Xadrez Verbal Podcast #224 – América Latina, Índia e Síria

Ressaca de Carnaval, hora de ouvir o Xadrez Verbal, a sua revista semanal de política internacional em formato podcastal, com reciclagem de rima ambiental! Chegamos girando pela nossa América Latina, com notícias do Chile, da Bolívia e do nosso Brasil. Imitamos Trump e vamos até a Índia, onde a violência sectária já custou mais de trinta vidas. O que está acontecendo, qual a origem dessa violência e o quê Trump foi fazer lá, você ouve aqui no podcast. Para fechar, vamos até a Síria, onde a situação esquentou. Além disso tudo, nós giramos pelo mundo, a semana na História, economia com a professora Vivian Almeida, peões da semana e dicas culturais fecham mais uma edição da sua revista semanal de política internacional em formato podcastal!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

Site da Editora Contexto

Brinquedos Lego (recomendações em homenagem ao designer criador do boneco LEGO)

Episódio Lego da série documental Brinquedos que Marcam Época

Filme The Lunchbox

Coluna na Gazeta do Povo Os verdes continuam crescendo na Europa, agora é hora do teste

Reportagem Bolivia dismissed its October elections as fraudulent. Our research found no reason to suspect fraud, por John Curiel e Jack R. Williams

Xeque do Xadrez Verbal #212 sobre o golpe na Bolívia

Fronteiras Invisíveis do Futebol #40 – Índia

Repertório #07 – Átila Iamarino

Coluna na Gazeta do Povo Tudo que você precisa saber para entender a próxima eleição em Israel

Música de encerramento Leap Year Blues, com Big Bill Broonzy

Canal do Xadrez Verbal no Telegram

Minutagem dos blocos, cortesia dos financiadores do Xadrez Verbal

  • 00:03:25 – Giro de Notícias #01
  • 00:29:45 – Coluna Aberta: América Latina
  • 01:02:10 – Efemérides: A Semana na História
  • 01:08:45 – Match: Índia e NamasTrump
  • 01:51:10 – Xeque: Idlib
  • 02:16:30 – Gambito da Dama: sistema de saúde dos EUA
  • 02:32:55 – Giro de Notícias #02
  • 02:43:40 – Peões da Semana
  • 02:45:50 – Sétimo Selo
  • 02:59:20 – Música de Encerramento

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. (clique com o botão direito do mouse e use a opção “Salvar como” para baixar)

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, que está no Apoia-se

Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
Como sempre, comentários são bem vindos. Leitor, não esqueça de visitar o canal do XadrezVerbal no Youtube e se inscrever.

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35 Comentários

  • Igor Coura de Mendonça

    Eu acho que 6 graus de separação de Kevin Bacon já está obsoleto! A onda agora é 6 graus de separação de Matias Pinto!

    Eu converso com o Juca Kfouri por e-mails, que conhece o Leandro Iamin, que conhece o Matias.
    3 graus de separação!

    E vocês?

  • Igor Coura de Mendonça

    Matias, se seu bisavô chegou a 101 anos, ele com certeza experimentou um ano centenário que NÃO se torna bissexto (acho que foi o ano 2000). Isso acontece pra corrigir datas, porque o bissexto sozinho TAMBÉM causa distorções ao longo dos anos

    • Sim, existe esta questão do centenário não ser ano bisexto, mas existe a exceção dessa exceção que é a cada 400 anos. Ou seja, a cada 4 anos é bisexto, não o é a cada 100 anos, exceto a cada 400 anos. Foi o caso do ano 2000.

  • Sobre a constituição chilena, ela é um exemplo frequente nas doutrinas de Direito Constitucional, em relação as origens destes textos políticos. Promulgadas são as constituições que advém de participação popular, por meio de assembleia consitituinte, enquanto Outorgadas seriam aquelas em que há apenas a confirmação do poder político já então constituído, caso de Vargas e a sua carta “decretada” que legitimava o Estado Novo em 1937. A constituição chilena, chamada, nessa classificação, de Cesarista, é uma carta magna que busca se travestir de democrática tendo sido, na verdade, outorgada mas querendo parecer promulgada. Ou seja, cartas ditatoriais que almejam perfumar-se de democráticas são cesaristas.

