Xadrez Verbal Podcast #167 – Jeff Nascimento, G20 e América Latina

Chegou no seu feed mais uma edição da sua revista semanal de política internacional em formato podcastal! No programa de hoje recebemos o especialista em Direitos Humanos e direito internacional Jefferson Nascimento, para comentar a visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos no Brasil, que ocorreu no início do mês. Aproveitamos e viajamos pelos arredores na América Latina. Também passamos pelo Brasil, com as últimas da política externa.

Daqui vamos para a vizinha Argentina, que recebe o G20 neste final de semana, com as principais lideranças internacionais. Como está o clima? O que podemos esperar? E damos também um pequeno resumo nas notícias dos países participantes. Giramos pelo mundo, a semana na História, Economia com a professora Vivian Almeida, peões da semana, uma intro sobre o Mais Médicos e dicas culturais fecham mais um podcast do Xadrez Verbal!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

Site da Editora Contexto

Série Roma

Proyecto Libertadores da RTVE

Música de encerramento Soul Man, The Blues Brothers

Playlist das músicas de encerramento do Xadrez Verbal no Spotify

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Minutagem dos blocos, cortesia dos financiadores do Xadrez Verbal

  • 00:25:58 – Giro de Notícias #1
  • 00:37:54 – Coluna Aberta: visita da CIDH no Brasil, com Jeff Nascimento
  • 00:58:15 – Efemérides: A Semana na História
  • 01:04:00 – Match: América Latina e G20
  • 01:53:48 – Xeque: G20 e demais países
  • 02:26:34 – Gambito da Dama: Diferenças salariais, desigualdade de gênero e G20
  • 02:34:41 – Giro de Notícias #2
  • 02:46:05 – Peões da Semana
  • 02:47:37 – Sétimo Selo

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. (clique com o botão direito do mouse e use a opção “Salvar como” para baixar)

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, que está no Apoia-se

Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
Como sempre, comentários são bem vindos. Leitor, não esqueça de visitar o canal do XadrezVerbal no Youtube e se inscrever.

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61 Comentários

  • Victor Hugo Cavalcanti

    No meu tempo de caserna eu aprendi que continência só se presta uniformizado, independente de cobertura ou não, do mais moderno ao mais antigo, aos símbolos nacionais e a certas autoridades. Quando da polêmica da continência nos jogos olímpicos do Rio indaguei o perfil do exercito no Facebook sobre a continência sem uniforme e ele me disseram que os atletas estavam corretos porém de acordo com o manual de continências eles estavam errados e enviem a eles esse artigo do manual “Art 18. – A continência individual é a forma de saudação que o militar isolado, quando UNIFORMIZADO, com ou sem cobertura, deve aos símbolos, as autoridades e a tropa formada conforme o estabelecido no art. 15 deste regulamento” e fui solenemente ignorado. Ps.: Os uniformes dos atletas não constam no manual de uniformes (pelo menos do Exército que é a força que servi.) então não são válidos como uniforme militar.

  • Marcos Zeve Azevedo

    Sobre os comentarios inicias, agradeco a citacao Felipe, mas fica apenas o esclarecimento que, como cirurgiao bucomaxilofacial, sou cirurgiao-dentista e nao medico. A confusao eh comum entre o publico leigo, porque as pessoas nao costumam associar a profissao do odontologo ao trabalho hospitalar e cirurgico maior. Apenas minha posicao, ja com vinte anos de experiencia em hospitais e ambulatorios trabalhando com a cirurgia do trauma de face e cirurgia oral ambulatorial, me da uma posicao especial, convivendo e trabalhando em conjunto com a classe medica, sem a ela pertencer diretamente.

  • Olá, caro Felipe, meu nome é Lucas, sou médico em Brasília, formado pela UnB e gostaria de pontuar algumas coisas sobre os comentários acerca do programa Mais Médicos. Primeiramente, o comentário feito pelo cirurgião bucomaxilo vai sofrer muitos hate, porque se trata de um dentista e não de um médico, haha. Mas enfim, já tentei participar do programa e tenho diversos amigos que participam do programa, e algumas das alegações dos médicos são meio complicadas. Não há na verdade um favorecimento dos médicos estrangeiros em relação aos brasileiros, já que o edital é primeiramente aberto para médicos com diploma do Brasil. O que acontece é que muitos se inscrevem e não assumem, seja por ter sido alocados em áreas mais afastadas ou por assumirem vagas na residência ou em concursos públicos. Havendo desistências é que são ofertadas vagas para médicos de fora. Dá pra perceber que isso é um grande problema porque já nessa última convocação – após a besteira feita pelo capitão – todas vagas foram preenchidas, porém só 10% assumiram. A chamada de médicos com diploma brasileiro para vagas remanescentes seria interessante, mas acho que mesmo assim não resolveria, já que em editais anteriores não conseguiram preencher as vagas em municípios mais afastados. A título de exemplo, essa semana uma médica num grupo de plantões estava criticando o programa por não ter conseguido se inscrever e falou que tinha vontade de assumir vagas mais afastadas, porque já tinha trabalhado na “roça” – uma cidade a 50km de brasília haha (essa não tem ideia das dimensões do país).
    Realmente há uma distribuição muito ruim de médicos no país, que não foi resolvida com a abertura desenfreada de faculdades nos últimos anos. Vejo isso claramente em Brasília. Médicos formados no interior de GO, MT, MS e TO vem em grande quantidade para cá devido às melhores qualidades de vida e remuneração, piorando ainda mais a distribuição em áreas que necessitam de profissionais.
    A classe médica realmente é muito corporativista e boicotou desde o início o programa, já que a Dilma lançou o MM às pressas durante as manifestações de 2013 como uma tentativa de salvar sua popularidade e não pediu a “benção” dos conselhos de classe. Por conta disso e após a chamada de estrangeiros, os conselhos e muitos médicos viram isso como um ataque direto a eles, o que levou a boicotes e todas essas manifestações ridículas nos aeroportos quando os cubanos chegaram.
    Por fim, acho que muitas das críticas ao programa são devido à falta de bom senso dos médicos brasileiros que não se consideram como parte do problema da saúde do país. Só culpam a faltam de estrutura pelo caos da saúde (que tem realmente grande impacto) mas não se enxergam como também agentes desse problema – seja ativamente fazendo ações ruins, ou passivamente aceitando e não denunciando condições péssimas ou secretários de saúde picaretas. Desejo que o programa continue e ajude cada vez mais pessoas que não tem assistência, mas observando as ações do capitão que tem só caráter ideológico e midiático, temo pelos próximos anos.
    Forte abraço.

