Xadrez Dominical – Uruguai

Caros leitores, ontem, dia 18 de julho, celebrou-se 185 anos da Jura de la Constitución no vizinho Uruguai, acontecida em 1830, o aniversário do país. Além disso, nessa semana tivemos o falecimento de Alcides Ghiggia, o autor do segundo gol uruguaio na final da Copa do Mundo de 1950, o histórico Maracanazo. Ghiggia morreu aos 88 anos, no dia 16 de julho de 2015, exatos sessenta e cinco anos após seu gol. Sendo assim, plenamente justificado um Xadrez Dominical sobre o Uruguai.

A primeira dica une os temas caros ao post e ao blog, política, História, Uruguai e futebol. O episódio sobre o país da ótima série de Lúcio de Castro O Futebol nos tempos do Condor, que trata do futebol nas ditaduras militares sul-americanas. Além do episódio do Uruguai, recomendo assistir todos os outros, claro.

Na íntegra

Futebol_ao_sol_e_a_sombra_CONVENCIONALUm dos entrevistados do documentário é o craque das letras uruguaio Eduardo Galeano, que infelizmente faleceu no último mês de abril. Sua obra mais conhecida provavelmente é As veias abertas da América Latina, mas, para focar no futebol, a segunda dica é Futebol ao Sol e à Sombra, uma abordagem sociológica e romântica sobre o esporte mais praticado no mundo.

Sinopse: Acima do futebol está a lenda. Uma estranha magia se impõe ao esporte. E o jogo se transforma em saga, desperta paixões, cria mitos, heróis, glórias e tragédias. Exaltado pelas multidões, criou em seu lado sombrio um mundo à parte, onde envolve poderosíssimos interesses políticos e financeiros.

Mas nada se sobrepõe ao encanto desta “festa pagã”. Para captar este fascinante universo de perdas e conquistas, Eduardo Galeano penetrou nas profundezas da história e das histórias que se passam dentro e fora das quatro linhas. Construiu este livro como um verdadeiro monumento à paixão. Através de sua prosa consagrada, tudo tem sabor. Pelé, Di Stéfano, Maradona, Zizinho, Didi, Garrincha, Obdúlio Varella – o carrasco uruguaio de 1950 –, o aranha negra Yachin, Leônidas, Platini, Domingos da Guia, Friedenreich e muitos outros craques são mostrados nos seus momentos de esplendor e desgraça.

A terceira dica é um filme uruguaio, O banheiro do Papa, de 2007, estrelando César Troncoso no papel de Beto, que vive em uma pequena cidadezinha que será visitada pelo Papa em 1988. O filme foi a indicação uruguaia ao Oscar, mas não concorreu.

Trailer

Sinopse do AdoroCinema: 1998, cidade de Melo, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. O local está agitado, devido à visita em breve do Papa. Milhares de pessoas virão à cidade, o que anima a população local, que vê o evento como uma oportunidade para vender comida, bebida, bandeirinhas de papel, souvenires, medalhas comemorativas e os mais diversos badulaques. Beto (César Trancoso), um contrabandista, decide criar o Banheiro do Papa, onde as pessoas poderão se aliviar durante o evento. Mas para torná-lo realidade ele terá que realizar longas e arriscadas viagens até a fronteira, além de enfrentar sua esposa Carmen (Virginia Mendez) e o descontentamente de Silvia (Virginia Ruiz), sua filha, que sonha em ser radialista.

A quarta dica é uma música, presente no mais recente podcast do Xadrez Verbal, indicação do Matias. Barbosa, de Tabare Cardozo, sobre o Maracanazo e um de seus protagonistas, Barbosa, o goleiro brasileiro, perseguido até o fim da vida.

A quinta e última dica é outro filme, mas não é uruguaio. Se passa em Montevidéu, durante a ditadura. Estado de Sítio, do diretor grego Costa-Gravas, um dos maiores diretores do cinema. Estrelando Yves Montand e Renato Salvatori, conta a história de um agente dos EUA no Uruguai e sua captura pelos guerrilheiros do movimento Tupamaro. O filme também fala da ditadura brasileira.

Filme na íntegra e legendado

Sinopse do AdoroCinema: O corpo de Philip Michel Santore (Yves Montand), um colaborador dos regimes militares na América do Sul, é encontrado em um carro. Deste momento em diante o filme é narrado em flashback, mostrando os Tupamaros decididos a capturar Santore, que se dedicou a ensinar e difundir a tortura nos órgãos militares.

rosettaA menção do post vai para o aniversário de descobrimento da Pedra de Roseta, um dos mais importantes descobrimentos arqueológicos de todos os tempos. A pedra, encontrada no Egito em 1799 por um soldado francês do exército de Napoleão, contém o mesmo texto grafado em três idiomas, incluindo o grego antigo e a escrita hieróglifa. Isso permitiu o estudo da tradução dos hieróglifos do antigo Egito. O leitor pode visitar a página especial da Pedra de Roseta do British Museum, onde ela está guardada, e também ler, em português, seu texto, aqui.

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