Xadrez Verbal Podcast #31 – Início de 2016, Coreia e Oriente Médio

Acabaram as férias, a sombra e a água fresca. E o mundo decidiu colaborar, fornecendo uma imensa variedade de temas para serem debatidos no primeiro podcast do Xadrez Verbal em 2016. Relações externas brasileiras com Israel e com a vizinhança, além da situação interna dos países da América Latina.

A análise da ruptura da Arábia Saudita com o Irã e a disputa geopolítica no Oriente Médio. O novo teste atômico da Coreia do Norte. Tudo isso é debatido no programa, que também conta com três giros de notícias, para cobrir tudo que aconteceu desde o final de 2015. E, claro, os primeiros Peões e o primeiro Menino Neymar de 2016 estão nesse programa especial que abre o ano!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira, em menos de uma hora, você se atualiza e se informa.

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Dicas do Sétimo Selo

Filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, trailer aqui

Filme Adeus, Lênin, de Wolfgang Becker, trailer aqui

Música Vos Sabés, de Los Fabulosos Cadillacs

Links recomendados

Texto Sauditas e iranianos poderiam tirar lição da Guerra Fria, de Hussein Kalout

Texto Farol argentino, de Henrique Meirelles

Texto A fabricação de uma crise, de Guilherme Casarões

Cronologia da abolição da escravatura na Revista de História da Biblioteca Nacional

Banda Insannica

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. 

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central3A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, confira o restante da programação aqui.


assinaturaFilipe Figueiredo, 29 anos, é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.


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20 Comentários

  • Matias acerta na música. Fabulosos é muuuuuuito melhor que tudo que já tocaram no final do programa. Um salve e feliz 2016 para os responsáveis pelo programa.

  • Vou comentar por partes o programa (se não acabo me confundindo e esquecendo de coisas.
    De inicio, meus parabéns Matias. Desejo tudo do melhor pra você e para sua família.

    • Continuando a minha idéia de comentar conforme vou escutando:
      Essa relação entre China e Microsoft é no mínimo estranha. A empresa norte americana já deixou muitas coisas passarem, a última foi a invasão de milhares de contas de hotmail pelo governo chinês onde vários monges e líderes tibetanos, além da minoria Uighur tiveram suas informações interceptadas.
      Isso se dá porque hoje a Microsoft já é a principal fornecedora de software para o governo Chinês, inclusive há denúncias de ex-funcionários que na versão chinesa do Windows 10 há falhas colocados pontualmente para uma possível invasão governamental.
      A empresa do tio Bill tem essa relação de prostituição simplesmente porque a China já é o maior mercado de tecnologia do mundo e na visão deles, lá se você conquista o governo, você conquista a população.
      Em relação ao Macri, por morar na fronteira com a Argentina, vejo que há um ar de animação com o novo governo. Algumas mudanças que ele efetuou estão sendo muito bem vistas pelos hermanos, principalmente a questão das demissões dos nhoques, mas há sim outras questionáveis, como a nomeação dos membros do STF.
      Inclusive particulamente pra mim está uma delícia comprar dólar à R$ 3,60 lá e revender aqui aqui a R$ 3,95

      • Sobre o Obama, comecei a pegar uma certa raiva dele com algumas atitudes. Essa apenas mais um exemplo.
        Em relação a China novamente, temos um grande problema a frente.
        Primeiro temos que entender que tudo isso começou a se esfacelar no meio do ano passado, quando ações chinesas, após inflarem 159% em um ano, despencaram 35% em três semanas. Aí você para pra pensar e vê noticias que dois terços dessas movimentações na bolsa foram feitas por investidores chineses que não têm nem sequer formação escolar.
        O governo chinês então tomou todas as medidas imagináveis para tentar conter o declínio da bolsa: começou a comprar ações de todos os tipos; baniu da bolsa aqueles fundos de pensão que estavam vendendo ações; ameaçou mandar para a cadeia investidores que estavam fazendo vendas a descoberto; permitiu que 1.350 de 2.900 grandes empresas interrompessem, por um período de tempo indefinido, as transações com suas ações (que estavam em queda); cancelou as transações de outras 750 empresas cujas ações haviam caído 10% ou mais.
        O resultado disso tudo? Fuga de capitais.
        Nas primeiras três semanas de agosto, US$ 100 bilhões foram embora.
        Como consequência dessa maciça fuga de capitais, o Banco Central chinês optou por desvalorizar a moeda chinesa (o renminbi). Essa recente desvalorização foi uma medida desesperada e de última instância, a qual serviu apenas para sinalizar que a grande era do crescimento chinês está rapidamente chegando ao fim. As exportações foram, em média, 11% menores do que em 2014, o que mostra que a situação chinesa é pior do que muitos estimam.
        Só lembrando que a China é um monstro, no pior sentido da palavra, com uma gigantesca bolha imobiliária, que só para deixar como exemplo, no período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada “agressiva política de estímulos” do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!
        Assim investidores chineses não têm experiência com precificações feitas pelo livre mercado. Eles partiram do princípio de que o mundo foi arranjado de modo a enriquecê-los. Eles esperaram anos para entrar na bolsa de valores, e então, há um ano, eles começaram a entrar em revoadas. Esse foi um caso clássico de estouro de uma bolha de ações gerada por uma economia que vivenciou uma expansão artificial.
        Então está acontecendo o que de pior pode acontecer, a maior ameaça para todo e qualquer regime político, a frustração de expectativas otimistas.

