Xadrez Dominical – Filmes para o Dia da Fita Preta

Caros leitores, hoje, dia 23 de agosto, são lembradas as vítimas dos regimes totalitários na União Europeia e no Canadá. Nazismo, stalinismo e os fascismos deixaram milhões de mortos e a escolha do data é para marcar o dia em que foi assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop entre a Alemanha nazista e a URSS stalinista, dividindo a Europa oriental e adiando o conflito entre os dois países. Para marcar a data vamos com cinco dicas de filmes no Xadrez Dominical do Dia da Fita Preta.

A primeira dica é um filme pesado. Como quase todos os filmes sobre essa temática, claro, ou seja, teremos um Xadrez Dominical um pouco pesado. O Menino do Pijama Listrado, de 2008, baseado em livro homônimo, mostra um campo de extermínio nazista sob os olhares do filho do comandante do campo e de um prisioneiro, ambos de oito anos de idade.

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Sinopse do AdoroCinema: Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis) que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.

A segunda dica é um filme premiado. Um dos mais conhecidos filmes sobre o Holocausto, A Lista de Schindler, baseado em fatos reais, ganhou sete Oscars, incluindo Melhor Filme, com outras cinco indicações. Presente em várias listas de maiores filmes de todos os tempos, um clássico, assista, ponto final.

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Sinopse do AdoroCinema: A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

A terceira dica é sobre o stalinismo. Katyn, filme polonês de 2007, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O filme conta a História do massacre da floresta de Katyn, em 1940, em que milhares de prisioneiros poloneses foram mortos pelo regime stalinista. O governo soviético, por décadas, afirmou ter sido um ato dos nazistas e tentou encobrir o acontecido.

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Sinopse do AdoroCinema: Em setembro de 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas soviéticas ocupam o leste do país. Milhares de oficiais poloneses são mantidos prisioneiros e enviados a campos de concentração. Anna (Maja Ostaszewska) aguarda na companhia da filha o retorno do marido, Andrej (Artur Zmijewski). Quando várias covas coletivas são encontradas os soviéticos informam que os poloneses foram assassinados pelos nazistas na floresta de Katyn. Anna, no entanto, encontra o diário do marido e descobre que a verdade é outra.

A quarta dica é sobre o fascismo na Itália. Massacre em Roma, de 1973, com Richard Burton e Marcello Mastroianni e trilha sonora do mestre Ennio Morricone. O nome original, em italiano, do filme é Rappresaglia (Represália) e conta o Massacre da Fossa Ardeatina. Após ações de partisanos que matam 33 soldados alemães, oficiais nazistas decidem punir a população com a morte de dez italianos para cada alemão. Embora os protagonistas do filme sejam da SS, o filme também mostra o autoritarismo fascista e a passividade do Vaticano.

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Sinopse do AdoroCinema: Em 1944, quando Mussolini já caíra e os exércitos aliados avançavam pelo sul da Itália, guerrilheiros anti-fascistas (partigiani) tocaiaram um pelotão de guardas SS, em Roma, matando 33 deles. Em represália, os alemães fuzilaram 10 italianos para cada uma das vítimas do atentado. O massacre ocorreu nas Grutas Ardeatinas, cujas entradas foram, a seguir, dinamitadas para esconder a atrocidade.

A história do massacre é contada neste filme, sob a ótica do carrasco, ou seja, do Coronel-SS, Herbert Kappler – que organizou e executou os fuzilamentos – e sugere que o Papa Pio XII manteve-se alheio à situação, embora estivesse informado sobre o que iria acontecer com os civis italianos escolhidos pelos nazistas. Para equacionar o (possível) comprometimento da Igreja Romana nesse escabroso episódio, Cosmatos introduziu um personagem fictício no enredo (estranho ao livro de Robert Katz, no qual o filme se baseou), o padre Pietro Antonelli, que tudo faz para evitar a consumação da tragédia e acaba se imolando como um gesto de protesto pessoal.

A quinta e última dica é para amenizar um pouco o clima do post. Uma crítica séria e precisa, mas também extremamente satírica, o Grande Ditador, uma das principais obras de Charlie Chaplin. O filme, de 1940, mostra os abusos do nazismo, satirizando sua base ideológica e também a do fascismo italiano.

Filme na íntegra e legendado

Sinopse do AdoroCinema: Adenoid Hynkel (Charles Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita em uma nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charles Chaplin), que está hospitalizado devido à participação em uma batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa viver no gueto. Lá conhece a lavadora Hannah (Paulette Goddard), por quem se apaixona. A vida dos judeus é monitorizada pela guarda de Hynkel, que tem planos de dominar o mundo. Seu próximo passo é invadir Osterlich, um país vizinho, e para tanto negocia um acordo com Benzino Napaloni (Jack Oakie), ditador da Bacteria.

George-orwell-BBCA menção do post vai para uma dica cultural também presente no mais recente podcast. Os setenta anos da obra que satiriza o stalinismo, Revolução dos Bichos, de George Orwell. Ao contrário do que alguns blogueiros e colunistas dizem, a obra não é “antiesquerda” ou algo do tipo; Orwell se definia como um socialista democrático e lutou na Guerra Civil Espanhola pelos republicanos, contra os fascistas e nazistas. O livro é para ridicularizar Stálin e seu regime, seu totalitarismo e sua traição de discurso. O livro é, atualmente, editado no Brasil pela Companhia das Letras, mas também pode ser encontrado na internet.

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