Sexo com mulheres negras e submissas

Caros leitores,

Ontem, na página no Facebook de um evento esportivo universitário que envolve uma dezena de faculdades da Universidade de São Paulo e será realizado no feriado vindouro, a chamada para uma festa temática gerou controvérsia e reclamações. O tema da festa seria “fetiches” e, no texto da chamada, mencionava algumas práticas que podem ser consideradas um fetiche, ou fantasia, sexual. Algumas de forma irônica, outras não. Dentre as mencionadas estava “inter-racial”, ao lado de uma imagem da cantora Rihanna, negra, amarrada em um contexto sexual de seu videoclipe. Indivíduos diversos, além de coletivos negros, reclamaram, alguns de forma inflamada (não sem justificativa, já que se sentiram pessoalmente ofendidas) e a chamada foi retirada, com um pedido formal de desculpas da organização do evento. O que esse exemplo, aparentemente insignificante em repercussão, tem a ver com política e sociedade?

Cena de clipe da cantora Rihanna

Cena de clipe da cantora Rihanna

Pois esse caso é exemplo perfeito do alcance e da força que o racismo e o machismo têm em nossa sociedade. Veja, não acredito que a pessoa que tenha feito essa chamada seja uma pessoa que, em suas ações cotidianas e conscientes é racista; por exemplo, se recuse a cumprimentar uma pessoa negra.  Tampouco que tenha tido feito opção intencional de ser ofensiva ao redigir a chamada e escolher a imagem de uma cantora famosa que trata do tema da festa, fantasias sexuais, em suas músicas. Esse é o problema. O racismo está tão enraizado, e afeta de tal modo o tecido social, que ele é tido como natural. Algo normal, que nem é notado. É aceito e, perigosamente, ocorre a reprodução. Sem reflexão, meramente reproduzido.

E qual a origem dessa reprodução? No Ocidente moderno em geral, o homem negro e a mulher negra foram reduzidos aos seus aspectos físicos e corporais. Na raiz disso está a própria escravidão em massa à que foram submetidos: corpos masculinos para o trabalho braçal e corpos femininos para a reprodução biológica que geraria novos escravos (Nota: não que as mulheres não executassem também trabalho braçal, sua mão de obra também foi explorada). Aspectos intelectuais e culturais do indivíduo totalmente reprimidos, e sua autonomia apropriada pelo seu dono. Os castigos submetidos aos escravos eram físicos. Eventuais incentivos também, como o privilégio de trabalhar domesticamente, não na lavoura, ou seja, um trabalho que exigia menos do corpo. Por séculos, no Ocidente, o indivíduo negro foi reduzido a ser um corpo que deveria servir.

Daí para a erotização foi um pulo. Se o indivíduo negro estava reificado e diminuído ao seu corpo, então, que tal corpo fosse aproveitado por seus proprietários em todos os aspectos. Se a função da mulher negra era corporal e reprodutiva, então, ela começou a ser usada para o prazer de seu dono, homem e branco. Boa parte da sociedade brasileira está baseada justamente na miscigenação entre o branco e o negro; mas esta frase está errada. A miscigenação foi entre o branco e a negra, sua propriedade. Por mais que Gilberto Freyre analise essa miscigenação em diversos níveis, a verdade é que a origem de fator determinante da identidade brasileira está na violência sexual e na submissão da mulher negra.

Considerando que o homem, branco e de posses citado era também o formador de opinião e monopolista da informação por séculos, essa conduta foi, como toda conduta eticamente reprovável dessa classe, ou suprimida ou amenizada. A supressão era, por exemplo, colocar o filho ilegítimo e mulato dessa miscigenação em uma função social separada, distante tanto do convívio da elite branca quanto dos escravos negros. Por exemplo, capataz. Mas, para o exemplo descrito no início do texto e para a nossa contemporaneidade, o principal é a postura de amenizar a conduta dominadora. Surge então a figura da mulher negra sensual, curvilínea, com gingado nos quadris ao som dos atabaques africanos. Uma mulher irresistível. Que fez seu proprietário cair em tentação. A violência sexual, como acontece até hoje, é culpa da vítima. E surge no imaginário popular uma figura feminina negra que esbanja sensualidade em seu corpo. Seu corpo submisso que é a única razão de sua existência.

E isso não afetou apenas as mulheres. Poucas coisas conseguem ser tão universais quanto o preconceito e a mistura de racismo com fetiche sexual também afeta a população masculina. Em uma época em que o trabalho braçal estava associado ao homem negro, a beleza masculina do período clássico, de músculos definidos e costas largas, seria exclusiva dos negros. Além da exploração desse porte físico em atividades como a luta entre escravos (que aparece em Django Livre, de Tarantino, embora na realidade fosse diferente da demonstrada no filme), é criada outra imagem popular, como no caso feminino: o homem negro como exemplo de virilidade, estética corporal e capacidade de força. Mesmo no regime mais intolerante da contemporaneidade, o Reich nazista, o homem negro não era aviltado, mas valorizado como um “cavalo de raça”: capaz de proezas físicas, mas desprovido de intelecto e autonomia.

