Fronteiras Invisíveis do Futebol #104 – História de Cabo Verde
Cabo Verde foi uma das sensações da Copa do Mundo 2026 e vamos te contar tudo o que você precisa saber sobre a História desse país insular lusófono do meio do Atlântico! Que Vozinha nos proteja!
Tudo com muita leveza, cultura e informação, além da trajetória do esporte no país e a coluna O Livro, com nosso amigo Ubiratan Leal. Compartilhe e divulgue nosso retorno!
A temporada 2026 do Fronteiras Invisíveis do Futebol, o podcast de História que você ama, é um oferecimento exclusivo @petlovebrasil!
Use o cupom XADREZVERBAL50 para ter 50% de desconto no primeiro mês do plano de saúde do seu pet na Petlove!
*Exceto Plano Leve. Promoção por tempo limitado, cupom válido até 31/07/2026. Não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.

Referências no programa
Em breve
Assine um dos feeds do Fronteiras Invisíveis do Futebol e não perca nenhum programa: feed RSS; feed do iTunes; feed Player.FM; feed Deezer; feed Pocketcast; feed PodcastAddict
Caso tenha gostado, que tal compartilhar o link ou seguir o blog?
Assine as atualizações por email do blog, na barra lateral direita (sem spam!)

Pingback: Fronteiras Invisíveis do Futebol #104 – História de Cabo Verde - Portuguese.HCNTimes.com
Como cabo-verdiano, gostei imenso do episódio e já o partilhei com amigos cabo-verdianos, portugueses e brasileiros. No entanto, há um pormenor que soa estranho para nós: o correto não é dizer “do Cabo Verde”, mas simplesmente “Cabo Verde”. Como somos um arquipélago, o nome fica neutro e não utilizamos o artigo definido “o” para nos referirmos ao país. Dizemos apenas Cabo Verde ou em Cabo Verde, já que o nome não é feminino nem masculino, mas neutro.
Sobre os animais, a tartaruga e o tubarão são espécies comuns por aqui. Aliás, “sarda” é como chamamos os tubarões bebés.
No desporto, Edy Tavares é o basquetebolista mais famoso de Cabo Verde, pois joga no Real Madrid. Além disso, a seleção feminina de Cabo Verde vai participar no CAN deste ano, no Marrocos.
Nos últimos anos, os campeões nacionais de futebol foram: Académica do Mindelo, em 2022; Palmeira, em 2023; Boavista da Praia, em 2024; e Palmeira novamente, em 2025 e 2026.
Curiosamente, há mais cabo-verdianos nos Estados Unidos do que em Cabo Verde, segundo o artigo disponível em https://arazao.org/caboverdianos-na-america/.
Uma correção importante: os cabo-verdianos nunca foram escravizados. O que acontecia, em certos contextos coloniais, é que alguns cabo-verdianos serviam como capatazes em Angola e na Guiné-Bissau, o que gerou alguma animosidade por parte das populações locais.
Na história do arquipélago, destaca-se a destruição completa da Cidade Velha pelo pirata Jacques Cassard. A cidade que existe hoje é uma réplica da antiga, conforme relatado em https://www.dn.pt/arquivo/diario-de-noticias/pirata-jacques-cassard-regressa-a-cabo-verde-em-junho-para-recriacao-historica-10749366.html.
Sobre a literatura, há um romance muito conhecido em Cabo Verde que retrata a fome de 1940: *Chiquinho*, de Baltazar Lopes da Silva (https://pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinho_(romance)).
Devido a migrações forçadas, a minha avó e um tio meu nasceram em Angola.
Em 1982, durante a Guerra das Malvinas entre a Argentina e o Reino Unido, Cabo Verde recusou autorizar o uso do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, pelas forças britânicas. Essa decisão foi interpretada como um gesto diplomático de apoio à posição argentina e como uma afirmação da independência política cabo-verdiana, conforme mencionado em https://www.canal26.com/historia/2026/07/03/cabo-verde-y-el-gesto-poco-recordado-que-desafio-al-reino-unido-durante-la-guerra-de-malvinas/.
Por fim, há relatos de que um membro do partido que matou Amílcar Cabral terá tido envolvimento no seu assassínio. Recomendo a leitura deste artigo para mais detalhes: https://guerracolonial.pt/1973-perder-a-guerra-e-as-ilusoes/assassinio-de-amilcar-cabral-a-interrogacao-persistente/.
Enfim, continuem com esse belissimo trabalho e estou sentindo bastante contente por que como ouvinte desde 2021 nunca passou pela minha cabeça vocês fazerem um episódio sobre meu país. Um grande abraço.
Excelente programa como sempre. Sou entusiasta do esporte lusófono desde que acompanhei os jogos da lusofonia de 2006. Aguardando os episódios sobre Macau e Timor-Leste (da inesquecível goleada sofrida por 76-0 no futsal contra o Brasil)! Curtindo muito essa temporada e achei uma excelente adição o bloco dos mascotes!
Um comentário sobre o Botafogo de São Filipe (grafia correta), e ao pesquisar, vi que o novo escudo do clube não é mais uma versão do Botafogo carioca e sim do Botafogo de Ribeirão Preto, só que com amarelo no lugar do vermelho, e alguns elementos adicionais como uma chuteira em cima de um vulcão (?).
Obrigado pela temporada e Abraços!