MPL – 7° ATO – Chuva, arte e melancolia marcam o ato

Capahaddad

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Caros leitores, nosso colaborador Thomas continua a cobertura jornalística dos atos do MPL, fornecendo um relato em primeira mão da manifestação de ontem, em São Paulo, contra o aumento da tarifa. As fotos do post e da galeria de fotos são de sua autoria. O relato do primeiro ato está aqui, e o relato do segundo ato, neste link, e o relato do terceiro ato está aqui, o relato do quarto ato e, finalmente, o relato do quinto ato. 

A galeria de fotos está no ar.


 

Antes de iniciar esse breve relato sobre o 7° Grande ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo, vale ressaltar mais uma vez que esta é a minha versão dos fatos, baseada no que vi e vivi na tarde/noite de ontem. Não irei tentar aqui, compreender ou explicar as causas, porquês e possíveis consequências do que aconteceu. O que lerão é um relato com algumas opiniões pontuais. Não há qualquer tentativa de estabelecer uma única verdade sobre os fatos, esta é apenas a minha experiência vivida.

Outro rápido esclarecimento também se faz necessário, não estive presente no 6° Grande ato do MPL, assim como nos atos da última terça-feira em Pirituba, Campo Limpo e São Miguel Paulista, pois tive um pequeno problema de saúde e fui forçado a me afastar das ruas por um curto período. Felizmente (ou não) ontem já estava de volta.

São Paulo amanheceu chuvosa, o forte calor que marcou o início da trajetória do MPL em 2015 já não acompanhava mais o movimento. Durante todo o dia a chuva veio e se foi sem dizer se ficaria de vez ou se pararia definitivamente. O 7° Grande Ato estava marcado para começar em frente ao prédio da prefeitura no Viaduto do Chá. Um pouco antes das 17hs sai de casa em direção ao centro da cidade. Andei duas quadras até o ponto onde costumo pegar o ônibus elétrico, ali o esperei por cerca de dez minutos até que um funcionário da empresa me disse que o próximo busão só chegaria dali pelo menos meia hora, pois segundo ele “o centro está travado” e os ônibus não conseguiam passar por lá e seguir viagem. Decidi caminhar.

Sai de Perdizes às 17hs10 e fui caminhando pelas ruas de Pacaembu, Higienópolis e Consolação até chegar ao centro. Ao longo de todo trajeto pude perceber que a chuva que caia naquele final de tarde realmente estava deixando o difícil transito ainda mais caótico. Em pouco mais de 40 minutos cheguei ao Viaduto do Chá e apesar da chuva ainda desfrutei de um interessante passeio pela cidade. Passei por estudantes que após o “trote” tomavam suas cervejas, uma fantástica loja de discos com uma promoção incrível de discos com LPs a R$2,00, além disso, até presenciei uma pequena batida de carros e a briga dos motoristas. São Paulo sempre nos surpreende e a pé, é muito mais cativante, mais humana.

Ao chegar ao ponto de encontro eram pouquíssimos manifestantes, quase 18hs contei cerca de cem pessoas. Por outro lado o contingente policial era enorme, Força Tática e Tropa do Braço já estavam por lá e se aglomeraram em dois grandes grupos, um em frente ao prédio da prefeitura formando um cordão de isolamento e outro na Praça do Patriarca. A chuva ia e vinha. A Fanfarra do M.A.L. desfilava sua malemolência e novo repertório, o maracatu do Território Livre também marcava território, além disso, o MPL havia levado uma catraca vestida de noiva acompanhada por seu pai o Barão Catraca e também um grande boneco do prefeito Haddad, no estilo boneco de Olinda. O tempo ia passando e o número de manifestantes cresceu um pouco. Eram quase 19hs quando a assembleia que decidiria o trajeto começou.

Dessa vez foram quatro as propostas e a vencedora foi a que o próprio MPL havia sugerido. O trajeto seria então: Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco, Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Viaduto Dona Paulina, Praça João Mendes, Rua Anita Garibaldi, Rua Roberto Simonsen, Largo Patéo do Colégio, Rua 15 de Novembro e a Rua General Carneiro pra chegar ao Terminal Parque Dom Pedro II. Ou seja, um grande role pelo centro de São Paulo.

A saída do ato demorou um pouco depois de terminada a assembleia, pois o MPL fez o casamento da Catraca com o Haddad, contando com a maldição do Padre Júlio Lancelotti, responsável pelo casório, a união foi estabelecida e tirou risadas e gritos contra o prefeito daqueles que assistiam, sob chuva, a confirmação da união pra lá de estável entre o prefeito e a catraca. A pegada mais “artística” do MPL se contrapõe com a nítida perda de força do movimento que já não consegue reunir tantas pessoas, mas que também começa a ver com mais força a pauta da falta de água dentro das manifestações. Talvez tudo se fortaleça quando as pautas se encontrarem, o que deve acontecer em breve.