Retorno ao incidente que originou esse texto. Como sempre, um debate acalorado se instaurou, com alguns acusando os reclamantes de “patrulhamento do politicamente correto” e coisas do tipo. Ou então, novamente, relativizando. Por exemplo, o tipo de filme pornográfico chamado de inter-racial, referido na chamada da festa, poderia se referir às mulheres asiáticas. De fato, é um fetiche que movimenta muito na indústria do sexo. O encontro sexual entre pessoas de diferentes etnias sempre gerou estranhamento, tabu e desinformação. Por exemplo, no início da imigração chinesa para os EUA, acreditava-se que mulheres asiáticas tinham suas vaginas em sentido horizontal. Na Europa católica mulheres ruivas eram tidas como “degeneradas” e predadoras sexuais. Hoje, na África, existe um forte preconceito, inclusive sexual, em relação aos albinos.

Leitor, note que os exemplos anteriores sempre se referem a uma questão apenas étnica, gerada pelo estranhamento do diferente, sem aspectos sociais envolvidos. Então, sim, o fetiche sexual do “inter-racial” pode se aplicar aos orientais ou ruivos ou etc. Essa fantasia é causada pela ignorância, e consequente curiosidade, em relação às pessoas variadas da etnia do próprio indivíduo. Tal ignorância é esvaziada pelo fato de que, com a facilidade de comunicação do século 21, os diferentes estão mais próximos, e o fator do exotismo é arrefecido. E repito algo que é essencial: tais fetiches não envolvem aspectos sociais. Como a dominação, a reificação, a submissão e a transformação no indivíduo em mero instrumento à disposição do outro. Todos esses elementos presentes na relação, e na História, com o negro, que afetam sobremaneira a forma de expressar essa fantasia sexual. A imagem de uma mulher negra acorrentada tem um peso imensurável.

Outra tentativa de argumento para amenizar uma demonstração dessas de racismo (que, repito, acredito ter sido totalmente involuntário) é a individualização da conduta. Seria pejorativo retratar, eroticamente, uma mulher negra submissa, caso uma mulher negra real tenha fantasias de ser submissa? De fato, é bem possível que nesse exato momento uma mulher negra tenha um desejo, uma fantasia, ou até mesmo esteja realizando, de ser subjugada em um contexto sexual. Assim como diversos outros indivíduos tem suas fantasias outras. Mas o indivíduo não eclipsa o coletivo: uma conduta individual não legitima reforçar um estereótipo que afeta milhões, de forma negativa e violenta. Uma mulher gostar de alguma coisa dentro de quatro paredes não é motivo para reproduzir uma imagem que gera assédio e violência sexual.

Séculos de uma sociedade impregnada com essas imagens construídas que oprimem e depreciam uma parcela da população fazem com que tais imagens pareçam naturais. Reais. Elas são incorporadas ao cotidiano e simplesmente reproduzidas, perpetuando um racismo inconsciente e estrutural. Por isso que a luta contra essas imagens é classificada de “politicamente correto”, pois muita gente simplesmente absorveu tais preconceitos e “não vê problema” neles. A negra sensual de quadris largos que rebola ao som do samba é uma figura quase onipresente na imagem brasileira, seja na visão de um estrangeiro, seja na visão do próprio brasileiro. Não percebem que isso perpetua que a única contribuição social do negro continue a ser apenas seu corpo e sua submissão ao papel decorativo, cujo objetivo é o proveito alheio.

O tráfico de cerca de doze milhões de pessoas pelo Oceano Atlântico, a compra e a venda incontável de indivíduos para enriquecimento de uma ínfima parcela populacional, a morte de cerca de dez milhões de negros entre os séculos 16 e 19, além de imensuráveis castigos, exploração e opressão caracterizam um dos maiores genocídios da História. Uma opressão sistematizada por séculos gera consequências econômicas, políticas, culturais e sociais que irão durar por outros séculos mais. Como as citadas nesse texto. Um racismo estrutural. Um preconceito reproduzido cotidianamente, de forma involuntária, que pavimenta o caminho da barbárie. A mulata que rebola na vinheta do Carnaval e a violência cotidiana contra a mulher são fatos que estão conectados. É por toda essa História que casos como os dessa divulgação de uma festa não podem ser deixados de lado ou relevados.

Que uma mulher negra possa fazer o que quiser e com quem quiser, sexualmente. Se ela quer ser amarrada e tratada com submissão por seu parceiro ou parceira, que o faça, não se trata de moralismo ou pudor. Mas que esse ato seja visto como um ato consensual entre dois indivíduos, sem reificar a mulher negra, sem sua redução ao seu corpo apenas. E para que nossa sociedade possa chegar a esse ponto, primeiro precisamos dissipar e combater o racismo estrutural e involuntário. Tais perspectivas viciadas não desaparecerão em curto prazo: os jovens de hoje ouviram isso de seus pais, que ouviram dos avós, e assim por diante. Mas uma nova geração, que cresceu em uma democracia, vive em uma era de comunicação que elimina barreiras geográficas e étnicas, além de derrubar tabus, tem a possibilidade e a obrigação de começar essa mudança. O século 21 deve ser mais que um smartphone, deve ser uma nova mentalidade. Não se trata de “politicamente correto”: se trata de corrigir as sequelas dos erros do passado.

