Fronteiras Invisíveis do Futebol #83 – Ceará

Batemos um recorde para o Fronteiras Invisíveis, com quatro convidados no seu podcast de História! O historiador Thiago Braga nos acompanha por todo o programa, torcedor do Vozão. Para balancear, outro membro do Baião de Dois, Daniel Facó, nos conta sobre a História do Fortaleza. Ubiratan Leal, além de nos brindar com sua coluna O Livro, também participa do programa, assim como a mais querida professora de direito internacional da internet, Ana Luisa Demoraes Campos, que nos conta alguns causos do Ceará. E os dois de sempre, Filipe Figueiredo e Matias Pinto, contam um pouco da História do Ceará, desde seus sítios arqueológicos até a lei Maria da Penha, passando pelo seu povoamento, a fundação de fortes e fortalezas, a economia da região, conflitos, Padre Cícero, messianismo e tudo o de mais interessante. Dê play no seu podcast de História!

Referências no programa

Livro História do Ceará, de Airton de Farias

Obra de Capistrano de Abreu

Livro Capítulos de História Colonial, de Capistrano de Abreu

Documentário Loucos de Futebol

Livro Pavões Misteriosos, de André Barcinski

Documentário O lugar das perdas

Livro Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932, de Kênia Souza Rios

Filme Os Trapalhões e o Rei do Futebol

Filme Cine Holliudy

Filme Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral

Podcast Indo e Voltando

Fronteiras Invisíveis do Futebol #31 – Pernambuco

Fronteiras Invisíveis do Futebol #51 – Bahia

Música de Encerramento Terral, com Pessoal do Ceará (Ednardo, Amelinha e Belchior)

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.

Assine um dos feeds do Fronteiras Invisíveis do Futebol e não perca nenhum programa: feed RSS, feed do iTunes e feed Player.FM, feed Deezer e feed Pocketcast

A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, confira o restante da programação aqui.


assinatura

Filipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


Como sempre, comentários são bem vindos. Leitor, não esqueça de visitar o canal do XadrezVerbal no Youtube e se inscrever.


Caso tenha gostado, que tal compartilhar o link ou seguir o blog?

Acompanhe o blog no Twitter ou assine as atualizações por email do blog, na barra lateral direita (sem spam!)

E veja esse importante aviso sobre as redes sociais.


Caros leitores, a participação de vocês é muito importante na nova empreitada: Xadrez Verbal Cursos, deem uma olhada na página.

botãocursos

Anúncios

34 Comentários

  • Adorei a edição, mas admito que jurei que ia ouvir a prof. Ana Luisa dar a autêntica vaia cearense. Negócio é tão sério que tem vídeos comprovando que se você fazer isso em outros lugares, algum cearense vai responder com uma vaia cearense de mesmo grau. Abraço!

    • Pura verdade! Ja vaiamos o sol devido a expectativa frustrada de vir chuva… que era o estávamos precisando na epoca. Mais um dos causos cearenses!

  • E um adendo sobre a música de encerramento, porque esqueci no comentário anterior: por motivos profissionais ou da vida, meus pais e outros familiares estiveram vários anos longe da terrinha, então Terral foi a música que embalou vários desses cearenses “exilados” e, mesmo que não tenha passado pessoalmente por isso, é uma música que fica no subconsciente de uma geração cearense que teve que sair daqui para melhores oportunidades. Me arrepia cada vez mais enquanto envelheço. Saudações tricolores!

  • Adorei o programa mas, por motivos de eu ter tido vestibular na estadual do Ceará (UECE), que ainda cobra conteúdos regionais, queria que ele tivesse ocorrido uns 2 meses antes. Aproveitando a oportunidade gostaria de pedir um podcast sobre meu estado, o Piauí, estou ciente que não possuímos tanta relevância nacional, porém, a implementação do ENEM praticamente aboliu os estudos regionais, assim, meu conhecimento sobre a história do meu estado se resume a batalha do Jenipapo. Pra finalizar lavem sua boca ao falarem do Tiradentes, o incidente com o Corinthians foi um evento isolado.

