Xadrez Verbal Podcast #177 – Eleições na Estônia, EUA e América Latina

Voltamos ao Velho Mundo! Passeamos pela Europa, começando pela Estônia, onde os cidadãos elegeram a oposição como maior bancada do Parlamento. Embora Kaja Kallas tenha tudo para se tornar a primeira mulher Premiê do país, ela ainda precisa formar uma coalizão. Aproveitamos e passamos por notícias sobre antissemitismo, a França, a Santa Sé, o acordo nuclear com o Irã, dentre outros.

Claro que voltamos para a Venezuela, onde Guaidó e Maduro continuam sua queda de braço, agora convocando protestos para o mesmo dia, amanhã! Passamos pela América Latina e pelo Brasil, com tweets bizarros e anúncios de viagens ao exterior. Passamos pelos EUA, com notícias de sua política externa e de sua política interna. Além disso tudo nós giramos pelo mundo, a semana na História, economia com a professora Vivian Almeida, peões da semana e dicas culturais fecham mais o podcast do Xadrez Verbal gravado no Dia Internacional da Mulher!

Você nem sempre tem tempo, mas precisa entender o que acontece no Mundo, ainda mais porque o planeta está uma zona. Toda semana, Matias Pinto e Filipe Figueiredo trazem pra você as principais notícias da política internacional, com análises, críticas, convidados e espaço para debate. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa.

Dicas do Sétimo Selo e links

Site da Editora Contexto

Filme Vice

Filme Estrelas Além do Tempo

Filme Frida

Filme Alien, o oitavo passageiro

Livro ¡Academia, carajo!: Pasión, locura y secretos del título 2001, de Alejandro Wall

Texto da BBC Abhinandan: Indians emulate pilot’s ‘hero moustache’

Canal no Youtube Em Dupla com Consulta

Música de Encerramento Breathe, The Prodigy

Playlist das músicas de encerramento do Xadrez Verbal no Spotify

Canal do Xadrez Verbal no Telegram

Minutagem dos blocos, cortesia dos financiadores do Xadrez Verbal

  • 00:18:23 – Giro de Notícias #1
  • 00:33:25 – Coluna Aberta: Europa
  • 01:01:00 – Efemérides: A Semana na História
  • 01:06:20 – Match: Política Interna e Externa dos EUA
  • 01:30:10 – Xeque: América Latina
  • 02:19:45 – Gambito da Dama: Gêneros e Escolhas
  • 02:34:20 – Giro de Notícias #2
  • 02:44:10 – Peões da Semana
  • 02:45:20 – Sétimo Selo
  • 02:52:30 – Música de Encerramento

Ouça o podcast aqui ou baixe o programa. (clique com o botão direito do mouse e use a opção “Salvar como” para baixar)

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A revista de política internacional do Xadrez Verbal é feita na Central 3, que está no Apoia-se

Filipe Figueiredo é tradutor, estudante, leciona e (ir)responsável pelo Xadrez Verbal. Graduado em História pela Universidade de São Paulo, sem a pretensão de se rotular como historiador. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman.
Como sempre, comentários são bem vindos. Leitor, não esqueça de visitar o canal do XadrezVerbal no Youtube e se inscrever.

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71 Comentários

  • Caros Filipe e Matias,

    Passei o Carnaval arrumando a nova casa depois da mudança e o xadrez verbal me fez companhia durante o processo de: montar moveis, desempacotar, instalar chuveiro, limpar, etc. Deu tempo para colocar em ordem os últimos 4 podcasts. Como o alto-falante do meu celular é fraco e não dá pra ficar com o fone de ouvido enroscando nas caixas e tomadas usei uma gambiarra que vi em algum lugar do Youtube. Coloquei o celular dentro de um caneca grande com a saída de som virada para baixo, a caneca de porcelana amplifica o som e assim dava pra ficar longe e não perder nada do conteúdo.

    Minha esposa (Ana Paula) chegou a pedir para baixar em alguns momentos, pois, estava muito alto e os vizinhos estavam ouvindo também. Aliás, ao ouvir a piada que o Matias fez sobre o perfil da Melania Trump (parece flato) ela comentou “são muito bobos”.

    Ela é artista plástica e trabalha no Museu de Artes Visuais da Unicamp e ficou supressa com a história da treta entre a Itália e Franca pelo legado do Leonardo da Vinci.

    Obrigado me ajudar em momentos caseiros, continuarei ouvindo vcs pela caneca, quem sabe não apresento o Xadrez para mais gente desse jeito. Afinal, copos e canecas sempre foram ótimos para apresentar estranhos.

    um bjo a todos

  • Será que o dia 2 Março de 2020 será feriado em Pio XII? (Cidade da região do Médio Mearim, no Maranhão)

  • Leonardo Felipe Gomes de Andrade

    Mandem um abraço pro meu irmão Rauan Eduardo que nesta quarta-feira completa 9 anos de idade. Dês de quando ele tinha 7 anos eu coloco xadrez verbal pra ele dormir, mas quando chego no quarto ele esta acordado prestando atenção no episódio.

  • Felipe Peters Berchielli

    Filipe e Mathias, abração aos dois, os programas são sempre excelentes, apenas uma correçãozinha na pronúncia do Filipe do termo alemão Hundesteuer, lê-se ixx(sim bem carioca)tóier(com o er suave, quase um a), a próxima vez que voce for na Alemanha vai ficar craque ao falar imposto sobre cachorro, o mesmo vale para a palavra euro, se fala óirro, abraços do seu xará de grafia correta de Braunschweig, Baixa Saxônia.

