Xadrez Verbal e Atila Iamarino – Especial Coronavírus #20

Programa de número 20 sobre a pandemia da covid-19 com o biólogo e virologista Atila Iamarino para trazer uma perspectiva diferente ao noticiário internacional. Aqui você terá, gratuitamente, as principais notícias sobre a pandemia e um estudo de caso sobre a pandemia no Peru, junto com as análises do que está funcionando, o que não está e quais as lições para o Brasil!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

Matéria Pandemia de coronavírus: os únicos 10 países que não tiveram nenhum caso de covid-19 até hoje, por Owen Amos

Reportagem ‘Nos dispensaram por não prescrever cloroquina contra a covid-19’: médicos acusam operadora de saúde, por Vinícius Lemos

Fronteiras Invisíveis do Futebol #27 – Copa Africana de Nações

Música de encerramento Ando meio desligado, com Os Mutantes

Canal do Xadrez Verbal no Telegram

Minutagem dos blocos, cortesia dos financiadores do Xadrez Verbal

  • 01:34:00 – Estudo de caso: Peru
  • 01:51:55 – Música de Encerramento

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, que está no Apoia-se

Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
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11 Comentários

  • Bom dia galera!

    Valeu por mais esse podcast!

    To com uma dúvida para o Atila relacionada às vacinas:
    Estamos com várias vacinas na fase 3. Se essas vacinas não forem funcionais para covid, existe a chance delas serem funcionais para outra coisa?
    Estilo: “Fiz uma vacina para corona vírus que não deu imunidade mas acabei encontrando a cura a AIDS”
    (Exemplo estrapolado para uma doença que procuram uma vacina a anos)

  • O Atila tem toda a razão: carga de cavalaria nos negacionistas é a melhor alternativa. Tem meu apoio irrestrito.

  • Olá, meus caros Filipe, Matias e Átila! Como que vocês estão? Espero que bem, dentro de todo esse contexto em que estamos vivendo.

    Meu nome é Daniel, tenho 26 anos, sou ex-estudante de Direito e atualmente estudo Veterinária. Eu escuto o Xadrez Verbal há uns 2 anos, desde a época que fiz cursinho para entrar na faculdade de Veterinária e depois que ingressei, continuei com vocês. Inclusive, parabéns pelo Podcast e obrigado por me acompanharem durante as tarefas domésticas hehehe.

    A minha pergunta/comentário/desabafo é para o Átila: eu estou em casa em isolamento social desde março junto com a minha namorada. Só vamos para a rua realizar o essencial, como compras no mercado e farmácia. Estamos há meses sem ver nossas famílias e amigos, sem curtir um barzinho, enfim, demos uma pausa em nossas vidas por muito mais tempo do que eu gostaríamos, mas seguimos firme.

    Bom, finalmente aqui vai a pergunta: Átila, eu já posso sair de casa? Desde que eu me isolei, vejo gradativamente as pessoas aderirem menos e menos ao isolamento social, até que chegamos ao ponto em que praticamente todos do meu círculo social (mais conhecido como Instagram) estão saindo como se não houvesse nada demais. Dizem que tomam cuidado e por isso estão viajando, indo pro bar, academia, restaurante e realizando todo tipo de atividade, como se utilizar a máscara fosse tudo o que precisa para evitar se contaminar e contaminar outros.

    Por acaso eu estou sendo neurótico e, por consequência um trouxa, por permanecer isolado há tanto tempo ou realmente podemos começar a afrouxar o isolamento?

    Enfim, peço desculpas pela longa mensagem e agradeço a atenção de quem leu até aqui.
    Um abraço e um beijo no pulmão esquerdo de vocês.

    PS: um beijo também para a minha namorada, a Danielle, que assim como o Filipe, sempre tem seu nome escrito e pronunciado de forma errada.

