Ato contra a tarifa mais uma vez é “acabado” pela PM

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Caros leitores, nosso colaborador Thomas fornece um relato em primeira mão da manifestação de ontem, em São Paulo, contra o aumento da tarifa. As fotos do post e da galeria de fotos são de sua autoria. O relato do primeiro ato está aqui.

Em breve, a galeria de fotos do segundo ato também estará no ar.


Outra vez antes de iniciar esse breve relato sobre o 2° Grande ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo, vale ressaltar que esta é a minha versão dos fatos, baseada no que vi e vivi na tarde/noite de ontem. Não irei tentar aqui, no calor do momento, compreender ou explicar as causas, porquês e possíveis consequências de tudo que aconteceu. O que lerão é um relato com algumas opiniões pontuais. É também um desabafo.

Um pouco antes das 17hs cheguei à Praça do ciclista, esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. A chuva naquela hora caía leve e em poucos minutos pararia. Dali pra frente não choveria mais durante todo o protesto e assim como no 1° Grande Ato o calor forte acompanhou toda a manifestação. No ponto de concentração do Ato já estavam reunidas pouco mais de mil pessoas. Além de um grande contingente de policiais da Força Tática, porém já havia visto a Tropa de Choque nas ruas próximas.

Com o passar do tempo mais pessoas foram chegando e a praça foi se enchendo de gente. Por volta das 17h30 apenas uma faixa da Avenida Paulista no sentindo Consolação estava ocupada por manifestantes. Nesse momento teve inicio uma grande movimentação da Tropa de Choque, creio eu que mais de uma centena de militares trajando o novo uniforme de combate popularmente chamado de “Robocop” ou “Power Rangers” saíram de sete onibus da Polícia Militar que estavam estacionados na Paulista e formaram um duplo cordão de isolamento da Avenida Paulista, como que indicando que o Ato deveria seguir para o outro lado. Além disso, havia um enorme efetivo policial na via da Paulista em direção ao Paraíso, cercando os manifestantes também desse lado. Neste momento abordei o Major Victor Fedrizzi responsável pela operação e o indagei se o procedimento da PM seria mais uma vez o “envelopamento” da manifestação (tática utilizada pela policia que consiste em cercar os manifestantes por todos os lados). A resposta que obtive foi: “Ainda não sabemos e se soubesse não lhe diria. Somente na hora iremos decidir”.

Sem dúvida alguma a presença ostensiva da PM em torno do Ato aumentou e muito a tensão. Ao mesmo tempo centenas de pessoas deixavam o trabalho e tentavam entender o que estava acontecendo e o porque de tamanho efetivo policial. Conforme nos aproximavamos das 18hs o número de manifestantes cresceu consideralvemente. E mais uma vez eram diversos os grupos presentes. Punks, black blocks, estudantes universitários, colegiais, professores, moradores de rua, senhores de idade, mães, pais, filhos, havia, porém, algo de diferente. Havia muitos representantes e militantes de movimentos sem teto.

Por volta das 17h50 teve inicio a Assembléia que decidiria o trajeto do Ato. Ao todo foram sete as propostas enviadas à mesa e defendidas por representantes dos mais diversos coletivos, entre eles um representante do PT que a princípio foi recebido com vaias por alguns dos presentes e que rapidamente foram substituídas por alguns gritos de “democracia” e “deixa o cara falar”. A assembléia de ontem foi um pouco mais quente que a do primeiro Ato, talvez pelo maior número de propostas e pelo fato de que alguns dos que foram defender as propostas se procuparam mais em discursar para os presentes do que defender o trajeto. Após votação apertada a proposta de trajeto vencedora foi: Rua da Consolação, Rua Xavier de Toledo, Viaduto do Chá, Prefeitura, Rua Libero Badaró e finalmente a Rua Boa Vista onde fica a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Governo do Estado. Atentem-se a essa informação ela será muito útil para compreender como o Ato “foi acabado” pela PM.

Decidido o trajeto após alguns minutos de negociação com a polícia o ato saiu tomando todo o sentindo centro da Rua da Consolação. Neste momento a Tropa de Choque e a Tropa do Braço mais uma vez fizeram o “envelopamento” de parte da manifestação. Não foi possível cercar todos os manifestantes por conta do grande número de pessoas nas ruas. Pelos meus calcúlos, pouco menos de 15 mil pessoas. Dessa forma ficaram cercados pela polícia, os black blocks, os representantes do MPL e as primeiras duas ou três mil pessoas que formavam a marcha. Com o tempo a tática da polícia se mostrou pouco eficaz, pois os manifestantes tomaram uma das faixas do sentindo Avenidas Paulista da Rua da Consolação e muitos ultrapassaram o cerco da policia. Só pude perceber a dimensão do tamanho do Ato ao chegar na esquina da Consolação com a Rua Sergipe onde olhava pra cima e não via o final da manifestação.