  • Nem bateu 3 horas =/

  • QUANDO ALGO FALTA… (Título do meu comentário)

    Estava eu ouvindo sobre as eleições na Estônia, quando pausei no minuto 47 e no segundo 42, e pausei porquê? ???
    Resposta: Porque até esse minuto do podcast vcs não se referiram ao sistema digital moderno e avançado de votação on-line que esse país adotou desde 2005.
    Enfim, não sei se vocês discorreram nesse ponto MUITÍSSIMO peculiar em outro episódio ou mesmo no programa Fronteiras, mas deixo aqui a minha indignação contributiva.

    Desde já, ofereço uma abraço ITAQUERENSE (sim,da ZL) a todos que fazem esse “podpapo” acontecer.

  • Olá caro Filipe e caro Matias, felicitar o trabalho incrível de vcs, sou ouvinte bastante antigo desde que o programa tinha seus 50 minutos e consegui mais alguns adeptos ao podcast na minha turma do 3º ano de bacharel em geografia, na UEPG, minha esposa Joice também ouve junto comigo, me sinto até um privilegiado pois eu não precisei usar drama, apelo a emoção pra ela começar a ouvir. Um caso em especial que ocorreu comigo foi uma roda de debate sobre Israel vs Palestina na matéria de geopolítica que tivemos no ano passado, meu grupo defendeu a parte judia e vcs Filipe e Matias foram essenciais na minha argumentação, ganhamos o debate a favor de Israel sou grato por isso, e agora inovei na forma de escutar, escuto viajando pela Europa jogando Euro Truck Simulator 2 hehe, no mais um abraço pra vcs e viva o Operário Ferroviário Esporte Clube que jogará ´serie b esse ano, desculpe meu clubismo, até mais!!!

  • Como assim vocês passaram pelo Brasil e não falaram do presidente autodeclarado José de Abreu?

    Aguardo um comentário futuro sobre esse assunto.

    Ainda assim, esse podcast foi a melhor companhia possível para meu sábado de limpeza de casa, parabéns pelo programa.

  • Bom crepúsculo Filipe e Matias. Sou estudante de economia e gostaria de dar um pitaco no seu comentário sobre a potencias poderem gerar déficits. A questão é quando um governo gasta mais do q arrecada esse gasto é financiado normalmente pela emissão de títulos públicos q estão atrelados a taxa de juros. Se a sua taxa de juros for baixa o custo de gerar esse déficit é menor excluindo aq do meu comentário as diversas outras consequências de aumentar o gasto público. Países emergentes tem dificuldades normalmente para controlar a inflação e elevam sua taxa de juros para conte-la enquanto países desenvolvidos tem uma economia “estável” e com uma taxa de juros relativamente baixa. O custo marginal de um país desenvolvido gerar déficit é menor do q um emergente. Abraços

  • Gustavo de Andrade Maldonado

    Caros Filipe e Matias

    Ouço o podcast desde 2016 e o programa tem me acompanhado nos momentos mais marcantes da minha vida.

    Hoje moro na Irlanda e trabalho cuidando e limpando um hotel centenário no centro de Dublin durante a madrugada.

    Sou extremamente cético. Porém confesso que durante a noite solitária na recepção, ao ouvir barulhos estranhos de madeira estralando e portas batendo, sinto um frio na espinha.

    Para quebrar o silêncio enlouquecedor, coloco as vozes dos senhores para me fazer companhia e, quem sabe talvez, espantar os fantasmas que moram aqui desde a época da união britânica.

    Obrigado por me proporcionarem informação e exorcismo de qualidade.
    Um grande abraço a todos da Central3.

  • Ouvindo os recados do programa anterior, me lembrei da definição de Engenharia Civil: “Um caso particular da Engenharia Mecânica em que V = 0”. 🙂

  • Entrevista da brasileira que tirou o boné do cara nos EUA, à Revista Piauí. sempre muito interessante.

    https://piaui.folha.uol.com.br/uma-bolsonarista-contra-trump/

  • Olá, pessoal, valeu pelo programa! Vocês são sempre uma ótima distração do meu corpo em chamas e rangendo por todas as fissuras imagináveis enquanto me exercito (Queria que vocês tivessem em mente, se possível, o fato de que ouço suas vozes enquanto com o corpo suado e tenro). Queria pontuar algo aqui sobre a questão da oração feminina em voz alta no muro ocidental, porque apesar de não ser especialista em teologia nenhuma, bem menos na judaica, assim como o Matias estive por vários domingos em sessões de escolas bíblicas dominicais de maneira supostamente voluntária, e no cristianismo também existe um debate parecido.
    O apóstolo Paulo, além de criar o discurso brega sobre o amor que padres/pastores repetem há anos em casamentos, disse na primeira carta ao Coríntios, capítulo 14, versos 34, 35 que: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.”
    Então, a celeuma exegética sobre a interpretação desse texto até onde eu saiba existe e é grande, mas está bem claro da textualidade literal que Paulo recomenda para as mulheres calar-se em público, aprender em casa. Sempre lembrando para questão inicial do episódio que por boa parte da vida Paulo foi Saulo, um ótimo judeu.