  • Fabio Augustin R. Lima

    Belo programa, como sempre. Alguns complementos que acho interessantes: na Central 3, um dos primeiros episódios do podcast Meu Time de Botão fala sobre o Ceará de 1994 (eliminou o meu Palmeiras nas oitavas da Copa do Brasil, contando com um inacreditável pênalti perdido do Evair), vice-campeão da Copa da Brasil e lá tem um pouco da história do time também (desculpe o clubismo, desconheço algum possível episódio sobre o Fortaleza). Outro complemento é uma dica cultural sobre os campos de concentração do Ceará, o filme Currais de Sabina Colares e David Aguiar é uma obra bem interessante sobre o assunto, mesclando lirismo narrativo com um retrato documental do tema.

    PS: se puderem mandar um abraço pra minha namorada, a Aline, talvez ela fique mais calma comigo por ouvir tanto os seus podcasts no fim de semana quando ela tá em casa (Fronteiras e Xadrez Verbal). Ouço tanto que acho que eu me espantaria se encontrasse com vocês na rua e vocês não me reconhecessem, porque não sei se vocês sabem, mas somos muito brother.

    • Eu sou cearense, apesar do sobrenome, e fiquei muito feliz com o programa sobre a terrinha. A escolha da música de encerramento foi simplesmente sensacional. Acredito que pra muitos emigrantes das dunas brancas, como eu, ela descreve perfeitamente a saudade e a identificação com a nossa terra!

      Atualmente eu faço doutorado na França, mas passei os últimos 6 meses trabalhando na Agência Espacial Européia na Holanda e queria aproveitar pra destacar que os holandeses preservam muito bem a história de quando dominaram o Nordeste brasileiro. No Reijksmuseum de Amsterdam tem toda uma ala dedicada a pinturas retratando esse período do Brasil e, em Haia, o principal museu da chamada “Época de Ouro” dos Países Baixos fica na Mauritishuis, vulgo “casa de Mauricio”, o casarão original do famoso Maurício de Nassau, governador do Brasil Holandês.

      Sobre os campos de concentração da seca, eu não sei se foi mencionado, mas recentemente saiu a noticia de que o campo de Senador Pompeu vai ser tombado pelo IPHAN. Acho uma excelente notícia pra pra preservar a lembrança dessa atrocidade que mesmo muito cearenses ignoram.

      Um chêro pra vocês!

  • Parabéns pelo episódio! Há bastante tempo eu esperava ouvir sobre meu país Ceará aqui no Fronteiras. Fica a sugestão para que conheçam ainda mais nossa cultura e nosso sotaque (dizem que a gente fala cantando, mas não acredito nisso); ouçam os podcasts Chá com Rapadura e Budejo (este feito por caririenses). Mais uma vez, parabéns pelo trabalho!

  • Gostaria de agradecer por mais um episódio primoroso, em que temas que pouco são debatidos e que fazem parte da nossa construção como sociedade são trazidos à tona, aqui especialmente, o massacre do caldeirão do beato Zé Lourenço.
    O trabalho de vocês com o Xadrez Verbal e com o fronteiras invisíveis é de extremo valor para trazer conhecimento embasado para as discussões.
    Uma curiosidade sobre o Padre Cícero e o futebol é que até recentemente a imagem do Padre Cícero sempre adentrava aos jogos nas mãos de um dos torcedores que virou “mascote” do Icasa, o Toinho, falecido esse ano. Interessante exemplo da religião dentro do futebol.
    Outra curiosidade é que na cidade de Juazeiro do Norte está o melhor refrigerante do mundo, feito de caju: A cajuína São Geraldo.

    Aproveito e peço um abraço para minha esposa Rayanne, para toda a UFCA – Universidade Federal do Cariri e para projeto Todos pelo Direito da UFPR.

  • Eu tive que ouvir 3 vezes pra entender a piada do Matias com o Maguari. E acho que vocês esqueceram de citar o Valdir Papel nos jogadores notáveis (posso estar errado e não ter prestado atenção mesmo), e também um dos maiores artistas brasileiros, defensor do “vira-casaquismo” (conforme matéria do Trivela https://trivela.com.br/chico-anysio-se-foi-mas-coalhada-esta-vivo/ ),natural de Maranguape, Chico Anysio.

