Aniversário

Caros leitores,

Hoje é aniversário desse escritor de bobagens que vos escreve. Não digo isso querendo congratulações; pelo contrário, digo isso como justificativa descarada do motivo de não ter um texto novo por aqui hoje.

O poeta Robert Frost

O poeta Robert Frost

Além da justificativa, deixo uma pequena mensagem que espero que seja do prazer de vocês. Gosto muito do poeta Robert Frost, e ele é autor de uma das melhores frases sobre o envelhecer, aniversários, etc. Posso traduzi-la vulgarmente.

Em três palavras, eu posso resumir tudo que eu aprendi sobre a vida: ela irá seguir.

No original, como é sempre melhor:

 In three words I can sum up everything I’ve learned about life: it goes on.

Mas, sendo um poeta, qual poema eu recomendaria? Sem dúvida, The Road not Taken. Segue o original e a tradução, de Renato Suttana.

The road not taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

A estrada não trilhada

Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia…

Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.

E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.

Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.

Você pode ouvir a bonita declamação do poema pelo ator inglês Alan Bates, na linda série de comerciais do Union Bank da Suíça.

É isso aí. Domingo tem Xadrez Dominical, e volto para a política na Segunda-feira.

A vida segue.

Um abraço a todos e obrigado pelas leituras, críticas, comentários, elogios, correções, desdém, ou o que for.

Filipe Figueiredo

*****

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