    • Marcos Zeve Azevedo

      Pra tentar diminuir um pouco o potencial hater eu postei logo o esclarecimento sobre a especialidade assim que ouvi o comentario. 🙂 Em defesa do Felipe, eh um erro comum da populacao leiga. Dos que nao tem ja um contato pessoal ou familiar com a especialidade, muito poucos atentam para o fato de quem esta operando suas fraturas de face ou lesoes de outro tipo eh um cirurgiao-dentista e nao um medico. Mas, depois dos vinte e tantos anos de pratica, vc comeca a se preocupar mais com o que vc faz e menos com o que dizem de vc. 🙂
      Dito isso, acho muito equilibrado e concordo plenamente com sua postagem.

    • Não sou médico, mas convém mencionar que os prefeitos (em várias declarações) deixavam passar que gostavam muito dos médicos cubanos justamente por que “esses não reclamam”, sendo que já li levantamentos recentes das condições precárias das unidades de atendimento de saúde.
      As pessoas reclamam que “se defende muito Cuba”, mas poucos atentaram que existe um conflito de interesse claro do governo cubano nessas questões, afinal, se resolverem o problema, quem vai contratar a OPAS? Para eles convém que fique assim.
      Vamos dizer que o governo cubano conseguiu estatizar até a renda que vinha de cubanos que iam para o exterior trabalhar, antes fugindo em jangadas….

    • Augusto Campos Butenco

      Quero dizer que sou profissional da saúde e tinha a intenção de vir aqui criticar o corporativismo, a falta de autocrítica e a autorreferência que está presente nas falas cotidianas de muitos dos médicos que fazem barulho, reclamando como se fossem os trabalhadores mais explorados do mundo, desconsiderando muitos de seus privilégios, fico pasmo quando muitos destes criticam pessoas que sofrem exploração real e diversas formas de violência como sendo vitimistas.

      Claro, isto é o caso de alguns (que não são poucos), mas está longe de ser o caso de todos.

      Por fim, li este comentário do Lucas e achei muito mais elucidativo do que o que eu tinha a dizer.

      Acrescento, também, que vejo muitos médicos reclamando que são responsabilizados pelos problemas que acontecem no contexto da saúde, algo que é real e que muitas vezes é sim injusto Por outro lado devemos entender que ao seguirmos um modelo de saúde que é muito centrado na figura do médico, onde há projetos de lei como o chamado “ato médico”, onde se busca maior centralização de poder na figura deste profissional, a responsabilização acaba, em vários aspectos, se justificando.

      Dividir poder é dividir responsabilidades

      Se não querem levar a culpa por tudo, posicionar-se contra o Ato Médico, que numa conjuntura politica como a atual provavelmente será aprovado, é primário.

      Finalizo dizendo que todos somos passíveis de sermos criticados, respeito e admiro muito o trabalho desenvolvido por médicos em todo o Brasil, assim como pessoas de todas as profissões que assumem esta difícil tarefa que é o cuidado com a saúde, em especial dentro de nosso Sistema Único de Saúde que tanto tem a melhorar, mas cujos méritos NUNCA devem ser ignorados.

  • Saudações, Filipe! Sou o Doramu e gostaria de dizer que o melhor paralelo que mencionaste sobre desenvolvimento de novas tecnologias e bateria seria um baterista brasileiro tentar ser um ótimo baterista de jazz nos EUA quando isso é praticamente impossível ou muito difícil, quando o melhor e mais eficiente e que muitos, inclusive, fazem, é serem os melhores bateristas de samba e música brasileira no exterior, porque justamente, é mais fácil um brasileiro se destacar tocando samba ou tocar um estilo musical pouco tocado no mundo, mas de alta demanda, do que tentar superar um americano no Jazz.

  • Filipe você que gosta tanto de Democracias, uma curiosidade sobre seus Parlamentos:

    Recentemente o Nexo publicou uma matéria sobre o livro “Parliamentbook”, que compila o tipologia de vários Parlamentos do mundo, o que os criadores puderam notar é que na maioria das democracias consolidadas o Parlamento é uma “Arena Grega”. Um semi-circulo com cadeiras dispostas radialmente. Enquanto que Anocracias e Autocracias, tendem a possuir um tipologia “Sala de Aula” com uma mesa central e mesas dispostas em fileiras retas. O Brasil possui uma tipologia que apesar de se inserir dentro de um circulo (cúpulas do Senado e Câmara) as mesas são dispostas como uma “Sala de Aula curvada” característica de várias “Democracias Frágeis”. Com o cerimônia de posse do Obrador como presidente do México, pude notar que a Câmara Legislativa do México se parece um Teatro, similar a “Arena Grega” Claro que exceções existem vide o (futuro) Reino da Inglaterra e Wales.

