Xadrez Verbal Podcast #87 – EUA, Países Baixos e relação com a Turquia

O programa de hoje vai até abaixo do nível do mar, aos Países Baixos, popularmente chamados de Holanda. Na Coluna Aberta, a professora Ana Luisa Demoraes Campos nos brinda com mais uma aula sobre Direito Internacional, dessa vez falando das relações entre os Países Baixos e a Turquia. E, no mesmo programa, você vai entender quase tudo que precisa saber sobre as eleições para o novo governo em Amsterdã, com a reeleição de Mark Rutte, a derrota de Geert Wilders, a ascensão dos verdes e a queda vertiginosa dos trabalhistas.

Também passeamos pelos Estados Unidos, com a proposta de novo orçamento, encontro entre Trump e Merkel e a divulgação do imposto de renda de Trump. Só que o de 2005. Já a professora Vivian Almeida aborda as possibilidades para o encontro do G20. Giramos pelo mundo, a corrida armamentista no Mar do Sul da China, a semana na História, dicas culturais e um Menino Neymar com duas taxas cambiais diferentes fecham mais um podcast do Xadrez Verbal!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

Filme O Aprendiz

Filme O Dia do Chacal

Livro Quatro Estações, de Stephen King

Exposição Migrações à mesa, no Museu da Imigração de SP

Música Pa’l Que Se Va, de Alfredo Zitarrosa

Playlist das músicas de encerramento do Xadrez Verbal no Spotify

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa.  (clique com o botão direito do mouse e use a opção “Salvar como” para baixar)

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3que está no Apoia-se


assinaturaFilipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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8 comentários

  • A Holanda de fato questionou o comício favorável ao referendo turco em Rotterdam sob a base de questões de ordem pública e com receios de episódios de violência, já que movimentos semelhantes em outros países europeus saíram um pouco do controle. De acordo com as autoridades a cidade de Rotterdam não teria condições de ser palco de um evento como esse cumprindo todas as exigências de segurança, portanto a Holanda abriu a chance do ministro turco Çavusoglu vir ao país e participar de um evento menor, sem a participação popular, a realizado dentro da embaixada turca em Den Haag ou no próprio consulado-geral turco em Rotterdam. O governo turco então, de maneira extremamente autoritária, disse que imporia sanções à Holanda caso o país não aceitasse a presença do ministro turco na demonstração favorável ao referendo do Erdogan. Com essa escalada nas negociações, aí sim o governo Rutte decidiu cancelar os direitos do ministro turco de pousar em solo holandês.

    Os holandeses forçam o G (que tem som de R aqui). O nome do Primeiro Ministro se fala com um R mais fraco, então seria algo como Rúte. E então o nome do líder do PVV é Rrert Vílders.

    A questão de imigração e de identidade holandesa foram muito debatidas durante a campanha e fizeram parte central nos meses anteriores ao pleito. Nesse sentido podemos dizer que sim, o PVV de Wilders conseguiu direcionar as discussões a levantar sua bandeira. No entanto ele ficou muito longe de capitalizar no sucesso do Brexit, Trump e outros movimentos de direita eurocética, afinal ficou longe de ser o partido numero 1 na Holanda e sequer chegou ao seu melhor resultado eleitoral (que aconteceu em 2010 quando o PVV chegou a 24 cadeiras). É importante notar, também, que por mais que o CDA tenha sido o 3º partido mais votado, a formação de governo pode incluir partidos menos inclinados a adotar uma retórica negativa à imigração, como o D66 (direita-centrista porém não conservador socialmente) e o GroenLinks (partido verde).

    O episódio diplomático entre Holanda e Turquia foi extremamente importante nos últimos dias prévios à eleição, mas somente ajudaram a consolidar um movimento de votos para o VVD (partido de Rutte) e uma ligeira queda do PVV. Por fim a diferença foi de 13 cadeiras, quando se esperava um gap menor, já que nas pesquisas semanas antes da eleição havia empate técnico.

