Afinal, por que Xadrez Verbal?

Hoje, o blog comemora uma semana de vida. Somados Facebook e WordPress, soma mais de cem seguidores. Claro que vários desses são amigos do blogueiro, interessados mais em apoiar e incentivar do que em ler as bobagens postadas aqui. O blog soma mais de mil visualizações. Claro, é um número pequeno, especialmente comparado aos blogs consolidados, baseados em grandes portais. Mas, é também um bom número. Para espanto do blogueiro, visualizações até de curiosos na Armênia e Romênia.

O blog surgiu após a sugestão e incentivo de amigos do blogueiro. Mas, e o nome do blog? Pensa aqui, conversa ali, pede a opinião. “Mas precisa ter xadrez no nome?”. “Não, esse não tá legal, pensa em outro”. E, numa conversa com o amigo de longa data Rodrigo Oliveira, surge o nome Xadrez Verbal. Mas, qual a explicação?

Primeiro, o xadrez é um confronto lógico, de raciocínio. Emula um campo de batalha, uma disputa, mas subtrai a força física, a truculência. Uma figura de linguagem apropriada para um bom debate, restrito ao campo das ideias. Para não confundir com um blog sobre o esporte, o “verbal” deixa claro que é uma troca de ideias, um xadrez com palavras.

Segundo, gosto bastante de xadrez. Além disso, é uma das melhores lembranças que tenho de meu pai, me ensinando a jogar, as regras, a pensar nas consequências antes dos movimentos. Guardo com muito cuidado o tabuleiro de madeira talhada que era dele e que já deve ter uns 35 anos de idade.

Terceiro, e aí a foto de abertura do blog entrega, o filme O Sétimo Selo é dos filmes que ficou gravado na minha memória, me influenciou (e influencia, cada vez que assisto) bastante, certamente contribuiu para moldar minha personalidade. E xadrez é uma parte essencial do filme e de suas metáforas. Mas não vou falar muito sobre o filme. Será tema de um post futuro.

Então, obrigado a todos que leem, debatem, discordam, divulgam e incentivam esse espaço que está começando. Onde isso aqui vai dar, não sei. Mas que estou aprendendo e gostando da brincadeira, estou. O post de hoje pode não ter sido analítico, mas pode contribuir para entenderem melhor esse espaço, esse blogueiro.

Agora, que tal curtir a página no Facebook, link ali embaixo? Ou, se já curte, compartilhar no seu mural?

Um abraço a todos e muito obrigado.

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5 Comentários

  • Eis um jogo desafiador, mas que infelizmente este que vos escreve não sabe jogar!

  • “Valho-me, pois, da oportunidade para proclamar que a grande força de reflexão é muito mais ativa e proveitosamente explorada pelo modesto jogo de damas que por toda a laboriosa futilidade do xadrez. Neste ultimo, onde as peças são dotadas de movimentos diversos e estranhos, e representam valores diversos e variados, a complexidade é considerada – erro muito comum – profundidade. A atenção é poderosamente posta em jogo. Se se descuida um pouco, comentemos um erro, donde resulta uma perda ou uma derrota. Sendo os movimentos possíveis naos somente variados, senão também desiguais em força, as possibilidades de semelhante erros multiplicam-se bastante; e, sem nove casos de dez, é o jogador mais atento que ganha e não o mais hábil. No jogo de damas, pelo contrário, em que o movimento é simples nas espécie e sofre tão-só poucas variações, as probabilidades de inadvertência são muito menores, e, não estando a atenção nem absoluta nem inteiramente concentrada, todas as vantagens obtidas por cada um dos jogadores se devem exclusivamente a uma perspicácia superior.
    Para deixarmos tais abstrações, suponhamos um jogo de damas em que a totalidade de peças fique reduzida a quatro damas, e em que naturalmente não há possibilidades de esperar tolices. É evidente que aí a vitória só pode ser decidida – sendo as dias partes absolutamente iguais – por uma tática hábil, resultando de um poderoso esforço da inteligência. Privado dos recursos comuns, o analista entra no espirito adversário, identifica-se com ele, e muitas vezes descobre, de um só relance de olhar, o único meio – um meio qualquer absurdamente simples – de o atrair a um erro ou de o precipitar num cálculo falso”.

    Do livro Assassinatos na Rua Morgue, de Poe. NO fundo, é só uma maneira de afagar minha própria vaidade, afinal não jogo xadrez, mas me considero um competente damista.

    Do seu amigo, e a partir de agora fiel leitor, ficam os parabéns pelo blog!

    Luis

  • Pingback: Xadrez Dominical (7) | Xadrez Verbal

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