MPL – Chuva e repressão da PM marcam o 4° Ato

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Caros leitores, nosso colaborador Thomas continua a cobertura jornalística dos atos do MPL, fornecendo um relato em primeira mão da manifestação de ontem, em São Paulo, contra o aumento da tarifa. As fotos do post e da galeria de fotos são de sua autoria. O relato do primeiro ato está aqui, e o relato do segundo ato, neste link, e o relato do terceiro ato está aqui.

A galeria de fotos do quarto ato também está no ar.


Antes de iniciar esse breve relato sobre o 4° Grande ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo, vale ressaltar mais uma vez que esta é a minha versão dos fatos, baseada no que vi e vivi na tarde/noite de ontem. Não irei tentar aqui, compreender ou explicar as causas, porquês e possíveis consequências do que aconteceu. O que lerão é um relato com algumas opiniões pontuais. Não há qualquer tentativa de estabelecer uma única verdade sobre os fatos, esta é apenas a minha experiência vivida.

Janeiro. Sexta-feira. Final da tarde. O calor infernal dos últimos dias havia amenizado um pouco. Parecia que a chuva não tardaria. O MPL organizava seu 4° Ato contra a tarifa na cidade. O ponto de encontro era mais uma vez o Teatro Municipal. Às 17h15 cheguei ao local marcado. Minutos antes andando pelas ruas do centro da cidade cruzei com o mesmo aparato policial das últimas manifestações: Tropa de Choque, Tropa do braço, Força Tática, ROCAM, cinegrafistas da PM. De acordo com a própria polícia, eram ao todo mais de 800 policiais envolvidos na “segurança” da manifestação.

Naquela hora de acordo com meus cálculos já eram aproximadamente duas mil pessoas na concentração e se preparavam para a assembleia que definira o trajeto da manifestação. Os presentes? Como de costume os que tem saído às ruas e demonstrado descontentamento com o preço da tarifa do transporte público na região metropolitana de São Paulo, Punks, estudantes universitários, colegiais, professores, moradores de rua, senhores de idade, mães, pais, filhos. Entretanto, havia uma diferença, quase não se viam black blocks. Algo que a própria polícia reconheceu mais tarde. Mais uma vez a assembleia foi bastante tranquila, foram apresentadas três propostas de trajeto, ficou definido portanto, que o Ato faria um recorrido pelo centro da cidade, partiria do Teatro, cruzaria o Viaduto do Chá e então Rua Direita, Quinze de novembro, Anchieta, Boa Vista, Libero Badaró, Largo São Francisco, Avenida Brigadeiro Luís Antonio, Rua Dona Maria Paula, Viaduto Jacareí, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos, Largo Paissandu, Avenida Ipiranga para finalmente chegar à Praça da República.

Ás 18h20 a manifestação partiu do Teatro e desde o princípio o Ato foi acompanhado de perto pela Tropa de Choque e Tropa do Braço que faziam o já conhecido “envelopamento” da manifestação, cercando a mesma por todos os lados não deixando com que ninguém entrasse ou saísse através do cordão de policiais. De acordo com a PM tudo para garantir a “segurança” do Ato. Ao longo do trajeto pelas ruas estreitas da cidade os manifestantes cantavam palavras de ordem e músicas de protesto contra o aumento do preço da passagem e também chamando as pessoas em volta a participar da manifestação. Ao chegar ao Pateo do Collegio pude perceber que a PM havia postado tropas da Força Tática em frente ao Tribunal de Justiça onde avistei um policial portanto uma metralhadora com munição letal. Além disso, tropas similares foram colocadas na porta de todas as agências bancárias que estavam no trajeto da manifestação, assim como em todas as repartições públicas: Secretaria de Transportes Metropolitanos, Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público Estado de São Paulo e Câmara Municipal. Em frente a cada um desses edifícios vi um policial portanto uma metralhadora com munição letal.