  • Olá amigos, sou uma ouvinte assídua, que encara o XV como minha obrigação doméstica e o programa de casal dos sábados. Impossível não encarar o pôr-do-sol sem estarmos atualizados por vocês (claro, a escuta leva o dia todo)….
    Meu comentário dessa vez é sobre a notícia relacionada à testagem de assintomáticos nos EUA. Tenho 2 observações a fazer e realmente queria saber da opinião do Átila:
    – Primeiro, que os estadunidenses (ah…. o gentílico correto e uma capacidade maior de testes) passaram a recomendar testagem para sintomáticos somente. Levando em consideração 9 meses de pandemia, o crescimento (tímido), do percentual de pessoas com anticorpos, e o distanciamento social associado ao uso de máscaras, será que a testagem de assintomáticos ainda se justifica da mesma maneira? O isolamento dos contatos dos sintomáticos (incluindo-se positivos e negativos), não seria tão efetivo quanto e mais barato? Ok… nos EUA essas estratégias de distanciar e mascarar a galera não funcionaram tanto, os testes não tem resultado instantâneo, e mesmo em sintomáticos que tenham a Covid-19, o Valor Preditivo Positivo seria de uns 70%. O VPP em assintomáticos é menor ainda. Estamos liberando muitos falsos negativos para circular? Muitos alegam que o teste ajuda a isolar os casos, mas se os suspeitos fossem isolados independente da testagem, não haveria maior eficácia no controle?
    – Segundo, a frase que o Átila Iamarino falou “o Brasil tem uma capacidade baixa para testes, e portanto não pode seguir essa estratégia”: Quero fazer aqui a minha crítica ao modo como a imprensa tem tratado a testagem. Mostram casos de países com alta capacidade, com os coreanos caçando os contatos dos casos nos condomínios e os “drive thrus” de testes, e o brasileirinho que fica assistindo aquilo cobra dos médicos para fazer testes toda semana, alegando que tiveram contato com casos positivos. Falta essa noçãozinha da imprensa, sabe. Não sei se o Átila concorda, mas tenho pensado nisso (e me queixado de maneira devida ao representante da imprensa na minha vida, o meu marido jornalista).

    Por que digo essas duas coisas? Sou médica e tenho trabalhado com telemedicina no atendimento a Covid-19, em um canal dedicado a convênios médicos do Brasil. Nosso protocolo segue a diretriz técnica de testar somente sintomáticos, mas isolar todos os coabitantes destes (mesmo que assintomáticos), e encaminhar para a saúde ocupacional pessoas que tiveram contato com sintomáticos no local de trabalho, a fim de avaliar o risco e a necessidade de isolamento. Tenho notado com esse esquema algumas coisas: primeiro que o selo de “teste negativo” dá uma licença para aloprar, à maioria dos atendidos, e muitas vezes é difícil manter o atestado médico e o afastamento do trabalho, pois o serumaninho quer voltar imediatamente à rua, mesmo espirrando, tossindo e com o nariz escorrendo, depois de um RT-PCR negativo. Segundo, que é comum na classe média a busca pela testagem após comportamento de risco, mesmo sem sintomas. Ou seja, a pessoa tem na cabeça e ideia de que vai andar sem máscara na rua, abraçar o primo na festa da piscina e depois fazer um teste para garantir que não foi nada demais. É um fenômeno parecido ao que já vi em bancos de sangue, da pessoa fazer uma relação sexual desprotegida e na semana seguinte ir ao banco de sangue para garantir um rastreio grátis. Pior: muitos fazendo testes para em seguida abraçarem os pais idosos ou tomar um vôo pra um passeio que poderia ser evitado.
    O brasileiro não internalizou o conceito de que a transmissão começa antes da sintomatologia e pior, de que não adianta você ter pensamento positivo sobre seus sintomas gripais, para que a doença não seja Covid-19. Explicando em miúdos: Atendemos de forma sistemática pessoas que estão no comércio e serviços, trabalhando com sintomas e ligando pela primeira vez após um teste positivo feito “só por desencargo de consciência, doutora”, ou ainda porque o marido recebeu um resultado positivo. Pessoas com sintomas há OITO, DEZ DIAS. “Eu achava que não era Covid-19, porque não perdi o olfato, ou porque eu não estou com falta de ar”. Enquanto isso, a pessoa ficou por aí disseminando o vírus esperando o teste.
    Daí vem a minha tese de que falhamos em enfatizar muito a necessidade de testes, e pouco a necessidade do isolamento, quando deveríamos fazer o contrário. O segredo maior é o segundo, não o primeiro.
    Vejamos que mesmo países como a Coréia do Sul, que testam muito, perdem o controle quando alguém não faz isolamento, tipo os doidinhos daquela igreja (ai me partindo a cara de vergonha, esses meus irmãozinhos)….
    Enfim, comentário longo, como minha escuta toda semana. Continuem ocupando meu tempo……