  • Mateus Albuquerque

    Fazendo apenas um adendo sobre o Atlético Cearense (antigo Uniclinic), as suas cores são em homenagem ao jogador Ari que se tornou uma espécie de “sócio” majoritário do Uniclinic em 2017 e consequentemente alterou o nome do clube.
    No mais, adorei o programa estava esperando esse programa há tempos sobre meu estado de criação como disse a professora! Excelente, continuem!!

  • Uma pequena correção: é que Felipe disse, ao interpelar a fala de Daniel do BD2 falando que Crato é a terra natal de Pe. Cícero, que ele foi o primeiro prefeito da cidade. Na verdade ele foi o primeiro prefeito da vizinha cidade, também citada, Juazeiro do Norte. Era, além de líder religioso, um verdadeiro ‘coronel de batina’. Fundou a cidade e a comandou politicamente quase até a morte (no final da vida o comando de fato era exercido por um aliadado, Floro Bartolomeu). Tudo isto está numa ótima obra que aproveito pra indicar, a biografia do Pe. escrita por Lyra Neto.

    Abraço de um pernambucearense, que vive na tríplice fronteira entre os dois e o Piauí (Chapada do Araripe), e que já foi muito à cacha do Estadio Romeirão ver o Icasa (embora seja torcedor do Náutico).

  • Programa maravilhoso!!

    Como sempre parabéns pelo excelente trabalho.

    As histórias contadas pela Ana Luisa foram sensacionais!!!

    Muito Obrigado como sempre pelo excelente conteúdo!!

  • Comecei a acompanhar vocês desde o podcast da Ruanda, estou gostando muito, parabéns pela produção!!

    Não consegui ficar indiferente a este episódio, pois a família por parte da minha mãe veio toda do Ceará, mais especificamente de Santana do Cariri. Minha vó tem uma história que conta que Lampião matou um boi e deu de comer para o meu bisavô e mais um pessoal que estava necessitado. Ela conta como foi o migração para São Paulo, ela mandou meu avô na frente com um dos filhos, ele arrumou emprego de pedreiro e depois conseguiu mandar dinheiro para que ela viesse com as outras 7 filhas.

    Vi que vocês tem um episódio sobre Pernambuco, e de lá vem a família do meu pai, já vou correndo acompanhar!

    Como indicação, deixo o livro Veias Abertas da América Latina, do Eduardo Galeano. Ele fala dos ciclos de exploração de matérias primas na América Latina pelos europeus, entre estas cita o ciclo da borracha, e a trágica ida do povo do Ceará para a amazônia.

  • Ótimo programa mais uma vez!!!

    Muito bom ouvir vocês falarem do Nordeste em época de ódio à região.

    Só pra constar… A piada do Tang foi tão ruim que a única coisa que consegui passar foi em algo interno relacionado ao sempre citado Tanguy Baghdadi no Xadrez Verbal… Hahahaha

  • Daniel Medeiros Almeida, MD

    Caríssimos,

    Primeiramente, parabéns pelo excelente trabalho, estudo e elaboração desse episodio. Fiquei impressionado pela riqueza do material e pelo carinho que tiveram em abordar tantos fatos históricos e personagens que constituíram a identidade do nosso povo. Sensacional a menção ao Caldeirão de Santa Cruz! Pouquíssimos cearenses conhecem essa historia (mas todos conhecem o Yo-Yo). Aqui cabe um beijo pra minha irmã Bebel, pois foi por ela e pelo seu trabalho de Mestrado em Historia pela PUC-SP que eu conheci esse capitulo da nossa historia messiânica.