    Por fim, o importante agora é formação da coalizão que governará a Holanda. Isso pode, e deve, demorar cerca de 2 meses na melhor das hipóteses. Como vocês mencionaram, existem basicamente duas vias pra coalizão de governo funcionar: pendendo mais para a direita conservadora, com a inclusão do CU (ChristenUnie) ou com a inclusão do GroenLinks. Porém a chance do GroenLinks participar da coalizão com o VVD é pequena, até pelo o que aconteceu com o PvdA durante a colaboração deles no atual governo. A menor coalizão possível envolve 4 partidos e a mais provável talvez tenha um 5º, para evitar problemas em votações nos próximos anos.

    E por fim, o cabelo do Wilders é FALSO. https://deverwardeman.files.wordpress.com/2010/03/geertwilders.jpg

  • O Erdogolum já deu nos Países Baixos da UE.

  • Muito bom como sempre. Só deixo como sugestão que os blocos de economia e direito internacional (quando houver) sejam feitos na forma de conversa/entrevista, como já foi feito algumas vezes. Imagino que deva ser mais difícil, mas fica bem mais dinâmico, agradável e integrado ao restante do programa.

  • Filipe, um comentário sobre a Escócia, porque eu acho que você está sendo um pouco injusto com a Nicola Sturgeon.
    Primeiro que, como quase tudo que diz respeito ao Brexit, nada está certo, nem mesmo a posição espanhola a respeito da aceitação de uma Escócia independente na UE. O máximo que tivemos recentemente foi a manifestação do chanceler espanhol, Alfonso Dastis, dizendo que a Escócia “não teria tratamento especial” no caso de separação. O que se discute muito por aqui é que a Espanha talvez fosse amigável a uma Escócia independente desde que a independência não fosse feita de forma unilateral – justamente por evitar criar um precedente catalão (pelo contrário, possivelmente criando o precedente de que a UE só aceita estados que tenham adquirido sua independência de forma bi/multilateral).
    E, principalmente, o anúncio da intenção de se ter um Indyref2 pode ser visto como um movimento *bem* realpolitik, já que agora a Theresa May pode ser pressionada em não desagradar/ignorar as vontades escocesas – sendo incentivada, por exemplo, a buscar um acordo que garanta a permanência no livre-mercado e a livre movimentação de pessoas, duas pautas importantes para o povo escocês. E, por outro lado, permite à Escócia ter uma posição favorável junto à UE durante essas negociações, que poderia acenar um acordo razoável para a Escócia caso o Reino Unido se mantenha muito intransigente.
    E, por fim, de acordo com algumas pessoas escocesas que eu conheço pessoalmente, existe a narrativa de que “bom, estaremos fora da União Europeia de qualquer forma com o Brexit, melhor estar em uma posição na qual existe a possibilidade de tentarmos a adesão como país independente do que a posição de estarmos de fora definitivamente e indefinidamente por sermos parte do UK”. E lembrando que a permanência na UE foi um dos motivos pelos quais o resultado do referendo de 2014 foi contra a independência. Ou seja, veremos.

    (Vlad Schüler, antropólogo de Manchester – UK) 😛

  • Muito bom o programa! É impressionante como as mais de 2 horas passam rápido e quando termina ainda dá aquela vontade de “quero mais”. Parabéns Filipe e Matias!! Fico muito feliz de ver um podcast com a temática de política internacional alcançar o sucesso que vocês estão tendo. Sorte nossa que temos o Xadrez Verbal!

  • Maikon de Castro Alves

    Fala Filipe, venho aqui humildemente protestar a ausencia de um comentario sobre o Presidente alemao, enpossado no último dia 19 de Marco. Vcs esqueceram dele quando de sua nomeacao e agora na sua posse. O Frank-Walter Steinmeier é um político do SPD que fez parte do Gabinete Mekel e sua última atribuicao foi a de Ministro do Exterior. Acho que como retratacao diplomática o mínimo seria fazer um “fronteiras invisíveis do futebol” sobre a Alemanha. No mais o programa continua show! Grande Abs!!

  • Ouçam o podcast Perdão a Interrupção, onde debatemos as principais noticias políticas da semana com bom humor.

    Sou fãnzaço do Xadrez Verbal, abs.

    http://www.podcastgarden.com/podcast/ainterrupcao

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