Um pouco depois da esquina com a Rua Piauí houve um princípio de tumulto quando um manifestante foi puxado por um grupo de policiais da Tropa de Choque e detido. Formou-se uma confusão com manifestantes tentando fazer com que a polícia soltasse o detido. Naquele momento faltou pouco para que a polícia partisse com tudo pra cima dos manifestantes. O MPL e muitos presentes se mobilizaram para que o Ato não dispersasse e seguisse em direção ao centro. Mais tarde uma amiga que estava no final da marcha me avisou por celular que a PM havia jogado muitas bombas na Rua Consolação fazendo com que muitos corressem assustados.

Ao longo de todo o trajeto o que víamos era uma constante negociação e conflito entre os manifestantes e a polícia para que os primeiros pudessem seguir o trajeto pretendido. Na Rua Xavier de Toledo o MPL fez um esforço para não deixar um grupo de black blocks se desgarrar do ato, o que poderia ser um pretexto para a polícia por fim ao Ato. Ainda assim, ao chegarmos em frente ao Teatro Municipal tive a impressão de que dali não passaríamos devido ao enorme número de policiais que cercavam o ato e outros que pareciam estar esperando pelos manifestante.

Ingenuidade minha. A polícia nos deixaria chegar até o prédio da prefeitura do outro lado do viaduto do chá. Talvez porque essa prefeitura esteja hoje sob o comando do PT e a polícia tem como seu comandante geral o Governador do estado, Geraldo Alckmin, do PSDB. Chegando em frente a prefeitura pude ver que havia uma enorme concentração de polícias da Tropa de Choque na frente do prédio, na Praça do Patriarca, onde inclusive estavam dois caminhões do mesmo pelotão e outro efetivo bloqueando a saída à direita pela Rua Libero Badaró. Ou seja, as únicas saídas possíveis para uma multidão de mais de 10 mil pessoas eram a esquerda pela apertada e estreita Rua Libero Badaró ou então voltar pelo Viaduto do Chá tomado pela multidão. Antes de tentar seguir com o Ato foram cantadas músicas e gritos de guerra para o prefeito Haddad além de projetada a imagem do prefeito e uma catraca com os dizeres: “Je suis Catraca”.

Alguns minutos depois os manifestantes tentaram seguir seu trajeto entrando à direita na Rua Libero Badaró, no momento em que eu estava conversando com uma jornalista a pouco mais de 15 metros da primeira linha da Tropa de Choque vi a primeira bomba sendo arremessada no meio da multidão. Tive tempo de virar de costas tentar me proteger e colocar a máscara de gás, o capacete e tentar me afastar das bombas que agora choviam em ritmo de São João, assim como as incessantes balas de borracha. Nessa hora senti uma bomba batendo no meu pé esquerdo e explodindo. O resultado foi um corte no tornozelo e outras escoriações pela perna. Em seguida desci pela Rua Líbero Badaró em sentindo oposto, tentando chegar ao outro lado da rua para sair da linha de mira dos policiais e continuar fotografando. Nesse meio tempo a polícia atacava sem parar a multidão que de costas tentava voltar pelo viaduto do chá para longe da repressão, dando de frente com outro pelotão do choque em frente ao teatro municipal.

Nunca vi tanta polícia e um aparato repressivo tão grande em ação. Eram centenas de policiais da tropa de choque espalhados por todo o centro da cidade, força tática, ROCAM, cavalaria, helicóptero, tropa do braço, um efetivo enorme. Dessa forma a repressão seguiu por todas as ruas e avenidas da região em uma caçada aos manifestantes que teve como marca a truculência e abuso policial. Foram ao menos 15 as prisões arbitrárias e sem justificativa feitas pela PM. Pude presenciar três delas em frente ao teatro municipal e ao indagar os policiais do porque de tais prisões não obtive nenhuma resposta. Apenas empurrões, cacetadas e palavras de: “Fique longe, é para sua segurança”. Por uma mera coincidência o Ato pode chegar à prefeitura, mas não à Secretaria de Transportes do estado.

Após algum tempo as coisas se acalmaram, mas alguns descontes ainda resistiam no centro da cidade entoando palavras de ordem contra a atuação da PM. Me chamou muito a atenção um homem que vestido com sua roupa social de trabalho gritava contra um grupo de aproximadamente cinquenta policiais amontoados em torno de um preso. O homem bradava: “Eu sai do trabalho e vim pra rua me manifestar porque isso é um direito meu. Vocês não tem o direito de fazer isso com a gente. Com essa farda você faz isso não é? Quero ver sem esse escudo. Eu estou lutando por um direito meu. Eu estou lutando por vocês”. Pude ver o olhar incomodado dos policiais nessa hora.