*****

Como sempre, comentários são bem-vindos.

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73 Comentários

  • Fosse Katy Perry e não Rihanna tudo bem então?
    O objeto da chamada é o fetiche e o fetiche é irmão do tabu, ou não?

  • Concordo com o Julio Campos. A chamada era FETICHE. Você coloca uma mulher preta (e eu falo preta sem um pingo de racismo na palavra, porque PRA MIM chamar de NEGRO ou AFRODESCENDENTE enquanto eu sou chamado de branco é racismo) acorrentada com o título de FETICHE e uma nação se sente ofendida. Seria pelos séculos de sofrimento, pelos 12 milhões de almas que atravessaram o atlântico, ou seria pelos direitos concedidos atualmente a essa parcela da população, que talvez façam-na sentir cada vez mais privilegiada em relação às outras parcelas da população?
    Você sabe que sempre fui contra esses privilégios, sejam eles quais sejam, sejam eles pra quem forem, porque isso sim gera uma segregação racial ENORME, na minha opinião. Quem recebe o privilégio se sente no direito de oprimir, enquanto quem não recebe tem medo de se defender da opressão. Me diz, você acha que se eu for chamado de PALMITO por um preto eu conseguiria processá-lo? Eu conseguiria ter a minha dignidade e minha honra minimamente reparados com uma quantia monetária X proveniente de uma indenização por danos morais? E se eu chamar um preto de preto, pejorativamente? O que você acha que vai acontecer comigo?
    Digo mais, meu caro: Vejo que o futuro nos reserva uma segregação em massa por conta das cotas universitárias. Veja, sei que nem todo cotista vai se dar mal na universidade, mas é fato que, para este cotista entrar na faculdade de medicina ele estava menos preparado que um não cotista. Será que ele tem a base necessária pra aprender o que deve? E se não tiver, você acha mesmo que ele será reprovado? Você acha que não há o JEITINHO BRASILEIRO pra que esse cotista se forme? E depois de formado, quando você entrar no consultório do sujeito e descobre que ele foi cotista na universidade, você confiará 100% nele? Eu digo isso até porque, como médico veterinário, sei que mesmo sem as cotas você tem médicos açougueiros, que saem despreparados por falta de interesse mesmo, mas e quando é despreparo por simples falta de bagagem?

    E eu aposto que a Rihana, na foto, só estava querendo falar de UM fetiche. E não era o interracial.

    Beijo

    • Caro Kadu, infelizmente, você não entendeu o propósito do texto. Um abraço.

      • Quem elogia entende o texto, quem discorda não entende? Por favor, explique-nos.
        Abs

        • Caro Begem, essa foi uma interpretação sua, apenas isso. Eu agradeci os elogios e respondi uma pergunta. Sobre o post do meu amigo Kadu, não foi um post que discordou do meu texto, foi um post que simplesmente falou de coisas outras. Fulano falar de racismo sexual e Beltrano responder falando de cotas não é uma linha consonante. E não disse que ele não entendeu o texto, disse que ele não entendeu o propósito do texto. Como dizia um grande professor que tive, dos melhores: prestemos atenção nas palavrinhas.

      • Essa pessoa é uma ótima demonstração de como o racismo é mesmo estrutural, são sempre os mesmo argumentos, as mesma alegações e as mesma tentativas de propor uma igualdade puramente opcional e que deve partir do oprimido.
        Parabéns pelo texto, concordo totalmente com cada linha que apresentou.
        Infelizmente hoje há um movimento muito grande que traveste todos os tipos de discriminação como liberdade de expressão e lutar contra isso é muito difícil, pois os mesmos meios que nos proporcionam alcance a informação e superação de barreiras reproduzem essas idéias equivocadas na velocidade da luz. A corrida é intensa e a luta continua!

        • Mônica Britto, é racismo eu desejar igualdade étnica? É racismo querer oportunidades iguais para todos, independente de origem, credo, sexo ou idade? É racismo eu achar um absurdo haver PRIVILÉGIOS (porque afinal, se você separa uma parcela de algum direito para algum grupo, este grupo é privilegiado) em concursos que julgam a capacidade intelectual de alguém, baseando-se por cor de pele? É racismo eu achar que a discussão sobre isso não tem sentido nenhum, de tão obviamente errado que isso é, e querer que sejam oferecidas oportunidades para haver uma disputa justa entre estas etnias?
          Levando como base todo o conceito histórico post aqui, me parece egoísta demais concordar com esse tipo de prática, pois pra mim o apoio a cotas, por exemplo, tem a finalidade de tentar corrigir um erro histórico (que não será corrigido assim MESMO), e desta forma tirar um pouco de peso da consciência por fazer parte de uma etnia com história tão podre quanto a caucasiana. Mas pra mim não é assim que essa dívida histórica será paga.
          E se você respondeu sim às minhas perguntas ali em cima, então eu sou super racista, um racista enquadrado nos moldes atuais, que pode ser processado por falar a palavra PRETO.

