Fronteiras Invisíveis do Futebol #107 – História de Okinawa
Com a companhia de Ubiratan Leal vamos até a ilha de Okinawa, a maior das ilhas Ryukyu. Ou, melhor, vamos até Uchinā, de onde vieram famílias uchinaanchu para o Brasil! Contamos a História das ilhas, da imigração, da cultura e também um pouco de esporte!
Tudo com muita leveza, cultura e informação, além da trajetória do esporte no país e, dessa vez, a coluna O Livro recebe nosso amigo Ivo Lopes Yonamine. Compartilhe e divulgue nosso retorno!
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Referências no programa
Em breve
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Olá meus queridos! Ouvi com muita delícia o Filipe falar sobre Rapa Nui…em 2005 li as paginas amarelas, se não me engano da Times, falando sobre o último livro do biólogo Jared Diamond sobre “O colapso das civilizações”, onde ele aborda várias civilizações que colapsaram: os anasazi, maias, os “vikings” (entre aspas por razões óvias, porque não foi uma civilização, mas enfim…), Rapa Nui, entre outras, e uma que não colapsou – o Japão. Assim que foi lançado no Brasil, comprei e li avidamente…do mesmo modo que logo que o Filipe deu a notícia, interrompi, busquei a reportagem e li!
Considero o Jared Diamond um biólogo-repórter. Seu livro mais famoso, se não me engano, é “Armas, Germes e Aço”. O Colapso está esgotado nas livrarias, mas se pode baixar de graça.
Enfim, meu profundo agradecimento por trazer este contra-ponto! Adoro o Xadrez Verbal porque me ajuda a pensar!
Beijos e meus profndos respeitos ao trabalho de vocês…ah, e também aos outros podcasts que vem “acolherados” (palavra utilizada na campanha do RS…vamos ver se o Matias conhece esta!): Nunca vi um cientista, Petit Jornal, Pirulla, os Três elementos e outros!
Aliás, também por influência de vocês, comecei a aprender Mandarim na Academia Guhan e por isso agora estou aprendendo não somente o idioma, mas a história da China.
Gracias por tudo!
Karin Potter
Mais uma vez, parabéns pelo conteúdo! Excelente como sempre. Senti falta da referência a brasileiros de ascendência uchinachu. Dois deles importantes para o futebol japonês. O primeiro é George Yonashiro, ídolo no clube de futebol de Tóquio, quando ainda era amador. Não me recordo o nome do time, mas atualmente é o Tokyo Verdi. George Yonashiro chegou a defender a seleção japonesa e ser treinador do FC Ryukyu. Lembro também do Marcus Tulio Tanaka, que disputou a Copa de 2010 pelo Japão. Se não tem jogador nascido em Okinawa que disputou Copa do Mundo, tem jogador nascido no Brasil, de ascendência uchinachu, que já jogou. E, na parte mais anedótica, temos o Sergio Echigo, que ensinou o drible elástico para o Rivelino.
Olá, Filipe, Matias e Ubiratan!
Sobre o senhor Miyagi, não foi inspirado em uma pessoa real, mas provavelmente ele foi uma homenagem a Chojun Miyagi, que é criador do estilo Goju Ryu; inclusive o estilo de lutar do Daniel se assemelha a esse estilo que não é tão imponente quanto o Shotokan, que é mais conhecido. Além disso, sobre a ligação com a China, em Karate Kid Lendas temos a ligação do Kung Fu na franquia, que pode ser uma referência ao que alguns acreditam que o Kung Fu ter contribuído para o desenvolvimento do karate em Okinawa.
Por fim, sobre as sacerdotisas Yuta, uma possível referência está no mangá/anime Jujutsu Kaisen, sendo o primeiro protagonista Yuta Okkotsu, que se torna muito relevante com o passar do mangá/anime, mesmo não sendo mais o principal.
Parabéns, ótimo episódio como sempre!!
Eu moro no Japão e a origem da minha família também é de Okinawa. Apesar de nunca ter visitado Okinawa, sempre tento ir aos jogos dos times de lá quando estão por aqui. Com isso já vi alguns jogos do FC Ryukyu, Okinawa SV e até do Ryukyu Deigos, que é um time dedicado somente ao futebol feminino.