    • E Recentemente visitei Brasilia e estive dentro do Congresso (e tirei foto junto com o bandeira que será implantada quando o Comunismo vingar no Brasil) num tour arquitetônico pela cidade, fui no Itamaraty também, estava uma bagunça por causa da cerimônia de posse, com o quadro do grito do Ipiranga encostado num pilar e tapetes persas impisáveis para a plebe, jogados ao relento perto do quadro, Sobre o Plenário, pude notar três coisas 1 – Existe uma Copa no corredor de acesso ao Auditório das duas casas, o mesmo que será usado quando Bolsonaro após subir a Rampa e se dirigir ao Plenário. 2- Existe equipamento antiprotesto no mesmo. 3- Diminuíram o número de assentos por questões de segurança contra incêndios nos auditórios enquanto que o Plenário não possui cadeiras para deputados o suficientes, e no Senado possui 3 a mais.

      Dicas Culturais.

      Está tendo um exposição muito bacana no Congresso Nacional sobre a 30 anos da Constituinte. A Constituição Original de 1988 está exposta justamente na página de assinaturas de Ulysses Guimarães e outros constituintes.

      E recomendo no restaurante do SENAC no topo do Anexo IV do Congresso (aquele prédio amarelo ao Sul) muito boa a comida e meu salgado veio em duas porções, não é caro por incrível que pareça, já que comi salgado mais caro na Paulista.

  • Diego Borodiak de Araujo

    Olá Felipe e Matias. Manda aquele salve para mim Diego para Maria, minha esposa e pro Vinicius funcionário. Eles dois são da classe que toleram vocês porque eu forço os dois escutar o programa enquanto eu tô escutando. Nós trabalhamos junto aqui na pizzaria e todo sábado de manhã é sagrado Xadrezão verbal. Somos de Guarapuava, no Paraná

  • Olá Felipe e Matias, ouço vocês a muito tempo mas é meu primeiro comentário aqui. O Macri além de futebol também entendo sobre empresas aéreas, já que vcs citaram a greve na Aerolineas Argentinas, o nobre presidente teve uma empresa chamada MacAir Jet, sua empresa foi vendida para a colombiana Avianca, que abriu sua base na Argentina assim que ele se tornou presidente, e por consequência, criando mais uma concorrente para a pobre estatal Aerolineas Argentinas. Saudações de Braga, Portugal.

  • Ola Felipe e Matias, sou estudante de Sistemas de Sistemas de Informação na PUC Minas Betim, aderi ao formato podcastal a alguns meses e amo o trabalho de vocês, agora não deixo de ouvir um programa sequer, consigo ficar informado e o programa de me diverte por horas. Muito obrigado pelo ótimo conteúdo e por favor considerem um programa sobre política brasileira ;).
    Um beijo na falange do indicador da mao esquerda e um agradecimento especial pelas sugestões culturais

  • Matias aonde encontro a sua dica cultural? Já procurei em tudo que é lugar e nada.

  • Afonso Luiz Dilda Bucco

    Sou do oeste de Santa Catarina, onde se fala piazada, coletivo de piá, tanto ou mais do que gurizada, coletivo de guri. Ambas palavras, creio, de origem indígena, tal como o nome da maioria de nossas cidades. A minha Catanduvas-SC (o barulho ao pisar em folhas), e a cidade vizinha Joaçaba (curva de rio).

  • Curioso o comentário irônico do Filipe sobre a pauta dos manifestantes franceses (“são uns comunistas”). Me pergunto quantos dos ouvintes que ouviram o episódio acharam a relação de reivindicações dos coletes amarelos razoável… Me pareceu uma lista de natal de crianças de 5 anos para o Papai Noel. Posso estar falando uma besteira monumental, mas me parece preocupante o futuro da França.

    • Ninguém atentou que a pauta dos coletes amarelos quer aumentar os gastos do governo e ao mesmo tempo diminuir o imposto. Nesse sentido é uma pauta, vamos dizer, “infantil” mesmo, já que não sobrou nem a desculpa da “taxação de fortunas”, que já implementaram.

  • Sou médico, cirurgião geral e coloproctologista e já comentei alguma vezes aqui no site, porém me abstive de comentar semana passada. Mas acho que posso contribuir um pouco com o debate.
    Sobre a falta de médicos no Brasil: não existe. Nós temos médicos em quantidade suficiente pra todo esse país. O que existe é uma má distribuição. Mas porque?
    – Má qualidade dos serviços de saúde fora dos grandes centros. Vocês não imaginam o quão frustante é trabalhar em lugares com baixa resolutividade. Quantos colegas já viram pessoas morrerem na sua frente sem ter o que fazer, por falta de medicamentos, estrutura, transporte… Provavelmente vocês, Filipe e Matias, nunca viram uma morte. Tentem imaginar alguém morrendo lentamente na sua frente, você sabendo que vai morrer, e, pior, sabendo que poderia salvar aquela pessoa se tivesse meios. Isso é frustante.
    – Falta de segurança. Quando eu estava na residência de cirurgia geral (2000-01), haviam constantes convites pra ir pra áreas remotas da região norte (Rondônia, Acre, etc), e ofereciam salários de 30 a 35 mil (em 2000). Sabe o que acontecia com quem ia? Recebia 2 ou 3 meses, e depois, calote. Pra atrair empresas, você precisa dar condições, a mesma coisa pra atrair profissionais. E não me refiro apenas a salários, mas garantias de que vai realmente receber e não oscilar com as mudanças de prefeitos; estrutura adequada para exercício da profissão…