  • Prezados, boa noite. Mais um ótimo programa de inicio de ano, com temas bastante diversificados. No clima de Coréia do Norte, gostaria de deixar uma contribuição cultural, o documentário ‘Countdown to Zero’ que fala sobre a história e origem da bomba atômica. Antes que eu me esqueça, parabenize o Matias em meu nome. Abraço 🙂

  • Roberth Cesar Bonato

    Excelente programa 🙂

    Me manda um abraço Felipe ou Matias.

  • Olá Felipe e Leandro, feliz 2016 para vocês!

    Como químico, só gostaria de fazer um comentário sobre a diferença da bomba atômica x bomba H. Como você disse, a bomba atômica utiliza-se da fissão nuclear de átomos radioativos para gerar a energia para explosão, sendo que o combustível nuclear pode ser plutônio (que é um elemento químico artificial, feito em laboratório) ou urânio. Já no caso da bomba H, a energia da explosão é proveniente da fusão do núcleos de átomos de hidrogênio em altas temperaturas, para formar o átomo de hélio. Para alcançar a energia e calor necessário para inciar esta reação, utiliza-se uma bomba atômica (fissão) como estopim da reação. O combustível para a bomba H é o deutereto de lítio (deutério é o isótopo do átomo de hidrogênio, contendo 2 nêutron e um próton), que após a reação de fusão resulta em átomos de hélio e um nêutron. A reação que ocorre na bomba H é a mesma que ocorre no sol, então dá pra imaginar o porque a bomba H é muito mais poderosa.

    A identificação de uma explosão nuclear (fissão nuclear) é feita a partir da leitura dos átomos resultantes após a fissão nuclear na atmosfera. Para cada combustível utilizado em uma bomba de fissão nuclear há uma cadeia definida de decaimento radioativo dos núcleos, e a partir da observação destes átomos na atmosfera, aliado com dados sísmicos, é possível rastrear qual o tipo de armamento nuclear e estimar a quantidade de energia liberada na explosão. Portanto não é somente a presença de xenônio na atmosfera que define se a bomba é nuclear ou não, pois o xenônio já existe naturalmente na natureza. Já para uma bomba H, a identificação é mais simples pois na bomba atômica de fissão não está presente o átomo de lítio em seu combustível nuclear, e em baixas quantidades na atmosfera, assim a sua presença na atmosfera já é um forte indicio de uma explosão termonuclear. Do mesmo modo, os dados sísmicos ajudam muito, já que a explosão termonuclear libera muito mais energia que a bomba de fissão nuclear.

    A maior bomba termonuclear já feita foi na união soviética, e era conhecida como a bomba Tsar. Ela liberou 50 megatons de energia em sua explosão. Bombas de fissão liberam energia na ordem de kilotons.

    De modo geral estas são as diferenças. Como fui superficial pode haver algumas imprecisões no meu comentário.

    Abraço

  • Agora sim começou meu 2016 informado!

    Tenho uma dica para o Menino Neymar.
    No último domingo (10/11/2016) a Eliana, em um quadro de seu programa, considerou correta a resposta de um candidato que disse que o México faz parte da América Central.