      • Meu comentário foi no sentido de que hoje, Fifão, qualquer palavra, mesmo fora do contexto, qualquer imagem, qualquer piada é interpretada como racismo. Racismo, que eu prefiro chamar de etnismo, aliás, é a idéia de haver raças em uma mesma espécie que são dominantes perante outras, que se julgam superiores. Preconceito racial (ou preconceito étnico) que ao meu ver anda lado ao lado do etnismo, é o ato de atribuir prejulgamentos a determinada pessoa por ser de determinada etnia.
        Não vejo na imagem, pelo contexto em que ela foi exposta, a idéia de superioridade de uma etnia perante outra. O inter-racial como um fetiche pode ser considerado aimplesmente como o desejo de fazer sexo com pessoas de etnia diferente, sem que isso leve necessariamente à idéia de superioridade de alguma dessas etnias. O fato de ela estar amarrada remete também a um outro fetiche. Oras, se esse é o tema da festa, porque diabos ela teve essa comoção? E aí entra exatamente o que escrevi. Hoje QUALQUER COISA é julgada como etnismo e preconceito étnico, e os fatores que citei, apesar de ridicularizados por muitos aqui que admitem sequer terem lido meu comentário todo (quem dirá parar pra pensar sobre ele), ao meu ver são verdadeiros. Os brancos até 1889 foram oficialmente repressores (embora a sociedade demonstra que isso perdura até os dias atuais), mas é correto haver julgamentos, leis e favorecimentos unilaterais? É correto que, por uma “dívida histórica”, forneçamos privilégios (como citei em outro comentário, privilégios nesse caso são direitos atribuídos a uma parcela da população) a uma única etnia? Ou o correto seria igualar as condições destas etnias, fornecendo OPORTUNIDADES iguais de crescimento? Seria fornecer ferramentas iguais para que todos possam trilhar o seu próprio caminho?
        É por conta desse fornecimento desigual de privilégios que eu acho que a segregação étnica será maior no futuro… Mas pra quem criou isso, foda-se. Hoje os favorecidos por esses privilégios estão votando a favor, né?!

    • Dá para parar de ler o comentário acima assim que ele menciona “racismo contra os brancos”. Mas ai vc continua e ele diz “negros privilegiados”. O moço está quase fazendo um estereótipo dele mesmo.

      • A, não exclui seu comentário, mas, por favor, quando quiser comentar por aqui, sem anonimato. Os próximos comentários feitos de forma anônima aqui serão apagados sumariamente. Em caso de reincidência, bloqueio de IP. Espero sua compreensão.

      • A. (de Aquele que tem medo de assumir as próprias palavras), é fácil ser execrado por uma opinião como a minha num mundo em que falar “macaco” fora do zoológico é julgado como racismo. Eu condeno qualquer atitude racista, mas o que eu percebo hoje é que as atitudes racistas oriundas de um grupo históricamente reprimido não são julgadas como tal. E porque? Não estou falando que na sociedade como um todo os brancos são reprimidos e os pretos repressores, porque sabemos que isso não é verdade, mas as regras do jogo não são iguais pros dois lados, e isso sim gera a segregação.

    • Não sei se concordo com td q o Kadu escreveu, mas concordo q hj em dia, qualquer coisa pode se tornar preconceito, discriminação, machismo ou feminismo….
      Faço parte de uma “minoria”, q não é contemplada por cotas, mas sempre sofri desde criança do mesmo mal q os negros, afrodescendentes, pretos, ou seja lá como é o “certo” chamar sofriam, piadas, ofensas, ridicularizações e outras coisas não saudáveis para uma criança. Ninguém nunca veio em minha defesa, nem professores de qualquer cor, nem ativistas. Isso seria preconceito? Discriminação? Se sim, pq nunca nada do tipo foi falado por ninguém? A imagem é de uma mulher amarrada q quer sexo. Nada mais q isso. Já transei com mulheres q pediam para bater nelas, q gostavam de se sentir submissas, essas coisas são fetiches, se é uma festa com um tema de fetiche, não vejo mal nenhum de ter alguém, seja da cor q for, do sexo q for amarrado ou em qualquer situação como chamariz dessa festa.
      Uma menina de 4 anos na praia sem a parte de cima do biquini não é sexy para mim, mas pode ser para um pedófilo! Eu acho q nesses casos, da criança e da foto, a maldade está nos olhos de quem vê!
      Concordem ou não, essa é a minha opinião.

  • Finalmente argumentos aprofundados e bem esclarecidos. Pq a gritaria na página do evento não levou a nada…além da preguiça alheia de ler aquilo.

  • Eu só senti falta da análise de que o inter-racial em questão tem como exemplo uma mulher negra. Ou seja, parte do princípio de que o sujeito normal (que promove a festa e o fetiche) é um homem branco – outra manifestação (consciente ou não) de racismo. De resto, excelente.

    (E esse palmito do Kadu falou muita bosta ou é impressão minha?)