    A classe médica foi rotineiramente execrada nos últimos anos. Criou-se a fama de riquinhos esnobes. Só que, pra conseguir uma renda maior, nós nos sujeitamos a cargas de trabalho absurdas. Eu trabalho em média 94 horas/semana; tenho um amigo na região de Barbalha – CE, que trabalha mais de 120 horas semanais. Lembrando que, se atualizar em congressos não é opção, é obrigação. E atualizar-se não é barato. Facilmente o investimento em uma única ida a um congresso passa dos 5.000,00. Fora livros, periódicos…
    Mas como forma de tirar de seus próprios ombros a carga das falhas do sistema público, é sempre mais fácil culpar os médicos. Poia a imagem de esnobes já está aí.
    Um adendo: como em toda e qualquer área humana, vão existir pilantras, que tanto exercem de qualquer jeito, quanto cometendo atos ilegais. Mas isso não quer dizer que todos médico é mercenário e só trabalha por dinheiro. Ouso dizer que, principalmente pra quem trabalha em serviço público, a maioria de nós somos heróis que não usam capa, mas jaleco!

    Mais uma coisa para o debate: a principal acusação que vem sobre nós é de corporativismo. Mas o que é corporativismo?
    – Numa primeira definição, seria o momento das corporações gerirem determinada política pública em benefício próprio. Essa definição passa longe da atual situação médica, pois nenhuma política de saúde foi debatida com a classe. e como exemplo o mais médicos foi implantando contra a vontade dos médicos brasileiros.
    – Outra definição: uma classe defender seus membros mesmo quando cometam atos ilegais e/ou imorais. Desafio a me dizerem onde a classe médica é pior que outras? Em todas vemos isso (que eu acho absolutamente errado, por sinal). Talvez a classe política seja o pior exemplo. Mas, admito que isso existe; porém não tem relação com o assunto do mais médicos.
    – Finalmente: defender a sua classe e lutar por ela. Se isso é corporativismo, a classe médica precisa ser MUITO mais corporativista. Ninguém vai nos defender se nós não fizermos isso. A luta por condições de trabalho, segurança, remuneração, respeito, passam por aqui.

    É aqui que entram as principais críticas da classe ao programa mais médicos: foi criada de forma puramente ideológica; com benefícios absolutamente questionáveis (se o problema é médico em área remota, porque a maioria dos cubanos foi pra SP?), e em detrimento de médicos brasileiros, visto que vários perderam emprego por esse programa (era vantagem pra prefeitura demitir quem tinha contrato direto e aceitar médico pagos pelo governo federal, pois assim o custo pra prefeitura diminuía). Além disso, em virtude desse viés ideológico, abriu-se mão do revalida. Ah, o revalida é xenófobo, protecionista e corporativista. Não! É uma forma de defesa da própria sociedade. Existem inúmeras faculdades de qualidade no mínimo questionável na América Latina, e o exame serve pra garantir a qualidades desses profissionais. O exame não é voltado contra determinado país, mas pra qualquer um! A propósito, se eu quiser atender em outro país, preciso passar por exame. Isso é normal.

    Resumindo: houve excesso por parte de alguns médicos, mas o Mais médicos é um programa ideológico, desnecessário, e criado para patrocínio de uma ditadura ideologicamente próxima.

    Isso não muda o fato da má distribuição de médicos, mas existem formas de tentar minimizar isso, e todas passam pela adequada valorização do médico, e da melhoria das condições dos locais (estrutura suporte).

    Desculpem o texto longo; e um beijo na crista ilíaca ântero-superior.

    • Também sou médico, mas discordo do colega Jurandir. A afirmação de que o Brasil possui número suficiente de médicos esbarra na observação dos fatos. Se considerássemos verdadeiro o apontamento de que existe apenas uma má distribuição de médicos pelo território nacional, poderíamos imaginar que os médicos de grandes centro urbanos estariam enfrentando ampla escassez de postos de trabalho, não é verdade? É possível afirmar que hoje é mais difícil encontrar empregos nesses lugares em relação a 10 anos atrás, mas um recém-formado só fica sem emprego se quiser. O próprio colega Jurandir deu o testemunho pessoal de que trabalha 94 horas/semana. Essa é a realidade de grande parte dos médicos brasileiros. Se alguns desses colegas fossem distribuídos de maneira equânime por todo o Brasil, quem vai ocupar esses postos que ficarão vagos nas grandes cidades? Seguramente o colega que trabalha 120 horas semanais não vai conseguir dar uma força. Aliás, minha opinião é de que essas cargas de trabalho absurdas são consequência da ganância de vários colegas, que almejam remunerações de R$ 50.000 a R$100.000. Isso inclusive deveria ser proibido, pois coloca a população sob o risco de ser atendida por um profissional exausto. Se os caminhoneiros são obrigados por lei a fazer intervalos de descanso entre as jornadas de trabalho, em nome da segurança nas estradas, por que os médicos não têm a mesma obrigação?

