Fronteiras Invisíveis do Futebol #21 – Rio Grande do Sul

Fronteiras Invisíveis do Futebol é a nova iniciativa do Xadrez Verbal, um podcast sobre História, política atual, geopolítica, tudo isso com o fio condutor do futebol. Apresentado pelo meu amigo Matias Pinto, que também apresenta o podcast que vocês tanto apoiam, o programa será quinzenal, com um belo trabalho de edição. Em cada programa teremos A História, O Campo e O Mapa, contando sobre alguma região do planeta, sua identidade cultural e sua História. A série é motivada pela série de textos especiais Fronteiras Invisíveis da Europa, que discute nacionalismos, regionalismos e a União Europeia.

Aproveitando a efeméride de 180 anos da proclamação da República Rio-Grandense, a nossa série enfim chega ao Brasil. Viajamos pelo tempo e notamos como o pampa foi o palco de batalhas entre as coroas de Espanha e Portugal e seus aliados entre as populações nativas.

Você sabe qual é o significado do gentílico gaúcho? Ouça e conheça mais sobre a formação deste tipo social, presente em ambos lados desta fronteira movediça. Por sinal, a formação dos clubes de futebol da região também é fruto deste intercâmbio fronteiriço.

Ouça e conheça mais sobre a história do Rio Grande do Sul, dentro e fora das canchas, de Pinto Bandeira a Getúlio Vargas ou de Ismael Alvariza a Ronaldinho Gaúcho!

Referências no programa

Em breve

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. 

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, confira o restante da programação aqui.


assinaturaFilipe Figueiredo, 29 anos, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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22 Comentários

  • Mas que baita programa!!! Matias, como tu fala do Willian e Rodrigo dourado e esquece de citar o Luan e o Wallace na seleção olímpica?
    Sem ser clubista, mas… Dá-lhe Grêmio!!! hehehe
    Abraços…

  • Filipe, vc cometeu um pecado pior que o do Matias. Mais imperdoável que esquecer o Juventude é não ter lembrado que o Deus da raça Galeano defendeu os dois alviverdes nos tempos da Parmalat.

    O RS é o estado com mais clássicos citadinos apelidados por abreviaturas. Ave-cruz, Bra-Pel, Ca-Ju, Rio-nal, Gre-nal e o Ba-Gua na terra do Matias que, em número de jogos disputados, é o maior do Rio Grande.

    Aqui em SP só consigo me lembrar do Come-fogo em Ribeirão (terra do chope e da Paçoquita) e do Juve-nal.

  • Foi falado que o nome do Inter é em homenagem Internacional de São Paulo, tanto é que um dos irmãos que fundaram, também queria a cor preta em homenagem ao estado de São Paulo, como cor do Colorado gaúcho.

  • Filipe, vc cometeu um pecado pior que o do Matias. Mais imperdoável que esquecer o Juventude é não ter lembrado que o Deus da raça Galeano defendeu os dois alviverdes nos tempos da Parmalat.

    O RS é o estado com mais clássicos citadinos apelidados por abreviaturas. Ave-cruz, Bra-Pel, Ca-Ju, Rio-nal, Gre-nal e o Ba-Gua na cidade do Matias.

    Aqui em SP só consigo me lembrar do Come-fogo em Ribeirão (terra do chope e da Paçoquita) e do Juve-nal na capital.

  • Muito bom episódio, como de costume. Professores poderiam facilmente tocar o áudio do primeiro e segundo blocos em sala de aula pra economizar a voz, na hora de ensinar a história do RS.

    Parabéns e obrigado.

  • Maikon De Castro Alves

    Mais um episodio excelente, parabéns! Vou ficar devendo um poema pra provar o paratensco com o Castro Alves. O máximo que posso oferecer sao servicos de base avancada na Europa para o Xadrez Verbal e/ou Fronteiras Invisíveis. Se precisar de alguma ajuda voluntaria para atividades de campo na Europa, estou na disposicao no Reino da Prussia e meu amigo Pepe Cicarelli (que ficou chateado comigo de nao ter seu nome citado no “salve” que vc nos mandou), cobre Iugoslávia e península balcanica. Grande absss!

    • Flávio (Pepe) Cicarelli Sanches

      Opa, demorei mas apareci por aqui. #Chateado por ter apresentado o programa ao Maikon e nunca ter recebido um salve, mas fico a disposição para qualquer ajuda e suporte diretamente da Eslovênia. Abraços de um ouvinte assíduo que se esforça para propagar o Xadrez Verbal pela Europa!