A caminhada seguia e foi se enchendo a cada esquina virada. Quando estava quase em frente a estação São Bento do metrô começou a chover, uma chuva que já se anunciava a tempos e que caiu com força, em poucos minutos todos ali estavam ensopados, manifestantes, policiais, repórteres, todos no mesmo barco, na mesma situação. As reações foram diferentes, enquanto jornalistas e cinegrafistas buscavam proteger seus equipamentos, policiais fecharam a cara e a manifestação acendeu, cada um dos presentes cantava mais alto, mais forte, como se dissessem, não será essa chuva que irá nos parar. Confesso que quando a chuva caía forte demais e eu não conseguia fotografar guardei meu equipamento e no meio da multidão cantei e pulei contra a tarifa. Até porque nunca escondi meu apreço e apoio à causa.

A impressão que tive foi que a cena da multidão em marcha, na chuva, sem dispersar enfraquecer cativou os que viam do alto dos prédios e a partir dali mais gente passou a compor a manifestação pelo centro da cidade. Pude ter uma boa noção do tamanho do ato quando o mesmo passou em frente ao Largo São Francisco, eu calculo entre nove e dez mil pessoas presentes. Tudo correu com bastante tranquilidade ao longo de praticamente todo o ato, ao entrar na Rua Maria Paula um passageiro de um ônibus no sentido contrário começou a gritar e ofender os manifestantes, um objeto foi jogado e rapidamente um policial reprimiu o passageiro, ameaçando inclusive entrar no ônibus. Manifestantes e policiais faziam um esforço para que o ato seguisse. Alguns metros adiante, quando a manifestação passava pela Câmara dos vereadores duas meninas que estavam queimando uma bandeira do Brasil tentaram jogá-la no prédio da Câmara, nesse momento os policiais que faziam a segurança do prédio agruparam-se e pensei que bombas começariam a ser jogadas. Felizmente o ato seguiu sem maiores problemas.

Ao passar novamente em frente ao Teatro Municipal já era noite e a chuva havia parado. Ao entrar na Rua Conselheiro Crispiniano, cerca de duas quadras do destino final, tudo parecia caminhar para um desfecho tranquilo. Entretanto, quando o ato passava em frente a uma ocupação do MTST ouvi uma bomba explodindo bem no começo do ato, próximo da faixa do MPL e de quase toda a imprensa. Imediatamente a linha da Tropa de Choque que estava do lado direito da calçada começou a empurrar a multidão contra a outra linha do outro lado da rua. O que fez com que a maior parte dos manifestantes voltassem em direção do Teatro Municipal e outros fossem na direção do Largo Paissandu. Em poucos segundos a polícia começou a atirar bombas e balas de borracha contra os manifestantes que estavam no Largo Paissandu e gritavam “sem violência”.

Foram algumas bombas e diversos tiros até que presenciei um policial da Tropa de Choque dizendo ao que atirava balas de borracha: “Para de atirar porra!! Quem que deu essa ordem?” (a cena citada, ou similar, pode ser vista neste vídeo do Estadão). Imediatamente os tiros cessaram. Da mesma forma que ao se dirigir ao outro lado da rua e gritar com os outros policiais para que as bombas parassem de serem jogadas, elas pararam. Entretanto, próximo ao Teatro eram dezenas de policiais correndo contra os manifestantes que então revidavam com rojões, pedras e também enfrentamento físico. Vi um garoto caído no chão levando chutes e cacetadas de quatro policiais. Em seguida o levaram preso.

Nesse momento boa parte da manifestação já havia dispersado e conseguia ouvir bombas nas ruas Sete de Abril, Barão de Itapetininga. Acompanhei a Tropa de Choque até a Praça da República onde novamente não faltaram bombas e tiros de borracha. No local foram quebradas vidraças de três agências bancárias. Ao longe ouvia bombas nas proximidades da Praça Roosevelt. Por todo o centro se viam sacos de lixo revirados. Vale destacar que até o momento em que a polícia começou a reprimir a manifestação eu não vi uma só vidraça quebrada ou lixo revirado. Algo que foi confirmado pela própria PM.

Tudo começou com a bomba que explodiu em frente a ocupação, conversei com aproximadamente dez manifestantes que estavam próximos do momento da explosão, todos me garantiram que ela não partiu de dentro da manifestação. Ao entrevistar o Major Luís Augusto Ambar obtive a posição oficial da PM que por sua vez acredita que a bomba foi atirada pelos manifestantes, mas também não desmentiu nada do que disseram os manifestantes.

