Fronteiras Invisíveis do Futebol #60 – Especial Copa III

Terceiro programa especial e semanal durante a Copa do Mundo! Matias Pinto e Filipe Figueiredo retornam ao final da década de 1970, ponto de partida para o fim da Guerra Fria e da União Soviética: o ano dos três Papas, a invasão soviética do Afeganistão, a eleição de Reagan, a morte de Brejnev e a ascensão de Mikhail Gorbachev, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo da Revolução Iraniana, da Guerra das Malvinas e de Thriller.

Vamos das Copas do Mundo de 1978 até 1990, passando pelo aumento do número de participantes, estreantes, artilheiros e invasões do gramado por xeique cheio da grana. Daí vamos para as tentativas de reforma do Bloco Soviético e consequente (e rápida!) desintegração dos regimes do leste europeu e reunificação da Alemanha, junto com a década perdida na América Latina, o hip-hop e o impacto cultural da pandemia do vírus HIV. Dê play no seu podcast de História!

Referências no programa

Documentário The Announcement

Série documental Adeus, Camaradas!

Livro O Fim do Homem Soviético, de Svetlana Aleksiévitch

Livro O último império: Os últimos dias da União Soviética, de Serhii Plokhy

Documentário Mundialito

Música Esos Ojos Negros, de Leon Gieco

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.

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Filipe Figueiredo, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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14 Comentários

  • David Onezio Moraes

    Ótimo programa, essa serie esta demais.
    Sobre esse documentário Adeus, camaradas, eu vi, depois que o Filipe recomendou, uma semana depois do ano novo, tinha chegado do interior e minha casa tinha sido roubada, tava cabisbaixo, decide que veria esse documentário por se tratar de União Soviética, eu ainda era bem vermelhinho, resultado fiquei mais triste ainda, desiste do comunismo e agora só gosto da Russia e principalmente do povo russo. Agora eu condeno o Stalin e a cada dia que passa admiro mais o Putin, ainda mais depois que vocês abriram meus olhos sobre bondade em geopolítica, todos cometem atrocidades é ninguém e santo (apesar que se eu fosse do patriarcado ortodoxo arranjaria um jeito de canonizar o Putin depois de sua morte). Parabéns pelo trabalho rapazes.

  • Juliano Julio (JJ)

    Acompanho o Xadrez Verbal desde 2016, e sempre tive a imagem que o Matias era um cara humilde, mas agora estou acompanhando o Central3 na copa, e descubro que ele é marrento que nem o Ibrahimovic, mesmo assim você continua muito bem.

  • Tem uma série (que terminou esse ano, inclusive), chamada ‘The Americans’, sobre um casal de espiões soviéticos vivendo nos EUA nos anos 80. É, obviamente, uma ficção, mas usa toda história do acirramento da guerra fria como pano de fundo da trama. Não é muito famosa, mas é muito bem realizada.
    Sobre o Gorbachev, há razões de sobra pra ele ser muito bem visto no ocidente. Mesmo que tenha sido sem querer, ele é responsável pelo fim da guerra fria e, consequentemente, pelo fim das ditaduras militares (sem falar na ditadura soviética). Ele, aparentemente, só não é muito bem visto na Rússia.
    Outro excelente episódio. Parabéns aos envolvidos.

  • Parabéns pelo programa.
    Existe previsão de um episódio sobre o Rio Grade do Norte.

  • Parabéns pelo programa.
    Existe previsão de um episódio sobre o Rio Grade do Norte?

  • Excelente programa!
    Filipe o acidente de Tenerife aconteceu na decolagem da aeronave da KLM e não no pouso. Isso faz toda diferença para entender os motivos desse acidente que é emblemático para aviação. Não apenas pelos números de mortos, que é uma tragédia inacreditável, mas por nenhuma das aeronaves apresentarem qualquer tipo falha e mesmo assim ocorrer.
    Tenerife faz parte de uma trinca de acidentes históricos, na década de 70, que deu início ao um novo método de gerenciamento de recursos de cabine de voo chamado de CRM – Corpoarte Resource Management.
    Esse método começou a ser estudado pela NASA, após a série de acidentes históricos citados, passando por 6 gerações de estudos e desenvolvimento. Hoje quem dissemina é a OACI e as agencias de aviações dos países signatários da OACI. Na verdade alguns dizem que estamos chegando na sétima geração do CRM, mas no Brasil a regulamentação vai até a sexta.
    Um grande abraço.

