Xadrez Verbal Podcast #136 – Síria, Europa e Cúpula das Américas

Semana tensa no noticiário internacional! Na Síria, mais uma denúncia de uso de armas químicas contra a população civil. Troca de acusações entre Ocidente e Rússia e a pergunta: quem foi o (ir)responsável pelo ataque? Tudo isso seguido de escalada da retórica e da presença militar das potências na região, com a possibilidade de um ataque pelos EUA e seus aliados contra o regime Assad, protegido pelos russos.

Por conta da guerra na Síria, Trump cancelou sua presença na Cúpula das Américas, que ocorre neste final de semana em Lima, no Peru. Outras ausências serão sentidas e outros problemas na região são repassados no programa. Viajamos pela Europa, da Irlanda até o Azerbaijão, comentando a vitória de Orbán na Hungria, e também giramos pelo mundo, dando uma passadinha em Vanuatu. A semana na História, economia com a professora Vivian Almeida, os peões, o Fievel e dicas culturais fecham mais um podcast do Xadrez Verbal!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

 

Filme O Jovem Frankenstein

Filme Tartarugas Podem Voar

Podcast Dragões de Garagem sobre armas químicas

Música Corpo Fechado, de Thaíde & DJ Hum

Playlist das músicas de encerramento do Xadrez Verbal no Spotify

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. (clique com o botão direito do mouse e use a opção “Salvar como” para baixar)

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, que está no Apoia-se

Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
Como sempre, comentários são bem vindos. Leitor, não esqueça de visitar o canal do XadrezVerbal no Youtube e se inscrever.

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20 Comentários

  • Obrigado pelo trabalho que vocês fazem, já que esse pode ser o último Xadrez Verbal.
    Estão me ajudando a me manter atualizado para o vestibular, embora o vestibular prefira cobrar questões sobre músicas do Caetano Veloso do que outras coisas um pouco mais interessantes.

  • Porque você não esta no soundcloud com o podcast?

  • Ei tárik, interpretar uma música do Caetano e estudar sobre a Guerra da Síria são duas coisas excludentes? Qual o problema, nos tempos de hoje, em se aprender a interpretar e ver os vários significados de um texto simples, como uma música?
    Em tempos onde as pessoas só leem os títulos…aprender a ler o todo e interpretar é super importante…
    Afinal, se não sabe ler, do que adianta querer saber o que está acontecendo…só irá conseguir entender se alguém mastigar o conteúdo…

    • Simples. Um violonista qualquer não deve ser colocado ao lado de grandes poetas como Camões, Drummond, Cecília ou Graciliano. Isso levaria o estudante a pensar que tudo é a mesma coisa. Isso seria inadmissível numa escola francesa ou inglesa.

    • E minha crítica não é ao Caetano Veloso, talvez você tenha se ofendido por gostar dele. Entenda, usei ele apenas como um exemplo.
      Talvez, poderíamos usar as letras das músicas dele no processo de alfabetização, mas não como pauta de ensino médio.

  • O Mac (ou Mc), significa “filho de” mas com o tempo passou a ser usado como “descendente de”. Antes “descendente de” era representado por Ó (atualmente O’).
    Já uma mulher tem Ní que significa “filha do descendente de” ou Nic que significa “filha do filho de”.
    Um terceiro tipo de prefixos é quando a mulher, ao casar, adota o sobrenome do marido. Neste caso ela usaria Bean Uí: “esposa do descendente de” ou Bean Mhic: “esposa do filho de”. Normalmente o Bean é omitido, ficando só Uí ou Mhic.

  • Filipe, o Cazaquistão está entre Ásia e Europa na definição geográfica moderna. 10% do território cazaque (parte das províncias de Atyrau e Cazaquistão Ocidental) está a oeste do rio Ural. É até mais significativo que a parte turca na Europa, que é só 3% do território.

  • Vocês são excelentes! Phodas! Obrigada! Passei a entender muitas coisas depois q meu Amigo e companheiro Quebra-mola (Carlos Magno Moulinari) me mostrou o podcast, mandem um Beijo p ele!

  • Gabriel Gualberto

    Pensei que fossem citar os 5 anos da morte da Bruxa do 71, digo digo, Margaret Thatcher.

  • Os protestos da classe artística (centralizados na produção cinematográfica) possuem um histórico sobre Cannes e 1968:
    O festival havia crescido bastante desde sua fundação (1946), e ele absorveu todo o glamour e potencialidade econômica gerada, se afastando de um certo “princípio” dos festivais de oferecer visibilidade aos iniciantes cinematográficos, de discutir a sétima arte e de fomentar a produção nacional.