  • Baita programa!
    Btw, eu já conhecia algumas músicas do Prodigy, só não tinha ideia de como poderiam ser tão boas na velocidade 1.5 (faltou apenas um astro pop camisa 10 que jogou no Corinthians e no Grêmio para acompanhar, rsrsr)

  • Queria dar um puxão de orelha no Filipe no que diz respeito ao comentário dele de que os países desenvolvidos podem ter uma maior déficit por razões políticas — colocando que o poder político deles é o que permite eles expandirem o seu déficit sem grades problemas —, tem uma série de complicações neste sentido, a primeira é a de que é meio difícil separar esse “poder político” do “poder econômico”, já que um sustenta o outro, o segundo é como o Plínio já mencionou acima os países desenvolvidos tem um custo menor em aumentar o seu déficit, vou fazer um complemento ao comentário dele que colocou que um dos fatores importantes seria a taxas de juros, e de fato é, não a toa um dos países com a maior dívida pública do mundo (Japão) é o país que desde do início do anos 2000 tem uma taxas de juros que não descola do 0.

    Outro fator importante de mencionar também é o crescimento do PIB, países cuja Economia tem um maior crescimento podem gastar mais já que haverá um contrabalanceamento da dívida via o crescimento do PIB, então você pode imaginar que um país como a China cuja taxas de juros nos últimos anos está com uma média de +- 5% e com um crescimento do PIB explosivo de 10% (reduzindo nesses últimos anos) é mais razoável para ela aumentar os seus gastos já que terá um crescimento em troca.

    Mas vou dar alguns créditos porque de fato há fatores “políticos” envolvidos nessa questão da dívida, por exemplo, o EUA que tem o dólar como moeda poderia contrair uma dívida maior ainda do que um país desenvolvido devido ao fato de que sua moeda tem uso internacional.

    Colocando uma situação hipotética aqui:
    Vamos imaginar que o Brasil tivesse quase a mesma configuração econômica que o EUA (mesmo PIB, mesma dívida pública etc), mas que por algum fator a moeda brasileira (real) não tivesse o mesmo uso internacional do que o dólar, neste sentido o EUA poderia acumular dívidas um pouco maior que a brasileira, mas isto seria sustentável na medida que o custo de migrar para o real fosse maior do que os riscos envolvidos em manter os títulos na dívida pública americana.

    Veja aqui que há uma questão de expectativa, se os compradores dos títulos de dívida americana começarem a desconfiar dos riscos desses títulos americanos, mesmo que o dólar seja utilizado internacionalmente seria razoável supor que no longo prazo haveria uma evasão de capital no EUA, migrando especialmente para o Brasil (considerando que os títulos do Brasil passariam a ser os mais seguros do mundo).

    Perceba que essa questão do poder político é mais influenciada por razões econômicas do que propriamente políticas, já que o que determina o uso de uma moeda no cenário internacional é justamente o seu poder econômico.

    Por último gostaria de pedir que pedissem para a professora Vivian Almeida a explicar um pouco melhor essa questão.

  • Se eu falar que escuto o podcast na velocidade 2.5 vocês vão ficar chateados? Nos minuto-a-minuto iniciais senti um tom de chateação no momento em que o Filipe disse que alguns escutam na velocidade 2.0 rs.
    Abraço e ótimos programa

  • Olá, reparei em muita tosse seca por volta 1:26:00. Tudo bem por ai? Melhoras Matias.

  • Achei muito interessante a menção do cerco de Montsegur nas efemérides pois recentemente li um livro muito bom que envolve a questão dos Cátaros em uma conspiração na época recente. Para quem gosta de romances históricos (ficção), recomendo! O livro se chama “La sangre de los inocentes” da autora Julia Navarro. Li em espanhol, mas talvez esteja disponível em português!

  • Talvez tenha ficado pouco precisa a questão entre o Partido Democrata e a Fox News. O DNC manifestou publicamente que não deixará que a Fox promova debates das PRIMARIAS democratas, não das eleições propriamente ditas. E também faltou o inevitável tweet trumpiano de que então talvez ele devesse boicotar os debates eleitorais em 2020 em resposta.

    Quanto a questão carnavalesca-bolsonariana, acho que o ponto é: Eu espero que a Presidência da República se pronuncie publicamente de um modo diferente dos meus brothers do nosso grupo de whatsapp.

  • Olá pessoal, ótimo programa muito informativo como sempre. Gostaria de deixar uma efeméride da semana na historia que vocês deixaram passar, em 10/03/1557(462 anos) os Pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier (huguenotes, protestantes franceses) enviados diretamente por João Calvino,celebraram na França Antártica o primeiro culto Protestante no continente Américano. Porém como já dizia o Filosofo urbano contemporâneo Sabotage, “Zé Povim Qué meu Fim”, infelizmente eles junto com outros membros da pequena comunidade foram entregues por Nicolas Durand de Villegagnon as autoridades eclesiásticas e o resto vocês podem imaginar.Um abraço a todos os calvinistas que houvem o programa.

    PS: Publiquei meu comentário na central3 porem algo deu errado então estou colocando aqui.

  • Já conhecem o canal Puppet Regime ?