    Marcos Blau

    • Joaquim Lemus Pereira, advogado de Brasília/ DF

      Excelente, Sapientia Above. Eu iria escrever sobre como a Constituição Chilena de 1980 é um exemplo clássico de constituição cesarista, espécie de constituição outorgada típica de regimes autoritários, mas você conceituou com precisão. O referendo nada mais é do que um meio de simulação do espírito democrático em um governo despótico. Estudiosos da História do Direito afirmam que apesar da denominação “cesarista” este modelo de sistema jurídico tomou forma na Idade Contemporânea, na França da Era Napoleônica.

  • Olá Filipe e Matias, acompanho o programa a cerca de um ano e admiro bastante o trabalho de vocês! Estudo biologia na Universidade Estadual de Goiás e sou o “torcedor” do Bucks mencionado no episódio. Gostaria de esclarecer que sou torcedor do Raptors, mas me solidarizo com os torcedores do cervo, pois somos sempre tratados como azarões, embora sejamos os dois melhores times da conferência leste nos últimos dois anos.
    Aproveito para elogiar o episódio do fronteiras sobre a Argélia, que eu inclusive ouvi esperando alguma menção ao Camus, e não sai decepcionado! Se possível, peço que mandem um beijo para minha conje Nathália, que também é uma quase bióloga. Parabéns pelos programas maravilhosos.

  • Diogo Maia de Carvalho

    Fiquei esperando pelo comentário acerca do sujeito que morreu num foguete caseiro, nos Estados Unidos, tentando provar que a Terra é plana. Fiquei chocado com os números do Datafolha de que 11 milhões de brasileiros são terraplanistas.

    Um grande abraço.

  • Lucélio Martins Carneiro

    Ouvindo o programa da semana enquanto monto o LEGO Star Wars Ultimate Millennium Falcon de 7541 peças… Morra de inveja Filipe ❤ brincadeira….amo vcs… foi meu presente de natal…só q só chegou agora 😀

  • Mais um grande episódio. O Xadrez Verbal sempre corta a fila de podcasts do meu agregador. Foi um tesão esse blues no final do programa. No aguardo aqui para duas importantes efemérides do ano. 60 anos de Brasília (minha cidade natal) em 21 de abril e 40 anos do filme abençoado pelo Papa, os Irmãos-Cara-de-Pau (The Blues Brothers) em 20 de junho.
    Abraços e obrigado pelo fantástico trabalho!

  • José Luiz Simão Pappone

    Boa tarde, Filipe e Matias! O programa de vocês é sensacional, estou praticamente viciado…rs. o engraçado é que não sou da área de história, sou médico oftalmologista e DETESTAVA história quando da época de colégio. Isso é surpreendente! Parabéns aos dois pelo programa!

  • Boa Tarde Filipe e Matias.

    O Bisavô do Matias está fazendo 24 anos e não 25. Em anos que deveriam ser bissextos, quando múltiplos de 400, não são observados. Isso ocorreu em 2000, acho que o próximo será em 2400. Abraços.

  • Olá Filipe e Matias,

    Neste 29/02/2020 minha avó comemorou seu vigésimo aniversário, e o mais legal é que já ocorreu do aniversário ser tematizado com a quantidade de aniversários dela, como no ano 2000 em que ela teve um lindo baile de debutante.

    Das coisas mais inusitadas que aconteceram com ela por ter nascido nessa data, há algum tempo ela perdeu a carteira de identidade. Ela foi até o UAI (Unidade de Atendimento Integrado, o Poupa Tempo de Minas Gerais) e informou a atendente que queria fazer uma nova via do documento. O problema foi que a atendente falou que o sistema não estava aceitando a data de nascimento como 29/02, e chegou a perguntar para ela se ela preferia colocar como 28/02 ou 01/03. Foi necessário chamar a supervisão que relatou o problema e ela teve que esperar vários dias para que o ajuste fosse feito e ela pudesse requerer o documento.

