Sobre Marine Le Pen e o Reunião Nacional como extrema-direita

Este texto foi originalmente publicado como uma thread no Twitter/X e é reproduzido aqui para facilitar o acesso aos que não possuem perfil naquela rede social.

Por duas vezes no maior canal de notícias do Brasil, comentaristas negaram que a francesa Marine Le Pen e o RN seriam de extrema-direita e questionaram quem diz isso.

Esses comentaristas estão errados.

Os principais pontos dos comentários dessas pessoas são que Le Pen e o RN não seriam mais de extrema-direita, e que repetir isso seria “inércia intelectual”, e que é necessário “debater os méritos” e evitar “um atalho” que seria a classificação como extrema-direita.

O primeiro argumento pela classificação como extrema-direita é o formal.

Em setembro de 2023, o Ministério do Interior classificou o RN como extrema-direita para as eleições para o Senado. O partido não gostou e entrou com uma ação contra essa classificação. O Conselho de Estado, criado em 1799 que é consultor jurídico do Executivo e suprema corte administrativa, rejeitou a queixa e afirmou que não há abuso de poder do ministério ou violação de princípios na classificação.

Segundo argumento, o conceitual.

Aqui, vamos usar três autores. Primeiro, a Far-Right Politics in Europe, publicada pela Harvard University Press, do politólogo Jean-Yves Camus e do historiador Nicolas Lebourg, ambos franceses, publicada em 2017. Dá pra achar “por aí”. A obra é centrada especialmente no caso francês e do partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen. Quando o livro aborda questões latino-americanas, inclusive, deixa um pouco a desejar, mas, de resto, é considerada um novo manual sobre o fenômeno europeu corrente.

Outro autor utilizado é o politólogo neerlandês Cas Mudde, autor de The ideology of the extreme right, da Manchester University Press, publicado em 2002.

Lembrando que nenhum fenômeno político ou ideológico é monolítico e que existem particularidades regionais, mas podemos falar em elementos em comum dentro de uma categoria. Em linhas gerais, então, quais as características da extrema-direita, segundo essas fontes citadas?

Primeiro, a defesa de uma sociedade nacionalista em bases étnicas. Isso pode se manifestar como racismo, nativismo, nacionalismo, xenofobia ou na rejeição do etnopluralismo e do universalismo.

Temos também uma perspectiva tradicionalista de sociedade e de valores, habitualmente colocada como algo que supostamente está sendo perdido. A sociedade, então, precisa ser salva da decadência por esse movimento que consegue enxergar “a verdade” das coisas, em uma missão redentora ou messiânica.

Essa perspectiva tradicionalista de valores normalmente se manifesta em questões como a suposta perda de referências do passado, aspectos religiosos, linguísticos ou modelos tradicionais de família, além de uma cosmovisão centrada em guerra cultural ou de embate civilizacional.

Na política, existem os traços individualistas, como culto à personalidade, o discurso que rejeita um suposto establishment político e a mobilização populista do eleitorado e dos temas nacionais. Finalmente, na economia, uma mistura da defesa das forças do mercado com também a defesa do nacional. A defesa das forças do mercado, inclusive, é expressa como uma forma de “darwinismo social”, a ideia de que o indivíduo bem sucedido economicamente é um indício ou critério de superioridade, enquanto o malsucedido é fracassado como indivíduo.

Marine Le Pen e o RN se encaixam na maioria desses conceitos. Entre aspas são declarações dela durante as eleições presidenciais.

– Uma sociedade etnonacionalista, em que existem “franceses de verdade” e o combate ao “globalismo” (“Agora, a linha divisória não é entre esquerda e direita, mas entre globalistas e patriotas”).

– Uma perspectiva tradicionalista em que a “essência da França” está se perdendo em um “choque cultural” devido à imigração (“A religião imigracionista é um insulto aos seres humanos, cuja integridade está sempre ligada a uma comunidade nacional, uma língua, uma cultura”; “A cada minuto, a cada instante, da Bretanha à Córsega, os franceses olham ao seu redor e se perguntam: Onde estou?”).