Neste vídeo um manifestante declara que a bomba partiu do alto da ocupação. Tendo partido de onde seja, dos manifestantes, da polícia ou da ocupação nada justifica o modo como a PM reagiu ao fato. A repressão se deu mais uma vez de maneira desproporcional e extremamente violenta, ferindo cidadãos que estavam ali pacificamente protestando por um direito, vale destacar que o jornalista Edgar Maciel também foi ferido com tiro de borracha na perna. Uma opinião: se a PM trata os seus casos de abuso de poder e/ou violência policial como “casos isolados” deveria tratar uma bomba isolada ou qualquer ação violenta isolada dentro de uma manifestação como tal, e não igualando todas as pessoas presentes como inimigos da ordem, colocando-as todas sob a mesma ação repressiva desmesurada, violenta e abusiva.

O 4° Ato contra o aumento terminou, mas como bradavam os manifestantes durante toda a marcha: “Não tem arrego”. Terça-feira tem mais.

P.S. Durante mais de meia hora procurei o Major responsável pela operação para saber qual o motivo das agressões segundo a PM. Fiz a entrevista junto com outros repórteres, entre eles Eleonora Pascoal da TV Bandeirantes e seu cinegrafista (Fernando).

Em seguida conversava com o cinegrafista que me confessou não ter nenhum tipo de respaldo da emissora para estar trabalhando na rua em uma situação de risco como a de ontem. De acordo com ele, a Rede Bandeirantes (mesmo conglomerado midiático que empregava o cinegrafista morto no RJ) não disponibilizou nem disponibiliza nenhum capacete e/ou máscara de oxigênio para seus funcionários que trabalham em manifestações como as de ontem.

Ele (Fernando) o cinegrafista, Eleonora Pascoal e uma repórter da rádio bandeirantes estavam expostas à brutal repressão da PM, pedras e rojões dos manifestantes sem qualquer proteção. E olha que eles trabalham em uma das maiores empresas jornalísticas do país. De acordo com Fernando, ele hesitou em ir às ruas ontem, só o fez pois sabe que a repórter gosta deste tipo de pauta. Sabe o que isso significa?

A censura mais sorrateira, suja e desonesta possível. Pois, uma vez que o funcionário (jornalista) não tem sua segurança garantida no seu trabalho ele não irá fazê-lo direito. E foi o que ocorreu, o mesmo cinegrafista me disse que acompanhou a manifestação bem de longe e fez algumas imagens distantes só para ter o que passar na TV. Ou seja, se autocensurou por ter medo de se ferir ou morrer, como o que aconteceu com seu colega. Consciente ou inconscientemente ele ajudou a promover a desinformação.

A grande imprensa paulista mostra suas caras quando faz e também quando deixa de fazer. Rede Bandeirantes tenha vergonha não só do que diz, mas também e principalmente de como trata seus funcionários!!

 


fejao

 

Thomas Dreux M Fernandes é graduado em Jornalismo e em História, exerce um pouco dos dois. Mestrando em Humanidades. Escreve para colocar as ideias em ordem. Acredita que o otimismo é o caminho para mudar.. Textos de autoria de Thomas Dreux.

 

 


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10 Comentários

  • É desnecessário dizer, mais uma vez, sobre a conveniência de relatar “o que viu”… agências bancárias quebradas? nada… Patrimônio público depredado? nada… Rojões apreendidos com “pacíficos” manifestantes? nada…

    Tudo isso estava no “ponto cego” da visão do autor… mais do mesmo, como sempre.

    • thomasdreuxfernandes

      Eduardo, mais uma vez agradeço pela leitura e comentários. Entretanto, o que você diz neste comentário não condiz com o texto, cito aqui os trecho onde descrevo quando vi e ouvi rojões e pedras sendo atirados contra a polícia, assim como as vidraças de bancos que vi quebradas na Praça da República:

      “[…] próximo ao Teatro eram dezenas de policiais correndo contra os manifestantes que então revidavam com rojões, pedras e também enfrentamento físico”.

