Xadrez Dominical – Dia da Infâmia

Obviamente, o tema mais importante decorrente de um acontecimento da semana para um Xadrez Dominical seria, infelizmente, sobre a morte de Mandela. Lembro-os que já fiz um Xadrez Dominical sobre, dentre outros temas, o Madiba.

Caros leitores,

Ontem, dia sete de Dezembro, celebrou-se o aniversário do ataque japonês ao porto de Pearl Harbor, no Havaí, que marcou a escalada da Segunda Guerra Mundial no Pacífico e a entrada dos Estados Unidos no conflito. A data é uma importante celebração cívica nos EUA, com bandeiras à meio mastro e a lembrança dos milhares de mortos e feridos, inclusive civis, em um ataque surpresa, sem declaração de guerra, por parte do Japão. Dada a importância, tanto histórica quanto simbólica, da data, e a proximidade com o dia de hoje, o Xadrez Dominical de hoje é sobre o Dia da Infâmia.

Ataque ao porto de Pearl Harbor: USS West Virginia (danificado), USS Tennessee (atingido) e o USS Arizona (afundado)

Ataque ao porto de Pearl Harbor: USS West Virginia (danificado), USS Tennessee (atingido) e o USS Arizona (afundado)

O objetivo do ataque era, de surpresa, inutilizar e destruir a Frota do Pacífico da Marinha dos EUA, permitindo uma rápida expansão do império japonês, antes do poder industrial dos EUA, muito superior do que as capacidades econômicas japonesas, permitir a reação dos norte-americanos. O resultado foi de mais de dez navios afundados ou danificados, quase duzentos aviões destruídos e a morte de 2.466 pessoas, além dos feridos. Ao contrário do planejado, no entanto, o plano não conseguiu inutilizar a frota do Pacífico, servindo apenas como um fator que uniu os norte-americanos em uma guerra de vingança contra um ataque covarde, levando, anos depois, ao fim do império japonês.

Filmes. Talvez o filme recente mais conhecido do grande público seja o filme batizado justamente de Pearl Harbor, dirigido por Michael Bay e com Bem Affleck, Cuba Gooding Jr. e outras estrelas. O filme é uma porcaria, vale apenas pela sua produção. A única boa que resultou desse filme é uma das músicas mais românticas que existem, da trilha sonora da comédia-besteirol Team America. Se você quer ver um filme blockbuster, sem muito compromisso, mas divertido, aí é Nimitz – De volta ao inferno, cuja história maluca é a de um porta-aviões nuclear dos anos 1980 volta no tempo, para um dia antes do ataque de Pearl Harbor. Com Kirk Douglas e Martin Sheen, é uma chance única de ver jatos supersônicos na Segunda Guerra Mundial e dar umas risadas.

Falando em risadas, tem até filme de comédia sobre Pearl Harbor, por mais trágico que tenha sido o evento: 1941, dirigido por Steven Spielberg, estrelando Dan Akroyd e John Belushi (os “irmãos cara de pau”), aqui no Brasil recebeu o péssimo subtítulo de Uma guerra muito louca (um dos nomes mais “Sessão da Tarde” que existem). Mas é claro que também existem filmes sérios e bons sobre o evento. Tempestade no Pacífico é um filme japonês, sob a ótica de um piloto japonês, e recomendo bastante. E, finalmente, o clássico dos clássicos, Tora!Tora!Tora! (o título do filme vem do código de rádio para o ataque japonês). Mega produção, do tempo em que nem todo mundo falava inglês nos filmes de guerra, e sem aquele maniqueísmo de vilões e mocinhos. Filmaço.

Documentários. Mais de uma vez eu já recomendei a série de documentários Battlefield, narrada por Tim Pigott-Smith. A série trata dos eventos de Pearl Harbor em dois episódios. No episódio sobre Midway, das temporadas produzidas em parceria Discovery-BBC, e no episódio próprio de Pearl Harbor, quando a série já era uma produção apenas dos EUA, com outro enfoque. Recomendo ambos os episódios, mas o anterior é mais interessante (embora trate de Pearl Harbor apenas no seu prólogo). Também existe um documentário bem feito pela National Geographic, Pearl Harbor: Disaster for Japan; você pode assistir o mesmo documentário, dublado, no player abaixo.

Referências. Existem diversos museus no Havaí sobre o ataque, e seus sites tem algumas informações interessantes e uma navegação simples, como o Memorial do USS Arizona (que está afundado em águas rasas e pode ser “visitado”), Pearl Harbor Tours e o site do Serviço Nacional de Parques dos EUA. Vale também a visita ao especial da revista Life, com fotos em alta resolução, sobre Pearl Harbor e o fronte doméstico dos EUA na época. Infelizmente, não tenho como recomendar nenhum livro específico sobre o episódio, pois nunca li algum exclusivo sobre Pearl Harbor, então, indiquem nos comentários.

O USS Arizona afundado em águas rasas e seu museu para "visitação"

O USS Arizona afundado em águas rasas e seu museu para “visitação”

Agora, por qual motivo esse post se chamou de Dia da Infâmia? Pois foi o termo utilizado pelo Presidente Franklin Delano Roosevelt dos EUA, quando se dirigiu ao Congresso e declarou guerra ao Japão: pela covardia do ataque sem declaração de guerra, o dia 7 de Dezembro de 1941 seria um dia que “viveria na infâmia”.

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