Eram pouco mais de 19hs quando o ato finalmente saiu. O role pelo centro foi tranquilo e acompanhado de perto pela polícia, no começo nem tão de perto assim, a Tropa do braço fazia o já tradicional “envelopamento”, mas ficando a uma distância maior dos manifestantes, uns dois ou três metrôs. Com o tempo, porém, foram chegando perto e no final do ato estavam colados na galera o que gerou – como sempre – certa tensão. Pude ver alguns poucos Black blocks entre os manifestantes, mas também em número menor que o de costume. No meio do caminho perguntei ao comandante da PM quantas pessoas estavam na manifestação, ele me falou que no máximo umas 120 pessoas, já um garoto do MPL disse que deveria haver pelo menos umas duas mil. Eu chuto umas 800 pessoas.

Ao longo de todo o trajeto a Força Tática da PM protegia as vidraças dos bancos, prédios de órgãos públicos e algumas lojas, além disso, na linha de frente do ato estavam lá o tempo todo a Noiva-Catraca e o Bonecão do Haddad. O MPL tirava uma onda da relação do prefeito com a cobrança de tarifas. No final deu tudo certo, ninguém quebrou nada, a polícia não agrediu ninguém, não teve bomba, não teve bala de borracha.

Já eram mais 21hs quando o ato chegou ao Terminal Parque Dom Pedro onde foi feito o também já tradicional jogral festejando o fim do ato e a luta contra a tarifa, entretanto, não foi anunciada a data da próxima manifestação. Em seguida a Noiva-Catraca foi incendiada e o pessoal pulou a catraca. Alguns moradores de rua entraram na brincadeira e por pouco não se machucaram, fazendo com que a galera pedisse para que não pulassem mais. Tudo isso foi acompanhado bem de perto pela polícia, que nessa hora cercava completamente os manifestantes. Na entrada do Terminal, um grupo da Força Tática fazia uma “revista leve” (bolsas e mochilas eram verificadas na entrada) de todos que entravam no terminal, manifestantes ou não.

Eram 21h30 quando deixei o Terminal, já não havia mais ninguém por lá, a galera se dispersou aos poucos e os restos da Noiva-Catraca queimavam melancolicamente sob a fina chuva que caía.

 


fejao

 

Thomas Dreux M Fernandes é graduado em Jornalismo e em História, exerce um pouco dos dois. Mestrando em Humanidades. Escreve para colocar as ideias em ordem. Acredita que o otimismo é o caminho para mudar.. Textos de autoria de Thomas Dreux.

 

 


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botãocursos

2 comentários

  • Pingback: 7º Ato contra a tarifa – 06/02 – Fotos | Xadrez Verbal

  • 7º “Grande”(???) Ato contra a Tarifa – a visão do “repressor”

    Antes de iniciar esse breve relato sobre o 7° Grande ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo, vale ressaltar que esta NÃO é a minha versão dos fatos, pouis não é baseada apenas no que vi e vivi na tarde/noite de 06 de fevereiro, mas a união de fatos concretos que pude juntar com todas as informações sobre o evento. O que lerão, portanto, é o relato da verdade real dos fatos, e não apenas a minha experiência vivida.

    Como costuma estar no imaginário popular e nas palavras de um grupo ideologicamente interessado em criar uma luta de classes inexistente, em que a polícia sempre é o “repressor” das manifestações, ou seja, age para impedir que elas ocorram ou quer acabar com ela, na base da violência, deixo aqui um rico relato que demonstra a verdade que não querem deixar se revelar: a PM age para que o ato ocorra com segurança e paz, vide que das mais de mil manifestações realizadas no centro de São Paulo em 2014 (todas acompanhadas pela PM) cerca de apenas 0,5% acabaram com algum tipo de violência. Por isso compartilho aqui os detalhes dessa experiência com os leitores do Xadrez Verbal, por entender que todos têm direito ao acesso à verdade real dos fatos, e não apenas a versões parciais sobre o que alguns supostos jornalistas chamam de sua “visão particular” da verdade.