  • Matheus Antonio da Cunha

    Excelente programa de novo, maravilhoso!
    Primeiro lugar, queria parabenizar vocês e agradecer por ressuscitar em mim alguns paixões adormecidas: história e geopolítica! Conheci o Xadrez Verbal há algumas semanas e ouvi todos os podcasts do Fronteiras Invisíveis e vários podcasts mais recentes do Xadrez Verbal e são simplesmente fantásticos. Vocês têm muito conhecimento, os programas têm muito conteúdo, além de sempre serem apresentados de forma didática e divertida.
    Sobre o Fronteiras do RS, queria acrescentar algumas coisas. Estava para fazer uma viagem para as missões no RS, no Paraguai e Argentina, mas vou adiá-la para fazer um outro passeio com a minha noiva. Mas enquanto planejava a viagem, procurei estudar alguma coisa sobre as Missões Jesuíticas e comecei a leitura de um livro muito interessante chamado A Utopia Possível, de Miranda Neto, publicado pela Fundação Alexandre de Gusmão. Ele faz uma análise histórica, social e econômica das missões e da atuação dos jesuítas.
    Algo que me chamou muito a minha atenção é em como as atividades indígenas nas missões influenciaram diretamente no que hoje consideramos como a cultura e as tradições gaúchas. Destaco, em especial o consumo da erva-mate (hábito tradicional dos indígenas do sul do que hoje são Brasil, Paraguai e de Misiones, na Argentina) e a pecuária, introduzida aos índios pelos jesuítas, mas que pelo trabalho dos índios o RS foi transformado praticamente em um gigantesco pasto, que eram chamadas de “vacarias” (que inclusive deu o nome à cidade localizada no norte do RS).
    Uma pena que com a política de embranquecimento da população, citada no podcast, que se reflete diretamente na etnia hoje dominante no Estado, muito se deixou de valorizar a importância do indígena na formação da cultura e economia do Estado.
    Como dica cultural, impossível não citar a trilogia O Tempo e o Vento, que conta praticamente a história da formação do RS contemporâneo, além do livro que citei acima, sobre as Missões jesuíticas.
    Novamente, parabéns pelo excelente site e pelos maravihosos podcasts.
    Abraços

    • Paulo Henrique Panazzolo de Albuquerque

      Boa Noite Caro Matheus!

      Muito bacana o seu comentário!
      Sobre O Tempo e O Vento: não tenho nem palavras pra descrever o que essa história significa pra mim. É tão rico em tantos aspectos, desde o contexto histórico, o panorama político e até a parte mais “novela da Globo” de romance, com todos os dilemas pelos quais os personagens passam. Riquíssima dica!
      Tenho dois poemas para te indicar, ambos do mestre Jayme Caetano Braum: Renascimento e Mágoa de Posteiro. Ambas falam sobre o ser indígena, que se formos para um pouco pra pensar, é de fato o legítimo rio-grandense, e que diversas vezes é “esquecido” na hora de se falar do passado de nosso estado (como por exemplo, nos festejos da Insurreição Farroupilha, apontarem chimangos e maragatos e esquecere, que antes destas figuras surgirem aconteceram muitas coisas aqui pela terrinha…).

      Enfim, obrigado pela prosa! Grande abraço!
      Paulo Henrique

  • Filipe ,por favor me ajuda ,estou em uma discussão séria com meu professor de geografia a respeito do neocolonialismo .Ele elaborou uma questão de prova afirmando que aspectos culturais e étnicos dos africanos não foram levados em conta durante a ocupação da africa, porém, tenho certa convicção de que na verdade esses aspectos foram levados em conta sim ,e foram utilizados para exercer um melhor domínio sobre os países colonizados ,como por exemplo Ruanda ,onde a rivalidade étnica que já existia antes da colonização ,entre Tutsis e Hutus, foi usada como forma de aumentar o domínio dos belgas sobre a região, já que um povo dividido tem mais dificuldade em se unificar contra um explorador.
    A maioria dos sites educacionais afirma o mesmo que meu professor ,porem ,ainda consegui encontrar alguns que apoiam o meu ponto de vista ,e inclusive um livro chamado ”Dividir para Dominar – A Partilha da Africa” ,mas não consegui baixar.Então ,afinal ,a cultura e as etnias locais importaram ou não durante a ocupação africana?

    • a ideia de tutsis e hutus foi criada durante a ocupação belga, tanto que era identificado os tutsi e os hutu na hora de seu nascimento

  • Muito bom o programa, Filipe e Matias vocês estão de parabéns.
    Sou do meio oeste catarinense e essa região tem muita influência dos antepassados que vieram do Rio Grande do Sul.

    Vocês conseguiram dar uma aula de história melhor que a de muitos professores aqui. Espero logo ouvir mais programas sobre a história desse Brasil.