Já eram quase dez horas da noite quando estava indo embora. Ao sair do teatro municipal em direção à Praça da república cruzei com o Major Victor Fedrizzi e pude falar diretamente para ele com toda a raiva que sentia naquele momento que eu, outros profissionais de imprensa e muitos, muitos manifestantes que estavam pacificamente na rua foram feridos pela tropa que ele estava comandando. O que ouvi foi: “O senhor pode ir a corregedoria da PM e também registrar um boletim de ocorrência”. Minha noite terminou como o 2° Grande Ato Contra a Tarifa, com truculência, irresponsabilidade, despreparo e violência policial.

Terça-feira tem mais. No Tatuapé, longe do centro. Com mais força, mais gente e mais luta.

 


fejao

 

Thomas Dreux M Fernandes é graduado em Jornalismo e em História, exerce um pouco dos dois. Mestrando em Humanidades. Escreve para colocar as ideias em ordem. Acredita que o otimismo é o caminho para mudar.. Textos de autoria de Thomas Dreux.

 

 


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14 Comentários

  • Comentário parcial e desnecessário… o resumo: os participantes decidiram por um trajeto… depois do viaduto do chá iriam pegar a Libero Badaró… mas a PM não deixou que fossem para a RUA DIREITA, só deixavam seguir pela LÍBERO BADARÓ (justamente o trajeto pretendido). Ah, a PM deixava a manifestação chegar na prefeitura (que é do PT), porque é do governo do PSDB… mas aí a tropa de choque protegia o prédio da prefeitura (Ué, a Tropa de Choque não é do PSDB??? Ela protege um prédio do PT???)
    O mais interessante é que o autor não cita os tiros de rojão que os “manifestantes” atiraram contra os policiais… isso ele não vê e não tem nenhum “amigo” que lhe conte…

    Detalhe: A PM acompanha manifestações contra a Dilma, contra o Alckmin, contra PT, pró PT, do Movimento pela Moradia, pela Reforma Política, pela Intervenção Militar, dos Professores, dos Metalúrgicos e nada acontece, não jogam bombas de gás, nem de efeito moral, nem fazem uso da tonfa, só acompanham a manifestação do início ao fim e tudo termina pacificamente, até com grupos que hostiliza, xinga a PM e desrespeita verbalmente os policiais… mas quando a manifestação é organizada pelo MPL (que, por sinal, quer o transporte gratuito, mas devidamente PAGO aos empresários, pelo contribuinte paulista, obviamente com mais gente usando o sistema, portanto com maior índice de lucros a essas empresas) os “policiais malvados” resolvem bater nos “pobres manifestantes” que não faziam nada de errado…

    Por que será que essa conversa não convence ninguém???

    • Caro Eduardo, antes de mais nada o relato que você leu é sim parcial e isto está explicíto no primeiro parágrafo do texto: “vale ressaltar que esta é a minha versão dos fatos, baseada no que vi e vivi na tarde/noite de ontem”. Além disso, nenhum relato ou narrativa é imparcial. Isso não existe. Todo relato parte de um indíviduo com formações, pensamentos e interesses diversos. Mas não entrarei nessa discussão.
      Seguindo na linha do “o que vi e vivi”, eu vi com meus próprios olhos uma linha da tropa de choque bloqueando a Rua Libero Badaró no sentindo em que a manifestação deveria seguir. Da mesma forma, que como relatei no texto acima estava a aproximadamente 10 metros do policial que arremessou a primeira bomba e não vi nem ouvi nenhum rojão ser disparado antes disso, assim como qualquer garrafa ou pedra. Ouvi alguns rojões ao longe, quando corria pela Libero Badaró em direção ao Vale do Anhagabaú, depois que a PM havia iniciado sua repressão.
      Quanto a tropa de choque na frente da prefeitura, na minha opinião o que ocorreu foi uma opção tática, pois se colocando ali a tropa poderia atacar os manifestantes por quase todos os lados, restando apenas uma rota de fuga (como também relatado no texto). E cabe ressaltar que o prédio não é do PT, mas sim o prefeito.
      Detalhe: já estive presente em manifestações do MTST, de Professores da rede pública, estudantes universitários, em que todas terminaram com a repressão da PM. Onde além de “reagir” a ação de alguns manifestantes (que teriam atacado a tropa) a PM fez uso de força desproporcional para lidar com uma multidão desarmada. Onde sem qualquer critério atacou, agrediu e feriu cidadãos que não ofereciam risco algum à tropa, à sociedade ou ao patrimônio público e privado. Não são poucas as imagens e vídeos que provam a contuda ilegal da Polícia Militar em inúmeras situações e manifestações, inclusive na última sexta-feira.
      Obrigado pela leitura e pelo comentário.
      Um abraço.