  • Oi meninos! Sou ouvinte do Xadrez Verbal já há alguns anos, mas esse é o primeiro comentário que deixo. Primeiramente, adoro o trabalho de vocês, me acompanham em arrumações da casa, enquanto ando de moto e em todo outro momento que sei que posso dar minha atenção ao podcast <3. Meu comentário é pra perguntar se é possível vcs disponibilizarem o podcast em um volume mais alto. Não sei bem como isso funciona, mas de todos os que escuto (no mesmo agregador) o Xadrez Verbal é o único que não consigo ouvir direito às vezes, principalmente, enquanto tomo banho haha (a rotina de me arrumar pela manhã é toda acompanhada de escutar algum podcast). Abraço e tudo de melhor pra vocês!

  • Olá Filipe,

    Ando meio atrasado com o XV, então ainda estou no #176. Mas fiquei com uma dúvida sobre a relação Brasil-Stroessner – foi afirmado que o auxílio do ditador era uma necessidade de realpolitik. Mas mesmo lendo a coluna ou ouvindo o programa não consegui entender. Após a expulsão de Stroessner do poder, e sabendo que Paraguai desejava mais que tudo a extradição do mesmo, por que era necessário continuar dando-lhe asilo? Afinal, não seria melhor para as relações Br-Paraguai simplesmente entregá-lo? Havia uma espécie de acordo pessoal Stroessner-Brasil? Agradeço de antemão por lerem e espero eu responderem!

  • Olá, enxadristas!

    Queria deixar uma contribuição bem “inútil”: o Nicola Zingaretti (pronuncia-se Ni-CÓ-la), presidente da região italiana do Lácio que se tornou recentemente secretário do Partido Democrático, é irmão mais novo do Luca Zingaretti.

    Não sei se alguém aqui já ouviu falar, mas ele interpreta o protagonista da série “il commissario Montalbano”, da RAI. Trata-se de uma produção do gênero policial baseada nos livros do siciliano Andrea Camilleri. Cada episódio é como um filme e, de 1999 para cá, 34 foram lançados e, a maior parte, veiculada por todo o Velho Continente.

  • Olá, Filipe e Matias!

    Como vão? Gostaria de começar pedindo perdão por um texto quase tão extenso quanto um capítulo de The History of the Decline and Fall of the Roman Empire.

    Primeiramente, muito obrigado pelo trabalho de vocês. Conheci há pouco tempo o podcast, mas vim maratonando todos os episódios até chegar no mais recente, que, por uma bela coincidência, conteve dois assuntos de meu mais fogoso interesse. Eu decidi me preparar para a prova do CACD e, com certeza, o Xadrez Verbal está fazendo a diferença na minha preparação. Sou estudante de Ciências Econômicas na Federal do estado cujo a capital é Fortaleza (Não adicionarei o U, para não haver mais piadas com aquele certo esporte e nem cometerei um crime estético citando a terceira força do futebol local) e pesquiso no laboratório de estudos da pobreza, com foco em Economia do Setor Público. Aproveitei a entrada de novos bixos (calouros) no curso para recomendar o podcast a todos. Alguns, para minha felicidade, já eram ouvintes. Contribuindo para os clubismos acadêmicos, Administração, Contábeis, Finanças e Atuariais não deveriam nem ser cursos, mas especializações da única verdadeira ciência entre eles, a Econômica. E não existe Macroeconomia, é apenas uma Microeconomia agregada.

    Gostaria, em primeiro ponto, tocar no assunto sobre endividamento público. Do ponto de vista econômico, você não está completamente errado. Países centrais, de fato, tem uma maior capacidade de se endividar do que países periféricos. Todavia, isso não quer dizer que países centrais não têm que ter políticas de austeridade fiscal. A dívida pública é uma das três principais formas de um governo se financiar, as outras duas são impostos e inflação. Um governo se endivida pedindo empréstimos a pessoas físicas e a bancos sob um título. Esse título oferece um rendimento periódico que pode ser pré-fixado ou pós-fixado, que seria o juros do empréstimo, e um vencimento, período quando o governo devolveria esse dinheiro emprestado. Esse rendimento depende da taxa de juros nominal, ou seja, aquela indicada por um órgão responsável, que, no caso do Brasil, é o COPOM, ligado ao Banco Central e ao Ministério da Economia. Portanto, quando os Estados Unidos emitem um título de dívida, eles pagam 2,25% anualmente sobre o valor da dívida. A Turquia, pior caso que minha memória permite-me recordar, paga (na verdade, não paga) 24% anualmente sobre o valor da dívida. Esse é um dos motivos pelos quais os países centrais têm maior capacidade de se endividar, pois têm menores taxas de juros, por suas instituições serem de confiança. Lembro que o juros nada mais é do que um prêmio de risco. Quanto menor o risco, menor o juros. Ademais, a razão dívida/pib olhada de forma estática não é um parâmetro significativo para uma análise profunda. É necessário olhar a velocidade do crescimento da dívida/pib. Existe uma equação que determina a velocidade ideal de crescimento da dívida, que estabiliza a razão dívida/pib. Essa velocidade determina o superavit que o país deve ter de acordo com sua taxa de juros real, crescimento do PIB e a própria relação dívida/pib. O Estados Unidos, apesar de ter a maior razão dívida/pib do mundo, tem essa razão estável há décadas.