    Mas sobretudo, MUITISSIMO OBRIGADO! Eu, que nasci e sempre vivi em Fortaleza, hoje me encontro em terras estrangeiras a quase 10 anos. E a saudade aperta… Normalmente escuto vocês em velocidade 1.5x, mas dessa vez me vi reduzindo a velocidade. Eu queria ouvir cada frase, cada palavra. Eu não queria que o episodio acabasse, confesso. Ouvir os nomes das figuras históricas por como passear pelo centro da cidade, afinal hoje são todos nomes de rua. Por um breve momento, era como se ao invés da dirigir na Interstate 75, eu estivesse cruzando por Fortaleza e voltando pra casa. Em um certo momento, me surpreendi ao sentir os olhos húmidos enquanto ria, relembrando os causos contados pela Ana Luiza. No entanto, qualquer tentativa de manter a compostura foi ao chão ao ouvir o Pessoal do Ceara cantando Terral. Foi inútil tentar esconder a lagrimas. Chorei de saudade, mas também de orgulho. Terral, que ainda hoje eu canto pare embalar o sono do meu pequeno Lucca, que semana passada completou um ano.

    Mais uma vez, muito obrigado. Como dica cultural, gostaria de deixar de recomendação o trabalho literário do Patativa do Assaré e a sua poesia sertaneja, crua e simples.

    “Saudade dentro do peito
    É qual fogo de monturo
    Por fora tudo perfeito,
    Por dentro fazendo furo.
    Há dor que mata a pessoa
    Sem dó e sem piedade,
    Porém não há dor que doa
    Como a dor de uma saudade.
    Saudade é um aperreio
    Pra quem na vida gozou,
    É um grande saco cheio
    Daquilo que já passou.”

    Abraços.

  • Anderson Aguzzoli

    Filipe!

    Tu já quer tirar o cebolinha do tricolor é!? Deixa ele aqui pra jogar contra o teu Palmeiras na Libertadores… COM MUITO CLUBISMO!

    Abraço de Caxias do Sul – RS

  • Oi queridos! Muito tempo sem comentar por aqui, mas nesse episódio especialíssimo não poderia passar em branco, já que é do Ceará a mulher que me apresentou o Xadrex Verbal e, consequentemente, o Fronteiras Invisíveis do Ceará. Será que vocês podem mandar um beijão para a Soraya Silva, minha mais querida amiga e cearense mais incrível do mundo? E outro ainda mais especial para a Ana Luiza! Me diverti muito com os causos e com o sotaque delicioso embalando cada história. Obrigada por fazer um conteúdo de tanta qualidade e diversão. Adoro vocês meninos ❤

  • FELIPE CARDOSO VALE

    Melhor Fronteiras até hoje kkkk
    muito bom. Só digo que hoje o Vozão vai ganhar só de 2 a 0 do Fortaleza. Nosso estado é muito rico de tudo e fico muito feliz por ter ouvido esse Fronteiras e ter conhecido muita coisa massa.Já mandei esse episodio pra todo mundo que estuda comigo psicologia na UFC haha a galera ta amando. E vamos assistir esse clássico rei que vai ser lindo.
    Queria pedir um forte abraço para meus amigos Franklin, Cássio, Yago, Paulo,Túlio (todos torcedores do Ceará) e pro Guilherme ( esse psicanalista fresco e único que torce pelo Fortaleza).
    Ahh sim… é algo impressionante como eu sempre choro ouvindo Terral, que músicaaa. Obrigado Matias por ter colocado essa. É uma das músicas que mais toca no pré carnaval da cidade de Fortaleza, que por sinal o pré é sempre melhor que o próprio carnaval haha
    Abraço caloroso diretamente da terra do sol pra vocês dois, Filipe e Matias.. e também a todos que fizeram esse maravilhoso episodio.

  • Eric Henrique Silva de Moura

    Ótimo podcast! Fico feliz que vocês se interessem em falar sobre o futebol nordestino! Um futebol esquecido pela grande mídia, alvo de preconceito e injustiças! Sou pernambucano, torcedor do Sport Club do Recife (inclusive recomendo um livro chamado: Sport vs Grande Imprensa, lá mostrará como o Sport lutou contra as inverdades sobre 87, como também o preconceito da mídia quando o Sport chegou ao título da Copa do Brasil de 2008), eu quero que o futebol cearense se fortaleça bastante, como o futebol nordestino no todo! É um lugar cheio de craques e grandes histórias futebolísticas! Abraços!

