade de sua análise. Na nota nº 159 de 17 de julho de 2014 do Ministério das Relações Exteriores, a diplomacia brasileira assume um posicionamento em favor de Gaza, rompendo com a prática cautelosa de neutralidade em caso de conflitos armados envolvendo atores internacionais. Ainda que condene o lançamento de foguetes de Gaza contra Israel, a nota assume claro posicionamento em favor dos palestinos, eliminando qualquer possibilidade do Brasil oferecer bons ofícios ou mesmo fazer parte de um grupo de conciliação, como em geral e historicamente esse conflito tem sido atenuado. A nota se refere, inclusive, à Palestina como Estado, algo não reconhecido por Israel e por 30% dos Estados membros da ONU. O que piorou o posicionamento brasileiro e o comprometimento do país como possível mediador ou conciliador, foi o uso da expressão “Território Palestino Ocupado”, o que denota que o “Estado Palestino” estaria sob ocupação israelense, o que em Direito Internacional (jus ad bellum e jus in bello, acordos de Genebra de 1949) invoca sanções específicas e reconheceria Israel como Estado agressor. Contudo, inclusive essa suposta ocupação é constante debate nos engajamentos de conciliação e acordos de paz (Oslo I e Oslo II) desde a guerra dos 6 dias em 1967. A nota brasileira tirou o Brasil desse tabuleiro de vez ao assumir uma posição em favor de um dos contendores. Aliás, com muito custo o Brasil, no período Lula, logrou ser convidado a ser parte na busca por uma solução desse conflito na reunião de Annapolis em 2007 nos EUA. Destarte, a menção – aliás dispensável – do porta voz da chancelaria israelense apenas facilitou retirar o Brasil do tabuleiro. Outro elemento importante, mas de ordem histórica, é que no período petista houve uma ação diplomática de forte aproximação com os países de língua árabe e matriz islâmica, encarnado na Cúpula ASPA, não seguida na mesma intensidade e profundidade de uma frente de aproximação com Israel, salvo um ainda não operacional acordo de comércio com o Mercosul em 2007. Isso, no lado israelense, deu ensejo a um sentimento velado de preferência, o que, somado à nota, explica o ímpeto da diplomacia israelense. Como de costume, recentemente o Presidente recém-eleito Reuven Rivlin pediu desculpas ao Brasil pela gafe do porta-voz. Bom, esse é meu comentário e novamente parabéns pelo blog! Abraços.

        • Carlos Costa, sobre a nota de 17 de Julho, acredito que o termo “igualmente” soluciona o problema de eventual posicionamento.

          Sobre tratar a Palestina como um Estado, independente de não ser reconhecido por Israel ou de ser reconhecida por 70% dos membros da ONU, é o posicionamento brasileiro. O governo brasileiro reconhece o Estado Palestino nas fronteiras de 1967, oficialmente.

          Inclusive, dado tal reconhecimento fronteiriço, por isso o termo Território Palestino Ocupado já que, para o Brasil, aquele território é do Estado Palestino.

          Além disso, o histórico da diplomacia brasileira demonstra que a aproximação “com países de língua árabe e matriz islâmica” nada tem a ver com “período petista”, é muito anterior a isso. A aproximação entre Brasil e os países árabes é muito anterior a isso, seja economicamente (Brasil como um dos principais parceiros econômicos de diversos países árabes, como o Iraque na década de 1980), politicamente (a condenação do sionismo, citada no texto) e culturalmente (o grande número de imigrantes e descedentes árabes no Brasil, que gera grande intercâmbio).

          Um abraço

  • Achei-o um pouco distorcido. Falando em Rússia, se fala em Putin e vice-versa. Na questão do ditador Raúl Castro, é público e notório o endeusamento que a esquerda brasileira e latina fazem com esses ditadores. Talvez o beija-mão ficasse mais escondido na residência oficial. Mas é sempre bom uma nova visão. Gostaria que você focasse também sobre o Foro de São Paulo, assunto tão importante e mantido escondido por tanto tempo pelos atuais senhores do poder. Obrigado.

  • Parabéns pelo texto ponderado, claro e elucidativo!

  • Tendo a concordar com Flavio, por exemplo, no que diz respeito ao até hoje lamentável episódio boliviano de 2006 (mais um). Não se pode cair na mesma armadilha ideológica que sequestrou a Veja. Sobre a matéria da revista, a crítica é facilitada pela incrível má qualidade do produto, texto ruim, mal escrito, mal costurado, praticamente ilegível. Parabéns pelo debate.

  • Parabéns ao autor do texto pela precisão das informações e clareza das frases.

  • Excelente texto. Vai além do velho “Veja fascista não veja!!!” / “Carta Capital petralha safada!!” e argumenta de forma clara e completa expondo os diversos defeitos da revista em questão, parabéns.
    Obs: me identifico com a (centro) direita política e ainda assim assino embaixo.

  • Parabéns pelo texto. Sou graduado em Relações Internacionais e reconheço que você tem bastante clareza dos acontecimentos das política externa brasileira e que faz ótimas considerações fora do senso comum. Apenas uma consideração. Quando você escreve: “Das nove páginas, entretanto, a maior parte é de fotos. Isso não pode ser criticado na Veja[…]”. Convenhamos que imagens também podem ser manipuladas para expressar conteúdo ideológico, e a Veja faz isso com maestria. Mas continue fazendo esse ótimo trabalho, pois precisamos de bom senso divulgado na internet.

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  • Texto claro e elucidativo. Imparcial. Agora, apesar de Ben-Gurion, Yitzrak Rabin…e dois não citados como Golda Meir e Shimon Peres serem do Partido Trabalhista.. ou seja, de esquerda… são da social-democracia….como o PDT..e… o PSDB, se, analisarmos, que o partido usa a nomenclatura em seu nome… como, na prática, a social-democracia é um samba de crioulo doido… fazer parte da Internacional Socialista, não quer dizer nada. O Partido Trabalhista de Israel também é sionista. De modo que, ser de esquerda ou não, em Israel pouco importa.. todos os partidos são sionistas. E, como, em tese, antissionismo, antissemitismo e antijudaísmo são diferentes…. na prática, no preconceito, são exatamente a mesma coisa.. popularmente falando. Parabenizo-o pelo texto. Um abraço. Filipe.

  • Oi Filipe! Primeiro, parabens! excelente análise. Depois só queria perguntar: em 1975 o Brasil reconhece a OLP como legítima representante do povo palestino, pois a ANP foi criada apenas em 1993, com os Acordos de Oslo, verdade? Enfim, muito bom! Abraços Thaise

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