Carrie Fisher, a princesa que não ficou presa na torre

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Carrie Fisher se foi, aos sessenta anos de idade. A atriz será eternamente lembrada como a Princesa Leia, mas não se resumiu ao papel. Autora de best-sellers, sempre com toques autobiográficos, soube canalizar e partilhar suas experiências, especialmente com o público feminino. Mais de dois milhões de cópias em quatro romances não é um número pequeno.

Nasceu na realeza de Hollywood, teve relacionamentos alvo da mídia, abuso de drogas e de remédios, depressão, terapia de choque, uma das primeiras celebridades que tratou do tema da bipolaridade. Nunca foi segredo, sua vida era livros abertos, literalmente.

Suas memórias, Wishful Drinking, foram adaptadas aos palcos e renderam uma indicação ao Grammy. Sim, Carrie Fisher foi indicada ao maior prêmio da indústria fonográfica, pela sua narração em audiolivro.

Tudo isso aliada à muita competência, muitas vezes desconhecida do grande público. Por quase duas décadas, foi das principais script doctors de Hollywood; o “médico de roteiro” é o profissional que dá os últimos toques e lapida o filme. Hook, Mudança de Hábito, O Espelho tem Duas Faces, até Máquina Mortífera 3, todos possuem toques de Carrie Fisher.

Afinal, o que faz Princesa Leia ser tão memorável? É apenas pelo carinho e fanatismo dos fãs de Guerra nas Estrelas (ou Star Wars, no original)? Uma caricatura, com os cabelos de “cinnamon buns”, ou uma sex symbol, com o biquíni dourado? Na verdade, tudo isso e mais. Carrie Fisher nos entregou a nova princesa.

Até Carrie Fisher, se pensávamos em um filme com uma princesa, ela estaria sozinha, indefesa, em um castelo, esperando seu salvador. É a Princesa Leia que esconde os planos secretos, deposita suas esperanças em Obi Wan Kenobi. É Leia que enfrenta seus captores, Tarkin e Vader, tratando um dos maiores vilões de todos os tempos com desprezo. É Leia que lidera sua própria fuga pelo setor de detenção. Nos filmes seguintes, comanda a base rebelde, coordena fugas, toma decisões, diz que ama Han Solo.

E diz que o ama em um momento de fraqueza não dela, mas dele. É a princesa que resgata seu amado nessa história. Aqui, é a princesa que mata seu captor, de quebra vingando Han Solo. Não haveria Rebelião, não haveria Guerra nas Estrelas sem a Princesa Leia. Não teríamos Princesa Leia sem Carrie Fisher. Sempre teremos Carrie Fisher.


assinaturaFilipe Figueiredo, 29 anos, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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