O tradicionalismo inclui a negação ou revisão dos crimes do passado. Le Pen já relativizou a responsabilidade francesa pelo Holocausto e pelos crimes na Argélia (“Eu acho que a França não é responsável pelo Vél’d’Hiv’. Eu acho que, falando de modo geral. Além disso, se há responsáveis, são aqueles que estavam no poder na época, não é a França. A França tem sido maltratada na mente das pessoas há anos. Na realidade, nós ensinamos aos nossos filhos que eles têm todos os motivos para criticá-la para ver apenas talvez os aspectos históricos mais sombrios. Então eu quero que eles tenham orgulho de ser franceses novamente”.

– A rejeição ao suposto “establishment” tanto francês quanto europeu (“Em qualquer caso, a França será liderada por uma mulher: serei eu ou Madame Merkel”).

– A mobilização populista que se projeta como suposta outsider (“Contra a direita do dinheiro e a esquerda do dinheiro, eu sou a candidata da França do povo!”).

– Na economia, uma defesa mista do “mercado” e das forças nacionais, embora quase todos os partidos franceses sejam protecionistas, bom dizer (“O livre comércio mata o planeta”).

Todas essas associações que eu, Filipe, apontei, podem ser facilmente verificadas.

O terceiro argumento é o temporal.

Algumas pessoas afirmam que declarações assim são suposta coisa do passado (embora tenham duas aí dos debates de 2022), e que, hoje, Le Pen não é mais “extrema”.

O livro francês que citei e este artigo já apontavam para o “rebranding” de Le Pen em busca de uma imagem mais palatável. Imagem, embora a substância seja a mesma.

No programa de governo de Bardella, em 2024, podem ser vistas a defesa de um decreto emergencial para criminalizar imigrantes, expulsão de pessoas e dificultar o direito a reunião de família, um direito humano básico. Também pode ser vista a defesa da diminuição de poderes de prefeitos em questões migratórias e de segurança, além de pautas nacionalistas em temas militares e europeus, como fronteiras. Temas ligados à identidade racial também estão presentes no documento, além da “economia nacional” e do populismo. Tudo aí em documento de 2024.

Dizer que Le Pen e o RN “rejeitam o antissemitismo” é pueril. Bardella, o candidato a premiê do partido, promete maior escrutínio à pessoas com dupla nacionalidade, que poderiam perder a nacionalidade francesa. Claro que ele mira nos franco-argelinos, franco-marroquinos e demais, mas franco-israelenses também estariam na mira.

Dizer que Le Pen e o RN respeitam a democracia ou os Direitos Humanos também é pueril, quando, dias atrás, Le Pen defende em entrevista basicamente uma hierarquização das pessoas na França.

Como Camus e Lebourg apontam, uma característica particular dos simpatizantes da extrema-direita é a rejeição do termo. Conservadores, liberais, socialistas e comunistas não costumam ter pudores em reivindicar para si esses termos. As saídas são ou a falsificação histórica, com absurdos como a tentativa de categorizar o nazismo como um movimento político à esquerda do espectro ideológico, ou a criação de novos rótulos, como o termo “Alt Right”, e se repaginando, abordagem que Le Pen adotou.

Em suma, Le Pen e o RN são de extrema-direita. Dizer o contrário é negar a realidade, é comprar de forma inocente ou cúmplice uma repaginação de imagem eleitoreira. Como sempre, eu, Filipe, agradeço a confiança nos meus dez anos de trabalho e peço que compartilhe o fio.

***

Aqui publico a thread complementar sobre o mesmo assunto publicada no Twitter/X e é reproduzido aqui para facilitar o acesso aos que não possuem perfil naquela rede social.

Retomo o debate de ontem sobre Marine Le Pen, dialogando com comentários feitos por pessoas por quem tenho respeito profissional e boas relações.

E explicar o motivo de manter Le Pen na extrema-direita.

