Xadrez Dominical (15) – ONU

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Caros leitores,

O Xadrez Dominical de hoje, após uma semana dedicada quase integralmente ao debate na Assembleia Geral, não poderia ter outro tema que não a Organização das Nações Unidas.

O prédio da ONU em Nova Iorque.  Foto: Steve Cadman

O prédio da ONU em Nova Iorque.
Foto: Steve Cadman

Um tema complicado; requer bastante esforço para separar o joio do trigo, já que a própria existência da ONU divide opiniões radicalmente. Além disso, em muitas obras, especialmente filmes, a ONU serve apenas como fio condutor da trama, mero cenário, o que não é bem o propósito dos posts do Xadrez Dominical.

E, claro, você pode acessar outras colunas de domingo e ter algumas boas dicas que envolvem, diretamente ou não, as Nações Unidas, como o post sobre a Iugoslávia, o post sobre Israel e Palestina e, especialmente, o sobre Sérgio Vieira de Mello.

Inicio pelos filmes. Duas dicas apenas, mas, em compensação, duas dicas boas, dois filmaços. O primeiro é Hotel Ruanda, que trata de um dos episódios mais bárbaros da História recente, o genocídio em Ruanda, que teve diversas consequências no âmbito da ONU, seja a criação do Tribunal Criminal Internacional para Ruanda, seja o dano em sua imagem e sua missão, pela omissão da comunidade internacional em responder ao genocídio; tal dilema está presente no filme. Teve três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Ator para Don Cheadle.

O outro filme é A Intérprete, o último filme dirigido por Sydney Pollack. Se esse thriller não tem a mesma força que Hotel Ruanda (mas ainda é um bom filme), compensa pelo cenário e pela localidade, primeira grande produção a ter acesso autorizado ao prédio das Nações Unidas em Nova Iorque.

Documentários. O primeiro é um documentário estilo Michael Moore; ou seja, polêmico, exagerado, um pouco desonesto intelectualmente. U.N. Me, pra compensar, traz alguns pontos válidos, especialmente por visitar locais, como a Costa do Marfim, para “verificar” o andamento de algumas coisas. Em compensação, o outro é forte, impactante, um soco no estômago: Timor Lorosae – O Massacre que o Mundo Não Viu trata da História do Timor-Leste até sua então recém-independência, conquistada com o apoio da ONU, focado principalmente na ocupação pela Indonésia.

Música. Escolhi uma dica polêmica de propósito. Iria postar algumas das músicas oficiais ou canções associadas a grandes atos de solidariedade, paz mundial, etc. Como disse no início do texto, porém, existem pessoas que consideram a própria existência de uma organização como a ONU algo condenável, que vão desde críticas realistas, como a sua suposta ineficiência, passando por críticas de princípios, como a desnecessidade de governos ou o risco de organizações que possam tirar poder dos governos, até a paranoia de temas como Nova Ordem Mundial, Illuminatti, domínio de uma governança mundial, etc.

E um cara com essas ideias malucas (por exemplo, acredita que Barack Obama pode ser um terrorista e afirma que ele não nasceu nos EUA) se chama Dave Mustaine, e tem uma banda, grande, chamada Megadeth. Se você gosta de thrash metal, certamente conhece e, muito provavelmente, gosta. Mas, para os outros leitores, veja o nível da paranoia do indivíduo: um dos álbuns mais recentes se chama United Abominations, de longe o disco mais político da banda (que Mustaine detém total poder criativo), carregado de críticas à ONU. Mas o mais emblemático talvez seja a capa de um dos principais discos da banda, Peace Sells… but Who’s Buying?, de 1986, que tem o prédio da ONU em Nova Iorque atacado e colocado “à venda”.

capa

Livros. Outro dia recomendei Sexto membro permanente: O Brasil e a criação da ONU, e recomendo novamente; o título é quase autoexplicativo. Na toada da relação entre Brasil e ONU, sei que existe um livro, embora não tenha lido, chamado Um soldado brasileiro no Haiti, escrito por um ex-Capacete Azul brasileiro, com críticas à MINUSTAH, a missão de paz liderada pelo Brasil. Recomendo, e repito, bastante os dois livros que citei no meu post sobre Sérgio Vieira de Mello. Finalmente, um livro fininho e barato, escrito por um tal Immanuel Kant, um dos maiores filósofos modernos. À paz perpétua não é um livro difícil, ao contrário do que pensamos em relação a qualquer obra de Kant. Marco do pensamento idealista das relações internacionais, o livro trata sobre cooperação entre as nações e do benefício de uma comunidade internacional, além de ações necessárias para uma convivência pacífica. É nesse pensamento idealista que se baseou a fundação da Liga das Nações, que se baseia a fundação da ONU e sua Carta e a Declaração Universal dos Direitos Humanos; ou seja, se você quiser entender algumas coisas de hoje, aqui está a fonte.

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Sei que a maioria dos links que postei estão em inglês. Buscando na internet, ou em servidores de torrent, as dicas de filmes e documentários são fáceis de encontrar para download e também são possíveis de encontrar as legendas em português. Não coloquei todos os links aqui para não poluir e também pois vai da preferência pessoal de cada um. Se você não consegue assistir em inglês, não se preocupe, é fácil de achar.

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