    Agora, fazendo um rápido comentário sobre a política fiscal e monetária da China, o que eles estão fazendo é um absurdo. O Banco Central Chinês em janeiro decidiu manter sua taxa de juros nominal, mesmo com expansão da oferta monetária. Isso em bom português, significa inflação para o povo. A China hoje, apesar de ter uma boa capacidade de endividamento, se endivida mais do que pode para ter um crescimento de produto artificial. O Brasil já adotou essa política, chamada de desenvolvimentista, no governo militar. Nós tivemos crescimentos parecidos com o da atual China. O preço foi a hiperinflação que assolou os governos Sarney e Collor. Mas, claro, tudo isso pode ser explicado melhor pela professora Vivian, da qual gostaria de dizer que sou muito fã.

    Um segundo ponto mais curto, é compartilhar meu estranho e peculiar afeto pela Estônia. É um país que, por motivos desconhecidos até por mim, sempre tive interesse em estudar a história e acompanhar de perto a política e as notícias de forma geral. Inclusive, até um pouco de estoniano. Ao passo que a maioria dos futuros diplomatas sonha em servir na Europa Ocidental ou nos Estados Unidos, eu amaria servir na Estônia ou na Croácia. Para complementar a discussão sobre as eleições estonianas, recomendo a maravilhosa reportagem do Rafael Iandoli pelo Nexo, no qual ele fala sobre o modelo de votação online por lá usado. Além das eleições, eles fazem outros belos usos de tecnologia, como a identidade universal e o histórico médico online.

    PS¹: Estou ansioso pelo Fronteiras sobre esse estado cuja capital é Fortaleza. Por favor, comentem sobre a minha gloriosa Águia da Serra, Itapajé, time da minha cidade natal. Já fez memoráveis campanhas, mas o time faliu e hoje tem dificuldades de jogar a terceira divisão do estadual. Próxima vez que eu for à São Paulo levarei a linguiça e a paçoca (que é salgada, não doce) de Itapajé.

    PS²: Meu nome se pronuncia Jo-na-bi. Deveria ser Ionass, mas o cara do cartório não sabia como escrever o ß. (sério)

    Peço desculpas mais uma vez pelo texto muito extenso.

  • Fala pessoal, gostaria de mandar um abraco daqui da Malásia. Recebi a recomendação do programa pelo meu chefe Thiago Saliba que também mora e trabalha aqui em Kuala Lumpur. Voces fazem as 3 horas de direção diaras bem mais divertidas e informativas. Um beijo para minha esposa Dora Azevedo que já virou fã e também acompanha o trabalho.
    Muito sucesso, e um grande abraco.

  • Luciano Coelho de Souza

    Felipe, acho que você pronuncia errado o nome do presidente da china, é Xi Jinping e não Ji xinping.

  • Filipe, eu ouvi os ultimos 2 podcasts de uma vez nesse fds e fiquei com duas duvidas:
    -no paquistão os punjabis (que são maioria) e os sikhs estão de boa em viver no “país dos pashtun” (pelo menos me parece que esse é o significado de paquistão)?
    -eu fiquei pensando com meus botões e fazendo uma comparação entre os países que eram antigas colônias francesas e inglesas, me parece que o modelo de imperialismo francês foi bem “pior” para os países do que o modelo inglês (porque são totalmente diferentes economica e politicamente nova zelândia, nigéria e quênia de vietnã, argélia e níger). Isso é uma consideração validada na história ou é uma “coincidência” (tipo os países já eram ruins, ainda ficaram piores depois da independência…)?

  • Estimado Filipe.

    Gostaria de opinar sobre a forma que a notícia sobre a família de Otto Warmbier foi dada no último episódio.

    Disclaimer: não pretendo fazer juízo de valor sobre os atores envolvidos.

    Acho que você deveria ter incluído na notícia a posição de Trump no caso. Em 01/mar, ele postou 2 tuítes a respeito, afirmando que claramente ele responsabiliza a Coreia do Norte pelos maus tratos e morte de Otto.

    Muitas pessoas se informam somente pelo Xadrez Verbal (justamente pela qualidade e credibilidade de vocês), o que cresce de importância buscar apresentar a posição oficial do Trump logo após sofrer essa acusação, não?

    Grato.

  • Isadora Zenere Marcon

    Adoro o programa, comecei a ouvir por indicação de um amigo que hoje cursa cinema, e o Xadrez Verbal me abriu os olhos para as Humanas no ensino Médio, já que sou #TeamExatas, inclusive sobre geografia. Queria dizer que concordo que geografia faz parte da história, pq meu atual professor de geografia deu aula a vida inteira de história e ele tá sendo o único professor que conseguiu fazer a nossa turma aprender o conteúdo realmente, ele dividiu a turma em 5 grupos e fez uma competição que vai até o final do ano, inclusive a gente tem um grupo no WhatsApp só de geografia, que o professor manda perguntas sobre o assunto em horários aleatórios e o time que responde primeiro e corretamente ganha pontuação numa tabelinha de Excel do professor. Queria pedir um beijo pra minha professora de produção de texto que aceitou minha indicação do Xadrez Verbal e me acusou de viciar ela em podcast, o nome dela é Simone. Peço perdão pelo comentário absurdamente extenso e sem nenhum conteúdo agregável kkkkk

  • Quero ver quando o programa vai falar da ANAL
    (Aliança das Nações da América Latina)

  • Filipe e Matias, tenho escutado o Xadrez Verbal desde aquele colossal programa 171 e gostaria de pedir a ajuda de vocês, o que vocês diriam para um jovem, vulgo eu, que não tira da cabeça essa ideia de fazer História, o caso é tão grave que o outro curso que o mesmo se interessa é Ciências Sociais.