  • Olá caros amigos.
    Átila, comente por gentileza a entrevista do bezuntadão de Tonga sobre o coronavírus no arquipélago. Segue a matéria do UOL.
    https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/09/01/besuntado-explica-por-que-tonga-nao-tem-um-caso-sequer-de-covid-19.htm

  • Entrei em uma discussão com familiares meus que acreditam num tal de Lair Ribeiro. Ele é um grande defensor desse tal de MMS e pra variar cloroquina também. Como posso argumentar sobre esses assuntos com esse culto ao médico inquestionável do zapzap e como apresentar isso a uma geração mais antiga sem ser expulso de casa? Fico no aguardo de dicas do Átila, valeu! Se não quiser citar o médico poderia comentar sobre o tema em geral desses “médicos” que não seguem a ciência, obrigado.

  • Daniel Lima de Carvalho Ribeiro

    Boa tarde! Sou professor de física, e gostaria de salientar que os medidores de temperatura costumam detectar o infravermelho emitido pelo nosso corpo, e não emitir. O Átila acabou falando que o medidor emitia infravermelho o que é errado.
    Então esse aparelho é passivo, ele apenas absorver o infra vermelho que emitimos, e de acordo com o infra vermelho que chega no aparelho, consegue dizer a que temperatura o corpo está.
    Enfim é isso.
    Aliás amo o trabalho de vcs, sou um apoiador e graças a vcs minhas tarefas domésticas são muito mais agradáveis.
    Abraços a todos!

  • Hermano Juncá Balbi

    Bom dia.
    Sobre a situação da Espanha, um questionamento.
    Vivo em Barcelona e o que tenho observado é que o governo tem feito muitos “mutirão” de provas PCR, ou seja, vai em um bairro ou cidade pequena e faz um monte de exames para rastreamento (tipo uma ação global, ou campanha de doação de sangue da BandNews).
    E tb estão fazendo rastreio a nivel ambulatorial. O que quero dizer com isso?
    Em março, logo quando começou a quarentena, tive vários sintomas do COVID e fiquei isolado na minha habitação. O procedimento desejado naquela época era ir na casa de todas as pessoas que ligassem com queixa de COVID para fazer o teste. Mas não foi possível, eles só tinha capacidade de pessoal e material para fazer o rastreio em quem chegasse no hospital (nível hospitalar),
    Agora em julho, me filho teve sintomas leves de gripes e a médica mandou a família inteira fazer o teste e nos deu licença de duas semanas, mesmo com resultado negativo, e quando fomos fazer o teste havia muitas pessoas na mesma situação. Ou seja, eles estão conseguindo ir até as pessoas (nível ambulatorial, usando uma “lanterna”), diferente do que ocorreu em março, que as pessoas tinha que ir até eles (nível hospitalar, usando uma “vela”).
    Não seria por causa dessa busca ativa que os casos aqui estão crescendo? Pq a taxa de falecidos em bem menor do que em março abril.
    Ou outros países da Europa estão fazendo o mesmo, e a Espanha se ferrou com o turismo e os botellons (aglomeração de pessoas bebendo na rua, tipo um bloco de carnaval sem carnaval).

    Obs.: sou brasileiro (Campos dos Goytacazes-RJ), mas como meu bisavô materno era espanhol (na verdade catalão, mas não quero complicar) minha mãe queria de alguma forma homenagear-lo então colocou meu nome de Hermano, que é um nome comum no Brasil além de ter ascendencia italiana que agradou meu pai pois existe esse nome na italia mas com a grafia Ermanno.
    E sim estou escrevendo em um teclado daqui que não tem tiu e tenho que lembrar as posições das teclas no teclado brasileiro, por isso muitas vezes é mais fácil escrever em castellano ou catalá, quando a palavra é parecido, como os nomes dos dominios da Corona de Aragó.