      • Respondendo a uma de suas perguntas: porque trabalhar tantas horas? Pra poder dar conforto e qualidade de vida para a família. E esse valor de 50 a 100.000; desconheço alguém que, honestamente, consiga atingir esse nível de renda, exceção a quem é empresário na área médica.
        A forma que muitos de nós entramos nesse ritmo maluco é a necessidade, não a ganância. Aos poucos, pega-se mais um horário de atendimento, mais um plantão pra cobrir os estudos de um filho…
        Basta lembrar o quanto de médicos sofrem hoje da síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental.
        E saliento que a classe médica é a que apresenta maior índice de suicídios, fato que é assustador, mas pouco divulgado.
        https://tab.uol.com.br/medicos-suicidio/#os-medicos-estao-doentes

        Carga excessiva de trabalho, em locais estressantes, sem condições adequadas de trabalho. Não é ganância, a nossa classe está doente…
        Outra coisa: inúmeros estudos mostram que o problema é má distribuição, não número reduzido. Não sou o único a falar.
        Uma opinião interessante sobre o tema, vinda de um não médico, foi um vídeo recente de Pirulla sobre a saída dos cubanos do programa mais médicos. vale assistir.

  • Parabéns pelo programa. Só tenho um comentário bem rápido aqui.

    Acredito que o evento mais importante da semana ocorreu no domingo dia 2/12 e me leva a uma conclusão que fará um dos apresentadores a um grau de tristeza ou frustração. E por isso digo:

    NINGUÉM VAI FAZER FLUMINENSE PAGAR A SÉRIE B!

    Ok, era só isso mesmo, parabéns novamente e fico aguardando o próximo programa.

  • Vocês avisaram mesmo que não daria aprofundar o caso dos médicos cubanos, mas pela segunda vez passaram batido na reportagem da Folha, sobre a correspondência entre o governo brasileiro e Cuba, assunto que eu jurava que seria comentado, já que envolve as embaixadas (pode soltar assim essas informações?).

  • Se o presidente cumprimentar o primeiro ministro do Japão fazendo aquela mesura típica dos orientais vai ter polêmica também? Ou a polêmica só rola para gestos associados à cultura dos militares?

    P.S.: A polêmica é EXTREMAMENTE RIDÍCULA para quem vem de família de militares. A continência é o gesto de saudação dos militares.

    P.P.S.: O Eduardo usar o boné Trump 2020, esse sim.. Foi um gesto EXTREMAMENTE IDIOTA e LAMBEDOR de BOLAS…

  • Caros Matias e Filipe,

    Escuto o Xadrez Verbal desde 2016 e sempre fiz propaganda com gosto do podcast para familiares, amigos e colegas, e também sempre comprei as brigas com a namorada com quem moro pq sempre deixo a louça acumular na semana para poder lavá-la ouvindo vocês.

    Infelizmente desde a eleição do Bolsonaro sinto que o tom do programa mudou bastante. Sempre admirei a imparcialidade – na medida do possível – que vocês apresentavam até então, e seria ótimo se isso voltasse. Francamente o programa perdeu muita qualidade com isso: muita ironia, muito comentário desnecessário, muita parcialidade quando o tema envolve o Bolsonaro e ideologias. Não existe marxismo cultural? Sério? Ok, o programa é de vocês e respeito a decisão que vocês tomam para seu conteúdo, concorde eu com ela ou não. Pelo carinho que sinto pelo podcast – e estranhamente por duas pessoas que nunca conheci – me sinto obrigado a dar esse feedback.

    Grande abraço e bjo no esternocleidomastoideo.

    Bruno

  • Olá Filipe e Matias, sou estudante de Biologia na USP e gostaria de deixar aqui meu comentário semi-informado sobre a questão dos bebês geneticamente modificados chineses. Primeiro, explicar que isso não é polêmica que começou hoje, mesmo que agora até a comunidade científica chinesa tenha repudiado o trabalho com bebês editados, desde 2015 temos visto uma repetição de eventos assim: grupo chinês publica que está fazendo um trabalho inédito com CRISPR em embriões humanos, a comunidade científica internacional repudia a imprudência, alguns meses depois saem trabalhos de países ocidentais fazendo coisas similares. Os chineses já foram os primeiros a editar embriões humanos inviáveis e viáveis, e agora aparentemente também são os primeiros a gerar humanos modificados geneticamente. Nesse novo trabalho outra questão ética é importante, já que ainda não temos total conhecimento da tecnologia de edição gênica e outros grupos já disseram que ela pode gerar alterações indesejadas no DNA e levar a outras complicações. É totalmente irresponsável fazer essa pesquisa ainda com a possibilidade de criar bebês criando mais novos problemas genéticos do que retirando, como é a intenção. O grupo que fez isso ainda precisa mostrar se a edição deu certo e se há realmente efeitos colaterais, mas o alarme na comunidade internacional já foi causado. A questão que fica é se vão travar a pesquisa ou continuar na tendência de aceitar e imitar pra não ficar atrás dos chineses…

    • Felipe e Matias, parabéns pelo podcast! Sou ouvinte assídua há oito meses, vocês são companhia obrigatória nas minhas faxinas!
      Por favor, se possível, falem sobre o polêmico artigo 13.º da proposta de diretiva comunitária sobre os Direitos de Autor no Mercado Único Digital Europeu no próximo programa! Desde já agradeço!
      Beijo no osso parietal!