  • Faltou uma informação quanto a Rosiane Santos, brasileira que arrancou o boné MAGA em Massachusetts tá sendo deportada por não ter documentação de imigrante. O ICE já prendeu ela e tudo.

    https://www.usatoday.com/story/news/nation/2019/02/27/massachusetts-woman-who-knocked-off-mans-maga-hat-faces-deportation/3002085002/

  • Maycon Luis Hensel

    Olá Matias e Filipe.

    Falando daqui da terra dos pinheirais, sou um assíduo ouvinte do Xadrez Verbal. Nesse ambiente encontro a informação que procuro.
    Porém, meus amigos, tenho uma pequena ressalva a fazer. No que tange a infabilidade papal, ela só existe quando o Sumo Pontífice se expressa sobre os dogmas da fé católica. Nesse sentido ao falar sobre quaisquer outros assuntos, como o legado de Pio XII, o papa é sujeito a erros como todos nós. Eu particularmente acredito que Pio XII teve uma postura adequada a delicada situação em que a Europa esteve mergulhada no período. Vamos esperar a abertura dos arquivos para descobrir.

    Fraterno abraço.

  • Ótimo programa, como sempre! Não lembro exatamente quando comecei a ouvir o Xadrez, mas já deve fazer uns dois anos que não perco. Parabenizo e agradeço pelo trabalho de vocês, sempre muito informativo e esclarecedor! Dou um parabéns especial ao quadro da professora Vivian, muito relevante trazer a discussão de gênero nessa data tão emblemática para todas nós. Gostei muito da pauta sobre as eleições na Estônia, recentemente soube que o país é altamente tecnológico e é considerado a primeira e-nation, onde a maioria dos serviços públicos são resolvidos online! Praticamente puseram fim à burocracia #sonho Deixo esse link pra quem quiser saber mais https://youtu.be/sh7W3kudseg
    Abraços!

  • Oi pessoal do Xadrez Verbal!

    Meu nome é Camila Arana, sou estudante de Engenharia de Materiais na UFSCar mas atualmente estou em Grenoble, na França (do ladinho dos Alpes!) fazendo um duplo diploma.

    Faz um tempo que espero um programa com algum tema que eu possa deixar um comentário, e com essa notícia da Academia Francesa de Letras, posso dar uma ajudinha contando um pouco de como é aqui.

    Cheguei na França em agosto do ano passado e fiz um curso de nivelamento de francês, durante uma semana. Na turma tinham 18 meninas, 2 meninos, e 2 professoras. Em um dado exercício, precisávamos completar lacunas com nomes de profissões em francês, e bem, para encurtar a história, naquela sala percebemos que de acordo com as regras, apenas 2 indivíduos poderiam ser bombeiros, chefes, autores, pesquisadores, procuradores, professores, presidentes, engenheiros… Claro, regras impostas pela pomposa Academie Française, composta de 36 membros, chamados de “Os Imortais” (dentre os quais apenas 3 são mulheres).

    Engraçado notar que, em outros países francófonos como a Bélgica e Suíça e em Québec, a forma feminina de profissões (principalmente as de maior prestígio social) já é utilizada há mais de 30 anos, mesmo contra uma feroz oposição da França sobre o assunto, até o momento.

    Apenas para complementar, é importante lembrar que em 2017 a Academie Française se opôs em unanimidade à então chamada escrita inclusiva, a qual ainda assim é adotada por alguns aqui na França, consistindo em adicionar as vogais da forma feminina/plural no final de uma palavra (como fazemos no Brasil colocando o “a” entre parênteses, mas aqui seria colocando a vogal depois de um ponto, ex. professor∙a). Os Imortais não curtiram a ideia dizendo que isso polui muito a leitura e que não é necessário “passar pelo massacre da língua francesa” para chegar à igualdade entre homens e mulheres.

    Bom, queria aproveitar pra pedir um abraço e um beijo na asa maior do esfenoide do meu namorado André Cortada, quem me apresentou esse podcast magnífico e quem também está aqui na França, estudando comigo! Nós nos divertimos muito principalmente quando vocês tentam pronunciar as palavras em francês hehehe sem julgamentos, afinal francês é mesmo uma língua muito frescurenta.

    Um grande abraço pra vocês e até um próximo comentário!

    • Oi Camila e pessoal do Xadrez Verbal.

      Sou Mateus Caetano, programador e resido em Ville de Québec, no Québec. Assim como a Camila, estava esperando um momento para fazer um comentário. Felizmente a Camila foi mais rápida pois seu comentário é mais completo.

      Desde a primeira vez em Québec, notei que o uso da forma feminina das profissões era usado de forma generalizada. De volta ao Brasil, um pouco antes da minha vinda definitiva à Belle Province canadense, comentei com meu professor de francês (ele mesmo um francês) sobre a recente eleição da prefeita de Montréal, Valérie Plante (a quem que os jornais quebequenses se referiam como Mairesse, forma feminina de Maire). A perplexidade do gaulês foi imediata.