    • Rafael, bosta e bosta preconceituosa, quem está falando é você. Se a mulher é preta, porque o cara não pode ser um japonês? Porque não pode ser um índio? Essa mentalidade preconceituosa que eu digo que está sendo instaurada na cabeça de todo mundo hoje em dia. Se alguém fala de preto, esse alguém é necessariamente branco. E porque é assim? Os contextos históricos foram colocados no post, ok, mas o racismo vai muito além disso. Não é unilateral, e nem de uma só etnia contra outra única etnia.
      E se você não sabe tolerar opiniões diferentes das suas, então se feche em um grupinho de babacas como você e se exclua da sociedade. Expressei minha opinião, o jeito que eu penso. Se você acha que não há nada disso que você possa tirar como aprendizado, então além de babaca você é prepotente demaaaaaaais por achar que o que você julga correto é a única verdade absoluta do universo. Babaca, prepotente e preconceituoso. Seria esse o esteriótipo perfeito de um playboy?

  • Fi, acho que você conseguiu esclarecer bem todos os pontos que envolvem a questão da imagem do negro e em especial da mulher negra. Um belo texto que permite a reflexão e inicia um belo diálogo que, em tempos de Gentilis, precisa ser feito! Parabéns!

  • O mais lamentável do novo mundo aberto pelas comunicações das redes sociais é que podemos ver o quanto está degradado o pensamento coletivo sobre temas vitais. As manifestações de pessoas neste PÂNTANO ARGUMENTATIVO de preconceitos e erros primários de avaliação me entristece muito. Excelente texto, estava feliz de ler, mas cometi a imprudência de descer para os comentários, aí vi o cara lá de cima reproduzindo discursos racistas secularmente enraizados e achando que isso é bonito, por não perceber o quão racista e preconceituoso ele é. Que lamentável. Parabéns pelo texto.

  • Acho que a idéia do fetiche tem sempre um pano de fundo com os tabus da sociedade, seja por questão de preconceito ou não…. relações inter raciais povoam os fetiches, talvez pela sensação (fundada no preconceito da sociedade) de errado e proibido (que são combustíveis fortes do fetichismo). Talvez olhar a foto e analisar ela sob o viés do preconceito seja uma saída errada, talvez por eu não ser negro não entenda o conteúdo ofensivo ou fortificador do preconceito em questão, da minha parte acho que a foto representa dois fetiches muito comuns, o BDSM e o inter racial, e mesmo a questão das cordas amarradas não tem necessariamente a ver com submissão…
    Ainda mais, acho que a escolha da foto tenha a ver com o fato da cantora ser famosa, mexendo com a imaginação de quem vê, se pensarmos pelo viés do incentivo a práticas violentas, teriamos que banir qualquer conteúdo sexual dentro da mídia, por que qualquer prática tem a ver com o consentimento de duas (ou mais!) pessoas. Práticas BDSM vão desde a amarrar o(a) parceiro(a) até situações de humilhação, inversão, adoração etc. Todas elas tem a ver com uma entrega muito intensa de ambas as partes, consequentemente tais práticas sem o consentimento seriam de uma crueldade enorme, sendo assim não sei se a foto incentiva práticas violentas, quer dizer, eu sei, pode incentivar, mas um sem número de coisas o faz tbm, talvez por que gente que faz esse tipo de coisa não precise de muito incentivo para se sentir estimulado a fazer merda….

    • Caro Marcelo, por favor, releia com calma o último parágrafo. Não se trata do fetiche, de banir conteúdo sexual, de moralismo. Pelo contrário, se trata de colocar o fetiche como um ato entre dois indivíduos, como você citou. Não entre um indivíduo e uma coisa, que é o significado da palavra reificação. Se trata de não diminuir uma parcela das pessoas ao seu corpo, algo que está presente na realidade brasileira e deve ser combatido. Um abraço.

      • Talvez eu tenha me adiantado. No festa em questão não existe fetichismo, existe uma propaganda para atrair consumidores para essa festa, em geral estudantes, que não são fetichistas, nesse caso eu concordo com a sua análise, reforça-se um preconceito em um segmento da sociedade já lotado disso
        Mas e se o poster fosse a propaganda de uma casa liberal? Ou uma festa fetichista do meio? Acho que para algumas pessoas que postaram aqui, a crítica deveria ser a mesma, enquanto eu acho que não, por que qualquer mensagem tem signos diferentes a partir dos seus receptores e emissores, pensando nas pessoas que frequentam tais grupos, sendo essas pessoas formadas a parte da sociedade no que diz respeito a sexo, elas estariam reforçando essa imagem preconceituosa, ou libertando-a de tais preconceitos?
        Digo isso pq sempre ouço o mimimimi da direita que diz preto pq fala branco, clamando por um mundo “igual”, afirmando-se não preconceituosa, criando uma falácia de igualdade sob o pretexto de não privilegiar determinadas etnias, com a mesma ladainha de “vocês exageram”, “politicamente correto” entre outrs. Porém no meu entender, as pessoas que convivem no mundo do sexo não convencional de fato se desprendem de seus preconceitos (a maioria) para viverem essas experiências em sua plenitude, sendo assim, se tais pessoas veiculam a imagem discutida, deveríamos criticá-las da mesma forma? Por que aí talvez o significado da imagem seja outro, seja a divulgação de uma prática, entre seus praticantes. A intenção da mensagem vale mais ou menos do que o entendimento de seu signo por parte dos receptores?

        • Marcelo, se o poster fosse a propaganda de uma casa liberal seria outro contexto, outra forma de interpretação e outra análise. Não é o caso. Além disso, “as pessoas que convivem no mundo do sexo não convencional de fato se desprendem de seus preconceitos”: não se trata apenas desse grupo, diminuto, o objeto nem da chamada da festa, nem desse post.