    Aproveitando que vim deixar este comentário, queria dizer que no ano passado fiz um comentário em um dos programas, se não me engano sobre eleições na Hungria, quando vocês queriam saber como seria geringonça em húngaro. Contei sobre uma prima que morou muito tempo na Hungria, e após voltar para o Brasil com o marido (que é húngaro) abriram uma empresa de traduções. Ela inclusive foi a tradutora do Viktor Orbán nas últimas vezes em que ele veio ao Brasil, com o Temer e o Bolsonaro. Provavelmente o comentário foi barrado porque coloquei o link para a empresa.

    No mais, agradeço ao conteúdo de qualidade fornecido todas as semanas. Há braços,

    Tiago Ribeiro

    PS: Há algumas semanas quase mandei um comentário sobre a Isabel dos Santos, onde as pessoas ficam acusando ela sem provas concretas de que ela é bem sucedida apenas pelo apoio do pai, que era presidente. Ela pode ser simplesmente uma espécie de Ronaldinho dos negócios.

  • Olá, companheiros! Eis aqui mais um – influenciado pela ardilosa capacidade argumentativa dos senhores! – que vem para agradecer pelos inestimáveis serviços prestados no que se refere a transmissão de informação e conhecimento a respeito do mundo. Recentemente, eu pulei do muro da história para o do direito e suspeito que o programa tenha muita influencia nisso.
    Parabéns pelo trabalho!

  • poroutroladopodcast

    Um dos brasileiros a se apresentarem no festival de Viña del Mar foi o Paralamas do Sucesso, lá por ’87 que foi quando Sumo e outras bandas de punk e ska trouxeram essas tendências para América Latina.

    Ouvimos com minha esposa todo episódio, podem mandar um abraço para o meu filho Guilherme ? Ele nasceu em 1 de março por nascer num ano não bissexto ! 🙂

  • Se resolveram falar de 300, precisei deixar essasingela redublagem, da qual ri muito…

  • Olá, Matias e Felipe! Uma correção. A suástica ao que se refere é budista, e não hindu, como dito. Então, eis a correção. Um fato curioso é que alguns brasileiros no Japão ficavam “cabreiros” ao ver no GPS várias suásticas, que designam templos budistas espalhados nos bairros, o que levavam a achar que eram points nazistas, mas sempre reiterava sobre o que era. No mais, excelente podcast!!

    • Na real, a suástica também é um símbolo hindu comum pacarai nas casas de um monte de gente. A mãe de um amigo meu (indiano, mestrando na Alemanha) queria que ele trouxesse pra Alemanha um chaveiro com a suástica pra “protegê-lo” enquanto ele estivesse por aqui. Felizmente ele não o fez 😆

  • Caio Pereira Pinto Delpupo

    Ei Filipe e Matias, eu tenho 23 anos sou advogado e moro em Venda Nova do Imigrante/ES. Acompanho o xadrez verbal desde 2016, como vocês dizem, quando tudo era mato. Desde lá, consegui doutrinar minha namorada que é professora de história a assistir o programa, e hoje em dia acompanhamos juntos religiosamente (ela, infelizmente, foi a única entre muitos que eu enchi o saco). Quero agradecer o maravilhoso trabalho que vocês fazem e como ele ajudou na construção do que sou hoje. Vocês não me conhecem mas já me sinto intimo de ambos. Gostaria também de pedir um abraço para minha excelentíssima Rita de Cassia Jubini. Muito obrigado, vocês são f*.

  • Só uma nota interessante sobre Donnerstag ser Dia de Trovão e o Filipe dizer que “isso é muito Thor”.
    Quem leu Neil Gaiman, já deve ter notado mais de uma vez menção às Quintas como Dia de Thor, até algumas passagens onde escreve Thor’s Day ao invés de Thursday,

    …lembrando que o Odin, pai do Thor, que portanto o antecede, se auto denomina Mr Wednesday em American Gods.