      O Québec possui seu proprio organismo de proteção e promoção do francês, o Office québécois de la langue française. Dessa forma, os francófonos do lado de cá do Atlântico possuem indêpendencia em relação a Academia Francesa. Vale notar que os professores daqui encaram a posição francesa como arrogante e seus ouvidos sangram quando escutam os compatriotas de Robespierre dizer que o francês falado aqui “não é o bom”.

      Gostaria ainda de parabenizar o ótimo podcast. Um forte abraço e até a próxima.

  • Boa noite caros Filipe e Mathias, só vim deixar meu agradecimento pelo conteúdo que vocês tem colocado a disposição (Xadrez e Fronteiras), não tenho nenhuma afinidade com história e política internacional, sou Fiscal na área florestal no estado do Espirito Santo.
    Mas o programa de vocês, que conheci através do Nerdologia e do Nerdcast, tem me acompanhado nas viagens de carro a faculdade de Agronomia na cidade vizinha no interior do ES, e evitando que eu durma no percurso de 1h30min, apesar de ser história.
    A abordagem de vocês tem um balanço perfeito entre seriedade e descontração. Um fato que me chama atenção é o mapa mental do globo que vocês teem na mente, apesar de atuar com Geotecnologias (tenho um canal no youtube sobre isso) ainda não tenho esse nível de compreensão. Parabéns.

  • Gravei esse trecho como áudio do zap e compartilhei em todos os grupos. Matias foi espetacular.
    (Mandem abraço pros torcedores do Guarany de Sobral/CE, o Cacique do Vale)

    “aqui na ditadura BR é registrado que muitas vezes nas sessões de tortura os militares mijavam justamente nas vítimas e isso não era consensual como no golden shower”

  • O episódio dessa semana estava particularmente divertido, parabéns Filipe e Matias!

    Inclusive no meu trabalho ninguém aguenta mais me ouvir falar do Xadrez Verbal. Os colegas reclamam e fico me sentindo mais rejeitada que o Brexit da Theresa May.

    Uma dica pra galera que também não tem caixinha de som é usar caneca de latão. O metal amplifica melhor. Pelo menos comigo funciona super na hora daquela faxina do sábado de manhã.

    PS: Minha mãe ficou pistola com a moção de censura, mas dei razão ao Filipe. Levei quase 30 anos pra aprender a tirar vantagem da singularidade do meu nome.

    • Esqueci de comentar acima, mas ainda é válido: a coluna da prof Vivian Almeida foi uma das ponderações mais lúcidas desse último 8 de março. Obrigada por isso!

  • Vivian, qual o nome do filme que citaste no Xadrez 177? Mencionaste duas cenas contraditórias de uma mulher quanto aos papéis de gênero que a gente ocupa.

  • Oi pessoal

    Muito legal o podcast de vocês. Parabéns. Faz bem preencher os miolos com algo além. Por culpa de vocês, vou pesquisar outros podcasts. Conhecem algum de astronomia? De tecnologia (mas sem empolgação, rs)? Ou de ciências de modo geral (estilo o Horizons da BBC?)

    Um pedido: como estou atrasado muitos e muitos podcasts, estou baixando vários antigos pra ir me “atualizando” no fone de ouvido, indo pro trabalho (ou durante)… e notei que não dá pra baixar alguns dos mais antigos. Se não der pra resolver, ok, eu me viro, mas fica o toque.

    Vocês têm algum programa sobre a Indústria Cultural? Eu noto que o assunto é tratado de forma meio desequilibrada: ou os artistas são uns vagabundos irresponsáveis ou são gênios intocáveis… Gostei muito do enfoque do livro Mainstream: A Guerra Global das Mídias e das Culturas (Frederic Martel), que trata a coisa de forma mais pragmática e pé no chão… sem se preocupar se a novela brasileira é genial ou se as bandas coreanas são uma porcaria… mas não encontrei outros livros com esse perfil.

    Valeu e continuem com o trampo bom de vocês.

    Abs

  • Eu discordo sobre dizer que os lobbies pró Israel são mais a favor de Israel do que dos EUA seja antissemitismo. Israel é um país estrangeiro e por incrível que pareça existe um percentual altíssimo de americanos, principalmente da direita evangélica, que acha que os interesses de Israel devem estar acima dos interesses dos EUA. É algo de que os próprios judeus norte americanos discordam frontalmente. Eu tomaria cuidado para não confundir o estado de Israel com o povo judeu – essa é uma artimanha muito comum da extrema direita. Os judeus norte americanos em geral são como água e óleo com os judeus israelenses, mas essa parte a extrema direita costuma ocultar. Abraço, ótimo programa como sempre

  • Só faltou encerrar com Maiden. Como sempre espetacular

  • Olá pessoas.
    Vcs poderiam compartilhar o link da pesquisa citada pela vivian?
    Agradecida!

  • Boa tarde Filipe e Matias! Meu comentário anterior desapareceu kkkk. Tava escrito q precisava passar pela “moderação”. O que isso significa?

    De qualquer forma, alguns breves comentários:
    Esse programa foi o melhor dentrw oa últimos 5 ou 4 (e olha q todos são bons!). Gostaria de parabenizar e incentivar vocês a continuarem a falar desses países menos conhecidos tipo a Estônia. Adorei saber dos partidos desse país!