  • Fi, ótimo texto, como sempre. Me senti totalmente contemplada.

    E em relação ao amigo ali em cima, falar que os negros acham que agora são os privilegiados é brincadeira, né? Uma pena, após ler esse texto brilhante, termos que nos deparar com comentários tão ridículos.

    • Carol, obrigado pelos elogios, e, como disse antes, vamos maneirar nos carinhos.

    • Como diria o professor do Fifão: Atente-se às palavrinhas. Eles são privilegiados no exemplo que dei acima. Ou não são? Ou você não sabe a definição da palavra PRIVILÉGIO?
      Um comentário ridículo, minha cara, é aquele com ofensas gratuitas, sem argumentos. Estou aberto a argumentações aqui, mas até agora só fui xingado e ninguém argumentou. Estou aguardando.

      • Kadu, você é o João Batista pregando no deserto. As pessoas para defenderem um ponto de vista completamente equivocado e distorcido como este das cotas e preconceito, lançam de argumentos ofensivos, dirigidos a quem os contraria. Pois ou são ignorantes ou tem má fé.

  • Concordo com o texto. Pra mim a questão é que existe uma distância entre, por um lado, as fantasias e sua realização e, por outro, a propagação de imagens a respeito disso. Quer dizer, pra mim não há nada de errado em duas ou mais pessoas adultas consensualmente adotarem papéis de domínio e submissão, mesmo que relacionados à inter-racialidade, por terem esta fantasia. Este tipo de fantasia funciona, afinal, como jogo e encenação, com regras e espaço delimitados e conhecidos por todos os envolvidos (se não for assim, está tudo errado). Porém, é preciso muito cuidado ao tratar disso fora do espaço e das regras de quem está consensualmente praticando a fantasia, pois a imagem (seja foto, desenho, video, etc.) não costuma carregar consigo todos os limites e implicações. Com isso, acaba por reproduzir quase sempre o machismo e em muitos casos o racismo. Pela mesma razão acho muito menos problemática a pornografia feita para o público BDSM (ou pelo menos boa parte dela) do que a pornografia convencional, pois no primeiro caso o caráter de jogo e encenação é explícito e no segundo a imagem de submissão feminina é naturalizada e estereotipada. É como se as mulheres submissas e idiotizadas e os homens dominadores fossem um retrato de como são e de como devem ser as relações sexuais entre mulheres e homens. No caso do racismo, é como você disse: é apresentar a mulher negra submissa como estereótipo e modelo de conduta.
    Enfim, são só alguns adendos. O texto realmente está legal.

  • Texto muito bem escrito e argumentado, mas eu tenho uma pequena dúvida: Esse tal fetiche com “mulheres negras acorrentadas” é mesmo tão comum assim? Já ouvi falar de fetiches inter-raciais, entre homens, mulheres e outros de determinada etnia com homens, mulheres e outros de outras etnias; Também já ouvi falar de muitos fetiches envolvendo submissão e agentes torturantes, com desejos sádicos e masoquistas; além desses já ouvi falar bastante de outros fetiches, com enfermeiras, médicos, lixeiros, pedreiros, astronautas, etc…, mas esse, específico, envolvendo mulheres negras E acorrentadas, confesso que se ouvi falar talvez tenha sido em quantidade tão insignificante que jamais atentei para o fato como tendo alguma relevância. Entendo, portanto, que a figura escolhida para ilustrar a ideia de relacionamentos sexuais inter-raciais (provavelmente escolhida por ter conotação sexual, e a figura ser uma mulher negra e famosa) é que talvez tenha levantado o assunto abordado, ainda que, na minha percepção, se trate de um fato de menor incidência na nossa sociedade.

    • Eduardo, o motivo de ter usado esse exemplo no texto está na introdução. Sobre a “incidência” ser menor ou maior, acredito ser fator irrelevante, pois não se trata do ato em si, mas sim, da imagem veiculada que contribui com alguns preconceitos e estereótipos; recomendo ler o comentário anterior, do leitor Godinho, sobre tratar de tais assuntos em diferentes espaços, com limites e implicações, ele foi preciso sobre isso. Quando a imagem de uma cantora que já vendeu mais de 30 milhões de discos e tem mais de 32 milhões de seguidores no Twitter é usada desse jeito, e demonstra algumas facetas ainda presentes em nossa sociedade, o tema é válido.

      • Como eu disse, o texto é muito bom, porém, para mim, o fator incidência torna-se importante quando se procura estabelecer uma relação de causa-efeito histórica e sociológica com um fenômeno atual. Quando se fala em “Séculos de uma sociedade impregnada com essas imagens construídas que oprimem e depreciam uma parcela da população…” entende-se obrigatoriamente que o fenômeno citado é, no mínimo, comum. O fato de um tema, para vir à baila, depender da imagem de uma cantora que vendeu mais de 30 milhões de discos e tem mais de 32 milhões de seguidores no Twitter, e ainda assim não nos trazer à lembrança sequer UM fato concreto demonstra sua irrelevância, como tantos outros assuntos que são trazidos à tona na internet hoje em dia.
        De qualquer forma, como exercício de argumentação e reflexão, seu texto é nota 10. parabéns.