  • Prezados,
    Como um grande conhecedor dos jogos de lego,já tendo jogado do lego batman ao lego avengers, nenhuma “capa” serviu tão bem a franquia como a do lego star wars, as mecânicas são incríveis e não repetitivas. Inclusive esse ano ainda será lançado o lego star wars skywalker series, que engloba os NOVE filmes da série principal, se isso não é perfeição, eu não sei mais o que é!
    Abraço a todos!

  • Só um negócio sobre o fato dos manifestantes ficarem gritando “Hindustan” em referência à Índia.

    Em Delhi se fala (teoricamente) Hindi. Hindi e Urdu (a língua oficial do Paquistão) são “mutuamente inteligíveis”. A semelhança é tanta que, apesar do aspecto político (similar ao que ocorre com o Serbo-Croata), “linguista algum hesitaria em classificá-las como dialetos próximos da mesma língua” [1]. A Wikipédia inclusive tem um artigo específico pra (assim chamada) língua “Hindustani”:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Hindustani_language

    Apesar de serem “a mesma língua”, algumas palavras nas duas “línguas” diferem (obviamente). O Urdu gosta de pegar palavras do Persa e do Árabe, enquanto o Hindi gosta de pegar palavras do Sânscrito. Em Hindi “puro”, a Índia é geralmente chamada de Bharat. Em Urdu, a palavra deveria ser (justamente) Hindustan (note-se a origem Persa do nome): o próprio fundador do Paquistão insistia que Hindustan fosse usada pra indicar que, em contraste ao Paquistão, o país era Hindu. Como o Urdu influencia *muito* o Hindi (as palavras em Urdu freqüentemente têm um ar “poético” — que eu gosto de pensar que é uma transferência do valor que o Persa e o Árabe sempre tiveram nesse aspecto), eu acho muito perfeitamente possível (mas ao mesmo tempo não tão provável *nesse caso*) que eles estivessem gritando “Hindustan” não tanto como algo com significado nacionalista, mas simplesmente porque a palavra é usada no dia-a-dia, junto com “India” e “Bharat” pra se referir ao país (eu gosto de pensar que a diferença seria similar à diferença entre quem diz “americano” e “estadunidense”).

    [1] King, 2001, The poisonous potency of script: Hindi and Urdu (a versão em português é tradução livre minha de parte da primeira frase do artigo)

  • David Onezio Moraes

    Sobre o San Siro, o esporte espetacular no último domingo, citou o jogo da Inter com portões fechados, por causa do corona virus, e obviamente chamou o estádio de Giuseppe Meazza, já que o time era a Inter, não o Milan, hahahahaha, se a lenda é maior que o fato, publique-se a lenda.

  • Hoje não vim nos comentários para adicionar nada , mas venho para garantir algo importante, meu abraço no final do próximo programa 😁

  • Olá Filipe e Matias! Como advogada que ama vocês, gostaria de complementar uma coisa no caso das crianças que nasceram na Turquia oriundas de pais Sírios refugiados: por elas não serem cidadãs turcas e nem sírias (e isto estou falando sem analisar, previamente, como a cidadania nestes países é reconhecida/adquirida mas que, normalmente, os países atendem os requisitos de ou nascer no país [ius soli] ou ser filho de pessoas oriundas deste país [ius sanguini], sendo este último com vários requisitos) elas são enquadradas como Apátridas.

    É uma situação muito complicada que apátridas sofrem em nosso mundo, pois ficam sem acesso a várias situações básicas, como vacinação, ir à escola, ir ao hospital… Se puxarem da memória, todo formulário que preenchem, pedem para especificar a sua Nacionalidade e isto tem um bom motivo: se não for cidadão de um país, seu tratamento não será igual aos demais.

