Fronteiras Invisíveis do Futebol #105 – História do Pará

E o estado brasileiro dessa temporada é o Pará, na véspera do feriado estadual! Contamos um pouco da História do Pará, os booms da borracha, o desenvolvimento do futebol e a recém inclusão do Theatro da Paz na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO!

Tudo com muita leveza, cultura e informação, além da trajetória do esporte no país e a coluna O Livro, com nosso amigo Ubiratan Leal. Compartilhe e divulgue nosso retorno!

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12 Comentários

  • Elizandra de Alexandria
    Avatar de Elizandra de Alexandria

    Vocês não imaginam a alegria que deu, nessa paraense, ao ver a notificação do episódio novo do Fronteiras e nesse eu tive que comentar…

    Eu fazia parte daqueles que não ouviam o programa por não gostar muito de fultebol, maaaas, aproveitando todo o clima de copa, dei uma chance e agora estou maratonando todos os episódios!

    O episódio de hoje foi praticamente um revival das minhas aulas de história e estudos amazônicos… E foi nessas aulas que descobri a verdadeira história de uma cidade paraense que eu sempre via nas minhas viagens de férias.

    Sou natural de Itaituba, cidade do sudoeste do Para, e nas férias sempre viajava de barco para Santarém pelo rio tapajós. Era uma viagem longa, não lembro mais o tempo do trajeto, mas lembro do cheiro dos lanches vendidos, das malas em baixo das redes e do som das águas batendo no barco (obrigada pelo desbloqueio da memória). Como uma criança sem muita coisa pra fazer nos anos 90 kkk, gostava de olhar para as cidades ao longo do trajeto e sempre ficava curiosa com uma em específico, que tinha um galpão e um prédio antigo e já desgastado pelo tempo, com vegetação e tudo, com pedaços de coisas enferrujadas e envelhecidas por perto. Sempre imagina uma história de passando lá… Até que em uma das aulas de estudos amazônicos aprendemos sobre o ciclo da borracha e descobri que aquela cidade era Fordlândia. Passar por ela depois se tornou mais especial, era ver a história na minha frente, não mais em livros.

    Atualmente moro em Paragominas (sinto falta de morar perto de um grande rio kkk) vim pra cá por conta da faculdade de design. Essa cidade que tem a mineradora norueguêsa Hydro (a atuação local é a extração de bauxita) e foi uma dos dois locais que a banda A-ha fez um show para seus funcionários.

    Sem mais nada a comentar, obrigada pelo excelente episódio, vocês foram maravilhosos como sempre! Que o Matias seja cada vez mais paraezado!

    Um grande abraço aos dois.

  • Avatar de Rafael Hermizio

    Muito legal um programa sobre esse estado maravilhoso.

    Foi engraçado ouvir esse episódio logo após reouvir os episódios sobre o Japão porque lá também teve o Ubiratan zoando com o Felipe/Filipe e também as informações sobre Tomé-Açu, comunidade japonesa e pimenta do reino.

    Um fato que me chocou e que relaciona o Pará com o futebol é que o autor do primeiro gol da Inter de Milão — justo no clássico contra o Milan —, Aquiles da Gama Malcher, era paraense. Inclusive, o irmão dele, José, nascido na Itália, foi um dos fundadaores da Inter, exercendo o cargo de tesoureiro. Veio para o Pará e foi presidente do Remo posteriormente. https://calciopedia.com.br/2025/07/acredite-o-para-tem-muito-a-ver-com-os-primordios-da-inter-e-da-selecao-italiana.html

  • Luiz Carlos de Pinho
    Avatar de Luiz Carlos de Pinho

    Parabéns pelo episódio, muito bom!

    Tal qual Matias, também fui paraizado depois de conhecer Belém ano passado. Aqui em Florianópolis consigo dar meus pulos para garantir os ingredientes para um arroz paraense (aquele com tucupi, jambu, camarão seco…) que preparo frequentemente.

    Tive a sorte de conhecer Belém na semana que rolou um RE-PA, e fiquei na torcida do Remo. É impressionante a festa das torcidas. Os bandeirões ocupando meio Mangueirão e mosaicos são um espetáculo. Nunca vi nada parecido num estádio.

    Sou entomólogo, taxonomista e professor aqui na UFSC. Em complemento ao comentado sobre a rica diversidade animal do Pará no quadro do Mascote, temos dados exatos dessa diversidade no “Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil”. Tá online e é constantemente atualizado por especialistas de cada grupo de animais (contribuo na parte dos insetos que sou especialista). Então, no Pará ocorrem 15862 espécies de animais, sendo que 4371 delas (28%) só ocorrem neste estado. Certamente há muito mais a se descobrir por lá.

    Grande abraço aos dois!

  • Luiz Felipe Greenhalgh
    Avatar de Luiz Felipe Greenhalgh

    Muito feliz em ouvir mais sobre a terra da minha mãe Servia, nascida em Belém, e de minha saudosa vozinha Oneide, nascida no Soure (no maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta). Lembro, com carinho, que ela me mandava torcer pelo Tuna Luso só porque eu sou vascaíno, mas eu tinha mais afinidade com o Papão da Curuzu. 🙂

  • João Victor Fiabani Dutra de Lima
    Avatar de João Victor Fiabani Dutra de Lima

    Diante da diversidade da fauna paraense no quadro “Mascotes”, fica a dica para um Fronteiras de bolso só com os mascotes dos programas anteriores à nova temporada. Um conteúdo mais curto e palatável para as mídias sociais e de quebra ainda faz uma moral com a patrocinadora. Brincadeiras à parte, ótimo programa como sempre, meu comentário é que acho curioso o Paysandu ser chamado de “bicolor”, apesar de o Remo também ter duas cores. Abraços!