Primeiro, se você caiu aqui, esta trhead é uma continuação da publicada ontem.

A thread está no site do Xadrez Verbal e uma nova thread ajuda a catalogar e organizar a argumentação.

Vou dialogar com as threads de David Magalhães, João Paulo Charleaux e Carlos Gustavo Poggio. Ao fim vou linkar as threads deles, para que todos leiam.

Repito, é diálogo, não treta.

O primeiro ponto é o da tradução, que tanto “far right” quanto “extreme right” seriam traduzidos de forma errônea como a mesma coisa, “extrema direita”, e que o correto seria ultradireita, classificação guarda-chuva que incluiria Le Pen e o RN, mas como um fenômeno diferente da extrema-direita.

A discussão sobre tradução é extremamente pertinente e eu não tenho bagagem ou capacidade de me inserir nela.

Quem quiser discordar da classificação do RN como extrema-direita baseado nessa questão tem méritos e esse direito, embora não seja o caso de ao menos um dos comentaristas da Globonews, que disse que a RN “já foi” de extrema-direita.

Pontuo que, fora das traduções em inglês, no idioma francês, o termo utilizado é “Extrême-droite”, “extrema-direita”, como no documento do Conselho de Estado, na mídia e em um dos livros em que me baseio.

O segundo ponto é que eu, Filipe, também levanto questões sobre a eventual necessidade de diferenciar entre “ultradireita” e “extrema-direita”.

Claro que, se eu realmente quiser derrubar essa classificação, eu que entre num programa de pós e faça uma tese sobre isso.

Não estou dizendo que ela não tem serventia, estou apenas debatendo. Lembro inclusive que não sou politólogo, sou de História, e cada área tem suas particularidades. E eu desconheço e não tenho capacidade em particularidades da área de intelectuais como Mudde.

Elaborar classificações diferentes serviria, nesse caso, supostamente para frisar as nuances. Diferenciar Le Pen e o RN de uma milícia como os Proud Boys, por exemplo.

Colocar ambos na mesma classificação de extrema-direita não elimina as nuances e os recortes, sempre necessários.

Não existem monolitos ou homogeneidades em nenhum fenômeno político.

Falar de fascismos do entreguerras não implica dizer que o Franquismo, que o fascismo italiano, que o nazismo, que os chetniks, que a Guarda de Ferro, que todos esses movimentos eram as mesmas coisas, mas que tinham características e um contexto histórico em comum.

Le Pen, o Vox, o Alternativa para a Alemanha, o Trumpismo, etc, tem diferenças e nuances? Sem dúvidas. Também tem características e um contexto histórico em comum.

A suposta necessidade de criar categorias diferentes pode (friso, pode) acabar servindo ao propósito de gerar eufemismos, como “Alt-Right”, para coisas que, na essência, são movimentos similares.

De qualquer maneira, segundo essa visão, Le Pen e o RN seriam ultradireita.

Sigo. Falei da tradução, falei da diferença válida de conceitos e agora mantenho que, mesmo nessa diferenciação de ultradireita e extrema direita, Le Pen e o RN podem ainda serem categorizados como extrema-direita.

João Paulo Charleaux escreve “Para ser de extrema direita tem de ser três coisas autoritário, nativista e populista”.

Que Le Pen e o RN são nativistas e populistas, já está estabelecido. Le Pen não seria extrema, então, por suspostamente defender a democracia e as instituições.

Só que ela não faz isso.

Ela ataca a instituição do Judiciário, acusando-o de ser político, tal como outros líderes, embora use do mesmo judiciário para atacar a imprensa. Ela também ataca a mesma imprensa.

“Oras, mas Filipe, isso quer dizer que ela é iliberal, não que ela não respeite o procedimento democrático”.

O programa de governo do RN elenca uma série de medidas a serem tomadas por decreto ou por decisões emergenciais. Ao arrepio da Constituição, no que foi classificado como “golpe de Estado constitucional”.

Então nem os procedimentos formais são respeitados por ela e por seu partido. Por escrito, apenas dois anos atrás.