    É difícil que eles consigam a sua cidadania posteriormente, mesmo com a maioridade, pois cada país possui diversos requisitos para se adquirir esta cidadania a posteriori quando não se tem o seu registro de seu nascimento nele.

    Torço para que estes apátridas tenham a sua solução resolvida o quanto antes.

  • Sou lusitano e estava escutando o Xadrez Verbal indo pro Canindé hoje (04/03) para assistir Lusa x Atibaia pela série A2 do Paulista. Chegando no estádio pausei o podcast bem na hora que vocês comentaram sobre o jogo do Paraná contra o Bahia de Feira na Copa do Brasil, no qual eles venceram de virada com 3 gols nos últimos 5 minutos. Pois bem, a Lusa jogou mal pra variar e estava perdendo por 2×0 até os 40 do 2o tempo, quando alguns torcedores começaram a deixar o estádio. Eu jamais faria isso antes do apito final, mas lembrei do podcast e achei que poderia ter sido um sinal, e que caso não desse certo eu queria xingar os jogadores após o apito final. E no fim a Lusa fez 3 gols nos últimos 5 minutos e virou o jogo para 3×2. Queria compartilhar esse episódio com vocês e dizer que jamais duvidei!

  • Olá Filipe e Matias! Vi essa noticia e resolvi compartilhar: o presidente da Mongólia foi colocado em quarentena após visita à China https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-mongolia/mongolian-president-placed-under-quarantine-after-returning-from-china-state-media-idUSKCN20M0WW

    Queria muito ouvir vocês falando o nome do presidente. Um beijo na fíbula!

  • Olá Filipe e Matias,

    Já acompanho o podcast há um tempo, eu adoro ouvir as análises de vocês e sempre indico o podcast para os meus amigos que se interessam por política internacional (e para os que não se interessam também). hahaha
    Eu estou morando na Malásia há quase três anos e desde então eu presto atenção redobrada a qualquer menção/repercussão de notícias regionais daqui. Entendo que o sudeste asiático não tenha a mesma relevância que outras potências aqui ao redor. Porém, nesse último programa, achei curiosa a repercussão da notícia da renúncia do primeiro-ministro do Timor-Leste, mas nenhuma menção à renúncia do primeiro ministro aqui da Malásia, o (agora ex) primeiro-ministro mais velho do mundo, Tun Mahathir. Aparentemente, ambos PMs renunciaram na mesma semana.

    O ápice da renúncia foi semelhante ao o que ocorreu no Timor-Leste, a coligação do PM ruiu e, numa estratégia política, ele submeteu a carta de renúncia ao sultão, o Agong como é intitulado aqui. Anteriormente, a coligação governista já vinha enfrentando crises devido às incertezas quanto ao sucessor do Tun Mahathir. Quando alguns parlamentares da coligação governista se reuniram com lideranças da oposição, sem a presença do então PM, a situação complicou de vez. Daí o PM, numa cartada final, blefou, renunciou e perdeu o cargo. A situação política entrou em convulsão e o país, conhecido na região pela estabilidade política, foi profundamente abalado.

    Essa semana o novo PM já foi escolhido, mas não por uma votação no congresso, a Dewan Rakyat como é chamado; foi o próprio Agong que entrevistou os parlamentares da câmera baixa, um a um, para saber quem teria o apoio da maioria. Por sinal. essa crise demonstrou o poder político que o sultão ainda detém no país. Por fim, contrariando algumas expectativas e apostas, Muhyiddin foi escolhido como o novo PM. Claro que ele já está recebendo críticas e essa história ainda está longe de acabar.

    Enfim, a confusão é bem mais interessante quando entendida dentro do contexto maior com todas as reviravoltas e nuances políticas. Vou deixar aqui um link para quem tiver interesse de acompanhar a situação, dá para entender melhor a sequência de fatos: https://asia.nikkei.com/Politics/Malaysia-in-transition.