    O pessoal da Nouvelle Vague (movimento cinematográfico francês objetivado em romper com as cadeias industriais do cinema do país, criando uma nova roupagem estética) – Godard, Truffault, Chabrol, Rivette, entre outros, criticavam Cannes justamente por seu envolvimento com um cinema chamado de industrial.

    Em 1968, André Malraux (ministro de cultura) demitiu Henri Langlois, à época diretor da Cinemateca Francesa (um dos bastiões da discussão cinematográfica até hoje), para fúria dos cineastas franceses, indo às ruas protestar contra o fato, e ao mesmo tempo por uma reforma do festival. Os protestos dos cineastas uniram-se aos dos trabalhadores em greve e o festival foi encerrado às forças. Outro resultado foi que Langlois retornou ao cargo na Cinemateca.

    No ano seguinte, a estrutura de Cannes mudou. Antes, os filmes exibidos eram escolhidos pelas comitivas dos governos nacionais, e a partir de 1969 era o próprio Festival que selecionava as obras, por meio de um processo curatorial. Também em 69, foi criada a Quinzena dos Realizadores, uma mostra paralela (dentro de Cannes) com o objetivo de selecionar e exibir filmes considerados “radicais, marginais ou jovens demais para a seleção oficial”.

    Por causa dos protestos de 1968 da classe cinematográfica, unida à greve dos trabalhadores, Cannes (e os demais festivais próximos a este, como o de Berlim) deixavam de ser vitrines para os cinemas nacionais, e sim instituições para a promoção do cinema enquanto arte (uma prova irrefutável do envolvimento do cinema com a política, ainda mais no contexto de Guerra Fria).

    • Caso desejam mais informações a respeito, recomendo:

      VALCK, Marijke de. Film Festivals: From European Geopolitics to Global Cinephilia. Amesterdam: Amsterdam University Press, 2008, 250p.

      Em português, tem um artigo muito bom, chamado “As várias faces dos festivais de cinema europeu”, da mesma autora, presente em :

      VALCK, Marijke de (in MELEIRO, Alessandra). Cinema no Mundo: Indústria, política e mercado. São Paulo: Editora Escrituras, 2007, 293p.

      PS: Obrigado por mencionarem a página “”Sou Fã Dos Franceses Porque Qualquer Coisa Eles Vão Lá E Queimam Carros”, é muito divertida e não conhecia hahahahah. Maravilhoso.

  • «Corpo Fechado».
    Que saudade!
    Obrigado.

  • Bom Crepúsculo Filipe/ Matias:

    Vou tentar jogar um pouco de luz na questão dos interesses franceses no Oriente Médio: a França hj está competindo com a Coreia do Sul tentando ganhar a licitação pra construir usinas nucleares na Arábia Saudita. Se apoiar os interesses Sauditas funciona pro Trump vender armamento pro Reino do MBS por que não funcionaria pro Macron?

    Aqui tem um link elaborando a questão da concorrência Coreana-Francesa de um portal de investimentos:

    https://seekingalpha.com/article/4158218-nuclear-projects-saudi-arabia

    Abs

  • Pow Felipe, zoaram tanto o cara por essa do nabo azedo mas ele tirou isso de uma entrevista do ex embaixador brasileiro na Coreia do Nort Arnaldo Carrilho: https://www.youtube.com/watch?v=OK2_JvZhFj4&feature=youtu.be&t=3m22s

    The nabo azedo is real…

  • Achei esse artigo sobre o envolvimento iraniano na Síria extremamente elucidativo:
    https://www.theatlantic.com/international/archive/2018/04/iran-syria-israel/558080/

  • Olá, boa noite.

    Eu enviei um comentário nesta semana sobre a busca e apreensão na casa do advogado do Trump. Até hoje ele não foi publicado, sendo que comentários postados depois do meu foram. Gostaria de saber se infringi alguma regra de postagem.

    Rafael

  • Álvaro Maichrzak

    Eu queria parabeniza-los pela ótima forma como trataram a questão do ataque a gás na Síria. Como o Guga Chacra mencionou na noite dos ataques: estamos sendo bombardeados diariamente por propaganda tanto americana quanto russa. Mandem um salve pro pessoal do curso de direito da unisinos.

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