E, vou repetir da outra thread, a coluna vertebral de seu programa é uma proposta de hierarquizar as pessoas, criar cidadãos de segunda classe, algo que não é apenas iliberal, é corroer a democracia por dentro com o cometimento de uma série de violação de Direitos Humanos.

“Mas Filipe, ela defende o casamento LGBT, por exemplo”.

Aí entramos no último ponto Desde a expulsão de Le Pen pai do partido, a antiga Frente Nacional adotou a “des-demonização”, uma série de medidas para tornar o partido mais palatável.

A defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo é por princípios ou por manobra similar ao da AfD, que abraçou o casamento de pessoas do mesmo sexo para fazer contraste ao Islã e aos “imigrantes muçulmanos”?

Inclusive, lembro que a maioria dos “imigrantes” que Le Pen odeia são pessoas com nacionalidade francesa, não imigrantes. Atacar a definição de quem é cidadão não pode ser outra coisa que não um ataque direto a democracia.

Voltando, alguns podem acreditar que essa manobra de des-demonização é sincera e realmente uma concessão em direção ao centro.

Outros podem interpretar como mera jogada eleitoreira e “lobo em pele de cordeiro”. É o caso das minhas análises.

A des-demonização também tem a ver com disputas internas ao partido, como o afastamento dos católicos fervorosos.

Esse fenômeno está ligado à fundação do Reconquista, o partido que serve de linha auxiliar ao RN.

É claro que, nesse momento, não se pode dizer que Le Pen ataca as instituições no mesmo nível de Trump ou de Orbán, pois ela não ocupou o poder, mas a carta de governo cheia de decretos e perseguições está aí.

Agradeço pelo debate e recomendo que acompanhem esses três, apesar do David ser corintiano.

Em suma, mantenho que Le Pen e o RN são de extrema-direita e que muitas pessoas compram, de forma inocente ou cúmplice uma repaginação de imagem eleitoreira.

Como sempre, eu, Filipe, agradeço a confiança nos meus dez anos de trabalho e peço que compartilhe o fio.

7 Comentários

  • MARCOS AURELIO REIS
    Avatar de MARCOS AURELIO REIS

    O que seria extrema esquerda? Obrigado

    • Avatar de Dan

      Um erro de comunicação. Extremo é um ‘aumentativo’, dentro do contexto de como se define um termo.
      Extrema-direita faz sentido por que se implica dentro do que se define como direita, maneiras mais intensas de mecanismos de organização pró-capital (e consequentemente menor social, os recursos são limitados). Dentro dessa comunicação limitada (dicotomia direita-esquerda), extrema-esquerda então apontaria para dentro do espectro politico daquela nação, maiores preocupações sociais, o que recai em politicas públicas para isso (lembrando, essas tentativas de universalização se exaurem rápido, tudo depende do seu contexto historico e regional atual). PORÉM, isso não costuma fazer sentido. O sistema *é* capitalista, então mecanismos de maior atuação pró-capital, são extremar o uso do sistema pra isso (logo, extrema direita! Faz sentido o termo). Isso já não faz sentido para ‘extrema-esquerda’. Os movimentos de esquerda mais distantes do centro não propoem mecanismos de re-controle ou “adestramento” do capital, mas sim a sua superação por outro modelo (substituição). Ou seja, a esquerda mais a esquerda não é extrema, mas sim, *radical*. A etimologia da palavra radical significa ‘ir para a raiz/origem’. Ou seja, a esquerda de maior… “intensidade”, busca mecanismos de reorganização da produção (em sí), e das formas de produção (quem produz o que e para quem, de maneira não rigosora – e para quem fica o lucro – infraestrutura->superestrutura). Então não faz sentido o uso do termo ‘extrema-esquerda’, fora de ser uma ferramenta comunicativa. O termo mais correto é esquerda-radical (se propoe a alterar na base o sistema economico… os famosos fantasmas comunistas uiii kkkkk). O “outro lado” porém deseja implementar maior aprofundamento do sistema pró capital, então cabe o uso do extrema-direita. 😀 (porém no texto só foi usado extrema-direita, o que é correto)