    Sobre a questão do liberalismo clássico, me considero um liberal clássico de centro-esquerda. No Brasil não existem quase pessoas que defendam o liberalismo clássico, mas sim os proponentes do “estado mínimo fio-dental”, que não são nada mais que conservadores com verniz liberal (os neoliberais). Isso é muito triste, pois o liberalismo têm muitas pautas progressistas que são ignoradas por essas pessoas. Liberalismo clássico não defende só livre-mercado, mas também liberdades individuais e direitos sociais!

    Agradeço também por terem falado desse autor, o Paulo Roberto de Almeida! Irei procurar obras dele, pois ele me parece um partidário de um liberalismo clássico.

    Sobre a questão da instabilidade das organizações supranacionais na América Latina, realmente é uma pena que os países da região tratem órgãos como o Mercosul e a Unasul apenas como projetos de governo, e não de Estado! Isso gera uma descontinuidade absurda nessas pautas. O Brasil, como líder da região, devia ter assumido antes o papel de “pay-master” do Mercosul, por exemplo..Integração regional é vital para o fortalecimento da região.

    Eras isso, mais ou menos. Agradeço novamente pelo programa maravilhoso! E ah, ri muito com as notícias sobre os tweets do presidente, apesar de ser mais pra chorar do que rir..Abraços!

  • Quer dizer que apontar o fato de que um grupo de lobby pró-Israel influencia as decisões de congressistas americanos em assuntos envolvendo Israel é antissemitismo agora? Imagina se ela apontasse o apartheid que ocorre lá com palestinos…

  • Filipe e Matias,
    Faço frilas de tradução de noticiário internacional para a agência Reuters e desde que comecei a escutar o XV meu trabalho ficou muito mais fácil e faz muito mais sentido, agradeço. Mandem um abraço pra Beatriz, minha namorada, que é fã de vocês e me estimula a ouvi-los ainda mais. Suspeito que as pilhas de louça que ela deixa para eu lavar tenham sido parte de uma estratégia para me viciar em Xadrez Verbal. Um abraço.

  • Bom crepúsculo, enxadristas. Parabéns pelo maravilhoso trabalho. Ouço tanto o Xadrez Verbal quanto o Fronteiras Invisíveis, sendo que este último sou ouvinte recente e estou maratonando e, devido a isso, ouço em velocidade 1,3 (não entendo porquê certos podcasters vêem isso com tanto desgosto). Normalmente ouço os programas durantes minhas faxinas ou durante o preparo das massas para as pizzas comercializadas em meu humilde estabelecimento (Caso passem por Raposo,RJ, estão convidados para saborear e melhor pizza da região – palavras da clientela, hehehehe) . E colar na prova, realmente é muito feio.
    Abraço a todos e continuem o ótimo trabalho.

  • Rafael Marzall Zanotto

    Oi Filipe.

    Parlamentarismo x Fragmentação

    No parlamentarismo a fragmentação é um problema mais evidente do que no nosso sistema de “Presidencialismo de Coalizão” (onde o presidente vende cargos para conseguir apoio e fazer maioria).

    Claro que se um dia adotássemos o parlamentarismo… não poderíamos continuar com este sistema caótico que é o nosso processo eleitoral… que tem gerado os maior índices de fragmentação do mundo… como mostrado no livro de Jairo Nicolau (UFRJ) – Representantes de quem? (2017)… enquanto o Reino Unido tem 2,5 partidos representativos… o Brasil tem 16,4 no congresso…

    Partidos representativos é um cálculo que mostra quantos partidos reais existem… no Reino Unido tem mais de 130 partidos ativos e com direito de candidatura avulsa… e no entanto temos menos de 3 partidos… claro que não precisamos chegar no nível da Rússia com 1,6, pois daí já é ditadura…

    Se quiseres… tenho o material da minha palestra sobre sistemas eleitorais… que explica melhor este assunto…

    Qualquer coisa é só me chamar…

    Um abraço

  • Caros Filipe et Matias,

    Antes de tudo, muito obrigado pelo excelente trabalho de vocês! Sempre aprendo muito com o Xadrez e com o Fronteiras!

    Sou engenheiro de automação atuando em Lyon, França. Gostaria de comentar dois pontos do programa :

    1. Sobre o ceticismo do Filipe sobre um rato poder causar um apagão :

    Ratos, cobras e outros animais são responsáveis por inúmeros curto-circuitos em instalações de variadas dimensões. Desde pequenas industrias até enormes usinas de geração elétrica (a usina de fukushima já foi uma vítima por exemplo: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/rato-e-acusado-por-grave-corte-de-energia-em-fukushima.html).

    O problema se dá pois geralmente há instalações transformadoras (aquela que diminui/aumenta a tensão para consumo/transmissão da energia) no nível do chão da fábrica. Por mais isolado que seja o ambiente de transformação, eles estão vulneráveis a estes animais que acabam encontrando pequenas aberturas ou roendo novos caminhos. O resultado é um animal encostando em dois fios geralmente de média tensão. Supondo uma fábrica média no brasil, imagine um um potência de 13.800 Volts sendo aplicado a um rato, ele entra em combustão, podendo danificar gravemente a instalação elétrica.

    2. Sobre o uso feminino em nomes de profissões na França :

    Quando cheguei na França em 2015, e comecei a aprender a língua, isso foi algo que me incomodou muito. Principalmente ter que chamar minhas professoras (na época do intercâmbio) de “professor”. É uma mudança que faz a diferença para maior igualdade de gênero no país.

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