    Na última sexta-feira, dia 06 de fevereiro, tive a honra de comandar o efetivo de policiais que atuaram no “7º grande ato contra a tarifa”, organizado pelo MPL.
    Antes da ação propriamente dita nós trabalhamos no planejamento do policiamento para o evento. Na página do Facebook do ato constavam apenas 3,7 mil confirmados, dentre os quais os famosos “perfis fake”, os moradores de outras cidades, Estados e até países, os fotógrafos e os simpatizantes que registram o seu apoio ao movimento mas não se dignam a comparecer às ruas, nos mostrando que o ato não seria tão grande assim, tanto que a página do FB foi apagada logo após o ato. De qualquer maneira adotamos todas as precauções necessárias, com reuniões prévias com todos os envolvidos, inclusive convidamos os organizadores do evento que, mais uma vez, não compareceram.
    Às 17 horas da sexta-feira nos reunimos sob o Viaduto do Chá, no Vale do Anhangabaú. Várias viaturas e grande efetivo policial, mas sob o viaduto, até aquele momento, nenhum manifestante. Por volta das 18 horas começamos a ouvir o som tímido de um tambor, tocado num ritmo um tanto quanto descompassado. Subi as escadas rolantes da Galeria e me coloquei diante da prefeitura, na calçada, observando os manifestantes que, até ali, se abrigavam sob a marquise do prédio do outro lado da rua, se protegendo da chuva que caía. Pude contar um a um, e constatei que naquele horário não havia mais de trinta pessoas. Aguardei ali por alguns minutos, quando um rapaz, organizador do evento, me interpelou, e eu disse que era o comandante do policiamento naquele dia. Na Praça do Patriarca estavam quatro viaturas com seus respectivos efetivos, e o rapaz, assim como os manifestantes, pareciam entender que esse era todo o policiamento para o evento. Conversei com ele brevemente, disse que aguardaria a definição de percurso que seria fruto da assembleia que realizariam, apenas solicitei que eles evitassem a região da Paulista entre o Mas e a Consolação, por causa das obras da ciclovia na região, para segurança de todos. O rapaz atendeu minha sugestão sem problemas.
    Já perto das 19 horas a quantidade de pessoas se escondendo da chuva sob aquela marquise havia aumentado bastante, já eram quase sessenta pessoas, quando mandei os policiais do CAEP se colocarem defronte ao prédio da prefeitura. Quando o primeiro grupo passou pelos manifestantes o tambor diminuiu seu volume de imediato, eram mais policiais que todo o grupo ali reunido. Logo em seguida um segundo grupo passa pelo mesmo caminho, em direção ao prédio municipal. Dessa vez o tambor perde mais ainda o ritmo e quase para. Os policiais se colocam defronte o prédio, bem no meio da calçada. Se o espaço fosse insuficiente para os manifestantes bastaria reposicionar a linha de policiais um pouco para trás. Não foi necessário.
    Duas meninas, segundo ano de Direito, mais novas que meu filho caçula, vieram conversar comigo. Representavam a liderança do movimento e perguntaram se poderiam ocupar aquela metade de calçada e a que distância dos policiais deveriam ficar. Eu disse que podiam se posicionar tranquilamente, e não havia distância mínima dos policiais. Também autorizei que um “carro de som” encostasse naquele espaço. Qual não foi minha surpresa ao ver que o veículo era um Nissan March, com aparelho de som com microfone e um bandeirão dobrado no seu banco de trás. Instalaram o equipamento, a catraca que mais tarde seria queimada e o bandeirão no viaduto. Começaram a sua assembleia com um público que não precisou ser estimado, pois foi facilmente contado, já que tínhamos acesso às imagens das câmeras do local e da transmissão ao vivo da equipe do “Olho de Águia” e do helicóptero da PM: FATO – eram 80 pessoas, fora os fotógrafos e profissionais de imprensa.
    Nesse ponto foram chegando mais policiais, que chamamos de POP, Policiamento Ostensivo a Pé, reforçando ainda mais a presença policial naquele evento.
    O movimento decidiu o destino, seria o Parque Dom Pedro. Começou o deslocamento, os manifestantes de guarda-chuvas abertos, os policiais andando tranquilamente sob a chuva. As viaturas se juntaram ao grupo, muitas à retaguarda, outras à frente. As duas meninas perguntaram se podiam caminhar ao meu lado, obviamente consenti. Começamos a conversar sobre vários assuntos, falei que meus filhos também estudam em Universidades públicas, conversamos sobre o itinerário, sobre o movimento, sobre a chuva.
    Um rapaz do movimento ia conversando comigo sobre o caminho a seguir, ele não sabia o nome das ruas, mas eu o informei rapidamente, tudo corria na mais completa paz.
    Sobre o Viaduto Maria Paula uma das meninas me perguntou a quantidade de pessoas no ato, eu lhe disse que na concentração eram 80. Ela demonstrou decepção em sua expressão. “Só isso? Mas agora tem mais, não é?”
