Fronteiras Invisíveis do Futebol #52 – Austrália

O continente australiano recentemente lembrou dos 220 anos do início da colonização britânica, feita inicialmente com colônias penais. Vamos ver essa História, a descoberta do ouro e a autonomia do país, marcado por uma política de racismo institucionalizado.
Também conhecemos os diversos campos, incluindo a variante local de futebol e a importância do esporte para as comunidades de imigrantes. De fato, a Austrália é um dos poucos países que chama o futebol como conhecemos de “soccer”. Fechamos o programa com a independência, no século XX, e o papel das guerras mundiais na formação do país. Que, em breve, talvez seja uma república!

Referências no programa

Filme Mad Max

Documentário November 16

Música Down Under, do Men At Work

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.

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Filipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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5 Comentários

  • Como sempre, um excelente programa. Parabéns pelo alto grau de qualidade da publicação.

    Acredito que vale acrescentar uma breve passagem histórica sobre a relação da política do White Australia com os jogos olímpicos e com o movimento pelos direitos humanos.
    Na famosíssima fotografia em que os atletas estadunidenses Tommie Smith e John Carlos aparecem erguendo os punhos em riste durante a cerimônia de entrega de medalhas da prova dos 200 metros rasos nas olimpíadas de 1968, o atleta australiano Peter Norman pode ser visto ocupando seu posto no segundo lugar no pódio enquanto ostenta a insígnia do “Olympic Project for Human Rights” junto ao peito. Inclusive, foi de Norman a sugestão para que os atletas afro-estadunidenses dividissem o par de luvas durante a execução do hino nacional.
    No entanto, apesar do gesto bonito, segundo a matéria da rede CNN “The third man: The forgotten Black Power hero”, ao retornar à Austrália, o atleta passaria a “ser tratado como um pária”. Embora jamais tenha sofrido sanções oficiais, sua permanência no pódio durante o protesto de seus companheiros levaria ao fim da carreira profissional de Norman após os Jogos Olímpicos do México. Apesar de ter alcançado o índice olímpico, o corredor não foi selecionado para a equipe australiana de atletismo para os jogos de 1972 e, mesmo 30 anos depois, em 2002, ele não esteve entre as personalidades que receberam a honraria de carregar a tocha durante os jogos de 2002 em Sydney.
    De fato, o governo australiano só se posicionou oficialmente sobre caso em 2012, com um pedido formal de desculpas e uma mensagem de reconhecimento de seus esforços em prol da luta pelos direitos humanos que diz: “(o parlamento australiano) pede desculpas a Peter Norman pelo tratamento recebido por este após seu retorno à Austrália e pela falha em reconhecer por completo seu papel inspirador antes de seu infeliz falecimento em 2006.”
    Sobre o ostracismo de Norman em sua terra natal, John Carlos declararia anos mais tarde: “Enquanto nós estávamos sendo massacrados, Peter teve de enfrentar um país inteiro e sofreu sozinho.”

    E pra completar, uma pequena barrigada: ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, Mel Gibson não é Australiano, mas novaiorquino. O ator/diretor é nascido na pequena cidade de Peekskill, NY e sua família só se mudou para Sydney quando este já tinha 12 anos.

  • Olá Filipe e Matias! Parabéns por mais um ótimo programa, com a escolha mais acertada da musica de encerramento.

    Já que foi citado Nauru, ela faz parte de uma das mais recentes controvérsias envolvendo a Austrália. Lá em Nauru funciona um centro de detenção para onde a Austrália manda imigrantes que chegam em barcos ilegais e solicitam asilo, já que a politica migratória ainda é bem dura. O The Guardian publicou documentos que mostravam abusos contra eles, inclusive sexuais, e já houve uma rebelião em 2013 que danificou seriamente o local.

    Por que Nauru aceita este empreendimento? O país depende fortemente da Austrália, muitos nauruanos enviam divisas para lá e há um acordo de, se a ilha afundar devido à mudanças climáticas, a população de Nauru possa se mudar para a Austrália.

    Ps: havia outros centros de detenção em outras ilhas, como Christmas, Cocos e até na Papua Nova Guiné

  • Mariana Sena - PE

    Oi, gente!
    Ótimo episódio como sempre!
    Queria sugerir um fronteiras sobre o Iraque, principalmente abordando a época que a seleção estava sob o domínio do Uday Hussein.
    Abração

  • Fala galera, show de bola o episódio!

    Um detalhe que faltou, uma outra lenda do futebol Brasileiro jogou no futebol Australiano!
    Entre 2008–2009 jogou no Perth Glory o nosso glorioso Amaral, isso, ele mesmo, o “volantão” de farol baixo. Na época eu estava na Aussieland, e lembro que a imprensa fez algumas matérias sobre ele. Um abraco!

  • Espetacular programa. Apenas mudaria a música de encerramento. Apesar de Men at work ser ótimo, acho que a banda australiana mais adequada para a temática discutida no programa seria Midnight Oil, que se celebrizou pelo ativismo social e ambiental. A música “Dead Heart” seria adequada.

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