  • Ola Filipe e Matias, gostaria de fazer uma critica forte ao belo trabalho de vcs na podosfera brasileira. Estou parando de ouvir vcs, mas devido ao reconhecimento que tenho por estes dois anos que ansiosamente esperava suas publicação de podcast, acho q lhes devo um porque. Na minha opinião o ponto mais relevante nos Podcasts era a imparcialidade que vcs tinham, eh mto dificil achar material com tanta qualidade, feito por prof d História (todos que ja conheci eram de esquerda) e ideologicamente NEUTRO, era como uma pepita de ouro. De uns tempos pra cá, a inclinação de esquerda esta mto forte e isso me repele mto. Teh mais, fiquem com Deus.

    • Se você só ouve algo que apenas confirme o que você já pensa, quem perde é você, infelizmente. Esse tipo de comentário não é uma crítica, pois não há nada construtivo nele, há apenas reclamação de “não gostei pq não”.

  • Bom crepúsculo, Filipe, Matías.

    O que ganha a Bancada Evangélica com essa aproximação a uma nação judia? Ainda não entendi essa proximidade.

    Sobre a continência do Bolsonaro, o Decreto nº 2.243/97 que regulamenta o cerimonial das Forças Armadas dispõe no art. 15, inciso XIII, que as autoridades civis estrangeiras que correspondem aos nossos Presidente, Vice, Presidente dos Poderes, Ministros e Governadores, em visita oficial, tem direito à continência. Foi uma coisa que me incomodou no começo, mas realmente o Bolsonaro não fez nada fora do protocolo militar que ele prega.

    Abraço.

    • Rafael, não sou evangélico (porém converso muito com um amigo ex evangélico, formado na religião), fui criado em meios ás tradições judaicas e católicas (meus progenitores, um deles é católico, outra judia). Com o pouco que sei, posso te dizer que já ouvi a interpretação teológica por parte de judeus sobre os critérios para a chegada do Messias. Todos eles já foram cumpridos, faltando apenas um: A reconstrução total do Templo de Salomão em seu lugar original. O problema é que este templo possui suas fundações justamente onde se encontra a Mesquita do Domo dourado, em Jerusalém. Muitos evangélicos possuem interpretação semelhante em relação ao retorno do Messias. Daí essa união “tática” entre os setores judeus fundamentalistas e seus pares neopentecostais fundamentalistas.

      Além disso, o neopentecostalismo, por sentir falta de uma tradição a qual reverenciar, como ocorre na maioria das demais igrejas ( A católica com seus 2 mil anos de história, e as protestantes tradicionais comemoraram 500 anos de reforma recentemente), acaba por procurar um apoio no velho testamento, assim compartilhando diversas noções teológicas judaicas de maneira mais próxima. Existem muitas igrejas neopentecostais que creem ser o povo judeu o povo escolhido, por ser a vontade de Deus o estabelecimento do reino de Israel. Caberia aos cristãos neopentecostais aliar-se ao povo escolhido, em uma interpretação que costuma acoplar conjuntamente o velho testamento e o último livro do novo, o apocalipse de São João. Não sou especialista no assunto, então não posso explicar de forma mais desenvolvida, falo baseado nos relatos pessoais e deste grande amigo, filho de pastor neopetencostal, que se afastou nos últimos anos da religião.

      Abraços

  • Ótimo podcast como sempre, mas fiquei esperando vocês comentarem sobre a audiência com o Facebook em Londres que aconteceu dia 27/11…

    Tiveram 24 representantes de 9 países (inclusive Alessandro Molon, deputado federal brasileiro) que questionaram o representante da rede social sobre o acesso de dados de usuários e sua influência em eleições e afins após a apreensão de documentos relativos a um processo (sigiloso) na California.

    Link do “tempo real”:
    https://www.theguardian.com/technology/live/2018/nov/27/fake-news-inquiry-facebook-to-face-mps-from-around-the-world-mark-zuckerberg-live-updates

    Link da apreensão de documentos que levou à audiência:
    https://www.theguardian.com/technology/2018/nov/24/mps-seize-cache-facebook-internal-papers

  • Deve ter sido a última vez que a CIDH fez uma visita ao Brasil.

  • Sobre a mudança de postura do Chanceler Ernesto Araújo, eu perguntaria se o texto publicado teria algum peso, como uma tese de doutorado, ou estágio probatório pq, muitos falam que para determinados cargos e funções públicas vc está em estágio probatório, vc tem que “dançar conforme a música” para não ser mal avaliado e perdesse o cargo, depois de avaliado e com estabilidade, se solta e tem mais liberdade sem risco de retaliações. Se o referido texto não tivesse qualquer peso para seu cargo, então ele realmente mudou de postura. Se teve, pode ser que ele apenas disfarçou para cumprir etapa obrigatória sem riscos.

  • Boa Tarde Filipe e Matias

    Programa excelente!
    Só um Adendo, pequeno.
    O Brasil tem carvão mineral pra Caramba! é o 14} em reservas, algo próximo de 4,5 bilhões de toneladas.
    A questão toda é que nosso carvão tem baixo poder de queima ( ou poder calorífico) e pouco coqueificavel, ( baixa utilização em siderurgia )
    Abraços,

  • Túlio Domingues Ferreira

    Bom crepúsculo Matias e Filipe

    Hoje mesmo saiu um vídeo no youtube do pessoal da Vox Media falando um pouco sobre o dilema da Colômbia com os hipopótamos que o Pablo Escobar trouxe para seu zoológico particular. Não pude me deixar de lembrar do comentário do Filipe na Semana da História

    Para quem se interessar por essa história, o vídeo está em inglês, com legenda em inglês e espanhol e tem duração de 8 minutos. Segue o link abaixo:

    Abração

  • Olá, Felipe, tudo bem? Salve para o Matias também!