    “Sim”, respondi, “agora já deve ter mais de cem”.
    “Só isso? Ah, deve ter uns duzentos, trezentos… uns quinhentos pelo menos, vai?”
    Não tinha, não havia como. Nesse instante o articulista do Xadrez Verbal vem até mim. Eu já o havia visto, sempre de longe tirando suas fotos, sem falar com ninguém, manifestante ou policial. Mas ele chega a mim e pergunta:
    “Para a PM quantas pessoas tem aqui?”
    Certamente ele queria a minha opinião, não a “da PM”, e eu lhe disse: “no momento umas cento e vinte, cento e cinquenta pessoas”. Saiu, não me perguntou mais nada. Não contestou minha informação e nem sequer teve a curiosidade de indagar o critério utilizado para tal cálculo. Se ele perguntasse, eu lhe mostraria que naquela pista, de 12 metros de largura, o espaço entre as primeiras e as últimas faixas do ato não passava de dez metros. A matemática nos diz que o movimento ocupava um espaço de, no máximo, 120 metros quadrados. Como a aglomeração ali não era intensa, calcula-se mais ou menos uma pessoa por metro quadrado, portanto o resultado final não pode ser muito diferente do que eu lhe passei. O site do MPL diz que eram mil pessoas, seriam mais ou menos 8,33 pessoas em cada metro quadrado, nem no carnaval de rua de Salvador já se viu algo assim. O articulista calculou umas 800 pessoas, cerca de 6,66 por metro quadrado… eu não vi ninguém sobre os ombros de outra pessoa…
    Prosseguimos na caminhada, continuei conversando com as organizadoras do evento, sempre com uma conversa muito cordial e descontraída. Alguns manifestantes chegaram até mim e disseram, apontando para as viaturas que vinham atrás do grupo de pessoas a pé: “Ih, tem mais polícia que manifestantes! A polícia está se manifestando com a gente”. Eu respondi: “Mas nós estamos em todas as manifestações, contra a tarifa, contra a falta de água, contra a Copa, contra a Dilma, a favor da Dilma… a Polícia Militar é a maior participante de manifestações do mundo!”. Risadas gerais, o clima era de pura descontração.
    Descemos a Av Rangel Pestana, passamos pelo Corpo de Bombeiros. Viramos à esquerda, o rapaz responsável pelo itinerário disse: “vamos virar à esquerda agora”, eu disse que era melhor seguir em frente, sairíamos ao lado do Páteo do Colégio. Ele achou boa a ideia, “É mesmo, é melhor assim, eu estava pensando como se estivesse de carro, esse caminho é melhor mesmo”. Prosseguimos, eles queriam pegar a rua Boa Vista, para depois descer a General Carneiro. Seria uma curva muito fechada em “S”, eu disse que era melhor virar na XV de Novembro. Aceitaram, minha sugestão era melhor. Prosseguimos, quando o movimento parou, antes de entrar na General Carneiro, aguardavam a colocação do bandeirão sob o viaduto da Rua Boa Vista, a imagem seria bacana. Comentei com as meninas, que agora eram três, que o movimento estava parado diante da Bolsa de Valores. Todas disseram que não sabiam que era ali que ela funcionava. Mostrei o Impostômetro, uma delas disse que só conhecia pela Internet, a caminhada estava se mostrando muito instrutiva, ela estava conhecendo a Cidade de São Paulo.
    Prosseguimos, quase chegando ao Parque Dom Pedro eu me adiantei com o rapaz do itinerário, deveríamos definir o local onde seria queimada a catraca. Sugeri um lugar, defronte a passarela do Terminal de ônibus, eu ressaltei que a placa do terminal era visível, a passarela era amarela, as fotos ficariam boas. Gostaram da ideia, ali o ato se encerraria.
    Os manifestantes se aproximavam, no ponto de ônibus algumas pessoas olhavam assustadas. Um manifestante isolado começou a gritar “Deixa passar a revolta popular!” Parecia mais uma revolta individual, mas uma mãe no ponto de ônibus se apavora, abraça os seus três filhos pequenos como que querendo se colocar como um escudo a proteger as crianças. Chego perto da senhora, dou um “boa noite” e digo para ficar tranquila, estávamos ali para protegê-la. A senhora sorri aliviada, coloco os policiais cercando o ponto de ônibus. Queimam a catraca, fazem o jogral, começam a dispersar. Policiais faziam a proteção das estações do metrô, nada de depredações dessa vez, pois constatamos apenas 8 mascarados na manifestação que, acompanhados por policiais, eram perfeitos cidadãos pacíficos.
    A organizadora olha para a catraca queimada, com ar de desolada… “pouca gente dessa vez… foi a chuva… mas é o que tinha prá hoje, fazer o que?”.
    Fiquei com pena da menina, os jornalistas me perguntam: “Alguma reavaliação da quantidade de pessoas?”. Quebrei o galho das meninas: “aumentou sim, umas duzentas pessoas”. As meninas são gente boa, mereciam essa força, e o “repressor” fez questão de dar uma ajuda.

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