Xadrez Dominical – Dia Internacional das Mulheres

Caros leitores, já foi publicado o regulamento da primeira promoção fruto do apoio cultural da editora Unesp, vejam como participar e, quem sabe, ganhar um livro.

Como vocês devem saber, no dia Oito de março é a data do Dia Internacional das Mulheres. É uma data que deve ser utilizada como memória e como uma data de luta, no lugar (ou, ao menos, além) do propósito comercial e estereotipado que costuma ser atribuído. Caindo no chavão, não adianta dar uma rosa para uma mulher enquanto se reduz o papel feminino às “mães, esposas e filhas”, entre diversos aspectos do machismo estrutural ou, pior, do machismo deliberado. Então, além da menção de cada post, cinco obras biográficas (um deles de forma simbólica) sobre mulheres que colaboraram com o feminismo.

A primeira dica é a minissérie que marca a presença nacional neste post. Chiquinha Gonzaga, de 1999, que conta a História da abolicionista, compositora e regente Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga. Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e compositora da letra primeira marchinha de Carnaval, Chiquinha Gonzaga é homenageada anualmente desde 2012, com a celebração do Dia Nacional da Música Popular Brasileira no dia 17 de outubro, dia de seu nascimento.

Trecho

A segunda dica é o filme Hannah Arendt, cinebiografia da filósofa e cientista política alemã de ascendência judia. Dirigido por Margarethe von Trotta e com Barbara Sukowa no papel principal, o filme é centrado no julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann, em 1961, em Jerusalém. Arendt cobria o julgamento para o jornal The New Yorker e sua experiência motivou a elaboração de seu conceito da banalidade do mal, já discutido nesse espaço e no canal do Youtube

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Sinopse do AdoroCinema: Hannah Arendt (Barbara Sukowa) e seu marido Heinrich (Axel Milberg) são judeus alemães que chegaram aos Estados Unidos como refugiados de um campo de concentração nazista na França. Para ela a América dos anos 50 é um sonho, e se torna ainda mais interessante quando surge a oportunidade dela cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann para a The New Yorker. Ela viaja até Israel, e na volta escreve todas as suas impressões e o que aconteceu, e a revista separa tudo em 5 artigos. Só que aí começa o verdadeiro drama de Hannah: Ela mostra nos artigos que nem todos que praticaram os crimes de guerra eram monstros, e relata também o envolvimento de alguns judeus que ajudaram na matança dos seus iguais. A sociedade se volta contra ela e a New Yorker, e as críticas são tão fortes que até mesmo seus amigos mais próximos se assustam. Hannah em nenhum momento pensa em voltar atrás, mantendo sempre a mesma posição, mesmo com todo mundo contra ela.

A terceira dica é outro filme dirigido por por Margarethe von Trotta e com Barbara Sukowa no papel principal. Rosa Luxemburgo, de 1986, conta a História da filósofa, economista e revolucionária alemã, nascida em território polonês e de ascendência judia. Rosa Luxemburgo foi uma das principais líderes políticas do início do século XX, talvez a principal figura feminina nos cenários políticos republicanos europeus no período. Foi assassinada no contexto da Guerra Civil Alemã, tema central da série de textos sobre o surgimento do nazismo.

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Sinopse do Cineclick: Nascida na Polônia e doutora em Ciências Econômicas, Rosa Luxemburgo torna-se uma das grandes líderes do movimento operário revolucionário alemão, adere ao Partido Social-Democrata alemão em 1898 e em 1914, rompe violentamente com essa agremiação. Rosa, a Vermelha, como era conhecida, visceralmente internacionalista e antibelicista condena como uma traição o apoio dos social-democratas à deflagração da Primeira Guerra Mundial. Ao lado de Léo Jogiches, o amante e do revolucionário Karl Liebknecht, junto com o qual fundou a Liga Spartakus, embrião do futuro Partido Comunista Alemão, a militante se embrenha cada vez mais no movimento de massas, passando longos períodos na prisão.

A quarta dica é o filme Frida, de 2002, vencedor de dois Oscar. Salma Hayek foi indicada ao prêmio por sua interpretação de Frida Kahlo, pintora mexicana conhecida por suas posturas feministas, de valorização social da mulher e também pela valorização da cultura indígena mexicana. Frida teve uma vida marcada por problemas de saúde, sequelas de um acidente automobilístico que sofreu quando adolescente, que causou trinta e cinco cirurgias. Morreu jovem, aos 47 anos, muito provavelmente em decorrência de uma embolia pulmonar

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Sinopse do AdoroCinema: Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres

A quinta e última dica é Malévola, filme da Disney de 2014. Agora, por qual motivo esse filme estaria nessa lista? O filme reconta a história de Bela Adormecida, sob a perspectiva da antagonista do filme original, de 1959, Malévola, interpretada por Angelina Jolie, a habitual “bruxa má”. E está aí seu imenso valor. Em meio às vastas figuras metafóricas sobre a opressão sofrida pelo feminino, inclusive com alusões à cultura do estupro, o filme desconstrói uma das linguagens que mais colabora com o machismo estrutural: a dos contos de fadas. Resumo. Os papéis tradicionais, a princesa, ou plebeia que sonha em ser princesa, que apenas espera, passivamente, pelo seu “príncipe encantado”; ou seja, o feminino depende do masculino para realização. Mais, a antagonista costuma ser a “bruxa má”, normalmente movida por ciúmes ou inveja; ou seja, impõe um modelo positivo e um modelo negativo de comportamento feminino baseado em conceito estéticos e na aprovação, ou não, dos homens. Pode-se argumentar que são histórias fruto de seus contextos históricos, o que torna ainda mais necessária a releitura de acordo com a mentalidade contemporânea. Recomendo especialmente para mães e pais.

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Sinopse do AdoroCinema: Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

Yamato_during_Trial_ServiceA menção do post de hoje vai para o filme japonês Yamato, de 2005, sobre o maior encouraçado já construído, o navio da Marinha Imperial Japonesa de mesmo nome. Se não entendeu a presença dessa menção, sugiro assistir o último vídeo do canal do Xadrez Verbal no Youtube.

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