  • Olá Filipi, Mathias e condados. Parabéns pelo ótimo podcast. Junto com o Xadrez verbal é o melhor podcast que passei a acompanhar esse ano. Eu sou Cearense, mas só fui lá pra nascer, minha família se mudou pra SP quando eu tinha dois meses, então eu sou praticamente adotado pela cidade cinza, porém, isso não me impede de reconhecer na hora um sotaque cantado de cearense como o da prof. Ana Luisa, coisas que só quem é cearense sabe explicar.

    Dito isso, tenho duas histórias envolvendo o futebo de várzea do Ceará. A primeira, ouvi do meu pai e dos meus tios, como eu não sou muito ligado a parte da família do pai, não ser dizer se é um relato verdadeiro ou se é apenas uma anedota, porém, ouvi de varias fontes. Acontece que meu pai é de uma cidade bem no interior chamada Banabuiu e, quando eu conto isso pra alguém, eu tenho que explicar que Banabuiu é uma cidadade próxima de Quixadá e que, em algum lugar entre as duas, fica localizada a cidade de Rinaré. Mesmo assim ninguém entende, então eu tenho que resumir: É uma cidade bem distante de Fortaleza. Meu Pai me contava que a Cidade de Rinaré, era cortada por um riacho e, de cada lado da cidade, havia um time de várzea, do lado leste o time se chamava “Rinaré” e , lado oeste, o time também se chamava Rinaré. Então, dessa forma, se você Chegasse em Rinaré em dia de clássico e perguntasse “Quem joga hoje?” provavelmente iriam responder “Hoje é o Rinaré que joga”, se você insitisse “Contra quem?” iriam te responder “Contra o outro lado”, o que acabaria ficando meio confuso, pois se você atravessasse o rio e fizesse a mesma pergunta, o torcedor do Rinaré provavelmente iria dizer que o Rinaré iiria jogar contra o outro lado, mas agora que você está do outro lado, quem é o outro lado e quem é o Rinaré? Praticamente o futebol de várzea de Schrödinger. Bem, se isso é apenas uma anedota ou a mais pura crônica da vida real, só algum ouvinte que more por lá vai saber me dizer, lembrando que tudo isso se passou lá pelos anos 70 segundo meus tios.

    A segunda história também é um tanto cômica, porém trágica. E essa eu sei que é real. Meu pai, uma mescla entre ponta direita e volante, com um chute tão potente quanto o do Roberto Carlos, mas com uma pontaria não muito calibrada, jogava pelo flamigerado “Cearazinho”. Além do nome, o time de varzea também usava o uniforme completo do Ceará. Em um desses jogos, meu pai caiu e quebrou a mão, acho que um ligamento do pulso, ou algo assim. Ele foi levado até o hospital onde o médico enfaixou o seu pulso usando uma tala. O problema é que para perplexidade da minha mãe, meu pai chegou em casa ainda morrendo de dor e com o pulso enfaixado com a tala apoiada com a mão para trás, como quem “desmunheca”. Minha mãe ficou indignada, ela é enfermeira, e voltou com o meu pai para o hospital para que engessem devidamente o pulso dele. Quando ela questionou os médicos sobre o que havia acontecido, ela foi informada que o médico em questão já tinha saido e que era Fortaleza roxo, lembrando que meu pai estava com o uniforme completo do Ceará hahaha. No fim meu pai precisou fazer uma cirurgia e colocar uma platina no pulso, até hoje o pulso dele não dobra pra trás, e talvez tudo isso por conta de uma rivalidade de futebol. Mas confesso que sempre dou risada dessa história hahaha.

  • Sobre o início da colonização do Ceará recomendo o livro de Mozart Soriano Aderaldo, “História Abreviada de Fortaleza”, que narra as tentativas anteriores ao Matias Beck. Parabéns pelos excelentes Podcasts!

  • Olá olá Matias e Filipe! Sem sombra de dúvidas este foi o melhor Fronteiras Invisíveis sobre algum estado do Brasil, achei extremamente rico de história, contexto histórico e social e de excelentes dicas e convidados. Aliás, daria pra dizer que é um dos melhores episódios de todos até hoje e olha que nem estou puxando a sardinha, pois sou de Minas Gerais. Aproveitando o gancho, acho que agora vão ter que refazer os outros programas sobre os estados brasileiros com a mesma qualidade, hein? Chamar o Ubira pra dar aquele participação única e convidados de cada um dos estados para contar um pouco da história e também trazer o sotaque. Claro, tó só jogando lenha na fogueira, mas seria tão emocionante quanto foi esse do Ceará. Aquele abraço!