    Me desculpem por assistir Eliana aos domingos.

    http://rd1.ig.com.br/eliana-vira-piada-na-web-apos-erro-de-geografia-em-quadro/
    http://varelanoticias.com.br/eliana-vira-chacota-nas-redes-sociais-apos-erro-de-geografia-em-programa/

  • Tem um filme que pode ser comparado ou até considerado melhor que Dr Fantastico que é o Fail-Safe do Sidney Lumet, é quase a mesma coisa que Dr Fantastico só que é mais trabalho no drama. Muito bom também.

  • Excelente programa, como de costume. Apenas para contribuir um pouco, creio que os EUA não enviarão, pelo menos por enquanto, os B-2 para a Coréia, pois mesmo que a tecnologia de radares tenha evoluído muito na ultima década, o B-2 ainda é uma arma de dissuasão de grande impacto e a presença destes na península coreana, certamente aumentaria a tensão com a China, ainda mais levando-se em consideração as recentes tensões que envolveram aviões P-8 da US Navy e militares chineses que guarnecem as ilhas artificiais, que vem sendo construídas. Tudo indica que haverá um aumento da atividade dos B-52 da base de Andersen, situada em Guam com exercícios táticos e estratégicos junto a força aérea sul coreana (domingo 10/01 foi feito um vôo display de um B-52 e caças F-16, também americanos e estes sim estacionados na Coréia, e F-15 coreanos). Cabe salientar também que os B-2, quando em caso de tensão com a Coréia do Norte, são deslocados para Guam, fazendo apenas vôos na península coreana, ou vôos non-stop desde suas bases nos Estados Unidos, não sendo deslocados diretamente para bases na Coréia do Sul.

    Sobre a Arábia Saudita e suas forças armadas, cabe salientar que nos últimos anos este país tem ficado no top 3 do ranking de maiores compradores de armas do mundo, e dispõem de quantidades consideráveis de armamentos no estado da arte, provenientes dos EUA e Europa, e que normalmente são utilizados apenas por país da cúpula da OTAN, como o E-3 Sentry (possuem 13 unidades) tanque M1A2 Abrams (cerca de 450 unidades) e o caça F-15 (possuem cerca de 240 unidades de 4 versões diferentes), além do Eurofighter Typhoon do qual recentemente compraram 72 unidades, e que devem substituir os mais de 100 Tornados, nas versões de ataque e defesa aérea, do qual a Arábia fazia parte de um sucinto clube de operadores, junto com Inglaterra, Alemanha e Itália.

  • Amigos ainda não ouvi o programa, mas gosto muito de politica internacional. Para recheiar o debate
    Olha a entrevista de MOHAMMED BIN SALMAN ,principe saudita e ministro da Defesa fez com o Economist. Enorme
    http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-o-ira-tem-a-ver-com-a-lei-saudita,10000006636
    Hoje saiu um artigo que o MOHAMED JAVAD ZARIF, chanceler do Irã faz acusasoes a Arabia Saudita
    http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-o-ira-tem-a-ver-com-a-lei-saudita,10000006636

    Muito bom para ver como é o conflito de palavras e propaganda dos dois regimes.

    E Aí , tem certo e errado nessa historia?

    Recentimente li um artigo muito esclarecedor sobre a diferença entre xiitas e sunitas Bom assunto para Podcast

  • Esse foi o primeiro episódio completo que ouvi do podcast e achei sensacional!

    A recapitulação explicando desde a criação do oriente médio moderno até a crise atual da Arábia Saudita com o Irã, explicando principalmente os interesses envolvidos, foi incrível! Pela primeira vez, sinto que estou compreendendo 1% de toda essa treta complexa que está rolando no oriente médio.

    Procurei pelo site e não achei nenhum botão de donate ou algo do gênero. Se vocês integrarem um botão do Paypal nessa sidebar à direita, terei o prazer de contribuir em cada podcast com esse nível de qualidade que vocês apresentarem.

    Meus parabéns,
    William.

  • Conheci o podcast xadrez verbal através do pessoal do Bibotalk, sempre gostei de história e política mas nos últimos anos tomei verdadeiro asco dos veículos de comunicação mais conhecidos e estava afastado de ambo os assuntos, vocês estão de parabéns pela qualidade do blog, ouvi quase todos os podcasts e acompanho tbm os podcasts Fronteiras Invisíveis do Futebol e Conexão Sudaca. Me sinto novamente como um estudante motivado!!!!! Esse intercambio com outros blogs é muito importante para que novos nichos sejam alcançados e os assuntos se cruzem.

    abcs

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