    Comentário breve acerca do livro The Physician do jornalista Noah Gordon que foi traduzido para “O Físico” aqui no Brasil. O Felipe estava correto ao afirmar que foi um erro de tradução.

    Quer dizer, pelo menos essa é a teoria mais aceita no meio editorial, já que a tradutora Aulyde Soares Rodrigues nunca se manifestou sobre o tema, deixando a questão aberta para todos nós, especialistas em falta de assunto.

    Outra corrente, muito debatida nos fóruns literários e em conversas de botequim, é que o termo não estaria errado, uma vez que o livro se passa na Idade Média. Nessa época, os médicos eram também chamados de físicos (ou de barbeiros). Há quem diga que há documentos em português antigo (fontes primárias, vejam vocês) em que o termo é utilizado com esse significado.

    Forte abraço e sigam com o excelente trabalho, o qual eu sempre recomendo em minhas redes.
    Carter

    P.S. toda vez que eu recomendo, eu sempre digo que eu fui o criador do quadro “Gambito da Dama” e do Tema.

  • Luiz Guilherme Tatsch Henriqui

    Acho que faltam algumas referências, como os documentos citados, ótimo trabalho, a participação do Jeff Nascimento foi excelente

  • Bom crepúsculo!!!!

    Já escuto os dois programas do site e sempre que posso recomendo aos amigos.
    Sou torcedor do America MG, todos esperavam time conseguisse rebaixar o Fluminense, mas não foi bem essa história.

    Talvez devo ser um único americano a escutar o programa.

    Abraços e continue com o excelente trabalho!!!

  • André Felipe Mendes

    Olá, pessoal.

    Não sou nenhum linguista, mas sobre o filme “The Physician” ser traduzido como “O Físico”, me parece (e aí é só um palpite) que não é algo assim tão absurdo visto que no português galaico, usado na baixa idade média, período em que se passa o filme, o termo “físico” era utilizado para se referir as pessoas que faziam os serviços como de médico. Basta lembrar que a obra “A Farsa dos Físicos”, de Gil Vicente, é justamente uma crítica aos médicos da época.

  • Feliz em ouvir sobre a liberação do primeiro pacote de ajuda da ONU à Venezuela. Estive há pouco tempo com um casal venezuelano e eles me reportaram o estado de calamidade dos centros de tratamento de doenças oncológicas em Caracas nos últimos anos.
    Queria aproveitar para cumprimentar o Filipe e o Matias pelo Xadrez Verbal, que ouço só há 6 meses mas já amo, e também pedir para mandarem um abraço para o Leo Praça, que ouve e comenta comigo toda semana!!

  • Vocês poderiam me dizer qual é a música que toca no xeque, eu sei que que vocês já devem ter falado em algum programa, mas sou novo na casa.
    Obrigado e saudações de um decacampeão para outro e saudações para o Matias também, abraços.

  • Felipe e Matias, uma vez mais parabéns pelo podcast. Vocês são companhia obrigatória nas minhas intermináveis viagens pelo interior de São Paulo para visitar a parentada. Gostaria apenas de registrar uma discordância com o que foi dito a respeito de alinhamento. O Felipe afirmou que o termo “alinhamento” “não é positivo nas relações internacionais”. Talvez o que ele quis dizer era que “alinhamento automático” ou “alinhamento ideológico” não seria algo positivo. Nesse caso, faz mais sentido. O Brasil esteve alinhado com os EUA durante a era Rio Branco, mas o fez porque vislumbrava tirar vantagens da aproximação — no caso, a proteção, ancorada no monroísmo, contra o neocolonialismo europeu. O alinhamento de Vargas com EUA no contexto da WWII (após rompida a equidistância pragmática), é bem visto como uma manobra de realpolitik porque o objetivo era tirar vantagens da relação bilateral (principalmente o financiamento para o projeto siderúrgico e o reequipamento das Forças Armadas). O problema, então, seria o alinhamento ideológico/automático como vimos em Dutra ou Castelo Branco. Não se sabe até hoje, por exemplo, o que ganhamos em seguir o voto americano que considerou Taiwan a China legítima na ONU, em 1949, ou ao participar da intervenção na República Dominicana junto com os EUA (FIP), em 1965. Os movimentos do novo chanceler indicam um alinhamento automático, no pior estilo Juracy Magalhães. Mas, enfim, entendo que é preciso qualificar o termo “alinhamento” em ideológico ou pragmático.

    Abraços,
    David Magalhães. prof. de RI (PUC-SP e FAAP)

  • Olá Filipe e Matias. Escrevo de Cascavel-PR e sou estudande de Medicina do Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG). Acompanho o trabalho de vocês desde 2016 e sempre escuto o programa no deslocamento para estágios e durante a limpeza da bagunça que meus cachorros fazem. Queria mandar um beijo para minha noiva Daiane, médica veterinária. Também um abraço para minha irmã Marcela, que acabou de sair do Ensino Médio. Abração para vocês e um alô pros ouvintes da FAG.