  • Olá, pessoal! Meu nome é Fábio Wendel, sou estudante de Direito da USP de Ribeirão Preto. Descobri por acaso o canal de vocês no ano passado e agora já é a primeira opção que aparece para mim no spotify. Escrevo aqui para avisá-los que sempre lhes indico durante as minhas aulas (sou professor de história no Cursinho Popular Pré-Vestibular Resistência (criado por universitários de Ribeirão Preto), já que o Fronteiras Invisíveis do Futebol possui uma linguagem descontraída aliada a muita informação. Já o Xadrez Verbal é indicado nas aulas de geografia que dou no Cursinho Popular Pré-Vestibular da Farma USP RP.
    Admiro muito o trabalho de vocês e gostaria que mandassem um abraço para os estudantes desses dois cursinhos populares!
    Abraço!

  • O clássico Os Fuzis, de 1964, para mim o melhor da primeira fase do Cinema Novo, é um retrato da indústria da seca, segundo o próprio diretor, o moçambicano Ruy Guerra. Se passa na Bahia, mas vale para toda região, também traz uma visão crítica do messianismo e militarismo.

  • Rosemberg Cariry, que é mais conhecido pelos documentários sobre o mestre Patativa do Assaré, tem um ótimo sobre o massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, vale conferir, ainda mais por estar em HD.

  • Olar, ouço o Xadrez e o Fronteiras há uns anos e eles me ajudam a parecer mais inteligente no bar, parabéns pelo conteúdo.
    Como vocês receberam só um cachecol do maior time de Berlim (FC Union), resolvi presenteá-los com mais um. Infelizmente o correios alemão não entregou minha encomenda antes de eu vir para São Paulo. Da próxima vez que vir para o Brasil (devo voltar ainda esse ano) trarei o presente, mas já sintam-se donos do cachecol do jogo de qualificação para a Bundesliga. É esse da foto https://www.union-zeughaus.de/union-berlin/schal-relegation.htm
    Estou ansioso pelo episódio do Fronteiras sobre a Alemanha Oriental e me coloco a disposição caso precisem de ajuda. Não conseguirei ajudar muito no quesito histórico, mas se tiverem alguma dúvida sobre como anda o grandioso “união de ferro”. Sei que o foco não do podcast é história e não tanto a atualidade, mas essa temporada é histórica por ser a estreia do grande vermelho e branco.
    Abraços

  • Thiago Cavalcante Hércules

    Parabéns pelo trabalho, sou cearense, e gostei bastante do podcast. Esse foi o primeiro que eu ouvi de você e já quero ouvi os outros.

  • Zenóbio Pinheiro

    Salve, Filipe e Matias! Sensacional programa! Ao longo do programa fiquei tentando adivinhar qual seria a música de encerramento e achei a escolha maravilhosa. Não tem como um cearense “exilado” ouvir “Terral” e não se emocionar.

    No embalo de falar dos principais estádios do Ceará, achei interessante compartilhar uma história. Acho que há uns 10 anos mais ou menos, algum doido teve a ideia de construir um estádio em Alto Santo (interior do CE) inspirado no Coliseu. Tava tudo errado: a região em que foi construído não tem grande representatividade no futebol cearense; a capacidade inicialmente prevista para o estádio (20 mil almas) era maior que a população da cidade(!); foi necessário aterrar um açude para a construção, que custou R$ 1,3 milhão, dentre os quais cerca de R$ 800 mil vieram do Ministério dos Esportes. Um elefante branco de primeira!

    Um abraço pra vocês.

  • Excelente programa sobre o meu Ceará. Parabéns a todos os envolvidos, e apenas para lembrar, o fortaleza é maior clube do Brasil!

  • Muito interessante o quadro O Livro. Comentando sobre um episódio passado (Venezuela) Me lembrei de um cable vazado pelo WikiLeaks em 2008, no qual a embaixada dos EUA em Caracas, solicita ajuda ao DoD para lançar um plano de comunicações estratégicas e argumenta que o Baseball é um laço em comum com a população venezuelana.