  • Eu confesso que quando começaram a gravar o Fronteiras Invisíveis do Futebol, eu ficava pensando o que tanto esses pias vão falar sobre política e futebol. Pois bem, quebraram mais um preconceito meu,afinal, é incrível a quantidade de questões políticas, sociais e culturais que envolvem o futebol! Agora, quando me questionam que política e futebol não se misturam, eu já vou passando a palavra sobre a importância de escutar o Xadrez Verbal. Porque, não é apenas pelo fato de conhecer coisas novas, é bem além, ajuda a aprender e quebrar muito preconceito sobre questões que não compreendemos direito. Tanto a discussão sobre HIV e AIDS envolvendo todo o preconceito, e o conceito de palavras como Golpe/Revolução, são exemplos disso.
    Parabés por mais um episódio, imagino o trabalho que está sendo colocar 2 podcast no ar toda semana, o Filipe tá até gripado, melhoras!! Depois da Copa vão descansar!!!

  • O Matias não mencionou que na Copa de 78 teve outra coisa curiosa na final, quando os argentinos subiram “atrasados” pro gramado, pra deixar os holandeses esperando no campo enquanto a torcida intimidava o time dos Países Baixos. A seleção argentina ainda questionou o uso de uma tipóia no braço do ponta-direita René van de Kerkhof, mesmo ele já tendo usado em jogos anteriores sem qualquer tipo de problema. A seleção holandesa ficou nervosa e ameaçou abandonar o campo. O árbitro italiano Sergio Gonella obrigou Van de Kerkhof a colocar mais bandagem e retirar a tipóia. Furiosa, a seleção holandesa sequer compareceu à cerimônia pós-jogo. Parece o que o Palmeiras fez na final do Paulista deste ano, exceto que no caso da Holanda havia motivos reais pra reclamar, e não era o mimimi palmeirense. SEM CLUBISMO! Foi certamente a final mais tensa da história das Copas.

  • Parabéns pela série rapazes!
    Sou, a cada programa, cada vez mais fã de vocês!!!

    Sobre o trágico acidente de Tenerife, recomendo o também excelente vídeo do Aviões e músicas:

  • Não costumo ouvir todos os Fronteiras Invisíveis por dedicarem muito tempo ao futebol (mesmo quando falam que o futebol é só um fio condutor, mas ficam quarenta minutos falando especifidades de jogadores e campeonatos).
    Contudo, essa série da copa está sensacional. A contextualização dos eventos que levaram a crise de 29 e a segunda guerra foi incrível, extremamente completa (e me fez pegar pra ler o Caminho da Servidão pra entender como o autor entende o momento como uma “morte” do liberalismo). Já nesse último episódio, a descrição da queda do muro de Berlim e o fim da URSS também foi muito elucidador.

    Continuem com esse ótimo trabalho.

  • Belo programa, deixo dois destaques marcantes do mundo nos anos 80:
    A criação do exame de DNA, em 1985, por Alec Jeffreys, da Universidade de Leicester, na Inglaterra.
    Em 1987 a primeira prisão tendo como prova exame de DNA, após trabalhosa investigação, Colin Pitchfork
    foi condenado por assassinato e estupro.

  • Vou chegando atrasado, mas tá valendo. Primeiramente, quero agradecer por me fazerem entender finalmente Watchmen. E só quero complementar uma informação que foi dada antes e “corrigir” outra:
    1º Vocês falaram muito bem sobre o acidente com a equipe do Torino, mas esquecerem de dizer que o Torino era o principal time da época e a base da seleção italiana, o que explicaria as campanhas fracassadas seguintes.
    2º O Uruguai em 50 era sim uma grande seleção, não é por mal que até hoje o Chiggia aparece em listas por aí e etc, é claro que o Brasil fazia uma campanha arrasadora e o Uruguai foi muito mais “modesto” durante a copa, mas segundo consta no livro recém-lançado pelo Thiago Uberreich, o Biografia das Copas, o Uruguai tinha vencido o Brasil no mesmo ano, e em solo brasileiro, mas como a maioria do povo brasileiro só assiste 7 jogos de futebol a cada quatro anos, a gente entende o sentimento…
    No mais, é isso, um abraço e continuem com o ótimo trabalho, a gente só tem a agradecer.

  • Pingback: FUTEBOL, HISTÓRIA E GEOPOLÍTICA – Ativando Neurônios

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