      “Acompanhei a Tropa de Choque até a Praça da República onde novamente não faltaram bombas e tiros de borracha. No local foram quebradas vidraças de três agências bancárias”.

      Vale destacar também que foi o próprio Major Ambar que disse em entrevista e não apenas a mim (anexada ao relato) que o dano ao patrimonio público foram as três agências bancárias. Então me perdoe, mas dessa vez não há como dizer que eu vi e não quis relatar como você tem frequentemente insinuado. Está tudo no texto.

  • Aliás, eu vou poupar o tempo de algum eventual leitor desses “resumos”, pois eu mesmo encerro aqui tanto meus comentários quanto a leitura desses “artigos”:
    Outras manifestações serão realizadas, com a pauta do repúdio ao aumento de 50 centavos. Na prática querem que a passagem de ônibus e metrô não seja mais cobrada nas catracas, mas que sejam pagas por nós, contribuintes. Sabem que dessa forma os tributos serão aumentados, e os lucros dos empresários de ônibus aumentará enormemente, pois sem catracas só restará a certeza de que a demanda aumentou muito, e o Estado pagará (com o MEU e o seu dinheiro) mais do que já paga aos mesmos empresários…

    Pois bem, o autor vai falar que o movimento é lindo, que a manifestação tem duas, três ou até DEZ vezes mais pessoas do que realmente tem, pois ele fala “só o que ele vê”, e ele calculou essa quantidade de gente. Depois ele vais falar que por onde passa as pessoas apoiam o movimento, quando na verdade percebemos pessoas correndo para chegar em casa, depois de um dia de trabalho, tentando fugir da bagunça das ruas, a maioria xingando os manifestantes.

    Depois ele vai elogiar os manifestantes e minimizar os seus atos de incivilidade, pichações e depredações não existem e quando não dá para negar o óbvio ele vai minimizar esses atos criminosos, “jogaram umas pedrinhas”, “queimaram uma bandeirinha”, mas “tudo na PAZ”.

    Por fim ele vai apontar o culpado de todos os males: a Polícia!!! Ela quer “reprimir”, quer “acabar com o ato”, quer “agredir e ameaçar as pessoas pacíficas desarmadas”. Não vai comentar que a Polícia atua em centenas de manifestações das mais diversas organizações e nada acontece, mas nas manifestações “organizadas” pelo MPL, invariavelmente, acaba tudo em violência.

    Ele vai subverter a lógica. Se a PM quer acabar com o ato por que a violência só acontece quando o ato já dura mais de duas ou três horas? Não seria mais lógico m”atacar” logo no início???
    Se a PM pratica a violência, exclusivamente, como tantos atos de vandalismo são vistos???

    A verdade é que esse movimento se alimenta disso, incita e pratica a violência e depois tenta culpar a polícia, para tentar assumir a aura de “perseguidos políticos”, pois de outra forma teriam apenas a visibilidade que merecem: pouquíssima, quase nenhuma. E antes de que alguém tente rebater esse meu comentário, eu já adianto: É ASSIM QUE EU VEJO, E EU SÓ FALO DO QUE EU VEJO.

    Grande abraço a todos, como já adiantei esse é o encerramento de minhas participações e visualizações neste site.

    • No que tange ao debate, além do que é pertinente ao autor dos textos, esse trecho aqui não faz absolutamente nenhum sentido: “Sabem que dessa forma os tributos serão aumentados, e os lucros dos empresários de ônibus aumentará enormemente, pois sem catracas só restará a certeza de que a demanda aumentou muito, e o Estado pagará (com o MEU e o seu dinheiro) mais do que já paga aos mesmos empresários…”

      Um abraço Edu.

  • Ué, o texto fala de um ato político e o cerne da motivação e consequência desse ato não faz sentido? O MPL fala apenas disso, do transporte gratuito (para quem usa), mas todos sabemos que não há almoço grátis, os ônibus continuarão circulando, o serviço continuará sendo pago. A diferença é que para isso haverá MAIOR tarifação dos trabalhadores, e como o número de usuários do sistema aumentará o lucro dos empresários (os mesmos de hoje) obviamente aumentará.
    E esse comentário se torna válido para o debate do texto pois é esse o panorama desejado pela liderança da citada manifestação.