Espero não me alongar muito e nem encher vocês de informações vazias, mas acho que posso contribuir com algumas curiosidades.
O Bira falou do shisa e ele está presente no escudo FC Ryukyu. Anteriormente, ambos apareciam no escudo, a fêmea de boca fechada na esquerda e o macho do lado direito e com a boca aberta, seguindo o padrão das estátuas na entrada das casas. Em 2025, o Ryukyu atualizou/modernizou o escudo e agora somente com um shisa. O detalhe é que o Ryukyu criou dois escudos, um para o masculino (com o shisa de boca aberta) e outro para o feminino (shisa fêmea com a boca fechada). São escudos bem parecidos e pra quem não sabe, esse detalhe pode passar batido. Apesar de achar o escudo anterior muito bonito, também gosto do atual e acho que esse detalhe de dois escudos o torna especial.
Apesar do shisa no escudo, o mascote do Ryukyu é um tubarão-baleia chamado Jinbe-nho. Mas antes do time chegar na J-League, o mascote do Ryukyu era o Gushiken-kun, uma homenagem ao boxeador Yoko Gushiken, nascido em Okinawa. Já ouvi falar que Yoko Gushiken inspirou o personagem Mr. Satan, da saga Dragon Ball. Não sei se é verdade, mas eles são muito parecidos e até por isso, o antigo mascote do Ryukyu era muito carismático.
E sobre o Okinawa SV… tive o privilégio de ver um jogo com o Naohiro Takahara começando a partida de treinador e terminando ajudando o time no campo. No ano seguinte, Takahara já estava aposentado, mas tinha uma barraquinha no estádio e estava vendendo café. Nessa partida, o Okinawa presenteou todos os torcedores com um pacote de kokuto, um doce de açúcar mascavo, que lembra um pouco a nossa rapadura e é típico de Okinawa.
Quem for aos jogos do Okinawa, muito provavelmente vai esbarrar com o Isamu Kato, que é um japonês torcedor do Boca Juniors, por causa do Takahara. Ele sempre leva faixas em espanhol e adaptou alguns cantos argentinos para o Okinawa SV. Atualmente ele tem um loja de empanadas em Kyoto. Figuraça!
Desculpa pela mensagem enorme. Acompanho o Fronteiras Invisíveis desde o começo, assim como o Xadrez Verbal e sou um grande admirador do trabalho de vocês. Vida longa!
Olá, Filipe e Matias!
Mais um excelente programa! Sou ouvinte do XV desde 2018, e comecei a ouvir o Fronteiras durante a pandemia. Tem sido ótimo aprender a história de vários países e regiões que não tive muitas oportunidades de conhecer (inclusive, me ajuda a compreender melhor alguns programas do História FM, do Icles Rodrigues), mas nunca imaginei que teríamos um episódio exclusivamente sobre Okinawa!
Assim como vários outros ouvintes, eu também sou descente de uchinaanchus e desde que vocês comentaram que haveria há alguns meses atrás, estive esperando ansiosamente. Fiquei mais contente ainda ao ouvir o nome da Vila Carrão, bairro em que nasci, cresci e morei até os 14 anos (moro no Japão desde então – não em Okinawa, infelizmente). Meu avô foi um dos fundadores da Associação Okinawa de Vila Carrão, que teve a primeira sede praticamente no quintal da casa dele. Tenho muitas memórias queridas tanto da AOVC assim como do ACREC (Associação Cultural Recreativa e Esportiva Carrão), onde sempre tem vários eventos, festas, bazares, aulas de japonês, taiko, dança havaiana, apresentações, etc.
A comunidade de okinawanos realmente é grande e unida, seja em São Paulo, Havaí, ou no distrito de Tsurumi (aka Little Okinawa) em Yokohama, que além de ter muitos uchinaanchus, tem muitos brasileiros e brasileiros uchinaanchus também.
Eu achei que o programa terminaria com a música Shimauta, Shimanchu nu Takara, ou então talvez com alguma da Amuro Namie, uma das maiores cantoras do J-Pop que é o orgulho da terrinha. Novamente fiquei surpresa e muito feliz ao ouvir Mongol800.
Esse com certeza se tornou um dos meus programas favoritos, dos meus podcasters favoritos!