  • Thomas, você disse que a Líbero estava bloqueada à direita e liberada à esquerda. O trajeto para a Secretaria dos Transportes é à esquerda, para onde vc disse estar a via liberada. Quem disse que a prefeitura era do PT foi VOCÊ, portanto a PM protegeu um prédio do PT. Eu assisti as imagens da manifestação, vi o momento em que a PM agiu e porque. essas imagens foram visualizadas ao vivo pelo Secretário de Segurança Pública e pelo Presidente do TJ, por isso posso afirmar com toda certeza: seu relato é mentiroso (convenientemente você só viu parte da história, a que lhe convém), a PM não iniciou as agressões.
    Sobre as demais manifestações, estive trabalhando em todas no último ano, e NENHUMA nesse período terminou em repressão. Sobre a reação da PM ser desproporcional, basta ter mais que dois neurônios para entender o óbvio… o Estado que é o único que pode fazer o uso legal da força, tem que ter maior poderio de força que qualquer outro. Esse é o princípio básico de qualquer Estado democrático de Direito.
    Grande abraço.

  • Filipe, me desculpe… o colega não é mentiroso. Só que o relato dele não é verdadeiro, eu vi as imagens na íntegra… mas não é mentira, talvez… quem sabe… uma obra de ficção!!! Taí, legal!!!

  • E também eu garanto que participei de TODAS as manifestações de 2014… e nenhuma repressão ocorreu. É claro que o coleguinha podia estar de férias das manifestações do ano passado…

  • Eduardo, lhe digo mais uma vez o relato descrito acima é sobre o que vi. Não há nada a mais nem a menos e nem teria porque. Meu objetivo não é contar a história que me convém, mas sim o que vi, pude presenciar e algumas opiniões pontuais. Não vou entrar aqui em uma discussão sobre quem detém a verdade ou o que ela é, até porque cada um pode ter a sua e elas até podem conviver.
    O único comentário que gostaria de fazer é que o Estado sendo o detentor do monopólio do uso legal da força não o torna livre para utilizá-la como quiser e com a intensidade que quiser. Não é democrático atacar pelas costas uma população desarmada e sem rota de fuga, ou ainda disparar balas de borracha acima da linha cintura (acertando o rosto das pessoas muitas vezes), spray de pimenta em cidadãos desacordados, agredir a imprensa, atirar bombas de gás lacrimogêneo ou efeito moral na direção do rosto dos manifestantes. Não tive acesso às imagens da PM, mas acredito que elas e outras (da própria imprensa) mostram também esse tipo de conduta desproporcional.
    Uma dúvida prática, como faço para ter acesso às imagens da PM? Tanto as que são registradas por aqueles policiais com cameras nas mãos, quanto aquelas que são registradas pelas cameras que estão colocadas nos uniformes dos policiais?
    Por fim, não estava de “férias” nas manifestações ano passado, e quando me referi a outras atuações da PM estava me referindo a ações que tenho acompanhado desde 2008.
    Enfim, espero que hoje à noite o relato seja diferente.
    Um abraço.

  • Essas imagens fazem parte de um processo legal, podem ser pedidas via judicial. Essas imagens servem como prova quando pessoas dizem, por exemplo, que um protesto foi “acabado pela PM”. No ano passado somente na área que comando tivemos uma média de três manifestações, de diversos tamanhos e motivações, portanto mais de 150 manifestações somente na minha área em 2014, e em nenhuma delas aconteceu qualquer ato de repressão. Isso é um FATO, que contradiz frontalmente quem diz que “todas terminaram com a repressão da PM”. Generalização pura e simples, longe de um relato sério.
    É interessante esse tipo de comentário genérico, que fala sobre um monte de coisas que não aconteceu… na manifestação comentada neste post não há relato de qualquer manifestante atingido no rosto por elastômero… e em 30 anos de polícia eu NUNCA vi algum policial atirar uma bomba de efeito moral ou de gás lacrimogêneo na direção do ROSTO de alguém… Como eu disse, as imagens foram vistas ao vivo pelo Presidente do TJ. Se algo assim tivesse ocorrido, ele seria o primeiro a adotar providências. Os casos pontuais de abusos (em manifestações ou não) geram provas materiais, pessoas socorridas, lesões, processos judiciais, e NADA disso aconteceu até agora, mas falar sem o compromisso da verdade é bem fácil… basta dizer que viu, mesmo que as imagens gravadas provem que não aconteceu. Enfim, é a vida, e, pelo que eu tenho lido por aqui, duvido que o relato de hoje à noite seja diferente, mais uma vez eu prefiro assistir às imagens e ver o que realmente aconteceu.

  • * média SEMANAL de três manifestações em 2014

  • Ok. Obrigado pela leitura, resposta e comentários.

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