    • Caro Edu, desculpe, não fui claro em meu comentário. O que não faz sentido não era o seu comentário, mas a ideia presente nele.

      Antes de continuar, lembro-o que não sou do MPL e não necessariamente defendo o passe livre.

      Mas, dentre suas palavras, permita-me algumas observações.

      “Sabem que dessa forma os tributos serão aumentados”

      Não necessariamente; cito, por exemplo, a negociação para o combustível do tranposrte público ser mais viável, como citado no meu texto sobre o tema, e a possibilidade de investimento da iniciativa privada. Embora muita gente tenha uma perspectiva estatal sobre o transporte público, o bom uso da publicidade pode suprir imensa parte da lacuna de custos. Exemplos: Alemanha no caso 1, Londres no caso 2.

      “os lucros dos empresários de ônibus aumentará enormemente”

      POde-se manter a margem de lucro estipulada por lei, de 7% (e que, na realidade, hoje, é muito maior, por um “erro” de cálculo na última licitação); na verdade, a catraca livre facilita isso, pois evita as disputas por linhas mais ou menos rentáveis, além de tirar a lotação da equação, um dos principais problemas do transporte público hoje.

      “pois sem catracas só restará a certeza de que a demanda aumentou muito”,

      Primeiro, que não é SEM catracas, a ideia é a catraca livre, justamente pelo controle de números, ligado diretamente ao número de veículos e qualidade das linhas. Além disso, uma demanda maior pelo transporte público é extremamente benéfica, horizontalmente. Menos trânsito, mais qualidade de vida, menos poluição e melhora na economia.

      “e o Estado pagará (com o MEU e o seu dinheiro) mais do que já paga aos mesmos empresários…”

      Primeiro, lembro-o que os comentários acima também se aplicam aqui (como a publicidade, por ex). Segundo, ao menos o MEU dinheiro também vai para o transporte público. Terceiro, novamente, equaliza e divide os custos. Aumentar uma oferta de transporte público, melhor e mais barato, até mesmo gratuito, cria sua demanda, que gera uma sequência de benefícios, além, é claro: ao aumentar a demanda, mais gente terá o SEU dinheiro envolvido no tema.

      Acredito que esse comentário também responde o seu último. Já que sua, repetida, preocupação é com os empresários e suas fatias, espero que entenda as críticas ao sistema atual, onde os únicos beneficiados são justamente os empresários do setor. Caso não tenha lido meu texto anterior, fica a sugestão: https://xadrezverbal.com/2015/01/06/nao-e-so-pelos-centavos-aumento-da-tarifa-e-a-caixa-preta-do-transporte-publico-em-sao-paulo/

      Um abraço, Edu

  • Filipe, me perdoe, eu li e reli os seus comentários e com toda honestidade nenhuma das questões que eu coloquei foi respondida.

    Todas as questões que vc coloca são possíveis de serem aplicadas no sistema atual, mas diferentemente de seus textos e sua percepção, o MPL não aponta qualquer desses questionamentos, apenas o recuo dos 50 centavos e a gratuidade do sistema.
    Com a “catraca livre” simplesmente se acabará com as linhas menos rentáveis porque TODAS as linhas serão extremamente rentáveis, a exploração da publicidade e a terceirização dos espaços públicos já existe no Metrô há pelo menos 20 anos, e ainda assim o sistema é deficitário, depende de subsídios, por isso o aumento de impostos será a saída encontrada para esse “milagre” do passe livre. Discursos como esse seu nós vimos aos montes, exemplo da última eleição, quando estavam na boca da candidata que vc apoiou, depois de passadas as eleições, a realidade é a mesma e dura de sempre: aumento de preços, recessão, corte de direitos trabalhistas e aumentos, MUITOS aumentos de impostos.
    Infelizmente esse é o mundo real, e o MPL aprendeu como tirar proveito disso: com mentiras.

    Grande abraço.

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