  • Já ri muito com o programa! Apesar de não gostar de futebol, escutei mais pela nostalgia de quem morou uns anos no “sul da fronteira sul”. E de fato, em Santana do Livramento basta atravessar a rua pra chegar do outro lado da multicultural fronteira seca. Fronteira essa que eu só vi ser ostensivamente policiada e monitorada quando tinham jogos da seleção brasileira contra a uruguaia, futebol é coisa séria =). Sobre o racismo no estado e no esporte, ele parece saltar aos olhos a todo momento, não que o resto do Brasil seja menos racista, mas andar pelas ruas e vidas das cidades do pampa nos faz observar como as chagas da escravidão e o preconceito ainda se propagam em toda a sorte de detalhes.
    Abraços (e só pra cutucar a polêmica bairrista: “povo que não tem virtude, acaba por escravizar”)

  • Excelente programa, como sempre! Os senhores estão cada vez melhores, aliás.
    Já que fizeram um programa sobre o RS, gostaria de pedir um sobre o melhor estado pra se viver no Brasil, Santa Catarina (sem bairrismo) 😀
    E Filipe: a final da Mercosul de 2000 foi a virada mais ESPETACULAR do futebol sul-americano. Saudações /+/

  • Paulo Henrique Panazzolo de Albuquerque

    Boa Noite Aos Amigos!

    Parabéns pelo ótimo programa! Fico muito feliz de ouvir falar sobre o meu estado, especialmente neste período de festejos farroupilhas. Sobre alguns pontos destacados no programa:
    – sim, o gaúcho é extremamente orgulhoso (quase um eufemismo para arrogante) ao narrar a própria história, ainda que não a conheça apropriadamente. Participei de CTG’s por cerca de 8 anos, e neste período o contato que tive com a história do Rio Grande do Sul foi sempre num tom ufanista e, de certa forma, superior. Uma vez eu costumava ficar bravo quando via a figura do homem gaúcho (este homem também não está aqui a toa, escolhi o gênero masculino como uma leve crítica ao patriarcalismo e machismo que delinearam nossa história) ser “desvalorizada” por outrem. Hoje, as palavras que ouvi uma vez de uma socióloga num programa de TV não me incomodam mais. A saber, ela comentou “o gaúcho é um herói de si mesmo”. Lamentavelmente, me recordo da frase porém não do nome da mulher que a proferiu.
    – a música com a qual vocês fecharam o programa me fez refletir um pouco. Quem são “os home” para os quais nós não podemos “se entrega”? Cheguei à conclusão de que estes “homes” são todos aqueles que não são gaúchos, todos aqueles que não pactuam de nossas crenças ou que não integram nosso universo. Pode ser uma conclusão um tanto exagerada da minha parte, mas percebo muito disso em nossa cultura, em nosso cotidiano, em nosso modo de ver o mundo.

    Gosto muito de estudar História apesar de ser formado em Administração, e o trabalho de vocês contribui para que esse gosto aflore mais e mais!
    A saber, sou juventudista. Matias, na próxima quinta-feira teremos Juventude e São Paulo aqui no Alfredo Jaconi, pelo jogo de volta da Copa do Brasil. Se por um golpe do acaso tu desejares vir à terrinha para assistir esta partida, ficarei honrado em recebê-lo aqui em Caxias, onde poderemos discutir mais sobre nosso pago em alguma bodega, além de assistirmos ao jogo. Ofereço também cama e café da manhã aqui em casa 🙂

    Abraços aos amigos,
    Paulo Henrique

  • Parabéns pelo podcast. Podiam fazer um “fronteiras…” do senador Palpatine do mundo atual que é a Arábia Saudita. Esse país só fica na sombra atuando sobre todo o mundo. Ele é o vilão escondido, oque executou todas as ações até agora, desde a guerra do golfo. Brincadeiras a parte , seria um bom tema na minha opinião.

  • Fui trolado por esse podcast!!! Eu faço minhas corridas em volta do Maracanã (ainda é um Estádio Viu Felipe!!) ouvindo ou xadrez verbal ou fronteiras. Conheci o podcast em agosto último e por isso estou ouvindo programas anteriores. A escolha é feita pelo app do podcast e o de ontem foi sobre Palestina. Um dia depois do meu mengão ter perdido e eliminado pelo Palestino do Chile , que inclusive é mencionado no podcast da palestina. Só pode ser brincadeira. Parabéns pelo ótimo podcast. P.S: aqui no Rio para se comer uma boa pizza se paga muito caro e o que temos por aqui eu chamaria de uma espécie de pão sírio com queijo. Porém, tem as pizzas que são vendidas em botecos e padarias que são muito boas na madrugada quando se está com muita fome e bêbado.

  • Ate aonde eu sei o Inter nasceu 2006.

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