Xadrez Dominical – Batalha de Agincourt

Caros leitores, hoje, dia 25 de outubro, é aniversário de seiscentos anos da Batalha de Agincourt, travada entre forças inglesas e francesas durante a Guerra dos Cem Anos. A batalha é considerada um grande exemplo das táticas militares medievais e de como uma força melhor posicionada e que use bem o terreno pode derrotar um exército melhor e maior. Celebrando esses seis séculos, vamos ao Xadrez Dominical da Batalha de Agincourt.

A primeira dica é a clássica obra de Shakespeare, Henrique V. A peça leva o nome do rei inglês que comandou suas tropas, um dos grandes exemplos históricos do “rei guerreiro” idealizado, envolvido em combate corporal. Foi escrita em 1599 e é a última parte das peças do Bardo sobre os reis Plantagenetas e Lancaster. A peça é editada no Brasil em versão de bolso pela L&PM.

henrique VA segunda dica é um clássico do cinema, adaptação da peça de Shakespeare. Henrique V, de 1944, estrelado e dirigido por Laurence Olivier. Olivier é considerado o maior nome do teatro shakespeareano e batiza o principal prêmio de teatro do mundo. Em 1947, após a guerra, Olivier venceu um Oscar honorário por “sua notável façanha como diretor, ator e produtor em trazer Henrique V aos cinemas”. Uma das maiores produções de todos os tempos, foi feito originalmente em filme colorido, mesmo com poucos cinemas podendo transmitir o formato.

Trailer

Sinopse do AdoroCinema: Henrique V (Laurence Olivier) foi o rei da Inglaterra de 1413 até 1422, e se envolveu em um episódio heróico e patriótico. Ele partiu em uma pequena expedição até a França para reivindicar a coroa daquela nação. Só que quando ele chegou a Agingcourt, foi recebido pelo vasto exército francês, não estava nem um pouco disposto a deixá-lo passar.

A terceira dica é outro clássico do cinema, outra adaptação da peça de Shakespeare. Henrique V, de 1989, dirigido, estrelado e roteirizado por Kenneth Branagh, o maior nome do teatro shakespeareano depois da morte de Olivier. Branagh, um dos maiores atores dos últimos trinta anos, foi indicado para dois Oscar pelo seu trabalho, e o filme ainda levou o prêmio de Melhor Figurino. Enquanto o filme de Olivier apela ao patriotismo inglês durante a Segunda Guerra Mundial, o filme de Branagh é mais dramático e cru, com cenários reais, não teatrais. Como curiosidade, temos um menino Christian Bale no filme.

Caso o leitor queira seguir apenas uma dica desse post, recomendo que seja esse filme. Abaixo segue, legendado, o trecho do famoso discurso de Henrique V  e sua troca de palavras com o arauto francês, antes da batalha, escrito, letra por letra, na peça de Shakespeare. Como alguns poderão notar, o discurso, de 1599, serviu de base para muitos e muitos discursos de filmes hollywoodianos.

Trecho

Sinopse do AdoroCinema: Após pacificar a Inglaterra e consolidar sua autoridade, o jovem Rei Henrique V (Kenneth Branagh) decide invadir a França do Rei Charles VI (Paul Scofield), julgando-se o verdadeiro herdeiro do trono. Combatendo junto aos soldados ele enfrentará o numeroso exército francês na famosa batalha de Agincourt. Adaptação da peça de William Shakespeare.

A quarta dica é um documentário. Chivalry and Betrayal, da BBC inglesa, apresentado pela historiadora Janina Ramirez. Traduzido como Cavalheirismo e Traição, o documentário é divido em três episódios, cada um cobrindo um período da Guerra dos Cem Anos; 1337–1360, 1360-1415 e 1415-1453.

Episódio 1 na íntegra e no original

A quinta e última dica é uma minissérie. Band of Brothers, da HBO, produzida em 2001, sobre uma companhia de paraquedistas durante a Segunda Guerra Mundial. A relação parece estranha? Band of Brothers, “bando de irmãos”, é uma expressão da peça de Shakespeare, quando Henrique V conclama seus soldados e seus cavaleiros para lutarem naquele dia.

Trailer

Sinopse do AdoroCinema: Band of Brothers acompanha a história da “E” Easy Company, o 506º Regimento da 101ª Divisão Aerotransportada, desde o treinamento inicial da equipe, em 1942, até o final da 2ª Guerra Mundial. Com um papel primordial para a resolução do conflito, eles foram uma das unidades de maior sucesso na história militar americana.

vlado1A menção do post vai para o documentário Vlado, sobre o jornalista Vladimir Herzog, assassinado quarenta anos atrás pela ditadura brasileira, seguido de forjas de provas e do processo de investigação, com a famosa foto do corpo enforcado após seu “suicídio”.

Na íntegra

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um comentário

  • A Face da Batalha ( The Face of Battle), do historiador militar John Keegan tem um excelente capítulo inicial sobre Agincourt, além dos subsequentes sobre Waterloo e o Somme. Lê-se com quase o mesmo ritmo e prazer de uma ficção histórica. Ele sai do tom acadêmico para procurar o ponto do vista do combatente, que era uma pergunta recorrente segundo ele dos cadetes de Sandhurst.

    Bernard Cornwell lançou uma ficção histórica, Azincourt, onde faz a sua costumeira mágica de colocar o leitor dentro do campo de batalha. Apesar de ficção, fica claro que ele escreveu seu livro com o livro de Keegan aberto entre as pernas.

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