      • Quanto ao comentário do Godinho, ele reforça a minha impressão, pois trata de assuntos relevantes separadamente: Os tipos de fetiches e suas implicações, o preconceito contra as mulheres e o preconceito racial. Perfeito! Como eu mencionei, tudo isso é visto e analisado na sociedade contemporânea. Porém, como eu comentei, o fato de se classificar a “mulher negra acorrentada” como um fenômeno específico é que me parece ser de uma incidência não muito reiterada, ao ponto de merecer uma análise profunda.

        • Eduardo, o fenômeno citado é tomado como exemplo para debater as imagens construídas. Quando a “UM fato concreto” ou sua irrelevância, sugiro buscar estilos de filmes pornográficos e verá que existe uma grande exploração do fenômenos citados, o inter-racial como fetiche e a submissão. Quanto ao comentário do Godinho, acho que lhe escapou que, embora sejam temas separados, eles estão conectados, dependendo cada um de seu contexto.

          Se, depois dessa busca e depois de reler o comentário citado com o que eu disse em mente, você ainda achar “irrelevância, como tantos outros assuntos que são trazidos à tona na internet hoje em dia.”, aí, é a sua opinião pessoal e não posso fazer mais nada que não seja discordar e agradecer seus comentários.

      • Sim, Filipe, continuo entendendo irrelevante o fenômeno “mulher negra acorrentada”. Talvez tenha lhe escapado que se alguém, como o Godinho, tece vários comentários individualizados “dependendo cada um de seu contexto” a conexão dada por eles é que estão todos eles ligados a um mesmo texto (o seu). Talvez tenha me escapado a temática de “filmes pornôs”, principalmente por que esse mercado traz muitos exemplos, que envolvem, além do tema proposto, ouros tantos, como pedofilia, zoofilia, necrofilia, incesto, infidelidade, etc… O tema ESPECÍFICO (mulher negra acorrentada) continua me parecendo irrelevante, pois até nesse meio vamos encontrar submissão, mulheres, relações inter-raciais, sadismo, masoquismo, mas isso tudo junto? com certeza será a minoria.
        Essa é uma observação óbvia, e não tem o fito de menosprezar o texto, só atenta que atribuir uma análise histórica e sociológica a um fenômeno raro talvez não seja o melhor caminho. Grande abraço.

      • Filipe, somente para encerrar meus comentários, um conselho: a tática de, quando encontrar um comentário que lhe desagrade, tentar menosprezar o comentário com frases como “talvez tenha lhe escapado…”, “leia de novo…”, insinuando que os comentários “desfavoráveis” somente são feitos pela incapacidade de compreensão, a desatenção ou a completa idiotia do comentarista. Isso empobrece muito o debate, e desestimula qualquer tipo de comentário, a não ser que a intenção seja de elogiar o texto ou que o interlocutor seja um de seus professores.
        Como sou seu amigo e o considero muito, fica apenas o alerta, quem se propõe a manter um blog de OPINIÃO tem que saber conviver com as diferenças e opiniões contrárias com mais tranquilidade.
        De minha parte, só atentei para um fato óbvio, não era uma questão pessoal e muito menos falta de atenção ao texto ou burrice, portanto a partir de agora deixo de participar com comentários e até mesmo como leitor desse blog, para evitar futuros constrangimentos. Boa sorte.

        • Eduardo, responderei seus dois comentários em um só, ok?

          Como eu disse anteriormente, se você continua a entender isso como irrelevante, eu só posso discordar. Sim, talvez tenha me escapado essa interpretação do comentário do Godinho. E também discordo sobre sua observação ser “óbvia”; acredito eu que você está sendo literal demais. Na introdução do texto eu afirmei que se tratava de abordar algo presente na sociedade, tomando como ponto de partida um exemplo. Que pode ser irrelevante, ou obviamente irrelevante, se preferir, mas, ainda assim, é um exemplo.

          Sobre o seu conselho. Não, não é uma tática. Nem de menosprezo. Também não se trata de “me desagradar”, pessoalmente. Por exemplo, o termo “escapar” é um termo que uso constantemente. Pode ser um vício de linguagem; se eu fosse ganhador do Nobel de Literatura, seria meu “estilo”. Fazendo uma busca rápida aqui no blog, tem no mínimo três textos em que eu uso o termo. Uma vez, inclusive, para me referir à minha própria ignorância sobre os embargos infringentes.

          E quando eu disse, especificamente para você, reler o comentário do Godinho, deixei explícito que era para reler “tendo em mente” a minha interpretação. Não reler pois você é um analfabeto ou que sofra de “completa idiotia”. E não acho que os comentários tenham apenas a intenção de elogiar o texto (sobre ser um professor: Não, o Godinho não foi meu professor, no sentido strictu sensu). Inclusive, no texto de hoje, falo sobre isso e reproduzo quase na íntegra um comentário que criticou meu texto. Pelos horários, da postagem agendada e do seu comentário, não deve ter dado tempo de você ler o post de hoje. Peço-o que o faça, pois falo bastante sobre isso, sobre os comentários.

