Fronteiras Invisíveis do Futebol #33 – País Basco

Fronteiras Invisíveis do Futebol é a nova iniciativa do Xadrez Verbal, um podcast sobre História, política atual, geopolítica, tudo isso com o fio condutor do futebol. Apresentado pelo meu amigo Matias Pinto, que também apresenta o podcast que vocês tanto apoiam, o programa será quinzenal, com um belo trabalho de edição. Em cada programa teremos A História, O Campo e O Mapa, contando sobre alguma região do planeta, sua identidade cultural e sua História. A série é motivada pela série de textos especiais Fronteiras Invisíveis da Europa, que discute nacionalismos, regionalismos e a União Europeia.

Uma das edições mais aguardadas pelos ouvintes desta série! Entre os Apeninos e o Oceano Atlântico está localizado o País Basco, cuja população se divide entre o separatismo e manutenção da administração dos governos espanhol e francês.

Voltamos à Antiguidade para entender a formação do povo basco (ou vasco) e a origem imprecisa do euskera, idioma que hoje é falado por aproximadamente 700 mil pessoas. Também veremos como a região se manteve leal às coroas de Espanha e França e as razões que levaram à busca por autonomia, atingindo o ápice durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), na qual o vilarejo de Guernica – símbolo da identidade basca – foi bombardeado pela Luftwaffe a mando do General Franco.

É neste contexto que a seleção do Euskadi, anterior à própria equipe nacional da Espanha, tornou-se um caso paradigmático das relações entre futebol e geopolítica, sendo inclusive vice-campeã do incipiente campeonato MEXICANO, quando diversos jogadores bascos vestiram as cores da Ikurriña – bandeira que ilustra a capa deste podcast – em busca de apoio internacional.

Entenda como o Athletic Club e os demais clubes da região tornaram-se centros de resistência durante a ditadura franquista (1939-75) e como a diáspora do País Basco ajudou a fortalecer o futebol da América Latina, onde cerca de 7 milhões de descendentes bascos residem, entre eles o argentino Jorge Burruchaga, o boliviano Marco Antonio Etcheverry, o equatoriano Alex Aguinaga e o uruguaio Diego Forlán.

Foi em oposição ao regime do Generalísimo que surgiu o Euskadi Ta Askatasuna (“Pátria Basca e Liberdade”), mais conhecido pela sigla ETA, principal grupo separatista e ideologicamente contrário ao conservador Partido Nacionalista Vasco, que acabou optando pela luta armada no final dos anos 60, inclusive assassinando o Almirante Carrero Blanco, sucessor direto de Francisco Franco.

Referências no programa

Livro Nacionalismos Espanhóis, de Filipe Vasconcelos Romão

Filme Ocho apellidos vascos

Música Sarri, Sarri, de Kortatu

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. 

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, confira o restante da programação aqui.


assinaturaFilipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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9 comentários

  • Muito bom o episódio. Fica o pedido por um Fronteiras… sobre o Egito.

  • Ótimo programa! O que mais me chama a atenção nessas questões de nacionalidade (e aqui uso o termo nacionalidade como referência a nação mesmo, como identidade de um povo) é justamente esse conceito de nação. Isso porque é estranho a nós brasileiros, já que não somos uma nação. Pelo menos eu acho que não.

    Há pouco tempo a minha filha de 11 anos me perguntou o que era judeu e (minha nossa senhora!!!). Como é difícil explicar o conceito de povo, de nação, e por que é diferente de país.

  • Bacana o programa.
    Seria legal uma serie de programas sobre equipes que competem na NF-Board.
    Queria muito ouvir sobre o time de Sealand 🙂

    Abraço.

  • André Rodrigues

    Felipe,
    Uma pequena correção. Pepino, o Breve não é filho de Carlos Magno e sim de Carlos Martel.
    Pepino, o Breve é PAI de Carlos Magno.

    Abraços

  • Filipe,

    qual era a dica cultural que você daria no lugar do Nacionalismos Espanhóis?

  • Quem foi expulso do Paraíso foi Adão e Eva, não Caim e Abel !!

  • Olá Felipe e Matias

    O húngaro não é uma língua isolada, mas parente do finlandês, estoniano e do lapão- chamadas fino-úgricas. Finlandês alias que é outra língua difícil de aprender.

    Já o basco é realmente uma língua isolada. Outra língua considerada isolada é o coreano.

  • Olá, Felipe e Matias.
    Só um adendo – mas, caso eu não tenha escutado direito o que já foi dito, minhas desculpas -: Pablo Picasso Pinta o Quadro “Guernica” em referência à bombardeiro realizado pelos alemães na Guernica. O pintor produziu o quadro em Paris, em um período pré-ocupação nazistas. Conta-se uma lenda que, anos depois, durante a ocupação, um soldado teria perguntado para ele(ao ver uma foto do quadro) quem teria feito aquilo, e ele disse “foram vocês”.
    Outra curiosidade, que liga esse cenário ao Brasil, é que Picasso foi Padrinho de uma das filhas de Jorge Amado.

  • Nicholas Payton Oneal Gonçalves das Neves

    Programa muito bom, não sei como nunca até agora nunca tinha achado este programa após anos destrinchando a internet, os exemplos me deixaram bem situado no tempo e a aula de história é SENSACIONAL, obrigado a este programa e aos colaboradores do mesmo por existirem, comecei pelo 33 e pretendo ouvir TODOS. Parabéns aos envolvidos

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