    Grande abraço y un saludo!

  • Aristóteles Cardona Júnior

    Caros do XV,

    Sobre as questões que envolvem o uso e, especialmente, a prescrição de medicamentos ineficazes para Covid-19 como a cloroquina e seu derivado, eu não tenho dúvidas de que numa situação de normalidade, com pleno funcionamento das instituições, os profissionais que insistem em prescrever e vender esta droga como a solução para Covid-19 deveriam, no mínimo, responder a processos disciplinares.

    Sem muita pesquisa, 3 artigos do Código de Ética Médica são seriamente atingidos por grande dos que prescrevem e propagam.

    O Artigo 20, que veda ao médico “permitir que interesses políticos interfiram no tratamento.

    O artigo 35, que veda ao medico ” Exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico,
    complicar a terapêutica ou exceder-se no número de visitas, consultas
    ou quaisquer outros procedimentos médicos.”

    E finalmente o artigo 113, que veda ao medico “Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento
    ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido
    cientificamente por órgão competente.”

    O próprio CFM, em seu documento que autoriza o uso da cloroquina, ressalta a falta de evidências para o seu uso. O documento parece ser apenas uma passagem de pano pra posicao do presidente da República.

    Fico por aqui mesmo com tanto destacar sobre isso.

    Um forte abraço da equipe do Medicina em Debate

  • Matias e Felipe, tudo bem? Sou colaborador assíduo de vocês. Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho! Gostaria que, se possível fosse, o Átila comentasse a situação do Oriente Médio, que Certa vez disse que está tranquila! mas quando olhamos para o Números de infectados por milhão de habitantes, segundo o jonh Hoppiks, a prevalência de infectados ao menos nos países do Golfo são altas, inclusive Catar e Baheim lideram o ranking! E Kwaite e Emirados Árabes Unidos estão entre os 20. Arábia Saudita também bem posicionada. Já as mortes estão bem baixas! Pode ser pelas testagem alta também. Me surpreende a transparência desses Estados já que não são países ditos “democráticos” com os dados da pandemia, ao menos infectados. Talvez pela experiência com a MERS, são mais abertos e atentos a pandemias respiratórias ainda mais por coronavírus.

  • Olá Filipe, Matias e Átila,

    Sou um ouvinte recente passei a acompanhá-los no meio da Pandemia e desde então passaram a ser meus companheiros e amigos, um fenômeno que antigamente só ocorria comigo ao escutar os locutores das minhas rádios preferidas nos congestionamentos intermináveis de São Paulo, como o Fernando Barreto, Titio Marco Antônio e Chiquito Morcegão. provavelmente pois assim como os congestionamentos da cidade de São Paulo, essa Pandemia também parece que não vai acabar nunca…
    Agora, indo ao assunto, vi hoje uma matéria interessante sobre o contágio do Coronavírus por meio de superfícies contaminadas. Sabem como é, a gente fica limpando tudo que vem da rua de forma bastante obsessiva… tudo bem que já sinto estar relaxando e baixando as defesas e não lavo mais as sacolinhas do mercado.
    Segue o lnk do artigo: https://www.medscape.com/viewarticle/936898?nlid=137272_1842&src=WNL_mdplsfeat_200911_mscpedit_wir&uac=160166DZ&spon=17&impID=2559871&faf=1#vp_1
    Basicamente como disse o encarregado em doenças infecciosas infantis, Dean Blumberg, esse tipo de contaminação é teoricamente possível mas improvável.
    Vamos lá Paladino da Pandemia, comenta aí!

    Abraços amigos, e por favor, mandem um beijo pra minha esposa que compartilha comigo a sensação de estar entre amigos enquanto escutamos as vossas vozes… Não vou esquecer de colocar o nome dela aqui, né? É Iara Freitas Lopes e ambos somos professores do Departamento de Ciências Naturais na Universidade Federal de São João del Rei/MG. (é, eu nasci pra ser feliz, não para morar em São Paulo… rs)

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