          Além disso, repito, não deixei de responder nenhum comentário. Outros comentários foram críticos e eu não deixei de responder e mesmo um comentário que elogiou meu texto eu fiz uma objeção; sinceramente, não acredito que fui “intranquilo” em lidar com opiniões contrárias. Se passei essa impressão, ou a de menosprezo, peço minhas sinceras desculpas. Como eu mencionei no texto de hoje, foi um fluxo inédito de quantidade de comentários, aqui, no Facebook e em grupo de discussão. Talvez isso, e a consequente resposta “à toque de caixa”, tenha gerado essa impressão.

          Espero que você reconsidere sua opção de deixar de comentar, ainda mais de deixar de ler o blog. Gostaria que você continuasse como ambos. Aproveito e digo que um dos seus comentários no texto anterior, em que falávamos sobre 1930, estava “aguardando moderação” e eu só vi hoje; liberei e respondi.

  • Belo texto, pena que algumas pessoas não entenderam o conteúdo..quem sabe desenhando: imagine a suástica como símbolo de uma festa.

    • Cara Soraya, são contextos diferentes, a suástica e a escravidão, mas, de qualquer forma, obrigado pelo elogio.

    • Cientificamente somos todos iguais geneticamente, a segregação está, ou não, na cabeça de cada um. Ela é uma negra tão descorada que se ninguém dissesse, eu que não a conheço, olhando apenas a foto sequer teria me dado conta disto.

      A suástica precede Hitler em milhares de anos, assim como diversos outros símbolos simbologias, como o Yin/Yang que é chamado de anticristão, antecede Cristo em mais de 3 mil anos, por isto não pode e nem tem como ser ante coisa nenhuma.

  • Faço parte desse grupo e participei ativamente com alguns comentarios e tals. Li quase todos coments aqui e garanto, não mudou em nada os questionamentos que aconteceram neste post, que ainda rola.
    Claro q a ideia de abrir uma discussão para outras comunidades fora da usp é uma boa, até pq ideias novas nunca são demais, mas o fato é q não vejo embassamento em nada q a galera fala, uns ate citam uma coisa aqui ou ali, mas no geral de suas opiniões falta muito ainda.
    Concordo que existam erros do passado q entendemos melhor nos dias de hj, e assim sempre procuramos melhorar, independente do que cada um pode achar do outro. Mas quero deixa, como deixe la no grupo em questão, minha simples opinião.

    Entenda o proximo, tenha bom senso, seja aberto de verdade a novas ideias e discussões, entenda que é possivel viver em harmonia, aceitando diferenças sem distorcer fatos. .

  • Notório como nos comentários o quando não há uma resposta plausível, simplesmente não há resposta. “Se colocasse a Katy Perry tudo bem?” e seu eu colocasse um Homem em roupas de couro ou em uma coleira o post passaria em branco? Se não porque não. A maioria das pessoas que estão acusando o post estão se demonstrando mais preconceituosas do que as pessoas que simplesmente o criaram. Reitero o comentário de um colega, a Rhianna própria combate o racismo e mesmo assim faz fotos como essa. Mas ok, hoje o mundo se torna mais chato e hipócrita a cada dia.

    • Notório como não há nenhum comentário que deixou de ser respondido, e notório como um texto de 1672 palavras não é uma resposta suficiente. Além disso, o post não acusou ninguém, nem a “Rhianna própria”. Mas ok, hoje o mundo se torna mais complicado de ler um texto.

  • Pingback: Racismo no sexo e os ânimos inflamados | Xadrez Verbal

  • É normal ver textos por aí que fala dos racismos gritantes. Mas este seu fala destes racismos “nas entrelinhas”, involuntários e que passam quase despercebidos. Sempre pensei sobre isso, mas nunca tinha lido um texto assim tão claro. Obrigada!

  • Pingback: Xadrez Dominical (22) – Escravidão e racismo no Brasil | Xadrez Verbal

  • Pingback: Resumo da Semana – 11/10 a 17/11 | Xadrez Verbal

  • Cientificamente somos todos iguais geneticamente, a segregação está, ou não, na cabeça de cada um. Ela é uma negra tão descorada que se ninguém dissesse, eu que não a conheço, olhando apenas a foto sequer teria me dado conta disto.

  • Pingback: Aniversário do Xadrez Verbal | Xadrez Verbal

  • Pingback: Consciência negra: alguns textos para reflexão | Xadrez Verbal

  • Gostei muito do seu texto. Além da informação riquíssima, a maneira como explicou surpreendeu-me. Texto digno de um PhD. Parabéns Filipe.

  • Caro Filipe,

    O texto tem dois anos e continua a me encantar. Continue assim.

    Ps. Beijos

  • O objetivo do texto foi totalmente distorcido durante os comentários, se lermos somente os comentários encontramos um debate e tema diferente.
    Gostei muito do texto, e o combate ao racismo de “berço” é fundamental nessa nossa caminhada.

  • AS VEZES NEM SABEMOS O QUE OPINAR EM CERTAS SITUAÇÕES.

  • GOSTEI MUITO DO TEXTO, POIS ELE É TOTALMENTE FUNDAMENTADO AO COMBATE AO RACISMO.

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