  • O programa ficou excelente! Muito obrigado e meus parabéns pelo trabalho! Eu só queria fazer um complemento à explanação sobre as Revolta de 1917 e Confederação do Equador. No teatro cearense, ambas foram lideradas por uma mesma família, talvez a mais icônica da história do estado, os Alencares.

    A matriarca da família era Bárbara de Alencar, pernambucana de nascença. Ela foi a primeira mulher presa política do Brasil. Ela foi presa e torturada na Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, marco zero de Fortaleza. A lenda conta que a sua cela era subterrânea, com apenas uma abertura em direção ao mar e, quando a maré era alta, o mar invadia sua cela, deixando-a inundada. Em uma dessas, ela quasse morreu afogada, pois dormia quando começou a inundação. Seus dois filhos, esses, sim, citados no programa, José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves foram líderes importantes em ambas as revoluções. José Martiniano teria dois filhos, um deles era o escritor José de Alencar, provavelmente cearense mais famoso da história. Tristão teve vários filhos, mas entre eles o Tristão de Alencar, um dos primeiros historiadores do Ceará e presidente das províncias de Grão-Pará e Rio Grande do Sul.

    Deixo a recomendação do Instituto do Ceará, para quem quiser saber mais da história do Ceará. O site tem deles têm diversos documentos históricos importantíssimos da história do estado digitalizados.

  • Conheci o Xadrez Verbal através do meu amigo Sidney Alencar, do blog M300D. Este episódio, para mim, foi particularmente interessante porque sabia pouco sobre a história dos times do meu estado. Abraço

  • LEONARDO GOIS DA FONSECA

    Série de correções pedantes aí (em homenagem a saída do pedante do Rogério Ceni do Fortaleza):

    Tem uma diferença importante aí entre paleontologia e arqueologia. A arqueologia estuda a humanidade (principalmente com um olhar mais cultural-histórico e não um olhar biológico) e a paleontologia outras espécies. Parece bobo mas as duas áreas exigem formações diferentes. De arqueologia eu não sei muito bem (acredito que exista a faculdade de arqueologia na UNB), mas para paleontologia a formação se dá através dos curso de geologia ou de biologia (aqui no Brasil).

    Quanto ao Ceará ser um ponto de contato durante o Gondwana isso é real mas não é exclusividade do Ceará dado que boa parte do nordeste estava dentro do ponto de contato entre três das várias microplacas que deram origem ao Gondwana. Esse ponto de contato é conhecido como provincia Borborema. Mas eu escrevi isso tudo para dizer que o fato de existirem ocorrencias paleontológicas não tem necessariamente a ver com o fato do Ceará ter sido um ponto de contato (junto com boa parte do nordeste) mas sim com o tipo de rocha que é encontrado em parte do Ceará (rochas sedimentares) que permitem a preservação desses fósseis.

    No mais o programa foi ótimo. Parabéns pelo trabalho no fronteiras e no xadrez.

  • Simplesmente SENSACIONAL!!! O melhor fronteiras de todos!!!
    Primeiramente o kanal não tem Nacional. E o penta deles é conhecido aqui como penta fantasma, e a federação cearense só reconhece por conta da decisão judicial e nem ao menos apresenta quem foi o vice nem terceiro colocado… esse penta tá mais pra uma medalhazinha de honra ao mérito

    Quanto as referência históricas, vale ressaltar que alguns defendem quem a Bárbara de Alencar foi presidente da República do Crato, o que a torna a primeira mulher chefe de Estado em território brasileiro.

    Quanto a seu filho Tristão Gonçalves, há um pequeno monumento no local de sua morte que foi inundado pelas águas do açude Castanhão. Em períodos de estiagem o monumento reaparece.

    Em relação ao Vicente Pinzon, tem um bairro em Fortaleza com seu nome nas proximidades do porto do Mucuripe, possível local de seu desembarque.

    E sim, dia bonito aqui, é bonito pra chover, dia nublado!!

    Parabéns pelo trabalho!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.