  • Parabéns pela maravilhosa música de encerramento. Sou grande fã dos Blues Borthers, que me introduziram no blues. O Briefcase Full of Blues é um disco fantástico, gravado como abertura de um standup do Steve Martin (onde ele anda?) em Los Angeles. Infelizmente não vi muitas lembranças a esse disco. Já conto com a homenagem daqui a dois anos, que será aniversário de 40 anos do filme original (A continuação Blues Borothers 2000, que fez 20 anos em feveiro deste ano a gente não leva em conta porque é muito ruim, apesar da trilha sonora sensacional). Um detalhe é que a banda reviveu a carreira de alguns artistas do Blues, como a recentemente falecida Aretha Franklin e John Lee Hooker que estavam sumido no final da década de 70, soterrados pela disco music e pelo punk nascente.

  • coé Felipe e Matias, torcida do Fluzão tá de olho nesse clubismo de vocês. Ótima música ao fim, blues show de bola. Fico feliz de ver que vocês fazem questão de citar a Liga Nord como o que ela, de fato, é. Me lembro de uns programas atrás quando fora tratada como um PSDB da vida. Abraços da Fluminense antifa.

    PS.: Pensei que o Filipe estaria mestre especialista em continências e afins após os acontecimentos do último domingo num certo estádio paulista, ehehehe. Cutucada de lá, cutucada de cá. Valeu!

  • Felipe e Matias, salve! Consegui converter meu professor de Marketing Internacional e ele divulgou o podcast para a turma inteira. Queria pedir para vocês enviarem um abraço para o time de Exportação MDB, em especial para nosso coordenador Caio (que foi o responsável de que eu conhecesse o programa de vocês). Toda semana o programa de vocês é a melhor aula que tenho para estar por dentro de toda política internacional. Vida longa ao Xadrez Verbal!

  • Felipe e Matias! Esclarecendo algumas coisas em relação ao mundial de xadrez masculino: O Magnus e o Caruana (origem Italo-americana – ele jogou durante maior parte da vida pela equipe Italiana) empataram as 12 partidas em ritmo clássico (pela primeira vez na história). O controle de tempo é de 100 minutos para os primeiros 40 lances, 50 minutos para os 20 lances seguintes, e então 15 minutos para o resto da partida mais 30 segundos adicionais por lance a partir do lance 1. Como persistiu o empate, no primeiro método de desempate foram jogadas 4 partidas em ritmo rápido (25min +10s por lance) e terminou 3 a 0 pro Magnus (o que já era esperado, a única chance do Caruana seria usando sua forte preparação de aberturas quando estivesse de brancas, mas o Carlsen surpreendeu a todos respondendo com a defesa siciliana contra 1.e4). Caso o empate tivesse persistido, seriam jogadas duas partidas de blitz (5min + 3s) e se ainda assim continuasse empatado, apenas aí, a decisão seria por “morte súbita”, ou armagedon, quando sorteadas as cores as brancas teriam 5 min de relógio e as negras 4 min e as brancas teriam a obrigação de vencer: empate daria a vitória a quem estivesse de negras!

    As partidas foram muito criticadas pelo baixo desbalanceamento promovido pelos jogadores. O Magnus teve chances de vencer a primeira partida, mas largou o final. Já o Caruana encaixou a preparação de negras com a sua Petrof (1.e4 Cf6) e conseguiu colocar pressão em algumas partidas, chegou a ter mate em 15 em uma partida, mas não viu a sequência e empatou. Mesmo as sicilianas jogadas pelo Magnus não se tornaram partidas abertas (1.e4 c5 2. Cf3 Cc6 3. Bb5…, seguido de lances como e5 e d6 das negras fechando o centro). Ainda assim foi melhor do que ver várias partidas na morta abertura Berlinesa como no match Kasparov x Kramnik (1.e4 e5 2. Cf3 Cc6 3. Bb5 Cf6 4. 0-0 Cxe4 5. d4 Cd6 6. Bxc6 dxc6 7.dxe5 Cf5 8. Dxd8 Rxd8, onde a troca de damas favorece um jogo sem grandes emoções, praticamente saindo da abertura pro final, sem passar pelo meio jogo.

    Em relação ao mundial feminino, tivemos o bicampeonato da Chinesa Wenjun Ju (atualmente segunda do mundo, atrás da também chinesa Hou Yifan que não jogou o torneio), dessa vez derrotando a atleta russa Katerina Lagno! Esse ano, os Chinenes dominaram o cenário mundial de xadrez com vitória dupla nas Olimpíadas (masculino e feminino) e agora o campeonato mundial. Apesar de tudo, a geração chinesa parece não ter se renovado com a mesma eficiência que a Indiana, que tem suas maiores esperanças nos jovens atletas (menos de 14 anos) Nihal Sarin e Rameshbabu Praggnanandhaa, pra muitos a dupla que estará na busca pelos próximos campeonatos mundiais, juntamente com o russo Artemiev, o húngaro Richard Rapport e o prodígio Iraniano Alireza Firouzja.

  • PS.: Em 2016 o Grande Mestre brasieiro de Xadrez Krikor Sevag Mekhitarian (de família armênia) também se recusou a jogar a Olimpíada que foi realizada em Baku!

    Peão isolado: quando não há nenhum peão da mesma cor nas colunas adjacentes que possa apoiá-lo ou ser apoiado.
    Peão passado: quando não há nenhum peão de cor oposta que possa bloquear um coroamento (nem a frente nem nas colunas adjacentes)
    Peão dobrado: dois peões da mesma cor na mesma coluna (como ter dois laterais numa equipe de futebol e o de trás não ultrapassa o da frente)

  • No campo das frivolidades vale lembrar que o nome que o Bannon chamou o Bolsonaro foi Botolini.
    Achei que valia o comentário pois achei engraçado quando saiu

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