Xadrez Dominical – Pompéia

Caros leitores, foi na data de hoje, 24 de Agosto, quase dois mil anos atrás (mais precisamente, 1935 anos), que a cidade romana de Pompéia foi sepultada pela erupção do vulcão do Monte Vesúvio. Digo, talvez. A data é considerada pelas fontes escritas, mas algumas fontes arqueológicas sugerem algum dia de Outubro, começo de Novembro. De qualquer forma, a data consagrada é 24 de Agosto. A cidade de Pompeii começou a ser redescoberta no século XVI, mas apenas no século XVIII e, especialmente, no século XIX, que virou um sítio arqueológico. Dos mais importantes e bonitos. A erupção conservou muito da cidade, seus moradores, hábitos e arte; os afrescos eróticos de Pompéia foram, por certo tempo, censurados, em nome da moral vigente na Itália. Dada sua importância, o tema do Xadrez Dominical de hoje é Pompéia.

Antes, uma observação. De acordo com o novo acordo ortográfico, Pompéia deveria ser grafada sem o acento agudo. Aqui nesse espaço, entretanto, será sempre grafada com a acentuação “antiga”. E sem discussão. Cada reclamação resultará em multa revertida ao cofrinho destinado ao financiamento de viagem desse autor para o sítio arqueológico de Pompéia.

A primeira dica é de arte. Uma das principais obras que trata de Pompéia se chama Os Últimos Dias de Pompéia, óleo sobre tela do russo Karl Briullov. O quadro foi pintado durante três anos e possui seis metros e meio de comprimento por quatro metros e meio de altura. Atualmente está no Museu Russo, em São Petersburgo, o antigo Museu Imperial. O quadro possui diversos fragmentos de histórias, no estilo chiaroscuro, e inspirou o inglês Edward Bulwer-Lytton a escrever o livro Os Últimos Dias de Pompéia; o livro, por sua vez, inspirou uma minissérie televisiva e seis filmes italianos, todos filmados entre 1908 e 1959. Esse último foi o primeiro filme dirigido por Sergio Leone.

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A segunda dica é um docudrama, gênero que mistura documentário com dramaturgia. Pompéia – O último dia, produzido pela BBC e protagonizado pelo excelente ator inglês Tim Pigott-Smith como Plínio, o Ancião, um dos principais personagens dos relatos que sobreviveram ao evento. Na playlist abaixo você pode assistir o programa na íntegra, em cinco partes, com legendas em português.

 

A terceira dica é musical. A obra Pink Floyd – Live at Pompeii. Chamo de obra pois ela reúne um making of da turnê da banda com imagens do sítio arqueológico em tom de documentário com um show, ao vivo, nas ruínas do antigo anfiteatro da cidade, com apenas o pessoal da turnê como plateia. O DVD da “versão do diretor” da obra é lançado no Brasil pela Universal. No vídeo abaixo, você pode assistir o trecho da música Echoes tirada desse DVD.

 

A quarta dica é um documentário. Dessa vez, um documentário “puro”, sem dramaturgia. Pompéia: na sombra do Vesúvio, da série Enigmas da História, do canal National Geographic. Escolhi esse documentário não necessariamente pelo seu conteúdo informativo, mas pelas imagens do sítio arqueológico. No vídeo abaixo você pode assistir na íntegra e com legendas (tem uma versão dublada no Youtube também).

 

A quinta e última dica é turística. Informativa. Uma coletânea. Enfim, o site oficial da cidade arqueológica de Pompéia. Em seis idiomas diferentes, com fotos e mapas, é muito informativo e ilustrativo. Dá referências de valores, entidades governamentais, clima, tudo o que o eventual visitante, ou apenas curioso, precisar. Vale a visita nem que seja apenas para ver as fotos.

Depois das cinco habituais dicas, a menção do post de hoje. O dia 24 de Agosto é uma data importante na História brasileira, também. Foi nesse dia, exatos sessenta anos atrás, que o então Presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Na época, a cidade era a capital brasileira. Muito se especula sobre o suicídio de Vargas, talvez tenha sido assassinado. A leitura obrigatória é sua carta-testamento. Para quem prefere, foi lançado esse ano o filme Getúlio, com Tony Ramos no papel título, mas a minha dica mesmo é de leitura. Getúlio Vargas – O poder e o sorriso, do historiador Boris Fausto, da coleção Perfis Brasileiros, da Companhia das Letras. É um livro pequeno, uma síntese da vida política de Vargas. Não é uma biografia extensa, carregada de detalhes pessoais e perfis psicológicos, trata-se de um ótimo resumo para o grande público.

Gostaram, não gostaram, mais dicas? Comentem a vontade!

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