      • Avatar de Fawzi

        Resumindo, você não sabe definir extrema-esquerda. E por isso ela não existe? O sistema capitalista em nada está relacionado à esquerda? Extremo, na definição do espectro político, é posicional. Não é aumentativo. A posição de extrema direita no espectro político não faz sentido se não existir a extrema esquerda. É possivel que nao exista representacao na extrema esquerda, o que sabemos que é improvável. Onde está a fronteira entre a direita e a extrema direita? Você sabe o que é a diferença entre direita ou esquerda e centro (direita ou esquerda)? Acho que você não sabe nada ou, se sabe, não se dignou a dar uma resposta razoável. Fica claro que, tanto a sua resposta quanto o artigo propõem rotular o contraponto de forma pejorativa, ao invés de explicar, de forma criteriosa, a razão de cada um ser rotulado da forma que é. Leio esses artigos com a intenção de aprender. E, normalmente, a lição que fica é que a narrativa e o texto panfletario são mais importante que a verdade e a racionalidade.

  • Avatar de Igor Coura de Mendonça

    Caro Filipe,

    Tomara que você faça isso mais vezes! Postagens do blog chegam direto no meu e-mail, e não acesso mais o Xwitter.

    Obrigado!

  • Chauke Stephan Filho
    Avatar de Chauke Stephan Filho

    Você é nojento demais, Filipe. O nome deste seu saite devia ser “Socialismo Verbal”. Mas li com interesse o seu texto. As palavras da camarada Marine Le Pen me deixaram emocionado. Fiquei até arrepiado.

    Você fala em “Holocausto”. Que “Holocausto”, cara? Você ainda acredita nessa patranha? Um holocausto de verdade está ocorrendo em Gaza.

    Filhinho, Universidade de Manchester, Universidade de Harward? Conselho de Estado e Ministério do Interior da França? Essas são as suas fontes?! Pelo amor de Deus! Quem dita o que se escreve nessas agências de desinformação são os sionistas, os judeus que trucidam crianças na Palestina ocupada e são censores politicamente corretos no resto do mundo.

    Macron se deu bem no segundo turno, graças à “esquerda”. Você está contente? Os banqueiros estão. E eles agradecem a colaboração de toda a fauna progressista que, mais do que para o atraso, contribui para o caos e a desumanização da sociedade.

    Você defende a imigração livre. Você é louco? Então acha que George Soros tem o direito de transformar o Brasil num imenso Haiti? Acha que ele pode africanizar e islamizar a Europa? Darcy Ribeiro queria o Brasil como nova Roma, o poeta pensou o Brasil como um “imenso Portugal”, só os loucos podem desejar o caos social, a sociedade atomística, o cada-um-por-si de povos sem pátria, sem lar nacional e, pois, controle sobre quem pode ou não pode entrar na própria casa. Ou não é o Brasil a nossa casa?Será a Amazônia a casa de Macron?

    Como liberal progressista, Filipe, você é só um cantor ideológico da correção política e, pois, da censura. Corra, Filipe, corra qual gazela saltitante para o Ministério Público. Condene, Filipe, condene a liberdade de expressão, combata o discurso de ódio, as ameaças à democracia de Xandão e Roberto Barroso.

    Mas saiba de uma coisa: que quando a censura cala os homens, as armas devem falar. Cedo ou tarde, no Brasil, as armas quebrarão o silêncio da censura. E, então, também despedaçada, estará a ditadura da toga.

  • Avatar de João Mano

    Filipe, obrigado por postar no Blog, não tenho mais Twitter e fiquei muito feliz em receber a notificação do texto por email. Infelizmente a Globo News tem na maioria dos seus comentaristas pessoas sem o mínimo compromisso com conceitos e rigidez metodológica, apenas achismos e senso comum. Muito importante mais uma aula que você traz para nós!

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