    Só queria compartilhar mesmo a situação aqui depois que a Malásia foi deixada de lado no último programa. hahaha

  • Meus caros, uma observação sobre o contexto da Itália/Varicano:

    Além de ter cancelado algumas agendas, o Papa Francisco adiou o evento Economy of Francesco, inicialmente marcado para 26 a 28 de março de 2020.

    Esse fato tem uma dupla importância:
    1 – Ele contará com a participação, além do próprio Papa, de, pelo menos, dois prêmios Nobel: Amartya Sen e Muhammad Yunus. Então dá para enfatizar a relevância do evento e do risco em relação ao Coronavírus, considerando que são idosos.
    2- O segundo aspecto é que, depois dos participantes italianos, o Brasil terá a maior caravana: são entre 150 e 200 jovens brasileiros em um público total de 2000 jovens de todo o mundo.

    Esse evento precisa ser mais repercutido no Brasil, a meu ver. E a participação dessa proporção de brasileiros, merece especial destaque.

    O evento foi remarcado para 19 a 21 de novembro deste ano.

  • Eu acho que devia ter um Fronteiras especial sobre o *embaixador do Turismo* Ronaldinho Gaúcho

  • Olá Filipe e Matias, na hora em que vocês comentaram sobre o episódio dos Simpsons eu fiquei nervoso pelo fato de vocês não comentarem que a Lisa menciona que o seu antecessor era o Trump. Esse fato é o unico motivo para eu “”””torcer”””” pela ELIZAbeth Warren na corrida presidencial americana, já que eu quero que o Simpsons acertem mais uma vez, mas pelo visto eles devem acertar em 2024.

    Falando em eleições, acho que seria legal um criar um quadro/ ou separar um bloco pra fazer o resumo de um mandato de algum lider sempre que houver uma troca de mandato. Falar quais foram as principais mudanças do Presidente/Primeiro-ministro, o impacto do seu mandato no mundo, opinião da população e etc. É claro que esse tipo de bloco não vai ser possível de ser feito em países que vivem em um estado eterno de eleição ( Espanha e Israel por exemplo ) ou de países com uma grande instabilidade política ou que sofrem golpes de estado (Reino Unido e Bolívia por exemplo ). Mas em países com mudanças previstas e tranquilas, como foi na Argentina e Uruguai e como vai ter nos EUA eu acho que esse tipo de bloco é possível.

    E a cada programa que passa mais eu vejo que os comentários estão mais ficando pro final do que divididos entre o começo e o fim.

    E aproveitando pra falar sobre o repertório, eu adorei a entrevista com o Átila biólogo pesquisador, pena que foi muito curta acho que dava pra ter uns dois xadrez verbal de duração. Mas eu acho que só não superou a entrevista com a Monique Sochaczewski, que foi de uma qualidade que eu não esperava.

    E cadê a volta do quadro menino Neymar? Vão mudar de nome ou irão manter?

  • Artur Rodrigues de Oliveira Lima

    Olá, Filipe e Matias. Dúvida particular quanto ao oriente médio, no vídeo do nerdologia feito a algum tempo sobre um resumo do oriente médio https://youtube.com/watch?v=yAwCFfO1Zv0, alguns termos que há relacionados mas não ouvi o Filipe falar, Palestina (palestinos) e Mulçumanos. Quem são ali, e se é redundância de termos? Acabei enviando também esta dúvida no twitter.

    Obrigado pelo conteúdo, programa sensacional. Abraços.

  • Edgar Vergopolem Ribeiro

    Boa noite Filipe e Matias, tudo bem? Parabéns pelo programa, está incrível como sempre.

    Filipe, fiquei com uma dúvida agora que acabei de ler sua coluna dessa semana na Gazeta. Caso a OTAN dê um basta nas chantagens do Erdogan, quais as chances da Turquia buscar um alinhamento mais próximo com a Rússia, já que suas opções de aliados diminuiriam? Isso seria interessante para os russos?

    Um forte abraço e obrigado pelas horas de companhia nos busões de São Paulo!

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