Xadrez Dominical – Islândia

Caros leitores,

Na última terça-feira, dia dezessete de Junho, celebrou-se o aniversário de setenta anos da independência da Islândia. A gelada ilha atlântica era parte do Reino da Dinamarca e, após plebiscito, a população islandesa aboliu a monarquia e declarou-se independente, no meio da Segunda Guerra Mundial; inclusive, já que o tema de separatismo europeu é tratado aqui no blog por algumas semanas, não custa lembrar que outra ilha atlântica em breve poderá passar pelo mesmíssimo processo. Falo da Groenlândia, mas isso é outro tema. Em comemoração aos setenta anos da independência islandesa, vamos ao Xadrez Dominical sobre a Islândia.

Essa foto noturna da erupção do Eyjafjallajökull em 2011 não contém nenhum efeito de Photoshop. Bons sonhos.

Essa foto noturna da erupção do Eyjafjallajökull em 2010 não contém nenhum efeito de Photoshop. Bons sonhos.

Para a imensa maioria das pessoas, quando falamos em Islândia, pensa-se em poucas coisas. As opções costumam serem vulcões gigantescos de nome impronunciável, paisagens exóticas e belas que servem de local para muitos filmes, ou a Björk. E a primeira dica de hoje é justamente ela. Não sou profundo conhecedor de sua obra, sequer fã, mas a importância da artista e inegável. Oito discos de estúdio no currículo, com mais de vinte milhões de cópias vendidas, catorze indicações ao Grammy, duas trilhas sonoras compostas por ela, inclusive uma indicação ao Oscar de Melhor Música Original, com I’ve Seen It All, do filme Dançando no Escuro, de Lars von Trier. Ah, filme que rendeu à ela o prêmio de Melhor Atriz em Cannes, ainda por cima.

 

Existem outras coisas na Islândia. A ilha é conhecida por seu rico folclore e cultural local, ligado à mitologia nórdica, além de personagens locais. Um exemplo é Erik, o Vermelho, navegador viking islandês que talvez tenha sido o primeiro europeu que chegou à América, quinhentos anos antes de Colombo. Um filme islandês que trata da mitologia nórdica é Beowulf & Grendel, de 2005, sobre a lenda de Beowulf. Filmado na Islândia e dirigido pelo islandês Sturla Gunnarsson, conta com Gerard Butler no papel principal. O filme é conhecido pelo seu retrato cru da violência e pela ambientação histórica fidedigna ao período que em a história se passaria.

 

A próxima dica é de leitura. A Islândia, mesmo como uma República nova e de população pequena (menos de 326 mil pessoas, atualmente; menor que a população de Blumenau, Santa Catarina), produziu um vencedor do prêmio Nobel. Especificamente, o de literatura. Falo de Halldór Kiljan Laxness, mais conhecido apenas como Halldór Laxness. A produção de Laxness é grande, vinte e dois romances, e mais outros tantos de contos, peças, ensaios, etc. Atualmente, editada no Brasil, temos apenas uma obra dele: Gente Independente, editada pela Globo Livros, uma de suas principais obras. Buscando em sebos, pode-se encontrar outras obras dele editadas em português, como A Estação Atômica.

A quarta dica é um documentário. Maybe I Should Have é um documentário islandês de 2010 que analise a crise financeira devastadora no país, em 2008, e a recuperação consequente. Recuperação que foi feita marginalmente ao sistema financeiro internacional e de forma democrática; referendos sobre a ação do Estado islandês, estatização dos bancos quebrados, prisão para os banqueiros responsáveis e uma reforma da economia da ilha. Um caso muito curioso e que não recebe a atenção devida, seja pelo tamanho diminuto do país, seja por interesses variados. Você pode ler algumas matérias sobre o assunto, como essa aqui e esta outra. Infelizmente, eu só encontrei o documentário com legendas em inglês.

 

A quinta e última dica é um site. O portal Islândia Brasil contém muita informação em português sobre a ilha. História, lendas, comida, curiosidades, vídeos, fotografias e muita informação turística, caso o leitor planeje passear por lá. O portal é de uma agência de viagens especializada em Islândia, daí o foco do site. Embora seja de finalidade comercial, é uma ótima fonte, ainda mais considerando que já é em português.

E qual seria a menção do post? Um dos maiores enxadristas da História, Bobby Fischer, dos EUA, Fischer já era grão-mestre de xadrez aos quinze anos e virou uma estrela mundial quando a Guerra Fria foi reduzida ao tabuleiro de xadrez e ele venceu o soviético Boris Spassky pelo título mundial. Agora, o que Bobby Fischer tem a ver com a Islândia, deve estar se perguntando o leitor. Foi em Reykjavík, capital da Islândia, que Fischer derrotou Spassky. E foi em Reykjavík que Fischer morreu, em 2008, aos 64 anos de idade, após residir por três anos na ilha, como cidadão islandês. O governo islandês concedeu asilo por razões humanitárias, por considerar que Fischer era perseguido pelos governos dos EUA e do Japão, devido declarações polêmicas do enxadrista. Essa história é contada em dois documentários. Bobby Fischer e Eu, documentário islandês que conta a relação de Bobby Fischer com a ilha, especialmente com seu amigo Saemundur Palsson (que o leva para morar lá), e Bobby Fischer contra o mundo.

Documentário legendado e na íntegra

 

Gostaram? Não gostaram? Mais dicas? Comente.

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