  • Avatar de Artur Giácomo

    Fala, galera do Xadrez Verbal.

    Não é bem uma correção, mas um complemento.

    Realmente, a cidade de Redenção foi a primeira do Brasil a libertar os escravizados, mas o Dragão do Mar não tem uma relação direta com a cidade, que fica mais para o interior no sopé do maciço de Baturité.

    O dragão do mar nasceu na vila de canoa quebrada(sim, a da praia famosa pelas falésias) em Aracati, tendo atuado por lá, que era um dos principais portos do estado, e em Fortaleza.

    Forte abraço diretamente das cidades de Alcântaras e Tianguá no Ceará para vocês!

  • Avatar de Saulo Soares

    Fala amigos do XV e do Fronteiras! Parabéns pelo trabalho!

    Como cruzeirense, preciso indicar uma ERRATA no episódio, entre a vitória do Santos de Pelé e a do Paysandu, em 1994, o Cruzeiro de Ronaldo, ganhou do Boca em La Bombonera pela Libertadores, liberta que tinha Cruzeiro, Palmeiras e Boca no mesmo grupo.

    https://youtube.com/shorts/TwVrcxp-pEc?is=hOMc2Oqhfg_LCidX

    Sou professor de Geografia e consumidor semanal do conteúdo de vocês, recentemente fechei as questões de Conhecimento Gerais de concurso com ajuda com os temas tratados no podcast (questões que salvaram minha aprovação).

    Caso seja possível, mande um abraço para os alunos e professores do Colégio Santo Agostinho – Unidade Nova Lima. Alguns são ouvintes por minha indicação, outros não aguentam mais eu os citar durante as aulas.

    Abraços!

    Saulo Soares.

  • Avatar de REINALDO FERREIRA DA SILVA

    muito obrigado trabalho maravilhoso como . Sempre . Minha sugestão de tema seria gloriosa ilhas mann. e não querendo ser chato

    meu trabalho

    https://escudosfutebolmundo.blogspot.com/2022/02/escudos-do-para-brasil.html?m=1

  • Tiago Pontes Costa
    Avatar de Tiago Pontes Costa

    Saudações azulinas aos queridos Filipe e Matias!

    Sou paraense e torcedor, de pai e mãe, do Leão de Antônio Baena. Atualmente, sou um amapaense em formação, pois já moro há mais tempo em Macapá, capital do Amapá. Aliás, está aí um excelente tema para um futuro Fronteiras.

    Sou ouvinte nato deste que é, para mim, o melhor podcast de história e futebol, assim como de seu irmão mais velho, que é o melhor podcast do mundo sobre política internacional. Obrigado por descomplicarem a política internacional!

    Em primeiro lugar, quero agradecer pelo excelente programa sobre o estado do Pará, onde temos o maior clássico da Amazônia: de um lado, o Remo; do outro, o outro time!

    Uma curiosidade: a cidade mais antiga do Pará é Vigia de Nazaré. Segundo a tradição histórica, foi por meio dessa cidade que o café entrou no Brasil. A história envolve o militar e sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que esteve em Caiena e teria conseguido sementes de café graças à sua aproximação com a esposa do governador da Guiana Francesa.

    Outro comentário é sobre o episódio do Fronteiras sobre o Marrocos, no qual é citado o transplante de uma cidade africana para o coração da Amazônia. Uma cidade inteira foi, inicialmente, levada para Lisboa, onde ficaram muitas das riquezas trazidas de Mazagão, no Marrocos. Posteriormente, essas famílias foram transferidas para Belém, onde permaneceram por cerca de cinco anos, aguardando a construção de uma nova vila. Em seguida, foram levadas para Macapá e, posteriormente, para uma pequena vila que recebeu o nome de Nova Mazagão, atual Mazagão Velho.

    Essas famílias, seus animais e, infelizmente, também as pessoas escravizadas que foram traficadas para a região não permaneceram por muito tempo nas condições inicialmente planejadas. Muitos não estavam acostumados ao clima da Amazônia e tampouco tinham resistência às intempéries da região. Contudo, as tradições foram mantidas e permanecem vivas até hoje. Um dos maiores exemplos é a tradicional Festa de São Tiago, que relembra, de forma simbólica, o milagre ocorrido em Mazagão, no Marrocos, quando um misterioso cavaleiro teria surgido para ajudar na defesa da população durante os conflitos contra os mouros.

    Um forte abraço, e continuem sempre com esse excelente trabalho!

  • Avatar de Helena Rissoni

    Olá, queridos! Gostaria de elogiar (e achei muito importante e interessante) a coluna do Ubiratan Leal sobre a imigração japonesa em Belém.

    Nasci em Mogi das Cruzes e a presença da colônia japonesa no Alto Tietê sempre foi muito forte, e me lembro sobretudo de quando, na época da escola, aprendi pela primeira vez sobre a presença dessa colônia também em solo paraense e desde então passei a usar essa informação como trívia sempre que tinha oportunidade.

    Ouvir sobre a influência da imigração japonesa no Pará, e mais, da sua presença inclusive no futebol paraense, de certa forma me vingou de todas as pessoas que incrédulas com a informação (nunca entendi o porquê), inclusive já na faculdade, achavam que eu estava brincando!

    Abraços!

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